

	{"id":4463,"date":"2019-07-15T12:58:55","date_gmt":"2019-07-15T12:58:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4463"},"modified":"2019-07-15T13:02:50","modified_gmt":"2019-07-15T13:02:50","slug":"encontro-academico-sobre-leon-trotsky-em-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/07\/15\/encontro-academico-sobre-leon-trotsky-em-cuba\/","title":{"rendered":"Encontro sobre Leon Trotsky em Cuba"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0Correspondente Internacional da UIT-QI (Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional)<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dias 6 e 8 de maio se realizou, na casa Benito Juar\u00e9z de Havana, o primeiro Evento Acad\u00eamico Internacional Leon Trotsky, patrocinado pelo Instituto de Filosofia e o Instituto Cubano de Investiga\u00e7\u00e3o Cultural Juan Marinello, com a colabora\u00e7\u00e3o de outras institui\u00e7\u00f5es, entre as quais se destacam o Museu Casa Leon Trotsky, na Cidade do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es cobriram as contribui\u00e7\u00f5es de Trotsky \u00e0 teoria marxista, sua participa\u00e7\u00e3o nos debates culturais e art\u00edsticos, Trotsky como historiador, entre outros temas. O trotskista venezuelano Sim\u00f3n Rodrigues Porras, coautor do livro <em>Por que o Chavismo fracassou?<\/em> <em>Um balan\u00e7o da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda<\/em>, membro do Partido Socialismo e Liberdade da Venezuela e a UIT-CI participou no painel Revolu\u00e7\u00e3o no Caribe com a apresenta\u00e7\u00e3o <em>A vig\u00eancia da IV Internacional no s\u00e9culo XXI<\/em>.<\/p>\n<p>H\u00e1 um interesse crescente na figura e no legado te\u00f3rico de Trotsky em Cuba, onde os estudantes e a intelectualidade desenvolvem debates sobre a experi\u00eancia da URSS e os sentido das mudan\u00e7as econ\u00f4micas e sociais experimentadas pela ilha nas \u00faltimas d\u00e9cadas. No campo da arte e da cultura se reflete esses interesses. <em>O homem que amava cachorros<\/em>, do romancista cubano Leonardo Padura, \u00e9 uma obra liter\u00e1ria\u00a0 que aborda a vida de Trotsky e de seu assassino, o agente stalinista Ram\u00f3n Mercader, que viveu seus \u00faltimos anos na ilha caribenha. Duas edi\u00e7\u00f5es do romance foram vendidas em Cuba. Em uma das obras do artista cubano Rub\u00e9n Alp\u00edzar, exposta na Bienal de Havana, ao mesmo tempo em que acontecia o evento acad\u00eamico, pode se apreciar Trotsky como uma das figuras ic\u00f4nicas que ocupa uma esp\u00e9cie de Arca de No\u00e9, junto ao escritor cubano Guillermo Cabrera Infante e a cantora Celia Cruz, entre outras refer\u00eancias. Embora seu trabalho de divulga\u00e7\u00e3o tenha sido direcionado mais para o exterior do que para o interior de Cuba, a intelectual Celia Hart, j\u00e1 falecida, proclamou-se abertamente trotskista na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Contra a corrente<\/strong><\/p>\n<p>O coordenador do evento foi <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2019\/06\/19\/encontro-academico-sobre-trotsky\/\">o pesquisador cubano Frank Garc\u00eda<\/a>, que de maneira admir\u00e1vel buscou superar os obst\u00e1culos para a sua realiza\u00e7\u00e3o, com a colabora\u00e7\u00e3o de jovens igualmente tenazes, como a jornalista Lisbeth Moya e o escritor Yunier Mena. Na abertura do evento, Garc\u00eda considerou os trotskistas cubanos como revolucion\u00e1rios incompreendidos e recordou o t\u00edtulo do caricaturista mexicano Rius: \u201cEl Diablo Se Llama Trotsky\u201d (O Diabo Se Chama Trotsky), ao reivindicar o dirigente bolchevique. Sua iniciativa audaz e incans\u00e1vel trabalho permitiu a realiza\u00e7\u00e3o deste evento hist\u00f3rico, que contou com cerca de 60 convidados internacionais de pelo menos quinze pa\u00edses.<\/p>\n<p>Infelizmente, a assist\u00eancia de estudantes jovens, pesquisadores e ativistas cubanos foi bastante limitada. A atividade n\u00e3o foi anunciada publicamente e o ingresso da casa Benito Ju\u00e1rez foi restrita a uma lista de convidados elaborada previamente. Doa\u00e7\u00f5es de livros de Trotsky e outros materiais foram retidos pela alf\u00e2ndega. Para muitos do aparato estatal, Trotsky segue sendo um nome ruim, tal como foi na d\u00e9cada de 70 quando foram encarcerados os \u00faltimos trotskista em Cuba.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucos os acad\u00eamicos e intelectuais cubanos que se esfor\u00e7am para incorporar estudos da obra e o legado te\u00f3rico do revolucion\u00e1rio russo para refletir sobre a experi\u00eancia sovi\u00e9tica e sobre as mudan\u00e7as em curso atualmente na ilha, superando resist\u00eancias institucionais de longa data. Sem chegar a dez, os jovens cubanos que participaram da atividade mostraram grande interesse nos debates levantados a partir desta corrente marxista radicalmente cr\u00edtica ao estalinismo. A oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao estalinismo teve figuras importantes nas d\u00e9cadas de 20 e 30, em Cuba, como o jovem dirigente Julio Antonio Mella e o dirigente oper\u00e1rio Sandalio Junco. Infelizmente, nos anos 60 o trotskismo em Cuba passou a ser identificado com a corrente posadista, conhecido por suas pol\u00edticas absurdas e err\u00e1ticas. Sem se reivindicar trotskista, Che Guevara recomendou em seus \u00faltimos anos a publica\u00e7\u00e3o dos livros de Trotsky em Cuba e trouxe seus textos entre seus \u00faltimos pertences na guerrilha boliviana. Nahuel Moreno homenageou merecidamente o comandante guerrilheiro dizendo \u201cher\u00f3i e m\u00e1rtir da revolu\u00e7\u00e3o permanente\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas dias com uma agenda intensa<\/strong><\/p>\n<p>Esteban Volkov, neto de Trotsky, enviou sua sauda\u00e7\u00e3o ao evento. O livro <em>Trotsky no espelho da hist\u00f3ria<\/em>, do historiador peruano Gabriel Garc\u00eda, foi apresentado; uma nova edi\u00e7\u00e3o de <em>A Revolu\u00e7\u00e3o tra\u00edda<\/em> por do Centro de Estudos Socialistas Karl Marx e a compila\u00e7\u00e3o Escritos Latino-americanos, do Centro de Estudos e Pensamento Socialista Leon Trotsky, assim como cenas de um document\u00e1rio em fase de produ\u00e7\u00e3o, <em>O homem mais perigoso do mundo<\/em>, da diretora Lindy Laubman.<\/p>\n<p>Uma grande riqueza de temas foram abordados durante os tr\u00eas dias de intensa atividade. Entre os trabalhos apresentados, Paul LeBlanc falou sobre a luta de Trotsky contra o estalinismo; Clara de Freitas falou sobre a cr\u00edtica ao culto de Lenin desenvolvido pelo estalinismo; Suzi Weissmann comentou sobre a ruptura de Trotsky com Victor Serge; Helmut Dahmer desenvolveu um trabalho sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a obra de Walter Benjamin; Marcela Fleury examinou a rela\u00e7\u00e3o entre a obra cinematogr\u00e1fica de Eisenstein e a teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente; Armagan Tulunay tra\u00e7ou o paralelismo entre o ex\u00edlio de Trotsky na Turquia e de Nazim Hikmet, em Havana; Flo Menezes falou sobre o trotskismo do brasileiro Mario Pedrosa; Yunier Mena comentou sobre a arte e a cultura na obra <em>A revolu\u00e7\u00e3o tra\u00edda<\/em>, Dan La Botz apresentou um artigo sobre os debates entre Trotsky e Souvarine; Alex Steiner fez uma revis\u00e3o nos estudos de Hegel feitos por Trotsky; Daniel Perseguim apresentou um estudo da fase mexicana do Boletim da Oposi\u00e7\u00e3o; Rafael Barnab\u00e9 abordou sobre o surgimento do imperialismo estadunidense do ponto de vista de Trotsky e o caso porto-riquenho, enquanto Ricardo M\u00e1rquez falou sobre Julio Antonio Mella e o trotskismo cubano.<\/p>\n<p>Entre as interven\u00e7\u00f5es de pesquisadores cubanos, se destacou Natasha G\u00f3mez, professora de filosofia da Universidade de Havana, que ressaltou a import\u00e2ncia da teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente, da qual Marx foi o precursor, para uma leitura marxista das revolu\u00e7\u00f5es nos pa\u00edses perif\u00e9ricos, como a Cuba. Wilder Varona, do Instituto de Filosofia, disse que Cuba tem uma d\u00edvida hist\u00f3rica com Trotsky e com o movimento trotskista, cujas contribui\u00e7\u00f5es foram pertinentes na atual \u201cdisputa de significado\u201d. A pesquisadora Caridad Mass\u00f3n exp\u00f4s da perspectiva do estalinismo os argumentos utilizados para expulsar do partido comunista o l\u00edder oper\u00e1rio negro Sandalio Junco, como para logo em assassin\u00e1-lo, quando ele era dirigente do Partido Bolchevique Leninista. A exposi\u00e7\u00e3o gerou indigna\u00e7\u00e3o, pois foi baseado no pedido de desculpas pelo crime brutal, mas n\u00e3o houve interrup\u00e7\u00f5es na apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As interven\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es foram repetitivas que distinguiam o marxismo do estalinismo, sua distor\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica e reformista. N\u00e3o faltaram pol\u00eamicas entre correntes distintas sobre o car\u00e1ter social da URSS, as revolu\u00e7\u00f5es do per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, os debates entre Trotsky, Nin e Serge, entre outros temas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A vig\u00eancia da IV Internacional<\/strong><\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, Sim\u00f3n Rodr\u00edguez Porras falou de \u201cuma poss\u00edvel leitura do que significa ser trotskista atualmente, atrav\u00e9s de uma interpreta\u00e7\u00e3o da vig\u00eancia do projeto da IV Internacional, a qual (Trotsky) considerou a obra mais importante da sua vida\u201d. O pesquisador recordou que Trotsky deu por esgotada de maneira definitiva a Internacional Comunista \u201cdepois da pol\u00edtica desastrosa do stalinismo que ajudou a ascens\u00e3o do nazismo ao poder. Em menos de um ano ap\u00f3s da funda\u00e7\u00e3o da IV Internacional, seria assinado o infame pacto Molotov-Ribbentrop\u201d. A IV Internacional retomou a tradi\u00e7\u00e3o internacionalista. \u201cH\u00e1 evid\u00eancia de que este debate (o do internacionalismo versus o socialismo em um s\u00f3 pa\u00eds), era o que mais preocupava Stalin no momento de ordenar o assassinato de Trotsky\u201d.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o contrastava as tarefas que a IV Internacional estabeleceu para si mesma em rela\u00e7\u00e3o ao mundo atual. \u201cA queda da URSS e a restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo no fim do s\u00e9culo XX nos pa\u00edses em que a burguesia havia sido expropriadas, sem d\u00favida teve um impacto pol\u00edtico muito profundo ao n\u00e3o alcan\u00e7ar um regime de democracia trabalhadora em nenhum desses pa\u00edses, que preservasse as conquistas sociais e a expropria\u00e7\u00e3o da burguesia. Para concluir que houve restaura\u00e7\u00e3o capitalista, nos baseamos nos crit\u00e9rios pelos quais, durante a NEP, Lenin e Trotsky consideraram que a URSS seguia como um Estado oper\u00e1rio: o monop\u00f3lio estatal do com\u00e9rcio exterior, a planifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica estatal e a estatiza\u00e7\u00e3o dos setores fundamentais da economia. Esta restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo implica que em pa\u00edses como a China, onde o Partido Comunista governa aliado \u00e0s transnacionais ou \u00e0 R\u00fassia, sob o governo conservador de Putin, o que se prop\u00f5e \u00e9 a necessidade de uma nova revolu\u00e7\u00e3o socialista\u201d.<\/p>\n<p>Um novo epis\u00f3dio da crise c\u00edclica do capitalismo, irrompe em 2007. A desigualdade econ\u00f4mica alcan\u00e7ou seus maiores n\u00edveis na hist\u00f3ria. N\u00e3o h\u00e1 setores burgueses \u201canti-imperialistas\u201d ou \u201cprogressistas\u201d que podem desempenhar um papel de lideran\u00e7a em uma etapa de \u201cliberta\u00e7\u00e3o nacional\u201d, como ainda planeja o stalinismo, seguindo um esquema de \u201crevolu\u00e7\u00e3o por etapas\u201d. O caso mais dram\u00e1tico dos projetos falidos de colabora\u00e7\u00e3o de classes na Am\u00e9rica Latina \u00e9 o da Venezuela, onde o ajuste econ\u00f4mico, com uma brutal redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios e do gasto social, obrigou mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o a emigrar, uma crise que se agrava com as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas estadunidense deste ano. Uma posi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria consequente implica repudiar as san\u00e7\u00f5es \u00e0 Cuba e \u00e0 Venezuela, por parte de EUA e a tentativa de golpe liderada por Trump, mas mantendo a plena independ\u00eancia pol\u00edtica. Nos pa\u00edses do norte da \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio, onde segue surgindo grandes rebeli\u00f5es populares, a aus\u00eancia de partidos revolucion\u00e1rios que organizem uma mudan\u00e7a, criando uma alternativa socialista \u00e0s crises, transformou grandes triunfos em derrotas. Ao concluir, Rodr\u00edguez reivindicou que \u201cainda \u00e9 poss\u00edvel e necess\u00e1rio construir um partido revolucion\u00e1rio mundial para lutar contra um sistema que tamb\u00e9m \u00e9 global\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(Tradu\u00e7\u00e3o Bruno Pacifico)<\/p>\n<hr \/>\n<p>Saiba mais:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"mhSO8n5CSR\"><p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/06\/19\/encontro-academico-sobre-trotsky\/\">CUBA: ENCONTRO ACAD\u00caMICO SOBRE TROTSKY<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;CUBA: ENCONTRO ACAD\u00caMICO SOBRE TROTSKY&#8221; &#8212; CST-UIT\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/06\/19\/encontro-academico-sobre-trotsky\/embed\/#?secret=s4oJ9LqNZL#?secret=mhSO8n5CSR\" data-secret=\"mhSO8n5CSR\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Correspondente Internacional da UIT-QI (Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional) Entre os dias 6 e 8 de maio se realizou, na casa Benito Juar\u00e9z de Havana, o primeiro Evento Acad\u00eamico Internacional Leon Trotsky, patrocinado pelo Instituto de Filosofia e o Instituto Cubano de Investiga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4464,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-4463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-e-formacao-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4463"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4463\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}