

	{"id":7578,"date":"2020-10-05T14:18:43","date_gmt":"2020-10-05T14:18:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=7578"},"modified":"2020-10-05T14:18:43","modified_gmt":"2020-10-05T14:18:43","slug":"alta-do-arroz-queimadas-no-pantanal-a-independencia-de-bolsonaro-e-so-mais-uma-fake-news","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/10\/05\/alta-do-arroz-queimadas-no-pantanal-a-independencia-de-bolsonaro-e-so-mais-uma-fake-news\/","title":{"rendered":"Alta do arroz, queimadas no Pantanal: a Independ\u00eancia de Bolsonaro \u00e9 s\u00f3 mais uma Fake News"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Rana Agarriberri, formada em Nutri\u00e7\u00e3o pela UFMG e da Coordena\u00e7\u00e3o da CST SP<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>H\u00e1 algumas semanas o Brasil e o mundo acompanham os devastadores inc\u00eandios no Pantanal. Ap\u00f3s menos de 2 anos de gest\u00e3o Bolsonaro, a biodiversidade do pa\u00eds \u00e9 consumida pelas chamas que avan\u00e7am sobre as reservas naturais e terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Segundo dados do LASA (Laborat\u00f3rio de Aplica\u00e7\u00f5es de Sat\u00e9lites Ambientais), do Departamento de Meteorologia da UFRJ, o fogo j\u00e1 destruiu 3.461 hectares, o equivalente a 23% do bioma, entre janeiro e setembro de 2020. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s terras ind\u00edgenas, todos os sete territ\u00f3rios do Pantanal foram atingidos.<\/p>\n<p>A grande \u201ccoincid\u00eancia\u201d \u00e9 que justamente nesse momento o d\u00f3lar bate recordes, e a demanda de soja pela China aumenta. Internamente, vemos o aumento dos pre\u00e7os dos alimentos, destacadamente o arroz, e o \u00f3leo de soja, mas tamb\u00e9m o leite e a carne bovina.<\/p>\n<p>Apesar do discurso feroz contra a China, Bolsonaro nos coloca de joelhos, vendo nossos recursos naturais queimarem e com o povo passando fome!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desindustrializa\u00e7\u00e3o e entreguismo: breve hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>Com a crise econ\u00f4mica desencadeada em 2007-2008, e chegando ao Brasil com for\u00e7a atrav\u00e9s dos ajustes de Lula e Dilma, cresceu a press\u00e3o do FMI e da burguesia brasileira por mais recursos para a D\u00edvida P\u00fablica, mas tamb\u00e9m para o agroneg\u00f3cio e a ind\u00fastria extrativa mineral.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas 2 d\u00e9cadas n\u00e3o houve um ano sequer sem que os Governos promovessem algum tipo de corte na educa\u00e7\u00e3o, diminuindo os investimentos em pesquisa e infraestrutura. Instrumentos fundamentais para avan\u00e7ar na Industrializa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de produtos com maior valor agregado.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que estamos diante do menor crescimento da Ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no Brasil, ante o crescimento vertiginoso do agroneg\u00f3cio e da ind\u00fastria extrativa miner\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como um sistema mundial, o capitalismo dividiu o mundo entre pa\u00edses dominados e dominantes, e \u00e9 nesse primeiro grupo que o Brasil se encontra, na Divis\u00e3o Mundial do trabalho.<\/p>\n<p>Desde que se firmou como Imperialismo dominante, os EUA incentivaram um processo de centraliza\u00e7\u00e3o de capitais em todo mundo, atrav\u00e9s das suas multinacionais. Durante a Segunda Guerra, Get\u00falio se rendeu ao imperialismo ianque e celebrou um acordo onde o Brasil se comprometia a adaptar sua ind\u00fastria \u00e0s necessidades de Guerra dos EUA, fornecendo min\u00e9rio de ferro e a\u00e7o.\u00a0A cria\u00e7\u00e3o da Companhia Vale do Rio Doce e CSN\u00a0(Companhia Sider\u00fargica Nacional)\u00a0ocorreu nesse per\u00edodo.\u00a0Os EUA transformaram o Brasil ent\u00e3o, na plataforma continental de domina\u00e7\u00e3o como submetr\u00f3pole privilegiada, totalmente dominada.<\/p>\n<p>O Estado Brasileiro forneceu investimentos variados para viabilizar a instala\u00e7\u00e3o das multinacionais como a minera\u00e7\u00e3o, siderurgia, energia, estradas, portos e petr\u00f3leo. Claramente a industrializa\u00e7\u00e3o nunca teve como projeto o desenvolvimento nacional, mas sim a melhor forma de servir ao imperialismo.<\/p>\n<p>A partir dos anos 90 se intensificou a desindustrializa\u00e7\u00e3o, com permanente desinvestimento, onde o emprego industrial, como o valor da Ind\u00fastria se reduzem em propor\u00e7\u00e3o ao emprego total e ao PIB. Ao mesmo tempo ocorre o crescimento do agroneg\u00f3cio e da Ind\u00fastria extrativa mineral. O que vivemos hoje, \u00e9 o aprofundamento dessa pol\u00edtica submissa e entreguista aplicada ao longo de d\u00e9cadas pelos sucessivos Governos, mas agora o Governo Bolsonaro privilegia n\u00e3o apenas os EUA como o Estado capitalista Chin\u00eas, apesar dos discursos inflamados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aumenta a demanda por soja l\u00e1, aumenta a demanda por terras aqui!<\/strong><\/p>\n<p>A China, com uma popula\u00e7\u00e3o gigante de quase 1,4 bilh\u00e3o de pessoas tem um mercado consumidor voraz, e se tornou a grande importadora do Brasil durante o Governo Lula, quando o seu crescimento desencadeou o boom das comodities. Ao longo dos \u00faltimos anos a parcela da China nas exporta\u00e7\u00f5es s\u00f3 aumentaram: entre 2017 e 2018 passou de 21,8% para 26,8%.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>Bolsonaro sempre se mostrou preocupado com nossa rela\u00e7\u00e3o com a China. No entanto, nesses 18 meses de Governo a depend\u00eancia da China s\u00f3 aumentou. Em abril de 2018 a China j\u00e1 era o maior fregu\u00eas brasileiro, consumindo 26,96% do que o Brasil exportava, mais do que EUA, Argentina, Holanda e Chile somados (25,38%). Por\u00e9m no primeiro semestre de 2020 os Chineses compraram 40% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras<sup>2<\/sup>, principalmente a soja para alimentar a popula\u00e7\u00e3o de porcos do mercado interno chin\u00eas.<\/p>\n<p>O aumento da demanda por soja l\u00e1, fez aumentar a demanda por soja aqui, e consequentemente por terras para o plantio. O que impulsiona as queimadas de \u00e1reas selvagens como a Amaz\u00f4nia e o Pantanal, alimentado pela pol\u00edtica pr\u00f3-agroneg\u00f3cio de Jair Bolsonaro e Ricardo Salles, que recentemente tentou aprovar a extin\u00e7\u00e3o de regras ambientais que protegem restingas e manguezais. A pilhagem de terras para o agroneg\u00f3cio \u00e9 fato conhecid\u00edssimo e antigo.<\/p>\n<p>Em pesquisa Coordenada por Raoni Raj\u00e3o (Professor de Gest\u00e3o Ambiental da UFMG) e publicada pela Science, das 53 mil propriedades que cultivam soja na Amaz\u00f4nia e no Cerrado, 20% foram desmatados ap\u00f3s 2008, cerca de metade delas em condi\u00e7\u00e3o \u201cpotencialmente ilegal\u201d. O documento tamb\u00e9m afirma que at\u00e9 22% da soja e pelo menos 17% da carne bovina produzidas na Amaz\u00f4nia e no Cerrado e exportadas para a Uni\u00e3o Europeia podem ter rastros de desmatamento ilegal.<\/p>\n<p>Queimar a Amaz\u00f4nia, o Cerrado e o Pantanal para plantar mais soja traz lucro em d\u00f3lares para algu\u00e9m. E esse lucro segue indo para os bolsos do imperialismo ianque, porque a empresa que mais fatura com a exporta\u00e7\u00e3o de soja nacional, \u00e9 a norte-americana Cargill,\u00a0que\u00a0obteve lucro l\u00edquido de US$ 1,19 bilh\u00e3o em seu segundo trimestre fiscal, encerrado em 30 de novembro de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A submiss\u00e3o em outro patamar<\/strong><\/p>\n<p>Tudo isso coloca em risco a seguran\u00e7a alimentar e nutricional do povo brasileiro, e foi justamente em nome dessa seguran\u00e7a que a China parou de plantar soja. Em 1954 o pa\u00eds produzia 44% de toda soja do mundo, j\u00e1 em 1980 produziu apenas 9,3%; hoje esse n\u00famero n\u00e3o chega a 5% e o pa\u00eds importa 80% do que consome.<\/p>\n<p>O stress h\u00eddrico (quando a demanda por \u00e1gua \u00e9 maior do que sua disponibilidade e capacidade de renova\u00e7\u00e3o) \u00e9 algo que o Governo Chin\u00eas entende muito bem.<\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio apresentado pela ONU no 8\u00ba F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua (2018), a falta de \u00e1gua afetar\u00e1 5 bilh\u00f5es de pessoas em todo mundo at\u00e9 2050. Exatamente por isso o Governo Chin\u00eas j\u00e1 gastou cerca US$80 bilh\u00f5es no maior e mais longo projeto de desvio de \u00e1guas no mundo.<\/p>\n<p>O Projeto de Transfer\u00eancia de \u00c1gua Sul-Norte, quando pronto carregar\u00e1 45 bilh\u00f5es de m<sup>3\u00a0<\/sup>de \u00e1gua (ou 45 trilh\u00f5es de litros), por ano.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da soja, o Brasil enviou para a China (em 2013) 32 milh\u00f5es de toneladas de soja ou, 71 bilh\u00f5es de m<sup>3\u00a0<\/sup>de \u00e1gua (71 trilh\u00f5es de litros)<sup>3<\/sup>. Sim, quase o dobro do que o Projeto planeja carregar!<\/p>\n<p>O pre\u00e7o da soja \u00e9 fixado em d\u00f3lar, e por isso quanto mais desvalorizado o real, maior a margem de lucro do agroneg\u00f3cio. Por isso a pol\u00edtica de Bolsonaro de desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda nacional n\u00e3o \u00e9 um \u201cerro\u201d mas um projeto!<\/p>\n<p>O desdobramento interno \u00e9 o aumento do pre\u00e7o de outras comodities, como o arroz e o \u00f3leo de cozinha, produtos que tamb\u00e9m s\u00e3o comercializados em d\u00f3lar e fazem parte da base alimentar dos trabalhadores no Brasil.<\/p>\n<p>De janeiro a agosto de 2020, foram vendidos US$ 407,2 milh\u00f5es em arroz por produtores brasileiros. O dado \u00e9 do sistema de dados Comex Stat do Minist\u00e9rio da Economia e indica alta de 81,4% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019. Aqui a alta acumulada do arroz no ano, foi de 19,25%, segundo o IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), j\u00e1 o feij\u00e3o alta de 30%, o leite +23% e os ovos +7,1%.<\/p>\n<p>Esses aumentos penalizam ainda mais os trabalhadores em tempos de pandemia. Somados a suspens\u00e3o dos contratos de trabalho e sal\u00e1rio, a demiss\u00e3o em massa, a redu\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial e a privatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, somos catapultados para o in\u00edcio do s\u00e9culo passado, com alta dos alimentos, ind\u00fastria interna engatinhando, e sem direitos! \u00c9 necess\u00e1rio derrotar o projeto de Bolsonaro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Defender o meio ambiente e combater o entreguista Bolsonaro<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A submiss\u00e3o do Estado brasileiro \u00e9 consequ\u00eancia direta das rela\u00e7\u00f5es internacionais que s\u00e3o estabelecidas dentro do sistema capitalista. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, menos ainda simples. Para enfrentar todo esse quadro hist\u00f3rico de submiss\u00e3o \u00e0s multinacionais americanas, ao agroneg\u00f3cio e a ind\u00fastria extrativa mineral \u00e9 fundamental que haja um Governo do povo e dos trabalhadores, que de fato avance no modo de produ\u00e7\u00e3o e coloque de p\u00e9 a Ind\u00fastria Brasileira a servi\u00e7o das necessidades do povo.<\/p>\n<p>O caminho para essa tarefa passa pelas lutas. Defender o meio ambiente, impulsionar a Greve Global pelo clima, aprofundando o debate sobre o papel que cumprimos dentro do capitalismo mundial.<\/p>\n<p>Desenvolver o pa\u00eds para atender as necessidades do povo, coloca na ordem do dia a produ\u00e7\u00e3o de alimentos para atender ao mercado interno, antes de qualquer coisa, baixando assim o pre\u00e7o do que o povo mais consome.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo \u00e9 necess\u00e1rio exigir o fim da anistia de multas ambientais que Bolsonaro aplica para defender fazendeiros e grileiros. \u00c9 necess\u00e1rio destinar recursos para a cria\u00e7\u00e3o de um fundo estatal de conserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o das matas, florestas, manguezais, restingas, cerrado e pantanal. \u00c9 preciso combater o desmatamento e garantir a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies da Fauna e Flora pois sabemos que s\u00e3o interligados e dependentes.<\/p>\n<p>Reestatizar empresas como a Companhia Vale, a CSN, por uma Petrobr\u00e1s 100% estatal, e reverter o processo de produ\u00e7\u00e3o monocultural de soja para exporta\u00e7\u00e3o. Todo esse processo deve ser desenvolvido junto aos trabalhadores rurais atrav\u00e9s de Reforma Agr\u00e1ria em todo territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Combater o Governo submisso e entreguista de Bolsonaro e Mour\u00e3o \u00e9 a tarefa n\u00famero um de todos que defendem o meio ambiente e a soberania nacional!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Indicador de Com\u00e9rcio Exterior (Icomex) de janeiro de 2019, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre-FGV).<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Secretaria de Com\u00e9rcio e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>\u00c1gua virtual e o complexo soja: contabilizando as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em termos de recursos naturais. IPEA, 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rana Agarriberri, formada em Nutri\u00e7\u00e3o pela UFMG e da Coordena\u00e7\u00e3o da CST SP H\u00e1 algumas semanas o Brasil e o mundo acompanham os devastadores inc\u00eandios no Pantanal. 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