

	{"id":9935,"date":"2022-11-02T13:56:36","date_gmt":"2022-11-02T13:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9935"},"modified":"2022-11-02T13:56:36","modified_gmt":"2022-11-02T13:56:36","slug":"lula-ganhou-por-pouco-e-as-ruas-comemoraram-o-fora-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/11\/02\/lula-ganhou-por-pouco-e-as-ruas-comemoraram-o-fora-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Lula ganhou por pouco e as ruas comemoraram o \u201cFora Bolsonaro\u201d"},"content":{"rendered":"<p>por <strong>UIT-QI<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Na vota\u00e7\u00e3o de domingo, 30 de outubro, Lula ganhou a elei\u00e7\u00e3o presidencial do Brasil com uma diferen\u00e7a m\u00ednima. Conquistou 50,9%, 60 milh\u00f5es de votos, com uma diferen\u00e7a de dois milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a Bolsonaro. Foi uma elei\u00e7\u00e3o muito acirrada e polarizada. As pesquisas voltaram a falhar, j\u00e1 que indicavam uma diferen\u00e7a de 4 ou 5 por cento em favor de Lula. Diante desse resultado, milh\u00f5es de trabalhadoras, trabalhadores e jovens sa\u00edram \u00e0s ruas festejar massivamente na noite de domingo. Centralmente, festejavam a derrota e o fim do governo de Jair Bolsonaro, um ultradireitista, repressor, mis\u00f3gino, um negacionista da pandemia de Covid-19 que atacou as conquistas da classe trabalhadora brasileira.<\/p>\n<p>No entanto, a nova alta vota\u00e7\u00e3o do ultradireitista Bolsonaro voltou a evidenciar que, lamentavelmente, existe, para al\u00e9m do tradicional voto conservador e reacion\u00e1rio, uma franja da classe trabalhadora e dos setores populares que votou em Bolsonaro. Essa franja popular mant\u00e9m um rep\u00fadio ao que foram os governos anteriores do PT, de Lula e Dilma Rousseff, em alian\u00e7a com os setores patronais que aplicaram ajustes fiscais contra os de baixo e cometeram esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o. Evidentemente, o bolsonarismo consolida-se como um fen\u00f4meno pol\u00edtico nefasto que vai subsistir na pol\u00edtica brasileira, j\u00e1 que ganhou governos estaduais e elegeu as maiores bancadas para a C\u00e2mara de Deputados e Senado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 l\u00f3gico que na Am\u00e9rica Latina e no resto do mundo seja visto como positivo o fim de um governo de um setor da ultradireita do Brasil que tem pontos de contato com Trump nos EUA, Giorgia Meloni na It\u00e1lia, Marine Le Pen na Fran\u00e7a ou o Vox na Espanha. Ou com o que representa Javier Milei na Argentina e com os setores pol\u00edticos que reivindicam o pinochetismo no Chile.<\/p>\n<p>Mas nada disso invalida que vejamos qual \u00e9 o significado da vit\u00f3ria de Lula e sua alian\u00e7a com o centrodireitista Alckmin para o povo trabalhador do Brasil e qual ser\u00e1 a perspectiva a partir do momento em que assuma o novo governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes. Isso tamb\u00e9m se refletiu durante toda a campanha. Lula em nenhum momento se destacou por fazer propostas a favor das reivindica\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora ou por recha\u00e7ar o pagamento da d\u00edvida externa para investir em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Ao decorrer da campanha, inclusive, acentuou-se o pacto com setores da direita e as pautas da classe trabalhadora e dos setores populares foram renegadas. Isso ocorreu, por exemplo, com a pauta do direito ao aborto, que atualmente n\u00e3o existe no Brasil.<\/p>\n<p>Tudo isso tem a ver com qual ser\u00e1 a perspectiva de um governo de alian\u00e7a com setores da burguesia. N\u00f3s, da UIT-QI, prognosticamos que, lamentavelmente, v\u00e3o se repetir os fracassos de seus primeiros governos. Isso ficou evidenciado justamente pelo \u00faltimo governo do PT com um dirigente patronal como Michel Temer, que atacou as e os trabalhadores com um tarifa\u00e7o do transporte em 2013, o que levou \u00e0s jornadas de junho daquele ano, em que milh\u00f5es foram \u00e0s ruas para protestar contra o pre\u00e7o das passagens, repudiando as obras da Copa do Mundo de Futebol da FIFA (2014) e a corrup\u00e7\u00e3o. Parte desse rep\u00fadio acabou levando milh\u00f5es a votarem contra o PT em 2018, o que lamentavelmente foi capitalizado por Bolsonaro.<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos ser \u201cestraga-prazeres\u201d, mas o novo governo de Lula n\u00e3o ir\u00e1 atender \u00e0s necessidades das e dos trabalhadores, pois governar\u00e1 com e para a burguesia. Portanto, ser\u00e1 uma nova decep\u00e7\u00e3o, repetindo os fracassos dos governos capitalistas de duplo discurso, da falsa esquerda, de Maduro, Evo Morales e, nesta nova etapa, de Boric no Chile e de Petro na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Por isso, a Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), corrente radical do PSOL, se\u00e7\u00e3o brasileira da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI), no primeiro turno, n\u00e3o acompanhou a decis\u00e3o da maioria do PSOL de integrar a alian\u00e7a eleitoral (Frente Ampla) com partidos e figuras patronais e apoiar incondicionalmente a candidatura de Lula. A CST, no primeiro turno, chamou a votar em uma candidatura independente de esquerda, Vera L\u00facia, do Polo Socialista Revolucion\u00e1rio. E, no segundo turno, chamou a votar criticamente em Lula, a partir de uma postura independente, acompanhando milh\u00f5es de trabalhadoras, trabalhadores, mulheres e jovens que queriam se livrar de Bolsonaro. Foi uma campanha pelo voto cr\u00edtico, sem depositar nenhuma confian\u00e7a nem expectativa no pr\u00f3ximo governo de Lula.<\/p>\n<p>Por tudo isso, n\u00f3s, da CST e da UIT-QI, chamamos, em primeiro lugar, a classe trabalhadora e os setores populares do Brasil a seguir lutando por suas reivindica\u00e7\u00f5es. A somente confiar em sua mobiliza\u00e7\u00e3o para exigir as reivindica\u00e7\u00f5es imediatas, como: aumento salarial de emerg\u00eancia; garantia de aumento nos investimentos para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, deixando de pagar a d\u00edvida p\u00fablica; reestatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os privatizados; combate ao saque das multinacionais imperialistas, dos bancos e do agroneg\u00f3cio; dentre outras medidas.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, \u00e9 preciso seguir lutando pela cria\u00e7\u00e3o de uma nova alternativa de esquerda. Uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical e pol\u00edtica de esquerda no Brasil. Nesse sentido, a CST vai seguir reivindicando que o PSOL volte a assumir uma posi\u00e7\u00e3o independente diante dos governos patronais de plant\u00e3o e que, portanto, n\u00e3o apoie e nem integre o governo de Lula-Alckmin. A CST e a UIT-QI seguir\u00e3o lutando para construir uma alternativa pol\u00edtica unit\u00e1ria socialista e de esquerda independente para seguir a luta pelas verdadeiras mudan\u00e7as de fundo, que passam por construir um governo das e dos trabalhadores e um Brasil socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por UIT-QI \u00a0 Na vota\u00e7\u00e3o de domingo, 30 de outubro, Lula ganhou a elei\u00e7\u00e3o presidencial do Brasil com uma diferen\u00e7a m\u00ednima. Conquistou 50,9%, 60 milh\u00f5es de votos, com uma diferen\u00e7a de dois milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a Bolsonaro. Foi uma elei\u00e7\u00e3o muito acirrada e polarizada. 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