Pelo triunfo da resistência do povo palestino! Pelo fim dos ataques criminosos do Estado sionista!

O mundo ficou chocado neste sábado, dia 7, com a grande ofensiva da resistência palestina, liderada pelo movimento Hamas, que lançou milhares de foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza.

Neste ataque surpresa, a resistência palestina conseguiu penetrar por terra com milicianos em 25 pontos diferentes da fronteira sul com Israel. Ação em que teriam feito mais de 100 pessoas, entre civis e soldados, como reféns. Estima-se que houve 200 mortos e milhares de feridos em Israel. As imagens mostraram milicianos palestinos queimando um tanque israelense e prendendo os seus ocupantes, bem como desfilando pela Faixa de Gaza com veículos militares capturados ao exército de Israel, diante de grande alvoroço popular. Nunca houve algo parecido.

Israel – e especialmente o governo de extrema direita de Netanyahu – sofreu um dos ataques mais humilhantes da sua história. Tal ofensiva atingiu o aparato invasor sionista, que se orgulhava das suas armas e tecnologia. Todos os serviços de inteligência e segurança falharam. Da Cúpula de Ferro e da Funda de David ao Arrow [sistema de mísseis balísticos]. Os sistemas de defesa aérea de Israel são tão sofisticados, e têm tido tanto sucesso, que a Finlândia e a Alemanha acabaram de adquiri-los.

Isso só pode ser explicado por duas razões: 1) Pela aguda crise política sofrida pelo invasor, desde que Netanyahu quis aplicar uma reforma judicial, que tem sido rejeitada por massivas mobilizações semanais da própria população israelense e que tem dividido até as forças de segurança e militares; 2) Pela extraordinária e inquebrantável força e massividade da resistência palestina, que luta contra o estado de apartheid há 75 anos.

Essa ofensiva inesperada a partir da Faixa de Gaza nada mais é do que a reação lógica do sofrido povo palestino que, desde antes de 1948, padece diariamente com os assassinatos de jovens, crianças, mulheres e idosos em Gaza, na Cisjordânia e em todos os territórios ocupados pelo sionismo israelense. Os palestinos estão fartos do roubo das suas terras, da queima das oliveiras, da destruição das suas casas, da queima de veículos; e de todo tipo de humilhação nos postos de controle estabelecidos por Israel nas fronteiras com Gaza e nos territórios ocupados. A Faixa de Gaza é uma “prisão a céu aberto”, que sofre um bloqueio criminoso por parte de Israel e em que a maior parte da população vive abaixo da linha da pobreza.

Em 2023, até agora 250 palestinos foram assassinados, dos quais 44 são crianças, 38 na Cisjordânia e 6 em Gaza. Nos últimos dois anos, assistimos a um número recorde de palestinos mortos pelas forças militares de Israel.

Na Cisjordânia, colonos armados e apoiados pelas forças de segurança (e encorajados pelo governo de extrema-direita de Netanyahu) matam e atacam diariamente propriedades de palestinos. Enquanto isso, a limpeza étnica avança sem parar, com a expulsão de palestinos que tiveram suas casas derrubadas.

Nos últimos dias, os ataques dos colonos e do exército sionista intensificaram-se. Há cinco dias, dezenas de colonos, apoiados por organizações de extrema direita e ultra-religiosas, entraram violentamente na mesquita de Al Aqsa, na Jerusalém Oriental ocupada. A mesquita é o terceiro lugar mais sagrado do mundo para os muçulmanos.

O ataque de hoje nada mais é do que a expressão do legítimo direito do povo palestino de se defender contra os crimes e o genocídio praticados há décadas pelo Estado sionista de Israel.

Diante disso, formou-se uma santa aliança entre o imperialismo estadunidense, a União Europeia, os demais governos burgueses do mundo e os principais meios de comunicação, que chamou as milícias palestinas de terroristas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a ação como “insensata” e “terrorismo”, ao mesmo tempo em que afirmou que a entidade racista e genocida de Israel “tinha o direito de se defender”. Por sua vez, Biden contactou Netanyahu e disse-lhe que “Israel terá tudo o que precisa para se defender”. Até o falso “esquerdista” Lula apareceu para, vergonhosamente, denunciar as ações de “terrorismo” dos palestinos e para defender Israel.

Terrorista é Israel, o Estado do apartheid, o sionismo invasor e racista, que leva a cabo mais de sete décadas de opressão e de limpeza étnica. As ações da resistência palestina não são terrorismo. São ações de defesa legítima das suas terras, das suas vidas e da sua dignidade.

Agora Netanyahu, apoiado pelos imperialismos ianque e europeu, iniciou uma nova guerra criminosa, bombardeando abertamente a população da Faixa de Gaza e ameaçando uma invasão terrestre.

Nós, da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI), prestamos a nossa solidariedade irrestrita ao povo palestino, que corajosamente continua a defender as suas terras e direitos contra o invasor sionista.

A UIT-QI reafirma que a única solução possível para a situação na região é lutar pelo fim do Estado sionista e genocida de Israel e por um Estado laico, secular, democrático e não racista em todo o território histórico da Palestina, com a devolução das terras e casas roubadas aos palestinos, em que todas as comunidades possam coexistir no quadro do respeito por todas as crenças.

Apelamos aos povos do mundo para que se mobilizem e demonstrem o seu apoio aos palestinos, como já está acontecendo na Turquia e em outros países. Conclamamos as organizações sindicais, populares, democráticas e de esquerda para que demonstrem a sua solidariedade ativa com o povo palestino, apoiando a sua atual resistência e repudiando os criminosos bombardeios perpetrados pelo Estado sionista de Israel.

Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI)

07 de outubro de 2023

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