Unificar as lutas para enfrentar a extrema direita nas ruas

Edivaldo de Paula e Adriano Dias, Coordenação da CST

O governo Lula/Alckmin continua atacando os trabalhadores e trabalhadoras, mas os ataques não partem apenas da esfera federal. Os governos de extrema direita também avançam sobre o povo pobre. Há ainda acordos no campo da política econômica: a derrubada do veto que aumentará a conta de luz foi aprovada tanto por parlamentares da base do governo quanto pela ultradireita.

Hoje, por exemplo, continua a greve dos educadores de Belo Horizonte, que entra em sua terceira semana. Enquanto isso, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) esteve em Israel e não apresentou nenhuma proposta de reajuste à categoria. Em Salvador, segue a poderosa greve da educação, que completou nesta semana 50 dias. O prefeito Bruno Reis, também do União Brasil, e a Justiça já declararam a greve ilegal e exigiram o fim do movimento.

É importante lembrar que o União Brasil é o partido de Davi Alcolumbre, que acaba de promulgar a “amizade Brasil-Israel” em meio ao genocídio em Gaza. Esse mesmo partido ocupa dois ministérios no governo Lula e forma uma federação com o PP, partido do reacionário Arthur Lira, o que acaba fortalecendo os setores que querem destruir os nossos direitos.

Na nossa opinião, essa política de conciliação da Frente Ampla fortalece esses setores. É preciso cercar as greves de solidariedade e exigir das principais centrais sindicais (CUT, CTB), da UNE, do MTST e de outras organizações um plano de lutas capaz de unificar os movimentos em curso e enfrentar a extrema direita. Esse é o caminho para derrotá-la.