Todo apoio à greve dos Correios

Todo apoio à greve dos Correios

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios aprovaram iniciar uma greve por tempo indeterminado por aumento salarial, pela manutenção de todos os benefícios e por mudanças no plano de saúde, contra o sucateamento da empresa e por aportes financeiros do governo Lula nos correios. Quase 5 meses de enrolação por parte do governo com várias mediações do TST que não levaram a lugar nenhum esgotaram a paciência da categoria.

A categoria não aceitou congelar salário e perder benefícios importantes e muito menos facilitar o caminho para o governo aplicar o seu plano draconiano de fechamento de agência, PDV’s e de não convocação dos aprovados no concurso.

A situação dos Correios é de responsabilidade do governo Lula resultado da aplicação da sua política de ajuste fiscal e das suas relações políticas com o centrão, onde os descumprimentos das promessas de campanha, como a falta de investimentos nos correios, não dobrar o valor do salário mínimo e nem revogar as contrarreformas trabalhista e da previdência são consequências dessa política.

Base passou por cima das direções

A postura das direções das duas federações (Findect-CTB/PcdoB e Fentect-CUT Artsind) foi de complacência durante o período de negociações porque aceitaram toda a dinâmica de reuniões da empresa e nada fizeram para mobilizar a categoria. A gota d’água foi a última orientação de não deflagrar a greve e aguardar mais uma rodada de reuniões com indicativo de assembleia para o dia 23/12. Uma orientação que revoltou grandes bases como Rio e SP que chegaram na assembleia para aprovar a greve. No caso de SP a base passou por cima da direção.

Exigimos das direções das federações construir a greve com piquetes e atividades diárias. A maioria dos sindicatos da FENTECT não deflagraram greve ainda. É necessário mudar de postura e orientar a greve de forma unificada em todo o país. Que a direção das grandes centrais sindicais como CUT e CTB coloquem toda a sua estrutura em apoio à greve.

Fortalecer a greve e unificar com os petroleiros

Agora é fortalecer a greve para não deixarmos o governo Lula aplicar o seu projeto de desestruturação dos correios e dos direitos da categoria. Fortalecer para conquistar aumento real de salário, contra a retirada de qualquer benefício, pela redução nos valores do plano de saúde, contra a política de reestruturação dos Correios e pela unificação com a greve dos petroleiros e petroleiras. Esse é o momento de forma unificada impor uma vitória da categoria contra os ataques do governo.    

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