SP | Ato do Sindicato dos Bancários e Bancárias na Avenida Paulista, exigindo atendimento das reivindicações e denunciando ataques ao plano de saúde da categoria. 

Os profissionais da Caixa Econômica pertencem a um setor fundamental dos serviços estatais, atendendo milhões de beneficiários de programas sociais, dentre eles o financiamento habitacional para aquisição da casa própria, o Bolsa Família e o FGTS, razão pela qual não podem ser tratados com descaso e desrespeito.

Importante ainda lembrar que durante o período da pandemia de COVID 19, antes de aprovado o esquema vacinal, a categoria prestou atendimento à população sendo inclusive inserida dentre os trabalhadores prestadores de serviços essenciais.

São essas Trabalhadoras e Trabalhadores que colocam de pé um serviço público indispensável e que todos os dias enfrentam a extrema direita imperialista e golpista.

Infelizmente a direção da CEF, indicada por Lira se nega a atender as reivindicações e ajuizou dissídio, atacando aos grevistas no que pode inclusive resultar em perda de direitos. Trata-se de um problema concreto da governabilidade conservadora e dos acordos com o centrão que a frente ampla de Lula fez e faz, com prejuízos para a classe trabalhadora e nossos direitos mais básicos.

Enquanto dizem que não há dinheiro para a saúde dos Bancários e Bancárias da CEF, a cúpula do banco recebe os lucros da estatal que conforme noticiado pela mídia conservadora esses valores chegaram a 7.4 BILHÕES, dentre os quais 79.5 milhões foram repassados para premiação de seus Conselheiros, Diretores e Administradores.

É flagrante que existem recursos para atender aos grevistas. O problema é para onde vão essas verbas: o arcabouço fiscal destina trilhões para banqueiros e a Faria Lima, o plano safra concede bilhões ao agronegócio golpista e recentemente, Lula sancionou o Redata com incentivos fiscais de 5 bilhões para os data centers das big techs imperialistas e dos magnatas da extrema direita.

 

Nenhum direito a menos! Sobre a atuação do sindicato durante a greve histórica.

Desde o início a orientação da direção do sindicato foi para aceitar o acordo, com o discurso de “é o máximo que dá para conseguir”, mesmo com a base rejeitando todas as propostas ruins. Desde a primeira negociação, no total foram três negociações até a presente data.

Foi feita a maior paralisação dos últimos tempos, o banco sentiu, recuou inicialmente da ameaça de ir ao TST e pediu diálogo – cenário perfeito para conseguir um acordo bom.

Mesmo assim, a representação ignorou a força da base e defendeu a aceitação de um acordo com perda salarial.

Se a liderança usou a maior greve só para devolver um acordo pífio, é hora de questionar a quem essa orientação serve, e pensar nisso antes de votar.

 

 

Organizar a luta!

A Combate Sindical dá todo apoio a mobilização das bancárias e bancários e propõe a unificação com os correios. Exigimos da CUT e CTB uma assembleia da classe trabalhadora para unificar as campanhas salariais, lutas e greves. Repudiamos o ataque da judicializacao da greve via dissidio. Exigimos negociações já e atendimento das reivindicações.

Precisamos que a população operária insurja com em defesa da greve e para que nossos direitos sejam mantidos e ampliados e que essa reflexão tome todas as camadas populares.

A Combate Sindical está iniciando sua atuação na categoria bancária em São Paulo. Estamos apoiando essa luta no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Envie suas críticas e sugestões e se organize conosco esse coletivo em São Paulo. Defendemos uma oposição sindical unificada para derrotar a pelegada e construir uma nova direção democrática e de luta em nosso sindicato.

Construindo a Combate Sindical Bancária em SP.

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