Exigimos assembleia presencial do Sindicato! A categoria precisa determinar os rumos do movimento coletivamente!
No dia de hoje os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa Econômica Federal se mobilizaram nas ruas de SP no dia do julgamento do dissidio. O protesto foi articulado pelas Oposições que intensificou as mobilizações nas ruas em torno da greve neste momento crucial na Av. Paulista.
Com atos e assembleias realizados nos dias 28 e 29 de setembro de 2026, o movimento buscou pressionar por melhorias em meio a um cenário de impasse jurídico e negociações salariais.
Entre as principais reivindicações da categoria podemos citar a revisão dos reajustes propostos pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), considerados defasados diante do aumento do custo de vida, a melhoria nas condições do Plano de Saúde e o combate ao estresse e à sobrecarga de trabalho nas agências.
A direção do nosso sindicato não organizou a luta
Infelizmente os atos não contaram nem com a organização e nem com a presença do Sindicato dos Bancários. Ainda que consideremos a realização do julgamento do dissídio que ocorreu nesta data, continua sendo de máxima importância que a categoria continue unida demonstrando sua força na greve. A continuidade da união entre os Bancários e Bancárias deve ser demonstrada de forma pública com a participação de todos em Atos, tanto nas ruas quanto em Assembleias, sempre trocando ideias para avançarem enquanto categoria valorizada e bem quista pela Sociedade da qual tão orgulhosamente fazem parte.
A direção do Sindicato de Bancários e Bancárias de São Paulo, Osasco e Região não organizou comando de greve nem reuniões nas agências. Faltou mais participação em piquetes e iniciativas de dialogar com a população trabalhadora. Ao mesmo tempo, se nega a usar seu peso na CUT para organizar uma campanha de solidariedade ativa à nossa greve.
Precisamos de fóruns sindicais democráticos
As atuais plenárias virtuais não são espaços democráticos. Primeiro, porque não são plenárias, já que nelas ninguém da base pode falar. Segundo, porque até o chat é desativado. Os eventos virtuais do sindicato são “lives”, onde somos informados do que a diretoria quer e faz. Discordamos desse método porque ele está a serviço de uma política que desmobiliza a greve e desmoraliza a base. Isso não é democrático. Queremos debater, participar e ser ouvidos.
A greve foi vitoriosa por não aceitar a proposta da Caixa!
Evitamos transformar todas as maldades em ACT, evitamos os aumentos absurdos no Saúde Caixa e mostramos a força da categoria. Agora é primordial solicitar uma auditoria do Saúde Caixa.
É essencial juntar todas as provas e acionar o ministério público, incluir a imprensa, e todos os meios possíveis via nosso sindicato e federação. Deste modo, iríamos saber a verdade sobre a origem desse alto déficit do plano.
Enquanto dizem que não há dinheiro para a saúde dos bancários e bancárias da CEF, a cúpula do banco recebe os lucros da estatal, que, conforme noticiado pela mídia conservadora, chegaram a R$ 7,4 bilhões, dos quais R$ 79,5 milhões foram repassados para a premiação de seus conselheiros, diretores e administradores.
Precisamos eleger a direção da CAIXA
Infelizmente, a direção da CEF, indicada por Lira, se nega a atender às reivindicações e ajuizou dissídio, atacando os grevistas, o que pode inclusive resultar em perda de direitos.
Trata-se de um problema concreto da governabilidade conservadora e dos acordos com o Centrão que a frente ampla de Lula fez e faz, com prejuízos para a classe trabalhadora e nossos direitos mais básicos.
Exigimos a destituição da direção da CAIXA, a defesa do direito de greve no TST e que Lula e os ministros da Frente Ampla atendam às nossas reivindicações. E que a nova direção seja eleita diretamente pelos funcionários e funcionárias e seja uma pessoa da categoria.
Exigimos assembleia presencial já!
O julgamento do dissidio foi um ataque ao direto de greve, de livre manifestação e negociações sindicais. As multas são ataques a nossas entidades sindicais. Não podemos normalizar isso. Não podemos voltar ao trabalho desunidos e sem um fórum coletivo de nosso movimento. Por isso, temos de exigir uma assembleia presencial de nosso sindicato e possibilidade de participação efetiva online, dialogando com a categoria. Nela, devemos debater coletivamente os rumos do movimento, e debater questões importantes como o déficit do plano de saúde.