Tsunami Antifascista: Ocupar as ruas e virar votos! Vamos à luta contra Flávio Bolsonaro, Donald Trump e as Bigtechs!

A gigantesca e histórica manifestação do 7 de outubro, convocada por grêmios e DCEs do RJ mostrou a força da mobilização contra Flavio Bolsonaro, Donald Trump e as Bigtechs. As ruas cariocas, palco da Marcha dos 100 Mil, da luta por Marielle e o Tsunami da Educação, voltaram a ser ocupadas pela juventude. O ato foi antecedido por forte manifestação da Faculdade de Direito da UFF, um dos locais atacados em 2018.

Enfrentar ataques aos direitos e o projeto autoritário

Milhares de estudantes e trabalhadores ocupar as ruas contra os ataques aos direitos sociais e ameaças autoritárias. A extrema direita já atua no Parlamento para bloquear pautas como a 6×1 e, com maior força institucional, pretende avançar sobre salários, jornadas, reivindicando o exemplo de Milei na Argentina. Flavio Bolsonaro também defende mudanças na Constituição. Tudo articulado aos interesses dos EUA, do Pentágono e das multinacionais. O projeto autoritário busca utilizar as instituições para avançar no projeto ditatorial do 8 de janeiro, caso vençam as eleições. Algo que temos de combater nas ruas com as lutas unificadas da juventude e da classe trabalhadora.

A juventude se levanta!

A juventude está na linha de frente da luta antifascista e anti-imperialista. Houve fortes assembleias e manifestações em MG, PA, RG, PE e BA. Estudantes se organizam na UFAL, UFAM, UFRPE, UFSM, FURG, UFJF, UFS, UFMA e UFPI. Em São Paulo, assembleias ocorreram na UFABC, UNIFESP e USP. No próximo domingo, uma gigantesca manifestação ocupará a Avenida Paulista, palco de mobilizações massivas contra os feminicídios e pela rejeição à anistia. Outras cidades também se mobilizam.

O incêndio na UFPE é obra da extrema direita imperialista

A externa direta sabe da importância da educação, da arte, ciência e tecnologia. Por isso ataca trabalhadores, alunos e nossas instituições. Durante a ditadura, perseguiu currículos e incendiou a sede da UNE. Hoje, o Escola Sem Partido e ações de parlamentares atacam escolas e universidades, como no Pedro II, e o vão da FFLCH (local da histórica assembleia estudantil, de abril de 1977, que desencadeou as primeiras manifestações de rua contra a ditadura: exigindo liberdades democráticas e o fim da prisão dos operários e operarias: Celso Brambilla, Márcia Basseto Paes e Zé Maria, da Liga Operária).

No meio da eleição, a UFPE, acaba de ser atingida por um incêndio. Horas antes, estudantes receberam mensagens com ameaças, incluindo referências a “explodir o departamento”. Pernambuco é o local onde se elegeu Jones Manoel, deputado federal pelo PSOL, com 249 mil votos. A utilização de atentados contra instituições democráticas é prática da extrema direita, como os ataques a jornais de esquerda, à ABI e à OAB, durante a ditadura. A UFPE combateu a ditadura militar, através da heroica greve estudantil de 1978 pela liberdade do líder estudantil Cajá, dirigente do PCR.

O local atacado na UFPE é a sede da Diretoria de Inovação, com laboratórios de pesquisa de fármacos, genética, informática e computação, além de materiais vinculados a teses, dissertações e dados de pós-graduação. Eles querem aprofundar nossa dependência econômica, científica e tecnológica. O episódio evidencia a importância das universidades para nossa soberania e a luta contra a extrema direita.

Unidade operária e estudantil contra nossos inimigos

Os ataques econômicos, sociais e democráticos estão aí. É necessário enfrentá-lo de forma unificada. Devemos construir redes de contato com os sindicatos da educação. Realizar plenárias com as entidades da classe trabalhadora. Por outro lado, precisamos nos dirigir aos batalhões pesados da classe trabalhadora. Realizar panfletagens em fábricas, refinarias, garagens de ônibus, estações de transporte, praças e bairros operários, defendendo as pautas da classe trabalhadora: o aumento de salários, fim da 6×1, redução da jornada, taxação dos bilionários, redução das tarifas de água, luz, telefone e internet, crédito barato para pequenos empresários.

Batalhamos para que UNE e UBES construam uma grande manifestação unificada com a CUT, CTB, Força Sindical, UGT, confederações e federações da classe trabalhadora.

Lutar e Virar Voto

Há uma série de iniciativas on-line de vira-voto, como o grupo de Sabrina Fernandes. Ocorrem plenárias antifascistas, como a da USP, convocada pelo professor Vladimir Safatle. Deputadas eleitos com fortes votações também realizam reuniões, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim. É fundamental articular essas ações num movimento antifascista coordenado e unitário nessas eleições.

Temos de ocupar as ruas e nos organizar para virar votos. Isso significa brigadas de diálogo com pessoas diferentes de nós e com pessoas que estão indiferentes ao cenário atual. Temos de ter paciência e conversar. As pessoas têm seus motivos para estarem como estão, a vida está difícil, e primeiro é preciso ouvir. Queremos dialogar e convencê-las de que votem contra Flávio Bolsonaro e buscar ponto de unidade. O mesmo vale para impedir que eleitores de Cury, Renan e Caiado votem em Bolsonaro. Isso também será fundamental para eleitores indecisos ou que se abstiveram. E muito disso será feito naquele trabalho de formiguinha, com os que estão ao nosso redor. Para isso o discurso ufanista da direção do PT e da cúpula da frente ampla de que “O Brasil está melhor” e “pronto pra mais” não ajuda nessa batalha.

A juventude revolucionária Vamos à Luta (CST e independentes), neste segundo turno, chama voto em Lula. Somos totalmente independentes da Frente Ampla do PT e criticamos o atual governo Lula e sua conciliação de classes. Mas diante do atual cenário sabemos nosso lado. Estamos em campanha, chamamos voto em Lula e Alckmin para derrotar Flavio Bolsonaro e Trump. Pedimos o voto no 13. nossa juventude antifascista e anti-imperialista seguirá lutando pelas reivindicações da juventude, as pautas ambientais, feministas, LGBTQIAPN+, de negras e negros.

08/10/26

Juventude Revolucionária Vamos à Luta


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“Se jogar pra virar voto e ocupar as ruas”

Dia 15/10/26, às 18h.

(Peça a sala virtual para nossa militância)

 

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