Pela greve nacional dos correios
Todos/as às assembleias do dia 10/09
Pela greve nacional dos correios
A reafirmação da proposta rebaixada por parte do governo Lula e a direção dos correios confirma o que estamos dizendo há tempos. A Frente Ampla está aplicando um brutal ajuste nos correios via a política de reestruturação/desestruturação onde a proposta do ACT(Acordo Coletivo de Trabalho) é só parte de um ataque maior que inclui, demissões voluntárias, fechamento de unidades, redução de contratos em áreas fundamentais, redução de distritos, etc.. O que está sendo aplicado é um enxugamento dos correios onde o alvo é o trabalhador. Essa política é uma porta de entrada para a privatização e contribui com o projeto da extrema direita bolsonarista.
Falta de dinheiro não é a questão.
O discurso da falta de dinheiro, comprada por algumas direções sindicais, é uma desculpa para justificar um ajuste fiscal no salário e benefícios dos trabalhadores ecetistas.(E mesmo em tempo de lucro tivemos que fazer greve para conquistar algo).
Os bancos públicos estão em greve, e não podemos dizer que banco não tem dinheiro para atender as pautas dos bancários. Mas mesmo assim os banqueiros e o governo estão propondo 0,6% de ganho real, ou seja, mesmo com muitos recursos querem arrochar o salário do bancário. É assim porque a questão primordial é que os patrões e os governos querem tornar a vida do trabalhador cada vez mais difícil e nunca somos prioridade. Enquanto isso, os banqueiros, os empresários e o agronegócio recebem milhões do governo sem passar por nenhum tipo de ajuste fiscal. O fato concreto é que não são os trabalhadores que devem pagar por crise alguma.
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Propostas que representam um verdadeiro ataque 1- Reajuste da inflação em dois anos. Aqui se abre mão de imediato de qualquer ganho real em dois anos. Os preços dos alimentos e tarifas aumentam sempre acima da inflação e não existe uma proposta de gatilho para aumentar o salário. Imagine ficarmos amarrados a um acordo até agosto de 2028 e sem ganho real ? Isso significa perda. Queremos aumento real de salário e acordo anual. 2- Plano de saúde. Já são 4 campanhas salariais discutindo plano de saúde e nada melhora. Método de GT já foi tentado e não alterou a situação precária dos benefícios. Pelo contrário. Em 2024 o governo descumpriu um acordo firmado na mesa do TST de redução do desconto de coparticipação e ficou por isso mesmo. Sem contar que o governo não recuou em repassar os custos do plano para as nossas costas no novo modelo de gestão do plano. (Que poderá ser aplicado antes de acabar o acordo e não tem a empresa como mantenedora do plano).Queremos a redução da mensalidade e coparticipação e a ampliação da rede de atendimento. Assistência à saúde é um direito. 3- Cláusulas fundamentais. 70% de férias, Ticket extra e o adicional de 200% para trabalho em dia de repouso são excluídos do ACT marcando uma era de redução de benefícios conquistados com muita luta pela categoria. Defendemos a manutenção desses benefícios. |
O SINTECT-RJ quer aceitar a proposta do governo
A direção do SINTECT-RJ está defendendo a proposta rebaixada do governo e desmobilizando e metendo medo nos trabalhadores. Um papel vergonhoso e na contramão de uma direção sindical combativa. A verdade é que querem entregar os pontos sem lutar para defender o patrão (o governo Lula) por isso que essa direção não organizou nenhum ato unitário da categoria e por diversas vezes foi contra aprovar um calendário de mobilização, atos e paralisações.
Unificar com bancários
Exigimos das direções das duas federações( FINDECT e FENTECT) a manutenção da defesa da greve e a busca de unidade com bancários que já estão em greve. É necessário buscar essa unidade para fortalecer ambos movimentos e arrancar do governo Lula o atendimento das pautas das categorias.
É importante que as grandes centrais sindicais como CUT e CTB apoiem a unidade bancária e dos correios. Esse movimento seria fundamental para fortalecer outras bandeiras de lutas dos trabalhadores como o fim da escala 6×1, a pauta dos entregadores de aplicativos contra a exploração e a precarização do trabalho e para enfrentar o tarifaço de Trump e sua intervenção no processo eleitoral.
Lotar as assembleias do dia 10/09
Pela greve nacional ecetista!
Diante da manutenção de uma proposta rebaixada por parte do governo Lula e a direção dos correios, temos que reforçar a presença de todos e todas nas assembleias do dia 10/09 para rejeitar essa proposta e aprovar a greve nacional da categoria ecetista. Um recuo neste momento sem lutar significaria aceitar a perda de benefícios importantes, como o plano de saúde, e nenhuma recomposição salarial.