Lula, vete o PL 278/2026 do REDATA! Nenhum centavo para Big Techs! Apoiar a luta contra data centers!
Um pequeno grupo de multinacionais concentra enorme poder sobre a infraestrutura digital e a IA. Sua expansão requer muitos minerais, eletricidade e água, destruindo os solos, rios e encarecendo as contas de luz. Os Centros de Dados, com funcionamento ininterrupto, geram muita poluição sonora, ondas de calor e impactos sobre os territórios. São um ponto da atual destruição socioambiental capitalista. Os magnatas dessas empresas são ligados a projetos da extrema direita.
Seguir o exemplo das lutas dos EUA

Já ocorrem protestos contra essa expansão nos EUA. Inclusive com uma manifestação unificada envolvendo 142 manifestações em 42 estados contra os Centros de Dados. Um dos epicentros desses protestos é a Virgínia do Norte. Esses protestos conseguem avanços: Nova York estabeleceu moratória estadual de um ano para centros de dados. No Arizona foi suspenso por três anos incentivos tributários para data centers; no Texas, ocorre auditoria dos projetos. Na Pennsylvania, novas instalações passaram a depender de aprovação local e de exigências obrigatórias sobre energia, água, transparência e participação comunitária. Em nível municipal, Monterey Park, na Califórnia, determinou a proibição dos data centers; Independence (Missouri), e Hillsboro (Oregon), adotaram moratórias de mais de 100 dias. Essas medidas respondem as mobilizações contra o alto consumo de água e energia, aumento das contas de luz, poluição sonora e baixa geração de empregos.
Apoiar a luta indígena e camponesa em nosso continente
A expansão dos centros de dados, força ampliação da mineração destruindo territórios ancestrais de povos indígenas e nações originarias de Abya Yala.
No Chile, povos indígenas denunciam os impactos da mineração de lítio no Salar de Atacama, especialmente sobre a água, os ecossistemas e os modos de vida locais, incluindo alterações que afetam flamingos, além de restrições a agricultura e o pastoreio.
Na Bolívia, comunidades indígenas do território do Salar de Uyuni também questionam a expansão dos projetos de exploração de lítio e reivindicam transparência e salvaguardas ambientais, especialmente diante da demanda por água.
No Peru, em Cusco, comunidades originárias bloquearam, o acesso à mina de cobre Antapaccay, para protestar contra seu projeto de expansão e denunciar impactos ambientais e violações de direitos.
Apoio ativo as lutas contra data centers no Ceará e Pará
No Brasil, o povo Anacé se mobilizou contra um data center no Complexo do Pecém, denunciando impactos ambientais. Em Belém, uma petição questiona o data center BEL1, da Elea, previsto para o Barreiro e com possíveis impactos sobre comunidades ribeirinhas. Propomos que a CUT, CTB, UNE, UBES, MST e MTST, organizem uma plenária nacional de lutas populares para apoiar a mobilização do Ceará e Pará.
Bigtechs avançam sobre novos territórios
Com o avanço das mobilizações contra data centers nos EUA, as empresas buscam novos territórios na América Latina. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil tem 205 data centers em operação. Outros levantamentos do setor falam em 132 data centers em operação e 169 empreendimentos em diferentes estágios. Essa expansão concentra-se em São Paulo com 38% da capacidade nacional. Além de instalações no Rio, Brasília, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
REDATA é dinheiro público para as Big Techs! Diga não!
Infelizmente o governo Lula busca transformar o Brasil em destino para data centers e IA. O PL 278/2026 que cria o REDATA, aprovado no Senado, foi fruto de um acordo entre Lula e Davi Alcolumbre. Ele prevê benefícios tributários de R$ 5 bilhões em 2026. Enquanto faltam recursos para trabalhadores bancários e Ecetistas, bilhões são destinado às grandes corporações. Somos contra colocar dinheiro público, energia, água e território a serviço das Big Techs. O relator do projeto, senador Cid Gomes (PSB-CE), é do estado onde há um data center questionado pelo Povo Anacé.
REDATA não deve avançar!
Um conjunto de importantes entidades (como a Coalizão Direitos na Rede, INESC, LAPIN, FENASPS, FENADADOS-CUT, SINDPPD-RS, SINDADOS-MG, FASE, Coletivo Digital) questionam o REDATA nos seguintes termos: “Sociedade civil, universidades públicas e particulares, centros de pesquisa, especialistas, comunidades e instituições públicas vêm apresentando evidências concretas sobre os severos impactos ambientais, energéticos, hídricos, territoriais, além do risco de aprofundamento da dependência tecnológica do Brasil em relação a atores estrangeiros”. Após a votação no Senado, especialistas e entidades desse movimento alertaram que os data centers podem recorrer à energia nuclear, com resíduos radioativos; ou gás natural, por meio de termelétricas altamente poluentes. É necessário barrar esses ataques.
LULA, VETE O PL 278/2026! Ocupar as ruas na marcha do clima
O PL 278/2026 está nas mãos de Lula. Precisamos de uma campanha nacional contra o REDATA. O prazo para sanção presidencial vai até 28 de setembro. Podemos aproveitar a Marcha pelo Clima para levar essa batalha às ruas, combinando esse tema a necessidade da emergencial climática. Batalhamos para que as Frentes Povo Sem Medo e Brasil popular mobilizem nessa data, unifiquem as às greves dos bancários e ecetistas, e lutem contra o tarifaço de Trump e os privilégios das bigtechs.
R$ 5,2 BILHÕES EM INCENTIVOS PARA DATA CENTERS E BIG TECHS: DIGA NÃO!
Pelo veto ao PL 278/2026! Nenhum incentivo fiscal às Big Techs e aos data centers! Nenhum centavo para empresas que lucram com nossa infraestrutura, energia, água e território! Contra energia nuclear e termoelétrica para data centers!
Combater Trump e a ingerência imperialista nas ruas! Aplicar a lei de reciprocidade, taxar as multinacionais. Expropriar as empresas que interferem em nossa soberania! Fim da entrega das terras raras e dos contratos dos governos e das universidades com Google, Microsoft e Oracle!
Todo apoio ao povo Anacé! Em defesa das águas, florestas, territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas! Nossas águas, terras e florestas não estão à venda! Apoio as lutas das mulheres do Xingu contra Bela Sun!
Em defesa da soberania tecnológica e nacional! Pela produção e pesquisa públicas e estatais em tecnologia digital com responsabilidade socioambiental, nas universidades, empresas estatais, Institutos de ciência e tecnologia, e órgãos federais. Contra a entrega de recursos estratégicos às multinacionais. Fomento público às iniciativas digitais de sindicatos, comunidades, movimentos feministas e dos povos indígenas.