Jornal Combate Socialista entrevistou lideranças das esquerdas comunistas e socialistas
No segundo semestre de 2025, iniciamos uma campanha pela construção de um bloco ou campo da esquerda independente, expressa no Manifesto por uma alternativa unitária da classe trabalhadora).
Como parte dessa iniciativa, o Jornal Combate Socialista reunimos com inúmeras forças e entrevistamos lideranças e dirigentes de diferentes organizações e setores da esquerda socialista e comunista que não integram a frente ampla do governo Lula-Alckmin: Plínio de Arruda Sampaio Jr., do Contrapoder; Gabriel Lazzari, do PCBR; Edmilson Costa, do PCB; Hertz Dias e Vera Lúcia, do PSTU; e Renato Cinco, dirigente independente da Coalizão pelo Clima. As entrevistas abordaram a situação política nacional, a necessidade de uma alternativa independente dos governos e dos partidos patronais, a luta contra a extrema direita e os desafios para a construção de um bloco ou campo da esquerda independente. Consideramos importante que organizações e dirigentes apresentem suas posições, contribuindo para o debate democrático sobre a convergência da unidade da esquerda independente, sem esconder divergências.
Ao mesmo tempo, procuramos transformar esse diálogo em uma iniciativa concreta de unidade. Avaliamos que a construção de um bloco ou frente da esquerda socialista e comunista poderia contribuir para as lutas contra a extrema direita, para as batalhas contra os pelegos e para a apresentação de uma chapa por fora dos partidos dos patrões e do governo da frente ampla nas eleições nacionais de 2026. Entendemos que a pulverização das esquerdas, como ocorreu em 2022 e 2024, dificulta a construção de uma alternativa independente ao projeto de colaboração de classes do lulismo e enfraquece a luta contra a extrema direita.
Defendemos um bloco ou frente da esquerda independente, que não integre o governo Lula-Alckmin nem os governos estaduais e municipais da frente ampla e que combata a extrema direita golpista. Propusemos uma reunião conjunta da UP, PCB, PCBR, PSTU e demais organizações e coletivos para discutir essa possibilidade. Porém a proposta de uma reunião conjunta não ocorreu porque as demais organizações não concordaram com a construção de um bloco ou frente, preferindo a fragmentação.
Nossa busca por uma alternativa independente também envolveu reuniões e diálogo com setores da esquerda do PSOL. Em outubro de 2025, publicamos a “Carta Aberta às forças da esquerda do PSOL”, na qual procuramos dialogar com setores que se colocavam à esquerda da direção majoritária do partido. Posteriormente, também debatemos a filiação de Jones Manoel ao PSOL e a tática eleitoral do PCBR (ver Sobre a tática eleitoral do PCBR e a filiação democrática de Jones Manoel no PSOL).
Nesse período, também buscamos aproximar outras forças que estão fora da frente ampla de Lula e atuam no campo da esquerda socialista. Atuamos, com Plínio de Arruda Sampaio Jr., Renato Cinco e Dirlene, com quem compusemos o antigo Polo Socialista Revolucionário (Assista LIVE reúne ativistas pela esquerda independente).
Esse conjunto de iniciativas expressa uma orientação que continuamos defendendo: a necessidade de construir uma alternativa política independente dos governos, dos patrões e da frente ampla, buscando a unidade nas lutas e também nas eleições.
A CST seguira atuando como organização socialista e revolucionária independente, nas lutas e nas eleições. Vamos utilizar nossa participação na batalha eleitoral visando desmascarar toda a falsidade do atual regime político dos bilionários; denunciar o comitê de negócios dos empresários que é o estado burguês; divulgar nosso programa operário e popular contra a exploração capitalista e todas as formas de opressão; defender que a única via para as mudanças verdadeiras é a luta coletiva e apoiar as greves; explicar a necessidade de um governo da classe trabalhadora, sem patrões, e um Brasil Socialista.
Entrevistas:
Plínio de Arruda Sampaio, do Contrapoder
Renato Cinco, ativista independente e da coalizão pelo Clima
Leia tambem
Sobre a independência do PSOL e os rumos da esquerda socialista
Um diálogo com a bancada da esquerda radical de Jones Manoel, Sâmia Bomfim e Glauber Braga