

	{"id":10078,"date":"2023-01-18T20:31:13","date_gmt":"2023-01-18T20:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=10078"},"modified":"2023-02-03T14:03:55","modified_gmt":"2023-02-03T14:03:55","slug":"venezuela-massivos-protestos-de-educadores-em-todo-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/01\/18\/venezuela-massivos-protestos-de-educadores-em-todo-o-pais\/","title":{"rendered":"Venezuela: Massivos protestos de educadores em todo o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Por Imprensa C-Cura (Corrente Classista Unit\u00e1ria Revolucion\u00e1ria e Aut\u00f4noma)<\/p>\n<p><strong>Caracas, 16 de janeiro de 2023.<\/strong> Hoje, em todo o pa\u00eds, se reuniram e marcharam trabalhadores ativos e aposentados dos setores da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade, que mais uma vez exigiram de Maduro um sal\u00e1rio igual \u00e0 cesta b\u00e1sica, a assinatura de novos contratos coletivos, o pagamento de d\u00edvidas trabalhistas e a revoga\u00e7\u00e3o do Memorando 2792 e das Instru\u00e7\u00f5es do ONAPRE (Escrit\u00f3rio Nacional de Or\u00e7amento da Venezuela) [1].<\/p>\n<p>No dia de hoje, os protestos cresceram em massividade e combatividade, com a presen\u00e7a de milhares de trabalhadores e trabalhadoras em Caracas, Cuman\u00e1, Barcelona, \u200b\u200b\u200b\u200bLos Teques, M\u00e9rida, Ciudad Bol\u00edvar, Valencia, San Crist\u00f3bal, Trujillo, Asunci\u00f3n e Bachaquero (Zulia), entre outras cidades e povoados da Venezuela.<\/p>\n<p>Na semana passada, as manifesta\u00e7\u00f5es agrupavam quase exclusivamente o setor educacional, mas hoje aderiram trabalhadores e trabalhadoras da sa\u00fade e de outras empresas e institui\u00e7\u00f5es estatais.<\/p>\n<p>Os protestos continuam crescendo, apesar da resposta autorit\u00e1ria e reacion\u00e1ria do governo Maduro, que concedeu b\u00f4nus salariais arbitr\u00e1rios, amea\u00e7ou os manifestantes com grupos paramilitares e convocou marchas e com\u00edcios paralelos.<\/p>\n<p>Os trabalhadores e as trabalhadoras do setor educacional t\u00eam estado na vanguarda em todo o pa\u00eds, com a sua presen\u00e7a e palavras de ordem, exigindo que as federa\u00e7\u00f5es nacionais assumam uma posi\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria e convoquem assembleias nas escolas e liceus para preparar um plano de luta, que inclua a defini\u00e7\u00e3o imediata da data de uma greve nacional de professores.<\/p>\n<p>Os trabalhadores e as trabalhadoras dos setores da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade e das demais empresas e institui\u00e7\u00f5es estatais sabem que para derrotar o pacote anti-oper\u00e1rio de Maduro \u00e9 necess\u00e1ria a mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o, continuar nas ruas e organizar de forma democr\u00e1tica as greves nacionais.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><span style=\"font-family: inherit; font-style: inherit; font-weight: inherit;\">[1] O Memorando 2792 as Instru\u00e7\u00f5es do ONAPRE foram os instrumentos utilizados pelo governo Maduro para desconsiderar os acordos coletivos na elabora\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Provocaram uma brutal perda salarial para o funcionalismo p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>Confira a nota do Partido Socialismo e Liberdade da Venezuela (PSL-Venezuela) e Corrente Classista Unit\u00e1ria Revolucion\u00e1ria e Aut\u00f4noma (CCURA) convocando a ultima jornada do dia 16.<\/p>\n<p><strong>Todos para o dia de protesto de 16 de janeiro no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e \u00e1reas educacionais!<\/strong><\/p>\n<p>Por PSL Venezula\/C-Cura<\/p>\n<p>O dia 9 de janeiro foi o dia marcado para o in\u00edcio das aulas nos ensinos b\u00e1sico e secund\u00e1rio. No entanto, desde dezembro, os professores manifestaram seu descontentamento nas redes sociais e se manifestaram contra a burocracia sindical dos professores, que n\u00e3o se mobiliza e esperava negociar com o governo. Assim surgiu a necessidade de convocar uma greve que dobraria o bra\u00e7o do governo Maduro e de sua ministra da Educa\u00e7\u00e3o, Yelitze Santaella, personagens repudiados pela base docente, algo que apavora o governo e a burocracia sindical, tanto chavista quanto ligada ao os partidos de direito patronal.<\/p>\n<p>Os motivos centrais do protesto foram os sal\u00e1rios miser\u00e1veis \u200b\u200be a suspens\u00e3o em dezembro da discuss\u00e3o do acordo coletivo, ap\u00f3s mais de um ano de negocia\u00e7\u00f5es. Professores e professoras est\u00e3o cansados \u200b\u200bde depender de bolsas de alimenta\u00e7\u00e3o e b\u00f4nus com os quais o governo pretende substituir os benef\u00edcios do acordo coletivo e um aumento salarial.<\/p>\n<p>Os sal\u00e1rios de fome for\u00e7aram os professores a ganhar uma renda adicional realizando tarefas alternativas, em hor\u00e1rios em que podiam descansar ou formar-se.<\/p>\n<p>O descontentamento tamb\u00e9m \u00e9 determinado pelas p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, causadas pela falta de investimento no sistema educacional, que faz parte do ajuste aplicado pelo governo, reduzindo os gastos sociais, obrigando os professores a usar seu dinheiro ou depender da colabora\u00e7\u00e3o dos pais e representantes para manter os campi.<\/p>\n<p>Superando o medo, os professores se mobilizaram aos milhares em todo o pa\u00eds. Nem as press\u00f5es de diretores, supervisores e autoridades governamentais, nem a recusa da burocracia sindical dos professores em se mobilizar foram obst\u00e1culos para que os professores se juntassem \u00e0s a\u00e7\u00f5es de luta. Cidades e vilas do interior profundo do pa\u00eds testemunharam uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o. Os professores acompanhados de outros servidores p\u00fablicos, pais e representantes e moradores das comunidades foram \u00e0s ruas. De fato, a t\u00e3o temida greve se concretizou.<\/p>\n<p>O governo Maduro e seu ministro Santaella falam hipocritamente do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para desqualificar as a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o incapazes at\u00e9 de garantir \u00e1gua nas escolas e col\u00e9gios.<\/p>\n<p>A greve dos professores coincidiu com uma nova greve dos trabalhadores da Sidor, \u00e0 qual se juntaram os trabalhadores das outras empresas de base da Guiana, que tamb\u00e9m tornaram p\u00fablico seu apoio \u00e0 luta dos professores. Que \u00e9 a mesma luta por sal\u00e1rios, em defesa dos contratos coletivos e contra o pacote de reajuste do governo.<\/p>\n<p>V\u00e1rias coisas ficaram claras. Os professores perderam o medo e mostraram vontade de lutar. Produziu-se a uni\u00e3o dos diferentes trabalhadores do setor p\u00fablico com os professores e professoras. Os trabalhadores reivindicam sal\u00e1rio igual ao da cesta b\u00e1sica e a retomada da discuss\u00e3o contratual, entre outras reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O governo tem se dedicado a intimidar e amea\u00e7ar os professores. Diretores e supervisores, assim como a Ubch e outras organiza\u00e7\u00f5es do partido do governo, perseguem professores, impedem-lhes o ingresso nas escolas, escondem seus livros para assinar presen\u00e7a, amea\u00e7am-nos com demiss\u00e3o, tudo com o objetivo de desmoraliz\u00e1-los e amedront\u00e1-los. Todos esses mecanismos s\u00e3o uma viola\u00e7\u00e3o do direito de protesto consagrado no art. 68 da constitui\u00e7\u00e3o. Mas os professores permanecem firmes em suas reivindica\u00e7\u00f5es. Por seu lado, a burocracia sindical dos professores, encabe\u00e7ada pela FVM, quer agora apresentar-se como a convocadora das a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o, embora a rigor n\u00e3o tenha levantado um dedo. Enquanto os partidos patronais e de direita pr\u00f3-imperialista tentam pescar em um rio turbulento, e convocam irresponsavelmente para a\u00e7\u00f5es que nada t\u00eam a ver com a luta digna e genu\u00edna levantada pela base dos professores. Os professores devem ignorar essas chamadas e n\u00e3o ouvir cantos de sereia.<\/p>\n<p><strong>O que propomos?<\/strong><\/p>\n<p>Devemos dar continuidade \u00e0 enorme vontade de luta demonstrada pelos professores de todo o pa\u00eds. Devemos exigir que as federa\u00e7\u00f5es e sindicatos de professores, ao inv\u00e9s de se desmobilizarem e tentarem negociar com o empregador, se coloquem na linha de frente da luta. Devem convocar assembl\u00e9ias em todos os centros educacionais ou pra\u00e7as p\u00fablicas das cidades, como ocorreu com uma recente assembl\u00e9ia de massas em Cuman\u00e1, para que um plano nacional de luta seja discutido democraticamente, a partir da convoca\u00e7\u00e3o de uma greve nacional de 36 horas, que \u00e9 seguida de outra de 48 horas, com mobiliza\u00e7\u00e3o em todas as localidades, para come\u00e7ar a preparar a greve geral at\u00e9 que o governo dobre o bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Devemos aprofundar a organiza\u00e7\u00e3o dos professores e professoras. Uma greve nacional de toda a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um grande empreendimento que requer prepara\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o da base docente. Desde C-Cura propomos que se formem comit\u00eas de luta em cada centro educacional, com os companheiros e companheiras mais ativos e determinados a continuar promovendo a luta.<\/p>\n<p>Um segundo dia nacional de protesto \u00e9 convocado para esta segunda-feira, 16 de janeiro, no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o em Caracas e em todas as \u00e1reas educacionais do pa\u00eds. Devemos aproveitar esta situa\u00e7\u00e3o para formar os comit\u00eas de conflito e continuar a luta at\u00e9 derrotar a pol\u00edtica antitrabalhista do governo, que faz parte de seu pacote de ajuste capitalista com o qual pretende descarregar a crise nos ombros dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A luta dos professores deve se conectar com a dos sidoristas e de todos os trabalhadores do pa\u00eds, p\u00fablicos e privados, ativos, aposentados e pensionistas. \u00c9 preciso alcan\u00e7ar a maior articula\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre todos os sindicatos, correntes sindicais e grupos e frentes de trabalhadores que se formaram no pa\u00eds para promover a mobiliza\u00e7\u00e3o de todos e todas os trabalhadores.<\/p>\n<p>Por um sal\u00e1rio igual \u00e0 cesta b\u00e1sica indexada mensalmente!<\/p>\n<p>Rein\u00edcio imediato da discuss\u00e3o do contrato de ensino!<\/p>\n<p>Elimina\u00e7\u00e3o do memorando 2792 e das instru\u00e7\u00f5es Onapre!<\/p>\n<p>Liberdade para os trabalhadores presos!<\/p>\n<p>Apoie a luta dos sidoristas!<\/p>\n<p>Por um Plano Oper\u00e1rio e Popular de Emerg\u00eancia!<\/p>\n<p>Todos para o dia da luta nesta segunda-feira, 16 de janeiro!<\/p>\n<p>Partido Socialismo e Liberdade (PSL)<\/p>\n<p>Corrente Classista, Unit\u00e1ria, Revolucion\u00e1ria e Aut\u00f4noma (C-cura)<\/p>\n<p>14 de janeiro de 2023<\/p>\n<hr \/>\n<p>Confira a convoca\u00e7\u00e3o para a nova jornada<\/p>\n<p><strong>Todos para o dia da luta em 23 de janeiro!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por PSL\/C-cura [1]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Aprofundar a mobiliza\u00e7\u00e3o de 16 de janeiro<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 16 de janeiro, ocorreram grandes marchas de professores em todo o pa\u00eds. Em Caracas, foram mobilizados cerca de 5.000 professores e professoras. Cidades e povoados do interior profundo do pa\u00eds testemunharam uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o. Os professores \u2013 acompanhados de outros servidores p\u00fablicos, pais e respons\u00e1veis, e moradores das comunidades \u2013 foram \u00e0s ruas. Os motivos centrais do protesto foram os sal\u00e1rios miser\u00e1veis \u200b\u200be a suspens\u00e3o em dezembro da discuss\u00e3o do acordo coletivo, ap\u00f3s mais de um ano de negocia\u00e7\u00f5es infrut\u00edferas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O protesto, que aconteceu no dia seguinte ao Dia do Professor, foi a continua\u00e7\u00e3o de uma grande jornada de luta realizada na segunda-feira, 9 de janeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Professores e professoras est\u00e3o cansados \u200b\u200bde depender de bolsas de alimenta\u00e7\u00e3o e b\u00f4nus, com os quais o governo pretende substituir o acordo coletivo e o aumento salarial. Os sal\u00e1rios de fome for\u00e7aram os professores a buscar uma renda adicional, realizando tarefas alternativas em hor\u00e1rios em que poderiam descansar ou se qualificar. O descontentamento tamb\u00e9m \u00e9 determinado pelas p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, causadas pela falta de investimento no sistema educacional, que faz parte do ajuste aplicado pelo governo, reduzindo os gastos sociais. Isso tem obrigando os professores a usar seu dinheiro ou depender da colabora\u00e7\u00e3o dos pais e respons\u00e1veis para sustentar as escolas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Milhares de professores nas ruas do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Superando o medo, os professores e as professoras se mobilizaram aos milhares em todo o pa\u00eds. Nem as press\u00f5es de diretores, supervisores e autoridades governamentais, nem a recusa da burocracia sindical do magist\u00e9rio em se mobilizar, foram obst\u00e1culos para que os professores se juntassem \u00e0s a\u00e7\u00f5es de luta. Em Maracay, grupos motorizados amea\u00e7aram os professores. Em Caracas, a pol\u00edcia ocupou todo o centro da capital, montando uma barreira em frente ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, local em que os professores pretendiam se concentrar. Foi organizada, inclusive, uma marcha governista ao referido minist\u00e9rio como provoca\u00e7\u00e3o. E Maduro e sua ministra Yelitze Santaella falam hipocritamente sobre o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, para desestimular os protestos, mas s\u00e3o incapazes at\u00e9 de garantir \u00e1gua nas escolas. Todos esses mecanismos s\u00e3o uma viola\u00e7\u00e3o do direito de protesto consagrado no art. 68 da Constitui\u00e7\u00e3o. Por outro lado, a burocracia sindical do magist\u00e9rio, encabe\u00e7ada pela FVM, quer agora se apresentar como a respons\u00e1vel pelas a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o, embora a rigor n\u00e3o tenha movido um dedo. Enquanto isso, os partidos da direita patronal e pr\u00f3-imperialista tentam oportunisticamente pescar em \u00e1guas turvas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que propomos?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Devemos dar continuidade \u00e0 enorme vontade de luta demonstrada pelos professores de todo o pa\u00eds, tanto no dia 9 como em 16 de janeiro. Uma nova data de protesto est\u00e1 marcada para a pr\u00f3xima segunda-feira, dia 23. Os professores devem aproveitar para se auto-organizar em suas escolas e col\u00e9gios. Em muitas, n\u00e3o h\u00e1 delegados ou representantes. Por isso, \u00e9 preciso formar comit\u00eas de luta em todos os lugares para preparar o protesto do dia 23, e ficar de prontid\u00e3o. N\u00e3o se pode confiar nos burocratas das federa\u00e7\u00f5es e sindicatos. Devemos confiar em nossas pr\u00f3prias for\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maioria dos professores clama pela convoca\u00e7\u00e3o de uma greve nacional de todos os docentes, mas esta medida n\u00e3o tem o apoio da burocracia sindical. Por isso, devemos exigir que as federa\u00e7\u00f5es e sindicatos, em vez de desmobilizar os protestos e tentar negociar com os patr\u00f5es, tomem a dianteira na luta. Que v\u00e3o at\u00e9 as escolas, que praticamente abandonaram, preferindo mandar \u201cmensagens\u201d pelo WhatsApp e pelas redes. Que convoquem assembleias em todos os centros educativos, para que se discuta democraticamente um plano nacional de luta, que tenha como ponto de partida a convoca\u00e7\u00e3o de uma paralisa\u00e7\u00e3o nacional de 36 horas, seguida de outra de 48 horas, com mobiliza\u00e7\u00e3o em todos os locais de trabalho. Isso como prepara\u00e7\u00e3o para uma greve nacional dos professores, que dobre o governo e derrote sua pol\u00edtica anti-oper\u00e1ria, que faz parte do pacote de ajuste capitalista com o qual busca descarregar a crise nos ombros do povo trabalhador. A dire\u00e7\u00e3o sindical deve ser cobrada para marcar uma data para as greves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A luta dos professores faz parte da luta dos sidoristas [2] e de todos os trabalhadores do pa\u00eds, dos setores p\u00fablico e privado, ativos, aposentados e pensionistas. \u00c9 preciso conseguir a maior articula\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre todos os sindicatos, correntes sindicais, grupos e frentes oper\u00e1rias (Faitec, Asta, Espa\u00e7o Sindical Unit\u00e1rio, Coordenadora Metropolitana etc.), que se formaram no pa\u00eds para promover a mobiliza\u00e7\u00e3o de todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras dos setores p\u00fablico e privado. E fortalecer a luta dos professores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A grande mobiliza\u00e7\u00e3o do dia 16 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 uni\u00e3o de todos os setores sindicais e dos trabalhadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por um sal\u00e1rio igual \u00e0 cesta b\u00e1sica, indexado mensalmente!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que os b\u00f4nus sejam o sal\u00e1rio! Elimina\u00e7\u00e3o do IVA!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rein\u00edcio imediato da discuss\u00e3o do acordo coletivo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Elimina\u00e7\u00e3o do Memorando 2792 e das Instru\u00e7\u00f5es do ONAPRE!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Liberdade para os\/as trabalhadores\/as presos\/as!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por petr\u00f3leo 100% estatal, sem transnacionais ou empresas mistas!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por um Plano Oper\u00e1rio e Popular de emerg\u00eancia!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rumo a uma greve nacional de professores!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por um governo dos trabalhadores, das trabalhadoras e do povo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todos para o dia da luta em 23 de janeiro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>18 de janeiro de 2022<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[1] PSL: Partido Socialismo e Liberdade, se\u00e7\u00e3o venezuelana da UIT-CI. C-Cura: Corrente Classista Unit\u00e1ria Revolucion\u00e1ria e Aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[2] Trabalhadores e trabalhadoras da SIDOR (Sider\u00fargica de Orinoco).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Imprensa C-Cura (Corrente Classista Unit\u00e1ria Revolucion\u00e1ria e Aut\u00f4noma) Caracas, 16 de janeiro de 2023. Hoje, em todo o pa\u00eds, se reuniram e marcharam trabalhadores ativos e aposentados dos setores da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade, que mais uma vez exigiram de Maduro um sal\u00e1rio igual<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-10078","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10080"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}