

	{"id":10167,"date":"2023-03-02T17:48:03","date_gmt":"2023-03-02T17:48:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=10167"},"modified":"2023-03-02T17:48:03","modified_gmt":"2023-03-02T17:48:03","slug":"pre-tese-do-combate-sindical-ao-confasubra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/03\/02\/pre-tese-do-combate-sindical-ao-confasubra\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9-tese do COMBATE Sindical ao Confasubra"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por uma Fasubra combativa e independente do governo e das reitorias para organizar a luta da categoria por sal\u00e1rio e direitos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Em maio ocorrer\u00e1 o congresso da Fasubra. Nossa categoria est\u00e1 orgulhosa de ter ajudado a derrotar Bolsonaro. Agora, nossa tarefa \u00e9 organizar nosso plano de lutas e reivindicar nossas pautas do novo governo Lula\/Alckmin. Discordamos da condu\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria na FASUBRA. Por isso, escrevemos esta tese e chamamos voc\u00ea a vir construir conosco uma nova dire\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e de luta para a Fasubra. Assim, vamos organizar melhor a luta por sal\u00e1rio, carreira, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, demandas nacionais e locais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-10168 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"940\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-768x768.jpeg 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-50x50.jpeg 50w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra-600x600.jpeg 600w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/combatenafasubra.jpeg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>I-CONJUNTURA<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sem anistia para Bolsonaro e seus c\u00famplices! Fora M\u00facio e\u00a0Campos Neto!<\/strong><\/p>\n<p>Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado nas urnas e um novo governo da frente ampla assumiu, liderado por Lula e Alckmin. Somos parte dos que lutaram e fizeram campanha para derrotar a extrema direita e dos que agora repudiam nas ruas\u00a0as a\u00e7\u00f5es golpistas.\u00a0No dia 8 de janeiro, foi realizada uma intentona golpista para dar um golpe e acabar com as liberdades democr\u00e1ticas. Para esses fins, contaram com a coniv\u00eancia e o apoio da PRF,\u00a0das PMs,\u00a0da\u00a0c\u00fapula das For\u00e7as Armadas, do Ministro da Defesa, Jos\u00e9\u00a0M\u00facio, e\u00a0do governo do Distrito Federal.\u00a0Bolsonaro, seus ex-ministros e parlamentares precisam pagar por seus crimes, pelo genoc\u00eddio yanomami, pelas mais de 700 mil mortes por covid-19, por seus esquemas de corrup\u00e7\u00e3o.\u00a0N\u00e3o podemos aguardar a boa vontade do STF porque sabemos\u00a0do hist\u00f3rico\u00a0desse poder contra os trabalhadores, bem como dos seus conchavos.\u00a0Exigimos da CUT, CTB, PT e PCdoB atos e mobiliza\u00e7\u00f5es contra as a\u00e7\u00f5es golpistas.\u00a0\u00c9 inadmiss\u00edvel que bolsonaristas como Jos\u00e9 M\u00facio, Ministro da Defesa, e Daniela do Wagninho, do Uni\u00e3o Brasil, ligada aos milicianos, sigam no governo Lula\/Alckmin. Do mesmo modo, n\u00e3o podemos aceitar a continuidade do bolsonarista Campos Neto\u00a0\u00e0\u00a0frente do Banco Central. Exigimos a pris\u00e3o e o confisco de bens de todos os respons\u00e1veis pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro! Fora M\u00facio e Campos Neto! Exigimos tamb\u00e9m a revoga\u00e7\u00e3o de todas as contrarreformas e medidas\u00a0contra a classe trabalhadora e o servi\u00e7o p\u00fablico. Devemos lutar para que Bolsonaro, Trump e todos os governo da extrema direita sejam punidos por seus crimes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Independ\u00eancia diante do governo Lula\/Alckmin e exigir sal\u00e1rio e verbas para educa\u00e7\u00e3o e carreira<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o nefasto governo da extrema direita, existem\u00a0muita\u00a0expectativa de setores populares com a Frente Ampla.\u00a0Muitos dos trabalhadores com que est\u00e3o ombro a ombro conosco nas lutas tem essa vis\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o temos esse ponto de vista e explicamos: Lula defende a ideia de que \u00e9 poss\u00edvel conciliar os interesses dos trabalhadores com os empres\u00e1rios, banqueiros e latifundi\u00e1rios. Nos discordamos: ou se garante os servi\u00e7os p\u00fablicos, mais sal\u00e1rios e direitos ou se garante os interesses e lucros dos banqueiros e dos chamados \u201cmercados\u201d. Alertamos: a alian\u00e7a de Lula e do PT com partidos\u00a0de direita e com os empres\u00e1rios \u2013 \u00e9 apresentada como a \u00fanica forma poss\u00edvel de governo atual \u2013 tem como projeto realizar um governo com e para a burguesia e as multinacionais, a servi\u00e7o dos empres\u00e1rios e banqueiros e subserviente aos ditames da Casa Branca e da Uni\u00e3o Europeia. Isso \u00e9 o que tem demonstrado todas as experi\u00eancias de governos de colabora\u00e7\u00e3o de classes em todos os lugares. Por isso, mesmo tendo votado em Lula e na frente ampla no segundo turno, defendemos que a esquerda, os sindicatos e os movimentos sociais\u00a0precisam\u00a0se manter independentes, chamando a classe trabalhadora e os setores populares a lutar por suas reivindica\u00e7\u00f5es. A composi\u00e7\u00e3o do\u00a0novo\u00a0governo denota uma pol\u00edtica de pacto que envolve at\u00e9 partidos ou parlamentares que\u00a0sustentaram\u00a0o governo Bolsonaro\u00a0e\u00a0que votaram a favor das contrarreformas da previd\u00eancia e pela privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras e dos Correios. Isso \u00e9 preocupante, porque essa concilia\u00e7\u00e3o de classes ocasionar\u00e1 ataques \u00e0 classe trabalhadora e,\u00a0sob a\u00a0falsa l\u00f3gica de que isso garantir\u00e1 a estabilidade pol\u00edtica,\u00a0reabilitar\u00e1 setores que\u00a0foram\u00a0parte do governo Bolsonaro, em vez de\u00a0responsabiliz\u00e1-los\u00a0pela situa\u00e7\u00e3o de caos que vive o pa\u00eds. Lula governar\u00e1 aliado a Alckmin (ex-PSDB), Kassab (PSD), Katia Abreu (PP) e pactua pela governabilidade com Arthur Lira (PP), os partidos do Centr\u00e3o e setores do grande empresariado e do sistema financeiro. Essa pactua\u00e7\u00e3o impede qualquer programa de mudan\u00e7as profundas. Um fato perigoso que pode dar folego para a extrema direita.<\/p>\n<p>\u00c9 importante olhar as experi\u00eancias atuais em nosso continente. \u00a0O governo de Boric, no Chile, que n\u00e3o atendeu as pautas operarias e populares, pactuou com setores que sempre governaram, se desgastou e levou o plebiscito sobre a nova constitui\u00e7\u00e3o a uma derrota eleitoral (uma constitui\u00e7\u00e3o feita aos moldes da ditadura de Pinochet). Uma experi\u00eancia recente que serve de alerta para nosso pais.\u00a0\u00c9 fundamental que o movimento sindical, o movimento estudantil e os movimentos sociais tenham independ\u00eancia pol\u00edtica e conduzam as reivindica\u00e7\u00f5es populares sem blindagem ao novo governo. Somente com independ\u00eancia e unidade para as mobiliza\u00e7\u00f5es podemos reivindicar nossas pautas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exigir\u00a0do governo Lula\/Alckmin\u00a0o atendimento das pautas\u00a0da classe trabalhadora<\/strong><\/p>\n<p>Defendemos que a FASUBRA, o FONASEFE, a CUT, a CTB e demais centrais sindicais e sindicatos sejam independente do novo governo e organizem as lutas por sal\u00e1rio,\u00a0direitos, mais verbas para os servi\u00e7os p\u00fablicos e para as universidades. Como propostas para a mobiliza\u00e7\u00e3o emergencial da classe trabalhadora, da juventude e setores populares, apresentamos as seguintes exig\u00eancias ao governo Lula\/Alckmin:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"19\">\n<li><strong>a)<\/strong><strong>A puni\u00e7\u00e3o de todos os golpistas j\u00e1!<\/strong>Reivindicamos pris\u00e3o e confisco de bens, a come\u00e7ar pelo ex-presidente Bolsonaro, seus familiares, a c\u00fapula militar das for\u00e7as armadas e empres\u00e1rios golpistas. Fora M\u00facio, demiss\u00e3o dos ministros bolsonaristas, exonera\u00e7\u00e3o de toda c\u00fapula militar, fim da PM e da PRF golpistas. Puni\u00e7\u00e3o ao genoc\u00eddio da covid-19.\u00a0 Puni\u00e7\u00e3o para os assassinos dos povos ind\u00edgenas. Demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas, expuls\u00e3o e expropria\u00e7\u00e3o dos garimpeiros e mineradores.\u00a0Pelo fim imediato de qualquer sigilo do governo Bolsonaro e dos golpistas.\u00a0Exonerar os reitores interventores e os militares das estatais! Justi\u00e7a para Marielle!<\/li>\n<li><strong>b)<\/strong><strong>Revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas e das privatiza\u00e7\u00f5es, j\u00e1!\u00a0<\/strong>Reivindicamos a revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas da Previd\u00eancia (EC103\/19), Trabalhista (Lei 13467) e do Ensino M\u00e9dio, a Lei do teto de gastos (EC95), das terceiriza\u00e7\u00f5es e da autonomia do Banco Central (hoje nas m\u00e3os do bolsonarista Roberto Campos Neto), assim como a revoga\u00e7\u00e3o da privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s, dos portos e aeroportos e do transporte p\u00fablico em n\u00edvel estadual.\u00a0Tais medidas\u00a0s\u00f3 trouxeram mais pen\u00faria para a classe trabalhadora, retirando direitos e encarecendo seu custo de vida. S\u00e3o medidas a servi\u00e7o dos patr\u00f5es e, por isso, precisam ser revogadas imediatamente. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental exigir o arquivamento em definitivo de todos os projetos de Lei que atacam os trabalhadores e setores oprimidos, como a Reforma Administrativa (PEC da Rachadinha) e o PL do Marco Temporal.\u00a0Contra a privatiza\u00e7\u00e3o do Porto de Santos e do Metr\u00f4 de BH!\u00a0Revogar a EBSERH!<\/li>\n<li><strong>c)<\/strong><strong>Medidas urgentes contra o arrocho, desemprego, fome e contra as opress\u00f5es<\/strong>! Reivindicamos o aumento emergencial dos sal\u00e1rios, aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, revoga\u00e7\u00e3o dos cortes de direitos nos acordos coletivos realizados no governo Bolsonaro e na pandemia; redu\u00e7\u00e3o da jornada para que todos possam trabalhar, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio ou de direitos. Congelamento do pre\u00e7o dos alimentos e tarifas, mais verbas para a educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Atendimento das pautas exigidas pelos movimentos de trabalhadores de aplicativos. Redu\u00e7\u00e3o das passagens dos transportes. Reposi\u00e7\u00e3o das perdas do governo Bolsonaro (27,28%) para os servidores p\u00fablicos federais. Pelo fim das chacinas policiais e investimentos sociais nas favelas. Sal\u00e1rio igual para trabalho igual.\u00a0Direito ao aborto legal, seguro e gratuito pelo SUS. Fim dos feminic\u00eddios. Direitos aos LGBTQIA+.\u00a0Cota para pessoas trans em concursos e universidades! Respeito \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do nome social!<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>d)<\/strong><strong>Dinheiro para garantir sal\u00e1rio e direitos, n\u00e3o para encher o bolso dos banqueiros e bilion\u00e1rios.<\/strong>A d\u00edvida p\u00fablica paga aos banqueiros segue abocanhando metade do or\u00e7amento do pa\u00eds. A servi\u00e7o dela, os governos aplicaram contrarreformas e ajuste fiscal. Lula, apesar de suas cr\u00edticas \u201cao mercado\u201d, n\u00e3o apresenta nenhuma pol\u00edtica de ruptura com esse mecanismo perverso e se comprometeu a seguir pagando essa d\u00edvida.\u00a0No or\u00e7amento de 2023 existe mais de R$ 600 bilh\u00f5es em pagamentos de juros para banqueiros e mais de R$ 2,559, mais de 50% do or\u00e7amento, reservado para os servi\u00e7os da d\u00edvida p\u00fablica, que enriquecem banqueiros e grandes empres\u00e1rios nacionais e internacionais. A Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida demonstra que o pa\u00eds tem cerca de R$ 6 trilh\u00f5es em caixa. Ou seja, o dinheiro existe, mas vai para banqueiros e grandes empres\u00e1rios e n\u00e3o para a classe trabalhadora. \u00c9 preciso organizar uma forte campanha mostrando que h\u00e1 recursos para atender nossas pautas: s\u00e3o bilh\u00f5es destinados aos banqueiros e ao sistema financeiro, ao aumento dos sal\u00e1rios dos pol\u00edticos, \u00e0s isen\u00e7\u00f5es fiscais para multinacionais e grandes empresas. Para garantir sal\u00e1rio e direitos e resolver os problemas do pa\u00eds, \u00e9 necess\u00e1rio lutar pelo n\u00e3o pagamento da d\u00edvida aos banqueiros, taxa\u00e7\u00e3o dos bilion\u00e1rios e das multinacionais, fim das isen\u00e7\u00f5es fiscais, dos privil\u00e9gios dos pol\u00edticos e da autonomia do Banco Central.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma FASUBRA classista e internacionalista<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso lutar\u00a0contra qualquer governo que ataque nossa classe e os setores populares, seja qual for o seu discurso. A sociedade capitalista \u00e9 dividida em classes sociais e nossos sindicatos e federa\u00e7\u00f5es representam os explorados e oprimidos contra os patr\u00f5es nacionais, estrangeiros e contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista-imperialista.<\/p>\n<p>A FASUBRA\u00a0tem que estar\u00a0em todas as trincheiras contra a extrema direita, em unidade de a\u00e7\u00e3o\u00a0nas lutas.\u00a0Por\u00e9m, n\u00e3o se pode utilizar a necess\u00e1ria luta contra a extrema direita como desculpa\u00a0para\u00a0colocar as\u00a0Centrais e Federa\u00e7\u00f5es num ilus\u00f3rio \u201ccampo progressista\u201d com banqueiros, empres\u00e1rios, latifundi\u00e1rios e com os pa\u00edses imperialistas.<\/p>\n<p>Vejamos: no campo internacional, o\u00a0Governo Lula\/Alckmin\u00a0mant\u00e9m\u00a0profunda rela\u00e7\u00e3o com o\u00a0presidente imperialista dos EUA, Joe Biden, (com quem acaba de se reunir), pa\u00eds que explora os povos do mundo e massacra o nosso continente; com Macron e os governos imperialistas da Uni\u00e3o Europeia, que est\u00e3o atacando sua classe trabalhadora. No plano latino-americano, Lula reconheceu o governo assassino de Dina Boluarte no Per\u00fa, sustentado pelas for\u00e7as fujimoristas, respons\u00e1vel por mais de 60 mortes de manifestantes.<\/p>\n<p>Defendemos que nossos\u00a0aliados s\u00e3o a classe trabalhadora e os setores populares, n\u00e3o os patr\u00f5es e os imperialistas.\u00a0\u00c9 preciso estar\u00a0ao lado\u00a0da classe trabalhadora, camponeses e estudantes que se levantam no Per\u00fa, bem como\u00a0da classe trabalhadora francesa e brit\u00e2nica, que protagoniza poderosas greves gerais; dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o de Portugal e o sindicato S.TO.P, que realizam uma forte greve nacional; das mulheres e os povos em luta no Ir\u00e3; do povo palestino, que sofre ataques constantes de Israel; da classe trabalhadora da Venezuela, que recome\u00e7a a lutar por sal\u00e1rio e contra os ataques do governo Maduro; dos presos e presas pol\u00edticas da Nicar\u00e1gua; ao lado da resist\u00eancia ucraniana, que luta contra a invas\u00e3o russa, batalhando pela retirada das tropas imperialistas e contra os ataques patronais do governo Zelensky.<\/p>\n<p>A parceria com governos imperialistas \u00e9 um erro porque s\u00e3o esses os governos que nos imp\u00f5em o pagamento ilegal e ileg\u00edtimo das d\u00edvidas externas e internas, que submetem nosso pa\u00eds a tratados econ\u00f4micos e militares, exploram nossos min\u00e9rios, \u00e1guas e florestas a pre\u00e7o de banana, dentre outras formas de domina\u00e7\u00e3o e rapina. No passado, foram essas rela\u00e7\u00f5es que levaram ao pr\u00f3prio governo Lula a liderar a ocupa\u00e7\u00e3o militar do Haiti, por meio das tropas da ONU, violando a soberania daquele pa\u00eds. Em nosso pa\u00eds, a FASUBRA deve garantir o combate contra o imperialismo, apoiar as lutas da classe trabalhadora, criticar as rela\u00e7\u00f5es do governo brasileiro com a Casa Branca e o Pent\u00e1gono, liderados por Biden, e com os governos imperialistas da Uni\u00e3o Europeia. No plano latino-americano, a FASUBRA deve exigir que o governo Lula\/Alckmin rompa rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o governo assassino e fujimorista de Dina Boluarte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>II-<\/strong>\u00a0<strong>CAMPANHA SALARIAL DA CATEGORIA E PLANO DE LUTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reposi\u00e7\u00e3o emergencial de 27% protocolado pelo FONASEFE! Reajuste emergencial dos benef\u00edcios j\u00e1!<\/strong><\/p>\n<p>Os TAEs possuem o menor sal\u00e1rio do executivo federal. Estamos desde 2017\u00a0sem nenhum reajuste nos sal\u00e1rios e desde 2016 com os aux\u00edlios-alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e creche congelados, amargando perdas\u00a0de quase 40%.\u00a0Segundo os c\u00e1lculos do DIEESE divulgados pelo Sinasefe (Sindicato Nacional dos Taes dos IFs), nossas perdas salariais\u00a0de 2010 a 2022 s\u00e3o de 62%.\u00a0Apenas no governo Bolsonaro as perdas acumulam 27%.\u00a0No mesmo per\u00edodo, houve generosos aumentos de sal\u00e1rio para o presidente da rep\u00fablica, ministros e parlamentares, o \u00faltimo deles agora mesmo, no atual governo Lula\/Alckmin. Assim, os que j\u00e1 ganham robustos sal\u00e1rios e diversas regalias foram novamente beneficiados, enquanto a maioria do servi\u00e7o p\u00fablico amarga sal\u00e1rios corro\u00eddos pela infla\u00e7\u00e3o. Por isso, defendemos que \u00e9 tarefa central em nossa campanha salarial reivindicar\u00a0a nossa pauta, nos\u00a0organizar em n\u00edvel nacional e nas bases pelos 27% de reajuste emergencial (perdas no governo Bolsonaro), por uma pol\u00edtica permanente de valoriza\u00e7\u00e3o salarial e pela carreira, al\u00e9m de outros temas importantes, como a revoga\u00e7\u00e3o da EBSERH e a garantia de 30 horas para toda a categoria e contra o ponto eletr\u00f4nico. Teremos de lutar contra a atual pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Lula\/Alckmin, apresentada pelos ministros Haddad e Simone Tebet, bem defender o fim da autonomia do Banco Central e a linha do bolsonarista Campos Neto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Manter as pautas protocoladas, sem vacila\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>Em 07 de fevereiro, houve a reinstala\u00e7\u00e3o da mesa de negocia\u00e7\u00f5es, depois de 4 anos de um governo que nos chamava de parasitas e sequer nos ouvia. Muitos companheiros comemoram a instala\u00e7\u00e3o da mesa, por\u00e9m a primeira reuni\u00e3o n\u00e3o trouxe nada de concreto. Durante o lan\u00e7amento da Mesa Nacional de Negocia\u00e7\u00e3o, o governo n\u00e3o formalizou nenhuma proposta de reajuste (<a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2023\/02\/07\/sobre-a-mesa-de-negociacao-do-governo-lula-alckmin-com-os-servidores-federais-de-07-02\/\">https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2023\/02\/07\/sobre-a-mesa-de-negociacao-do-governo-lula-alckmin-com-os-servidores-federais-de-07-02\/<\/a>). O pior \u00e9 que vimos dirigentes da CUT, CTB e da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da CONDSEF e FASUBRA\u00a0desarmando nossa luta. Eles falam da \u201cheran\u00e7a maldita\u201d do bolsonarismo, como se n\u00e3o fosse necess\u00e1rio exigir a puni\u00e7\u00e3o dos golpistas e a revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas bolsonaristas e como se n\u00e3o existissem pactos do atual governo Lula\/Alckmin com bolsonaristas, como Lira ou M\u00facio; louvam como uma \u201cnova era\u201d o fato de que exista uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o, mesmo que ela n\u00e3o tenha avan\u00e7ado em uma efetiva negocia\u00e7\u00e3o salarial das pautas j\u00e1 protocoladas desde o governo de transi\u00e7\u00e3o. Negocia\u00e7\u00e3o de verdade se faz com \u00edndice e respostas concretas sobre os itens da pauta protocolada. Nos f\u00f3runs de base da FASUBRA, tamb\u00e9m vimos dirigentes da c\u00fapula da CUT e CTB e do campo majorit\u00e1rio da FASUBRA que falam apenas que o governo deve \u201creconhecer nossas perdas\u201d sem exigir o atendimento real de nossas perdas salariais. Trata-se de um erro total, porque uma efetiva negocia\u00e7\u00e3o se faz com o atendimento de nossas pautas, n\u00e3o apenas com o \u201creconhecimento\u201d. H\u00e1 ainda outros que j\u00e1 jogaram a toalha e nem mais lutam por reposi\u00e7\u00e3o emergencial em 2023, falando de encontrar verbas no or\u00e7amento de 2024 (ou seja, aceitando um 2023 de mais perdas). \u00c9 uma linha errada que desconsidera at\u00e9 mesmo o que fizemos no ano passado, ainda durante o governo Bolsonaro: em 2022, mesmo com o\u00a0or\u00e7amento j\u00e1 votado, fizemos luta cobrando um aditivo no or\u00e7amento para garantir nossa reivindica\u00e7\u00e3o de reajuste salarial. Ou seja, mesmo com o or\u00e7amento votado se realizou essa mobiliza\u00e7\u00e3o. O fundamental \u00e9 que existem sim mecanismos para garantir a nossa reivindica\u00e7\u00e3o, mas o fundamental \u00e9 se vamos lutar pela pauta emergencial j\u00e1 protocolada ou n\u00e3o. N\u00f3s achamos que temos que lutar pelo que \u00e9 nosso.\u00a0 Ao inv\u00e9s de fortalecer nossa organiza\u00e7\u00e3o e mobilizar as bases as lideran\u00e7as preferiram semear ilus\u00f5es e fazer elogios ao governo. Esse n\u00e3o \u00e9 o papel da dire\u00e7\u00e3o do movimento porque assim, baixando a guarda, dificilmente vamos ter for\u00e7a para conquistar as nossas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o podemos aceitar mais perdas salariais em 2023<\/strong><\/p>\n<p>Desde o ano passado, ainda com Bolsonaro na presid\u00eancia, o valor previsto para reajuste dos\u00a0servidores p\u00fablicos federais girava ao redor de R$ 11 bilh\u00f5es. O relator do or\u00e7amento bolsonarista, Marcelo Castro, do MDB, apresentava 9% de forma parcelada (<a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2022\/12\/23\/exigir-do-governo-lula-alckmin-um-reajuste-salarial-digno-organizar-desde-ja-a-campanha-salarial-2023\/\">https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2022\/12\/23\/exigir-do-governo-lula-alckmin-um-reajuste-salarial-digno-organizar-desde-ja-a-campanha-salarial-2023\/<\/a>).\u00a0Um montante parecido \u00e9 o que est\u00e1 na Lei or\u00e7amentaria de 2023, organizada pelo Governo de Transi\u00e7\u00e3o. De acordo com dado da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida,\u00a0<em>\u201co Anexo V da Lei Or\u00e7ament\u00e1ria para 2023, sancionada pelo Presidente Lula, mostra que est\u00e3o previstos apenas R$ 14,95 bilh\u00f5es para a \u2018concess\u00e3o de vantagem, altera\u00e7\u00e3o de estrutura de carreiras e aumento de remunera\u00e7\u00e3o\u2019 dos servidores p\u00fablicos federais neste ano, dos quais R$ 11,5 bilh\u00f5es se referem ao Poder Executivo&#8230; Este valor permitiria um reajuste de 6% neste ano, percentual bem abaixo das perdas inflacion\u00e1rias acumuladas nos \u00faltimos anos, de mais de 30%, resultado do congelamento salarial desde 2018\u201d<\/em>.\u00a0(<a href=\"https:\/\/auditoriacidada.org.br\/o-orcamento-2023-e-o-reajuste-dos-servidores-qual-o-percentual-possivel\/\">https:\/\/auditoriacidada.org.br\/o-orcamento-2023-e-o-reajuste-dos-servidores-qual-o-percentual-possivel\/<\/a>).\u00a0Ainda de acordo com a\u00a0Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida,\u00a0<em>\u201co montante de recursos previstos para os reajustes (R$ 14,95 bilh\u00f5es) representam apenas 0,58% do valor previsto para o pagamento de juros e amortiza\u00e7\u00f5es da d\u00edvida p\u00fablica federal neste ano (R$ 2,559 TRILH\u00d5ES)\u201d.\u00a0<\/em>Como se pode ver h\u00e1 espa\u00e7o or\u00e7ament\u00e1rio para garantir os 27%, basta cortar uma pequena quantia dos TRILH\u00d5ES destinados aos banqueiros e ao sistema financeiro. Em recentes declara\u00e7\u00f5es \u00e0 impressa, a Ministra\u00a0Esther Dweck\u00a0fala que tem\u00a0<em>\u201cR$ 11,2 bi para elevar sal\u00e1rios em at\u00e9 9%\u201d<\/em>, por\u00e9m o\u00a0<em>\u201cpercentual pode ser menor se houver aumento no aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/amp\/mercado\/2023\/02\/plano-e-dar-reajuste-para-servidores-federais-ate-abril-diz-ministra.shtml\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/amp\/mercado\/2023\/02\/plano-e-dar-reajuste-para-servidores-federais-ate-abril-diz-ministra.shtml<\/a>).\u00a0Ou seja, estamos falando de valores que n\u00e3o atendem a nossa pauta, que n\u00e3o rep\u00f5em as nossas perdas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mesa Nacional de 16\/02 <\/strong><\/p>\n<p>Havia expectativas de muitos colegas sobre o atendimento de nossa pauta na reuni\u00e3o da Mesa de Negocia\u00e7\u00e3o do dia 16\/02. Infelizmente, os mesmos valores do ano passado ou publicados nos jornais, foram apresentados na Mesa Nacional de Negocia\u00e7\u00e3o. De fato, o governo priorizou a divulga\u00e7\u00e3o de sua proposta pela impressa e n\u00e3o esperou a Mesa Nacional numa atitude desrespeitosa com as entidades do FONASEFE. Enquanto escrevemos nossa tese as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de que o governo reafirmou valores ao redor dos R$ 11,2 bilh\u00f5es ou 16 bilh\u00f5es, o que daria aproximadamente 9% no sal\u00e1rio e 44% no auxilio alimenta\u00e7\u00e3o (que hoje est\u00e1 em R$ 458).\u00a0 \u00c9 fundamental lembrar das experi\u00eancias de outras Mesas de Negocia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o cair na armadilha da divis\u00e3o entre n\u00f3s mesmos ou entre as v\u00e1rias entidades do FONASEFE. N\u00e3o podemos ficar presos aos limites da pol\u00edtica fiscal tra\u00e7ada pelo governo. Como t\u00e1tica para esse primeiro momento precisamos aumentar nossa uni\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o nas bases em meio as negocia\u00e7\u00f5es, ganhando mais e mais apoio para nossa causa e nos unificando com e mais setores. Devemos nos unificar por nossa pauta, considerar a proposta do governo insuficiente, n\u00e3o a aceita-la e seguir as negocia\u00e7\u00f5es dentro da Mesa. Haver\u00e1 outra reuni\u00e3o ainda em fevereiro e outras posteriormente, por isso precisamos nos organizar bem e com mobiliza\u00e7\u00e3o das bases.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Propostas para a campanha salarial 2023:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>a)<\/strong> Campanha massiva de defesa de nossas pautas, mostrando a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os p\u00fablicos e dos servidores. Explorar os malef\u00edcios da pol\u00edtica econ\u00f4mica de austeridade fiscal (que est\u00e1 comprometendo, por exemplo, um aumento digno no sal\u00e1rio m\u00ednimo). Retomando o papel dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos na pandemia, na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, na defesa do meio ambiente, etc.<\/li>\n<li><strong>b)<\/strong> Criar Comandos de Mobiliza\u00e7\u00e3o Locais de cada sindicato e um Comando Nacional de Mobiliza\u00e7\u00e3o da FASUBRA. E comit\u00eas estaduais da base da FASUBRA nos estados.<\/li>\n<li><strong>c)<\/strong> Plen\u00e1ria nacional do FONASEFE com representantes eleitos nas bases para organizar os pr\u00f3ximos passos da campanha salarial.<\/li>\n<li><strong>d)<\/strong> Reconstruir F\u00f3runs de Lutas com plen\u00e1rias unificadas de todos os sindicatos em cada Estado.<\/li>\n<li>e) organizar mobiliza\u00e7\u00f5es na base nos dias da mesa nacional de negocia\u00e7\u00e3o para movimentar ativamente nossa base durante as negocia\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 preciso confiar em nossas pr\u00f3prias for\u00e7as e nossa mobiliza\u00e7\u00e3o para vencer em 2023. Unida e mobilizada somos fortes e podemos cobrar com mais for\u00e7a o atendimento de nossa pauta de 2023 por parte do governo Lula\/Alckmin, da Ministra Esther Dweck, dos Ministros Haddad, Simone Tebet, Marinho e Lupi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"0rwkTbVSdg\"><p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/02\/16\/fonasefe-seguir-a-negociacao-e-mobilizar-as-bases-por-nossas-pautas\/\">FONASEFE: Seguir a negocia\u00e7\u00e3o e mobilizar as bases por nossas pautas<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;FONASEFE: Seguir a negocia\u00e7\u00e3o e mobilizar as bases por nossas pautas&#8221; &#8212; CST-UIT\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/02\/16\/fonasefe-seguir-a-negociacao-e-mobilizar-as-bases-por-nossas-pautas\/embed\/#?secret=nWQ8pZifwY#?secret=0rwkTbVSdg\" data-secret=\"0rwkTbVSdg\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o podemos aceitar nova reforma administrativa<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um outro problema que \u00e9 a reforma administrativa. A ministra de Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os P\u00fablicos, Esther Dweck, afirma que \u00e9 contra a PEC 32, mas ao mesmo tempo afirma que vai elaborar uma reforma administrativa\u00a0(<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2023-01\/ministra-da-gestao-assume-cargo-e-promete-reforma-administrativa\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2023-01\/ministra-da-gestao-assume-cargo-e-promete-reforma-administrativa<\/a>). Para a Ministra, tal proposta de reforma administrativa estaria na mesma linha das propostas de Haddad (fazenda) e Tebet (planejamento) de unir a\u00a0<em>\u201cresponsabilidade fiscal e social\u201d<\/em>, tal como dizem Lula e Alckmin. Concretamente, essa ideologia de concilia\u00e7\u00e3o de classes significou o impedimento de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo para R$ 1320 (descumprindo a proposta do pr\u00f3prio governo de transi\u00e7\u00e3o) e bloqueando at\u00e9 agora a proposta das Centrais de R$ 1342. Em recente entrevista \u00e0 impressa, ela afirma que a reforma administrativa do atual governo\u00a0<em>\u201cTem que adequar melhor os instrumentos, seja da sele\u00e7\u00e3o, seja da forma de progress\u00e3o, seja a maneira de avalia\u00e7\u00e3o\u201d,<\/em>\u00a0informando que a reforma ser\u00e1\u00a0<em>\u201ctotalmente comunicado [com o cen\u00e1rio fiscal], tem que ser pensado em conjunto. A baliza vai ser dada pela nova regra fiscal\u201d<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/amp\/mercado\/2023\/02\/plano-e-dar-reajuste-para-servidores-federais-ate-abril-diz-ministra.shtml\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/amp\/mercado\/2023\/02\/plano-e-dar-reajuste-para-servidores-federais-ate-abril-diz-ministra.shtml<\/a>).\u00a0E o marco fiscal dos ministros Haddad e Simone Tebet est\u00e1 balizado na austeridade fiscal, o que nos coloca de antem\u00e3o contr\u00e1rios a essa nova reforma administrativa.\u00a0Justamente por isso, o dirigente da CUT errou ao dizer que aceita debater uma reforma administrativa, como se o problema fosse unicamente o de ser inclu\u00eddo numa negocia\u00e7\u00e3o. Os servidores votaram em assembleias de base uma posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0s v\u00e1rias propostas de reforma administrativa, pois elas n\u00e3o beneficiam os servidores e o servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lutar pelas pautas da categoria:<\/strong><\/p>\n<p>Chamamos \u00e0 categoria a confiar em nossa for\u00e7a de mobiliza\u00e7\u00e3o e se organizar em cada local de trabalho e, em n\u00edvel nacional, nos f\u00f3runs da FASUBRA e FONASEFE. \u00c9 preciso exigir do governo Lula\/Alckmin e de todos os ministros que est\u00e3o na mesa falando de negocia\u00e7\u00e3o uma resposta concreta sobre nossas perdas salariais e demais pautas j\u00e1 protocoladas. A FASUBRA\u00a0e o FONASEFE precisam organizar uma poderosa campanha salarial\u00a0e uma luta imediata pelas pautas j\u00e1 protocoladas pelo FONASEFE, o que significa lutar, hoje e agora, pela reposi\u00e7\u00e3o emergencial dos 27% e demais reivindica\u00e7\u00f5es j\u00e1 entregues ao novo governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Reajuste emergencial de 27%<\/strong>\u00a0sobre o vencimento-b\u00e1sico, percentual protocolado pelo FONASEFE, referente \u00e0s perdas no governo Bolsonaro.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Reajuste emergencial de todos os benef\u00edcios, j\u00e1!<\/strong><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Isonomia\u00a0dos benef\u00edcios<\/strong>\u00a0(aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, aux\u00edlio sa\u00fade e aux\u00edlio creche).\u00a0 Chega de defasagem e desnivelamento comparado aos servidores do legislativo e judici\u00e1rio!<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Reestrutura\u00e7\u00e3o da Carreira, com valoriza\u00e7\u00e3o real e permanente:\u00a0<\/strong>piso\u00a0salarial de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos e Step de 5%;\u00a0implementa\u00e7\u00e3o do RSC; diminui\u00e7\u00e3o do interst\u00edcio de 18 para 12 meses da progress\u00e3o; aumento dos percentuais do Incentivo \u00e0 Qualifica\u00e7\u00e3o e o aumento das progress\u00f5es para que a carreira n\u00e3o estagne em t\u00e3o pouco tempo.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Jornada de 30h semanais<\/strong>\u00a0para todos os TAEs, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Revoga\u00e7\u00e3o imediata da Portaria 10.620 e\u00a0arquivamento da PEC 32<\/strong>\u00a0e todas as reformas administrativas. Barrar de vez todas as propostas de reforma administrativa e toda e qualquer medida que retire direitos dos servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0Data-base<\/strong>\u00a0do servi\u00e7o p\u00fablico federal em 1\u00ba de maio.<\/p>\n<p>&#8211; \u00a0<strong>Concurso p\u00fablico pelo\u00a0RJU,<\/strong>\u00a0j\u00e1,\u00a0revogando todos os cargos extintos! Repor todas as vac\u00e2ncias, especialmente na \u00e1rea da sa\u00fade,\u00a0e criar novas vagas para suprir o d\u00e9ficit de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8211; \u00a0<strong>Garantia do adicional de insalubridade<\/strong>\u00a0e de condi\u00e7\u00f5es seguras de trabalho para todos aqueles que necessitam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>III \u2013 EDUCA\u00c7\u00c3O, DEMOCRACIA E TRABALHO NAS UNIVERSIDADES<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Recompor verdadeiramente o or\u00e7amento das Universidades! 10% do PIB para educa\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>As universidades foram duramente atacadas pelo governo Bolsonaro. Os cortes de verbas foram constantes, aprofundando uma din\u00e2mica que j\u00e1 vinha desde cortes realizados nos governos Dilma\/Levy e Temer. Com Bolsonaro, por\u00e9m, chegamos numa situa\u00e7\u00e3o limite e todos os meses se convivia com o fantasma do \u201cfechamento\u201d das institui\u00e7\u00f5es. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio exigir de Lula a recomposi\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento das universidades, garantindo 10% do PIB investidos em educa\u00e7\u00e3o, conforme proposta hist\u00f3rica dos sindicatos e movimentos sociais. Os 10% do PIB, al\u00e9m do mais, trata do cumprimento da Meta 20 do plano nacional de educa\u00e7\u00e3o votado pelo congresso nacional, situa\u00e7\u00e3o pela qual j\u00e1 dever\u00edamos estar com investimento na ordem de 7% do PIB desde 2019 e alcan\u00e7ar os 10% no ano que vem. \u00c9 preciso ter prioridades com a educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os p\u00fablicos. Em primeiro lugar, utilizando os recursos que hoje est\u00e3o remunerando o sistema\u00a0financeiro, como recursos detalhados pela auditoria cidad\u00e3 da d\u00edvida: por exemplo os\u00a0R$ 1,7 TRILH\u00c3O permanecem entesourados na Conta \u00danica do Tesouro que est\u00e3o parados no caixa, reservados apenas para o pagamento do servi\u00e7o da d\u00edvida.\u00a0N\u00e3o podemos continuar pagando de forma ilegal, ileg\u00edtima e imoral aos banqueiros enquanto a educa\u00e7\u00e3o e os servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o prejudicados (<a href=\"https:\/\/auditoriacidada.org.br\/conteudo\/gasto-com-divida-publica-sem-contrapartida-quase-dobrou-de-2019-a-2021\/\">https:\/\/auditoriacidada.org.br\/conteudo\/gasto-com-divida-publica-sem-contrapartida-quase-dobrou-de-2019-a-2021\/<\/a>). Por outro lado, criando novos recursos pela via da taxa\u00e7\u00e3o dos bilion\u00e1rios que enriqueceram de forma exorbitante na pandemia. \u00c9 desse modo que podemos lutar para construir uma universidade a servi\u00e7o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acabar com o entulho autorit\u00e1rio: punir os interventores e impor o fim da lista triple e da lei dos 70% j\u00e1!<\/strong><\/p>\n<p>Para tentar impor seu projeto ultrarreacion\u00e1rio e ultraliberal, o governo Bolsonaro atacou a autonomia das universidades, nomeando reitores bi\u00f4nicos que, por sua vez, utilizaram os mecanismos reacion\u00e1rios dos Conselhos Universit\u00e1rios contra nossa categoria e a comunidade universit\u00e1ria. Em outros locais, como a UFRJ, a ades\u00e3o das gest\u00f5es eleitas ao projeto bolsonarista significou retorcesses profundos, como a privatiza\u00e7\u00e3o do Hospital universit\u00e1rio e de grande parte do campus da Praia Vermelha (onde se localiza o antigo Canec\u00e3o). Bolsonaro e seus agentes nos campi se utilizaram dos mecanismos da lista tr\u00edplice e da lei dos 70, uma heran\u00e7a da ditadura e da lei 9192 do governo FHC (governo que tamb\u00e9m realizou interven\u00e7\u00f5es nas universidades, em algumas at\u00e9 utilizando for\u00e7a policial). Infelizmente, este entulho autorit\u00e1rio n\u00e3o foi revogado pelos governos Lula\/Alencar 2003-2009 ou Dilma\/Temer 2010-16 e Bolsonaro os utilizou contra a nossa categoria e a comunidade universit\u00e1ria. Devemos lutar por:\u00a0<strong>a)<\/strong>\u00a0exonera\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o dos reitores interventores\u00a0(que n\u00e3o foram eleitos); e\u00a0<strong>b)<\/strong>\u00a0o fim da lista tr\u00edplice e da lei dos 70%, j\u00e1, garantindo de fato o famoso lema \u201creitor eleito, reitor empossado\u201d. Defendemos elei\u00e7\u00f5es com voto universal (uma pessoa, um voto), pela totalidade dos votantes, para todos os cargos e todos os espa\u00e7os das universidades (com direito de votos aos aposentados). Defendemos a luta para que os TAES tenham direito de concorrer, ser eleitos e empossados, a todo e qualquer cargo de dire\u00e7\u00e3o, inclusive o de Reitor\/a.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por congressos estatuintes democr\u00e1ticos em cada institui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso exigir o fim dos estatutos e normas dos atuais conselhos universit\u00e1rios antidemocr\u00e1ticos \u2013 com burocratas bi\u00f4nicos n\u00e3o eleitos por seus pares \u2013 com apenas 30% de estudantes e t\u00e9cnicos e onde as trabalhadoras terceirizadas, um contingente muito explorado em nossas universidades, sequer tem voz. Defendemos congressos estatuintes livres e soberanos para rever os mecanismos de decis\u00e3o da universidade: esse f\u00f3rum leg\u00edtimo, eleito pela base, pode gestar um novo conselho da comunidade universit\u00e1ria, de composi\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria, com 100% dos seus integrantes eleitos por seus pares. Defendemos que as Congrega\u00e7\u00f5es, Conselhos sejam parit\u00e1rios. Defendemos que decis\u00f5es importantes da universidade sejam tomadas em assembleias deliberativas de toda comunidade universit\u00e1ria. Lutamos por elei\u00e7\u00e3o para a dire\u00e7\u00e3o de todas as unidades administrativas, \u00f3rg\u00e3os suplementares. Exigimos que sejam paralisadas todas as a\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias de procuradores bolsonaristas e reitores que retiram direitos, como o reposicionamento dos aposentados na UFF e UFSM; que sejam respeitadas todas as decis\u00f5es de conselhos universit\u00e1rios que aprovaram o reposicionamento: UNIRIO, UFSCAR, UNIFESP, UFV, fazendo valer a autonomia universit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>FASUBRA e Sindicatos da base independentes das Reitorias<\/strong><\/p>\n<p>O movimento sindical precisa assumir uma postura de independ\u00eancia frente \u00e0s reitorias. Afinal, n\u00e3o foram somente os reitores interventores que, por exemplo, aplicaram o reajuste do pre\u00e7o dos RUs ou que levaram\u00a0adiante os\u00a0debates de ponto eletr\u00f4nico e que se negam a aplicar a jornada de 30h. Tamb\u00e9m s\u00e3o as reitorias e dire\u00e7\u00f5es que aplicam no dia-a-dia a pol\u00edtica de ajuste fiscal nas universidades, o que se traduz em sobrecarga dos trabalhadores e trabalhadoras, al\u00e9m da piora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e muitas vezes de ass\u00e9dio moral e pr\u00e1ticas antissindicais (como processos contra diretores sindicais ou de sedes sindicais com uso de for\u00e7a policial, como ocorreu com o SINTUFF). Em cada institui\u00e7\u00e3o, precisamos garantir unidade com DCEs e Se\u00e7\u00f5es Docentes, al\u00e9m de associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores terceirizados e sindicatos de trabalhadores e trabalhadores da Ebserh para fortalecer a luta local.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>TELETRABALHO n\u00e3o pode ser instrumento para ampliar a explora\u00e7\u00e3o nem barganha para chefe assediador.<\/strong><\/p>\n<p>O debate sobre teletrabalho ganhou for\u00e7a com a pandemia, pois, desde ent\u00e3o, a modalidade vem sendo aplicada nas IFES de forma unilateral e sem discuss\u00e3o com as trabalhadoras e trabalhadores. S\u00e3o muitas as quest\u00f5es problem\u00e1ticas dessa modalidade de trabalho. Em primeiro lugar, o risco de cair sobre o trabalhador todos os gastos que devem ser da gest\u00e3o das universidades (como a infraestrutura necess\u00e1ria para se trabalhar em casa, aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, conta de energia el\u00e9trica e\u00a0<em>internet<\/em>, seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica etc.). Em segundo lugar, o prolongamento da jornada de trabalho, pois s\u00e3o muitos os companheiros que, mesmo em regime presencial, relatam cobran\u00e7as de envio de tarefas por via eletr\u00f4nica fora do hor\u00e1rio de trabalho ou em feriados e fim-de-semana. Em terceiro, h\u00e1 os aspectos relacionados \u00e0 pr\u00f3pria sa\u00fade do servidor, pois o isolamento ocasionado pelo teletrabalho priva o servidor de intera\u00e7\u00e3o cotidiana com outros colegas, influencia em sua sa\u00fade f\u00edsica e mental. H\u00e1 diversos estudos que relacionam o regime de teletrabalho ao aumento de enfermidades f\u00edsicas e mentais, como problemas oculares, ansiedade, estresse,\u00a0<em>burn out<\/em>, etc. Em quarto lugar, h\u00e1 o risco de superpoderes para as chefias decidirem sozinhas quem pode e quem n\u00e3o pode aderir a esse regime de trabalho, ampliando poderes (que j\u00e1 s\u00e3o grandes) dos chefes e ampliando mecanismos de ass\u00e9dio moral.\u00a0 Por fim, alertamos que o isolamento produzido por esse tipo de regime enfraquece a organiza\u00e7\u00e3o cotidiana de nossa categoria. A categoria se dispersa completamente, pois a maioria dos setores administrativos ficar\u00e1 v\u00e1rios dias em servi\u00e7o remoto e os ambientes de trabalho acabar\u00e3o mais vazios. Isso ter\u00e1 um grande impacto negativo quando for preciso realizar grandes movimentos de luta coletiva, greves, piquetes, que s\u00e3o presenciais e n\u00e3o remotos. Al\u00e9m dos pr\u00f3prios problemas cotidianos do trabalho, que n\u00e3o mais ser\u00e3o debatidos como categoria. O governo e reitores se aproveitam do isolamento, atomiza\u00e7\u00e3o, bem como um relativo \u201cesvaziamento\u201d dos locais de trabalho para dificultar as lutas, pois a organiza\u00e7\u00e3o sindical e a luta salarial s\u00e3o\u00a0necessariamente coletivas e precisam da intera\u00e7\u00e3o presencial para serem efetivas.\u00a0Esse isolamento enfraquece a nossa uni\u00e3o coletiva e, por isso, opinamos que esse regime de trabalho n\u00e3o \u00e9 o ideal para nossa categoria, porque ao fim e ao cabo, nossa organiza\u00e7\u00e3o e luta se enfraquecem. De todo modo, como um grande percentual da nossa categoria j\u00e1 est\u00e1 nesse novo formato de trabalho, temos que dar respostas a essa nova realidade e garantir direitos aos trabalhadores em regime de teletrabalho.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lutar por direitos para quem est\u00e1 em teletrabalho<\/strong><\/p>\n<p>Avaliamos que \u00e9 importante lutar por alguns crit\u00e9rios:\u00a0<strong>a)<\/strong>\u00a0que o governo arque com todo e qualquer custo relativo \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de infraestrutura: nenhum gasto a mais! N\u00e3o podemos pagar para trabalhar!;\u00a0<strong>b)<\/strong>\u00a0garantia de nenhum corte no sal\u00e1rio ou benef\u00edcios: nenhum centavo a menos em nossa remunera\u00e7\u00e3o!;<strong>\u00a0c)<\/strong>\u00a0que a categoria possa decidir coletivamente sobre sua forma de trabalho, garantindo direitos a todos e todas que optaram pelo teletrabalho, sem imposi\u00e7\u00f5es do governo, das reitorias ou chefias;\u00a0<strong>d)<\/strong>\u00a0pela garantia do cumprimento da jornada de trabalho e puni\u00e7\u00e3o severa aos chefes assediadores;\u00a0<strong>e)<\/strong>\u00a0garantias de que exista algum dia de trabalho presencial \u2013 na semana ou m\u00eas &#8211; com v\u00e1rios colegas no mesmo local (e, assim, manter alguma rela\u00e7\u00e3o coletiva e presencial do trabalho);\u00a0<strong>e)\u00a0<\/strong>que todo e qualquer trabalhador que desejar tenha assegurado o direito de retornar ao regime presencial quando desejar, sem car\u00eancias e nem imposi\u00e7\u00f5es de chefias, reitoria ou governo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>APOSENTADOS e APOSENTADAS<\/strong><\/p>\n<p>A FASUBRA precisa valorizar os aposentados e aposentadas. S\u00e3o os veteranos e veteranas de nossos sindicatos, de nossa federa\u00e7\u00e3o e que dedicaram suas vidas ao servi\u00e7o p\u00fablico e \u00e0s nossas universidades e hospitais. Metade dos sindicalizados de nossa base s\u00e3o aposentados\/as, mas, mesmo assim, s\u00e3o um setor nem sempre valorizados pela dire\u00e7\u00e3o da FASUBRA e pelas dire\u00e7\u00f5es sindicais. Poucas universidades t\u00eam pol\u00edticas para manter rela\u00e7\u00e3o com aposentados. Todos os governos tentam retirar aposentados da folha de pagamento do MEC (reforma universit\u00e1ria) ou recente decreto 10620 que migraria nossas\/os aposentadas\/os a gest\u00e3o do INSS, o que seria um desastre.<\/p>\n<p>Nosso plano de carreira (PCCTAE) ficou uma pend\u00eancia, que se transformou na luta pelo reposicionamento na carreira, conquistada via conselho universit\u00e1rio em apenas 5\u00a0universidades: UFPR, UFSM, UFF, UFRRJ E UFG.\u00a0Outras universidades, como UFSCAR, UFV, UNIRIO, UNIFESP aprovaram em seus conselhos, mas nunca garantiram esse direito nos sal\u00e1rios. Recentemente, procuradores, reitores e ministros do TCU, de forma reacion\u00e1ria, t\u00eam atuado para cortar essa conquista. Conseguiram cortar em Sta Maria e t\u00eam tentado na UFF, inclusive com PAD contra conselheiros que votaram contra. \u00c9 necess\u00e1rio voltar com esse tema \u00e0 pauta. Exigir que se respeite a autonomia universit\u00e1ria e garanta o pagamento deste reposicionamento. Al\u00e9m disso, devemos lutar pela extens\u00e3o do aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o para aposentados e reajuste do reembolso dos planos de sa\u00fade que ajudariam muito este setor que tanto aumentou seus gastos de vida ap\u00f3s se aposentar. Sempre devemos lutar, em toda e qualquer circunst\u00e2ncia pela isonomia entre ativos e aposentados.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>HOSPITAIS UNIVERSIT\u00c1RIOS:<\/strong><strong>\u00a0Revogar a Ebserh!<\/strong><\/p>\n<p>Nossos HU\u2019s e seus trabalhadores foram transformados em bal\u00f5es de ensaio de mudan\u00e7as prejudiciais contra os servi\u00e7os p\u00fablicos. A entrega de quase todos os hospitais para a Ebserh n\u00e3o foi repentina, ela trilhou os mesmos caminhos das O.S. e funda\u00e7\u00f5es privadas que contaminam a sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds, em todos os n\u00edveis, abrindo mercados para as grandes redes da sa\u00fade capitalista e dos planos de sa\u00fade privados, que avan\u00e7aram desde os tempos do governo FHC.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o da privatiza\u00e7\u00e3o dos\u00a0HU&#8217;s via Ebserh, por meio da MP 520, do governo Lula, e da Lei 12550, do governo Dilma, significou um avan\u00e7o do desmonte dos servi\u00e7os estatais, um retrocesso para a bandeira da sa\u00fade\u00a0p\u00fablica. Sendo que a l\u00f3gica mercadol\u00f3gica e produtivista da Ebserh afronta os princ\u00edpios do SUS e aprofunda a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho. Sua implementa\u00e7\u00e3o ocorreu\u00a0de\u00a0forma autorit\u00e1ria, desconsiderando a opini\u00e3o dos trabalhadores e da comunidade universit\u00e1ria. A gest\u00e3o afeta a autonomia universit\u00e1ria, bastando citar a interven\u00e7\u00e3o realizada pela Ebserh e pelo governo Temer no Hospital Universit\u00e1rio da UFAL, tempos atr\u00e1s. Sem falar no descumprimento dos planos\u00a0de\u00a0reestrutura\u00e7\u00e3o assinados com as Reitorias, desconsiderando sua pr\u00f3pria Lei. Nesse contexto, os problemas se agravaram com a gest\u00e3o empresarial da Ebserh. Hoje, os trabalhadores dos Hospitais sofrem com intensifica\u00e7\u00e3o das jornadas, aumento do ass\u00e9dio moral, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es\u00a0de\u00a0trabalho, adoecimento, problemas\u00a0de\u00a0infraestrutura e\u00a0de\u00a0material, praticas antissindicais, aus\u00eancia\u00a0de\u00a0canais democr\u00e1ticos\u00a0de\u00a0participa\u00e7\u00e3o. Tudo isso piorou profundamente com o governo genocida de Bolsonaro. Por\u00e9m, o mais absurdo \u00e9 que, durante o governo da extrema direita, setores do PT tenham compactuado com essa l\u00f3gica. Infelizmente, uma das mais recentes privatiza\u00e7\u00f5es via Ebserh, realizada no HU da UFRJ, contou com apoio do atual ministro Haddad (ele se empenhou pessoalmente para que a Ebserh fosse aprovada). Ap\u00f3s esse ataque, a reitora privatista da UFRJ ganhou cargo na Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Superior (SESU) do MEC\u00a0(<a href=\"https:\/\/conexao.ufrj.br\/2023\/01\/reitora-da-ufrj-assumira-secretaria-de-educacao-superior-do-ministerio-da-educacao\/\">https:\/\/conexao.ufrj.br\/2023\/01\/reitora-da-ufrj-assumira-secretaria-de-educacao-superior-do-ministerio-da-educacao\/<\/a>).<\/p>\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o dos HUs\u00a0possui inspira\u00e7\u00e3o no HC Porto Alegre, que possui parte de seus leitos em parceria com planos de sa\u00fade e faculdades privadas. Fruto de muita den\u00fancia na base da Fasubra, a EBSERH ainda n\u00e3o\u00a0avan\u00e7ou com a libera\u00e7\u00e3o de leitos para planos de sa\u00fade. Foram reduzidos leitos, suspensos tratamentos mais complexos (caros), incentivaram priorizar ambulat\u00f3rios. Tratamentos s\u00e3o apressados e incompletos, abandonando pacientes a sorte do mercado. Para desmoralizar os HUs, a Ebserh incentiva conflito entre funcion\u00e1rios efetivos e da empresa. Deixa sobrecarregados trabalhadores, impondo adoecimento funcional e aposentadorias desenfreadas. Abuso de poder, ass\u00e9dio e inclusive cess\u00e3o compuls\u00f3ria t\u00eam ocorrido.\u00a0Diante desse quadro, o foco deve ser a mobiliza\u00e7\u00e3o por condi\u00e7\u00f5es dignas\u00a0de\u00a0trabalho, defesa do SUS e\u00a0o combate \u00e0 l\u00f3gica\u00a0capitalista\u00a0instalada\u00a0nos\u00a0HU&#8217;s\u00a0ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o da Ebserh.\u00a0\u00c9 necess\u00e1rio reafirmar a posi\u00e7\u00e3o contraria \u00e0 Ebserh, exigindo sua revoga\u00e7\u00e3o em cada Institui\u00e7\u00e3o, bem como da Lei que lhe deu origem. Defender a retomada dos\u00a0HU&#8217;s 100% SUS, com gest\u00e3o estatal,\u00a0viabilizada por meio\u00a0de\u00a0uma ampla participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da comunidade, recuperando nossa autonomia, debatendo formas\u00a0de\u00a0que esse processo n\u00e3o gere preju\u00edzos aos trabalhadores dos\u00a0HU&#8217;s.\u00a0\u00c9 preciso ganhar os trabalhadores da EBSERH para essa pauta, unificar as lutas, como \u00fanica forma de avan\u00e7ar em direitos, democracia no local de trabalho e acabar com os ass\u00e9dios que sofrem os RJU, EBSERH e terceirizados nos HUs. Nesse sentido, cabe ao congresso da fasubra e seus sindicatos de base:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>a)<\/strong>manter e ampliar a campanha pela revoga\u00e7\u00e3o da Ebserh. Devolu\u00e7\u00e3o imediata dos HU\u2019s \u00e0 gest\u00e3o das universidades.<\/li>\n<li><strong>b)<\/strong>Fim da Ebserh\u00a0e efetiva\u00e7\u00e3o de seus funcion\u00e1rios ao efetivo das universidades. E garantir trabalho igual, salario igual, sem distor\u00e7\u00f5es e discrimina\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li><strong>c)<\/strong>que os sindicatos de base fa\u00e7am dossi\u00ea sobre a experi\u00eancia desastrosa com a Ebserh<\/li>\n<li><strong>d)<\/strong>que os reitores realizem urgente concurso p\u00fablico pelo RJU para os hospitais, com a mesma quantidade de vagas e cargos dos que se aposentaram desde a cria\u00e7\u00e3o da lei Ebserh.<\/li>\n<li><strong>e)<\/strong>que se pague imediatamente o piso da enfermagem<\/li>\n<li><strong>f)<\/strong>Exigir audi\u00eancia com MEC para debater HUs e que esta seja aberta a representantes eleitos nas assembleias dos HUs<\/li>\n<li><strong>g)<\/strong>Por atendimento dos servidores nos HUs<\/li>\n<li><strong>h)<\/strong>Pol\u00edtica de aproxima\u00e7\u00e3o com os terceirizados, convidando-os a participar das assembleias com direito \u00e0 fala.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IV \u2013 MUDAR OS RUMOS DA FASUBRA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por uma nova dire\u00e7\u00e3o na Fasubra: democr\u00e1tica e de luta!<\/strong><\/p>\n<p>Em 2018, foi eleita a atual dire\u00e7\u00e3o da Fasubra. Mas mesmo antes deste congresso, se formou um bloco majorit\u00e1rio na dire\u00e7\u00e3o (UNIR\/CUT\/PT; SONHAR E LUTAR\/RESISTENCIA\/PSOL; CTB\/PCdoB e DS\/PT\/CUT). Infelizmente, nesse per\u00edodo todo, as a\u00e7\u00f5es da majorit\u00e1ria t\u00eam se limitado\u00a0a a\u00e7\u00f5es institucionais, apenas fazer \u201ctrabalho parlamentar\u201d, negociar via parlamento, sem mobilizar a categoria, sem organizar campanhas salariais de verdade para reivindicar nossas demandas.\u00a0Mesmo com posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica correta pelo Fora Bolsonaro, na pratica armaram nossa categoria apenas para esperar a elei\u00e7\u00e3o presidencial. Durante todo ano de 2020, eram contr\u00e1rios a qualquer manifesta\u00e7\u00e3o de rua e somente chamaram atos de rua a partir de maio de 2021, quando as bases n\u00e3o suportaram mais o sil\u00eancio da c\u00fapula e come\u00e7aram a realizar atos para enfrentar as pol\u00edticas de Bolsonaro. Apesar do fato de que a pandemia ainda era fort\u00edssima, em maio de 2021 fomos \u00e0s ruas no Brasil, repetindo a experi\u00eancia do povo colombiano que, naquele momento, gritava:\u00a0<em>\u201cos governos s\u00e3o mais perigosos que o v\u00edrus\u201d.\u00a0<\/em>Uma dire\u00e7\u00e3o que fechou os olhos para enormes e variados problemas vividos em cada universidade. Se negaram a impulsionar as lutas contra a Ebserh e os absurdos problemas a quem sofre trabalhando em HU\u00b4s. Se negaram a organizar a luta contra o ponto eletr\u00f4nico e pelas 30h, porque isso significava se enfrentar com reitores. Os exemplos mais grosseiros desse abandono da base da categoria foram as lutas que ocorreram e n\u00e3o tiveram apoio algum da dire\u00e7\u00e3o nacional. Na UFF, houve uma greve pelas 30h que durou mais de 3 meses, passou pelo natal, e nunca recebeu apoio da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da Fasubra. Santa Catarina fez greve contra Bolsonaro e tamb\u00e9m\u00a0nunca recebeu uma visita dos dirigentes nacionais majorit\u00e1rios. Em Santa Maria, os aposentados fizeram forte luta contra o corte do reposicionamento dos aposentados, pediram apoio da federa\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o receberam.<\/p>\n<p>Foi por isso que, desde o \u00faltimo congresso e durante todo esse mandato, foi se articulando um setor minorit\u00e1rio que se op\u00f4s \u00e0 atual dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria. Atualmente, isso se expressou num \u201cbloco de lutas\u201d \u2013 minoria na FASUBRA \u2013 que agrupa COMBATE sindical, PSLIVRE e BASE e coletivos regionais ou locais que atuam nos sindicatos de base da FASUBRA. Somos o setor que resistiu em todas as \u00faltimas plen\u00e1rias nacionais, sempre propondo a luta por nossas reivindica\u00e7\u00f5es. Acreditamos que \u00e9 necess\u00e1rio um novo rumo na FASUBRA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Propomos uma chapa sem a c\u00fapula da CUT\/Tribo\/Ressignificar e CTB\/PCdoB<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s, do COMBATE, propomos aos camaradas do Sonhar e Lutar, \u00e0s for\u00e7as do PSOL e grupos que constroem esse campo sindical, que reflitam e mudem de pol\u00edtica: \u00a0rompam com as dire\u00e7\u00f5es da CUT\/PT e CTB\/PCdoB e construam uma nova chapa para a dire\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o, tal como se fez no sindicato dos metrovi\u00e1rios de SP. A raz\u00e3o para isso \u00e9 simples: a articula\u00e7\u00e3o\/PT, Tribo, Ressignificar e a CTB s\u00e3o freios hist\u00f3ricos para a luta de nossa categoria nos \u00faltimos 30 anos. Durante os governos Bolsonaro, n\u00e3o mudaram sua linha e seguiram atuando contra as mobiliza\u00e7\u00f5es com uma pol\u00edtica imobilista e pelega. Nenhum deles esbo\u00e7ou qualquer mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o e nenhum sindicato e n\u00e3o como justificar uma dire\u00e7\u00e3o comum com essas for\u00e7as, a n\u00e3o ser que se defenda a mesma linha sindical que eles. Com a palavra os colegas da SONHAR e LUTAR.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Colegas do MES, APS, UP e demais coletivos: fa\u00e7amos uma chapa sem a c\u00fapula da CUT e CTB<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 aqui, a corrente Resistencia, que \u00e9 maioria do SONHAR e LUTAR, mantem a mesma pol\u00edtica. Caso eles sigam a unidade com a c\u00fapula da CUT e CTB, chamamos as demais for\u00e7as a n\u00e3o compactuarem com esse acord\u00e3o. Propomos aos camaradas do MES, APS, UP, PCB e demais coletivos e ativistas a conformar uma chapa alternativa, sem a c\u00fapula da CUT e CTB, junto com as for\u00e7as do \u201cBloco de Lutas\u201d (COMBATE, PSLIVRE, BASE e coletivos locais e regionais). Tal chapa gestaria um novo campo ou frente que se expressaria nas assembleias de base, nas plen\u00e1rias, na diretoria e nas lutas da categoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o aceitamos o silenciamento das oposi\u00e7\u00f5es e das bases<\/strong><\/p>\n<p>O abandono das bases virou algo normal para essa dire\u00e7\u00e3o. Ao n\u00e3o conseguir defender suas posi\u00e7\u00f5es, usam m\u00e9todo de calar a boca dos poucos diretores ou militantes que n\u00e3o concordam com essa condu\u00e7\u00e3o. Nas plen\u00e1rias virtuais, durante a pandemia, simplesmente impediam at\u00e9 o chat de funcionar, para que as pessoas n\u00e3o fizessem contatos nas bases e ouvissem as cr\u00edticas e apelos das bases. Inventaram reuni\u00f5es amplas com a base, mas nada poderia votar e teria que ser encaminhado s\u00f3 as posi\u00e7\u00f5es da dire\u00e7\u00e3o. Quando a plen\u00e1ria de dezembro era para discutir Presta\u00e7\u00e3o de Contas, simplesmente impediram (n\u00e3o compraram as passagens) da coordenadora de finan\u00e7as por criticar com a condu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m administrativa.\u00a0 Ent\u00e3o, para fortalecer a Fasubra, retomar sua capacidade de lutar com a base para exigir de qualquer governo nossos sal\u00e1rios, direitos nas carreiras ou\u00a0enfrentar reitores, \u00e9 preciso fazer uma mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o nacional. Venha construir conosco uma alternativa democr\u00e1tica e de luta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>MUDANCA ESTATUT\u00c1RIA:<\/strong><\/p>\n<p><em>Que seja proibido membro da dire\u00e7\u00e3o nacional ocupar cargos de confian\u00e7a de reitores, governos e parlamentares durante seu mandato sindical. Ou se \u00e9 diretor da Federa\u00e7\u00e3o ou assessor dos governos e dos chefes.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>V- A LUTAS DAS MULHERES,\u00a0NEGRAS, NEGROS E IND\u00cdGENAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em defesa da vida e dos direitos das mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Segundo dados do IPEA de 2020, quase 60% do funcionalismo p\u00fablico do executivo federal \u00e9 composto por mulheres. No entanto, as servidoras mulheres ganham em m\u00e9dia 24% a menos que os homens. Al\u00e9m de estarem concentradas cargos com menores sal\u00e1rios, tamb\u00e9m enfrentam duplas e triplas jornada de trabalho e s\u00e3o as v\u00edtimas preferenciais do ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente de trabalho. Enquanto mulheres,\u00a0as servidoras tamb\u00e9m est\u00e3o expostas \u00e0s variadas formas de viol\u00eancia machista que assola o pa\u00eds e \u00e0s legisla\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias que limitam seus direitos reprodutivos.\u00a0\u00c9 necess\u00e1rio fortalecer a luta pelo reajuste ao aux\u00edlio creche, que est\u00e1 congelado desde 2015 em R$ 300,00. \u00c9 tarefa do movimento sindical apoiar e organizar a luta feminista por igualdade salarial, contra viol\u00eancia de g\u00eanero e os feminic\u00eddios, em defesa do aborto legal, seguro e gratuito. No Sintuff, por exemplo, sempre lutamos e cobramos a reitoria a responder as demandas das mulheres:<\/p>\n<ol>\n<li>a) que a licen\u00e7a maternidade de 4 meses fosse vinculada a licen\u00e7a aleitamento de 2 meses. Muitas m\u00e3es preenchiam apenas o formul\u00e1rio da licen\u00e7a maternidade,\u00a0 esquecendo a licen\u00e7a aleitamento;<\/li>\n<li>b) mais ilumina\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a nos campi;<\/li>\n<li>c) banheiros com trocadores de fraldas;<\/li>\n<li>d) acesso ao restaurante universit\u00e1rio aos filhos das alunas(o) e servidores;<\/li>\n<li>e) mo\u00e7\u00e3o de rep\u00fadio ao assassinato de Jana\u00edna da Silva Bezerra\u00a0no IFPI, aprovada no Conselho Universit\u00e1rio da UFF.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Negros e negras:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A Fasubra deve exigir do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e das reitorias pol\u00edticas de combate ao racismo, com canais para receber den\u00fancias\u00a0das agress\u00f5es (racismo \u00e9 tamb\u00e9m\u00a0uma agress\u00e3o!), acolher as v\u00edtimas\u00a0e\u00a0orienta\u00e7\u00f5es de como tratar casos de racismo, tornando assim a universidade uma importante combatente do racismo institucional. \u00c9 necess\u00e1rio defender as pol\u00edticas de cotas e denunciar todas as vezes que esta n\u00e3o for cumprida nas universidades.<\/p>\n<p>O combate \u00e0s altas\u00a0taxas de viol\u00eancia desiguais\u00a0contra popula\u00e7\u00e3o negra\u00a0em especial, contra a juventude negra, que s\u00e3o assassinadas nas incurs\u00f5es da PM nas comunidades carentes do Brasil nas abordagens policiais e outras injusti\u00e7as raciais.\u00a0\u00c9 necess\u00e1rio denunciar\u00a0e exigir do governo Lula, dos governadores o fim das\u00a0opera\u00e7\u00f5es policiais nas comunidades e a puni\u00e7\u00e3o de todos as autoridades civis e militares envolvidos em chacinas e execu\u00e7\u00f5es nas favelas e periferias. Lutar pelo fim da chamada \u201cguerra as drogas\u201d, que s\u00f3 vitima o povo negro nas favelas. N\u00f3s, do COMBATE, defendemos uma sa\u00edda profunda: o desmantelamento do aparelho repressivo, heran\u00e7a dos tempos da escravid\u00e3o e das ditaduras militares: o fim da PM racista, golpista e autorit\u00e1ria!<\/p>\n<p>Outro grave problemas s\u00e3o os feminic\u00eddios. As mulheres negras s\u00e3o as maiores v\u00edtimas\u00a0de feminic\u00eddios,\u00a0que s\u00f3 crescem nos \u00faltimos anos, al\u00e9m de serem as que est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es mais\u00a0vulner\u00e1veis, sem seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>Nos empregos, as mulheres negras s\u00e3o as mais precarizados, de menores sal\u00e1rios e na informalidade. Em nossas universidades uma parte dessa situa\u00e7\u00e3o pode ser visto, por exemplo, na explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o contra nossas colegas terceirizadas. A FASUBRA deve manter e intensificar o apoio e parceria com os movimentos negros, de moradores, de direitos humanos e de m\u00e3es e parentes das v\u00edtimas da viol\u00eancia policial, bem como aos movimentos das terceirizadas e terceirizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Barrar o genoc\u00eddio dos povos ind\u00edgenas! Demarca\u00e7\u00e3o, j\u00e1!<\/strong><\/p>\n<p>Os povos ind\u00edgenas seguem sendo v\u00edtimas do avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio, das mineradoras e do garimpo ilegal sobre as florestas. A trag\u00e9dia vivida pelos povos\u00a0 Yanommami \u00e9 o exemplo mais emblem\u00e1tico da viol\u00eancia capitalista, que invade terras e mata, seja por meio da fome ou das balas, os povos origin\u00e1rios. \u00c9 preciso barrar essa ofensiva, garantir direitos, demarca\u00e7\u00e3o de terra e pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam a vida digna a todos povos ind\u00edgenas.\u00a0Exigimos do governo Lula e do ministro Fl\u00e1vio Dino a pris\u00e3o de Jair Bolsonaro, Marcelo Xavier, ex-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai), Damares Alves, ex-ministra da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, e Robson Santos, ex-secret\u00e1rio de sa\u00fade ind\u00edgena da Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai) e todos os respons\u00e1veis pelo genoc\u00eddio do povo Yanomammi. Exigimos o confisco dos bens de todos os empres\u00e1rios envolvidos em atividades ilegais em territ\u00f3rio ind\u00edgena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>VI \u2013 TERCERIZADOS E TERCERIZADAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Terceirizada e terceirizado n\u00e3o s\u00e3o escravos!<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, um segmento fundamental que comp\u00f5e e garante o funcionamento das universidades s\u00e3o as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados. Por\u00e9m, eles padecem perante todo tipo de abuso. Durante a pandemia, esse setor foi o mais sacrificado das universidades, se expondo ao surto do v\u00edrus, principalmente dos setores de limpeza. Tiveram direitos trabalhistas cortados, como o aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o, por estarem afastados com covid-19. Por isso, \u00e9 mais do que justo e democr\u00e1tico que terceirizadas e terceirizados possam ter voz nos conselhos universit\u00e1rios para apresentar suas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estamos diante de um contingente enorme da classe trabalhadora brasileira, que vem crescendo desde os governos FHC e Lula, que possui baixas remunera\u00e7\u00f5es e poucos direitos sociais. Algo aprofundado desde a reforma trabalhista e da terceiriza\u00e7\u00e3o de Temer. E o fato \u00e9 que os servi\u00e7os terceirizados desrespeitam as trabalhadoras e trabalhadores, descumprem as leis trabalhistas, atrasam sal\u00e1rios, demitem indiscriminadamente, al\u00e9m de perseguir quem tenta reclamar. Al\u00e9m do que os contratos n\u00e3o s\u00e3o transparentes, os crit\u00e9rios nem sempre s\u00e3o expl\u00edcitos, passiveis de muitos questionamentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente Lula, em reuni\u00e3o com os Reitores no in\u00edcio de mandato, exaltou os trabalhadores que haviam feito a limpeza do Pal\u00e1cio do Planalto depois dos atos golpistas de 8 de janeiro.\u00a0<em>&#8220;Os trabalhadores limparam esse espa\u00e7o para que pudesse receber voc\u00eas aqui. S\u00e3o trabalhadores terceirizados. Eu falei ao Rui Costa (Ministro Chefe da Casa Civil) que o Pal\u00e1cio do Planalto deve ter servidores concursados, que tenham dignidade&#8221;<\/em>. A fala de Lula reconhece o que todos sabemos: os trabalhadores terceirizados s\u00e3o tratados de forma indigna. S\u00e3o os que t\u00eam os menores sal\u00e1rios, os que mais sofrem ass\u00e9dio, machismo e racismo, os que mais sofrem acidentes de trabalho. \u00c9 preciso reverter o processo intenso de terceiriza\u00e7\u00e3o pelo qual passam as universidades e o conjunto dos servi\u00e7os p\u00fablicos. Por\u00e9m, a fala de Lula n\u00e3o d\u00e1 nenhuma sa\u00edda para as atuais trabalhadoras e trabalhadores terceirizados atuais que est\u00e3o construindo cotidianamente nossas universidades. Somos defensores dos concursos p\u00fablicos para o servi\u00e7o p\u00fablicos, mas somos contra jogar na rua da amargura trabalhadores terceirizados que deram a vida pela universidade nos \u00faltimos anos, amargando baixos sal\u00e1rios e poucos direitos com a terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Emergencialmente, defendemos a incorpora\u00e7\u00e3o das terceirizadas e terceirizados atuais ao quadro efetivo das universidades. Ap\u00f3s essa medida emergencial, defendemos a reabertura de concursos p\u00fablicos para servi\u00e7os gerais, limpeza, motoristas, porteiros, cont\u00ednuos, vigilantes, auxiliares em administra\u00e7\u00e3o, secret\u00e1rias-executivas, jornalistas, publicit\u00e1rios, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, auxiliar de obras, manuten\u00e7\u00e3o, cozinheiros e auxiliares de cozinha e todos os cargos que foram extintos e est\u00e3o em processo de extin\u00e7\u00e3o, mas que s\u00e3o fundamentais para o funcionamento das universidades. Por sal\u00e1rio e direitos iguais nos locais de trabalho!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa luta de fundo n\u00e3o significa abandonar as lutas por sal\u00e1rios e benef\u00edcios em dia aos terceirizadas e terceirizados e por san\u00e7\u00f5es aos gestores e \u00e0s empresas por descumprirem as leis; readmiss\u00e3o das demitidas e demitidos nas greves e mobiliza\u00e7\u00f5es, com garantia de livre organiza\u00e7\u00e3o sindical; estabilidade no emprego contra as injusti\u00e7as e persegui\u00e7\u00f5es; por crit\u00e9rios transparentes para os editais de escolha das empresas. Diante de atraso de pagamentos e direitos defendemos que: a) recursos da terceiriza\u00e7\u00e3o sejam utilizados para pagar o que se deve aos trabalhadores e trabalhadoras; e b) utiliza\u00e7\u00e3o dos lucros das empresas terceirizadas para garantir a remunera\u00e7\u00e3o da categoria, bem como o confisco dos bens dos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>VII &#8211; MOVIMENTO TAES<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um di\u00e1logo com o grupo &#8220;Taes na Luta&#8221;, das redes sociais<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente surgiu um grupo no Facebook e depois no Telegram, que est\u00e1 movimentando in\u00fameros de servidores Taes da base do Sinasefe e da Fasubra pautado no debate da reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira. As pautas principais desse grupo s\u00e3o a implementa\u00e7\u00e3o de uma Gratifica\u00e7\u00e3o por Atividade Educacional (GAE), do Reconhecimento de Saberes e Compet\u00eancias (RSC), redu\u00e7\u00e3o do interst\u00edcio para a progress\u00e3o de 18 para 12 meses e outras.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Realizar um debate democr\u00e1tico em nossos f\u00f3runs sobre as propostas de luta<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, as dire\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias do movimento trataram erroneamente esse novo fen\u00f4meno virtual, tentando marginalizar esse movimento online que abarca muitos novos servidores. N\u00f3s, do Combate, achamos iniciativas como essa salutares e avaliamos que \u00e9 necess\u00e1rio que esses debates sejam feitos nos f\u00f3runs da categoria, em assembleias, plen\u00e1rias e o congresso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reestrutura\u00e7\u00e3o do PCCTAE \u00e9 urgente!<\/strong><\/p>\n<p>Concordamos com esses companheiros quando eles prop\u00f5em melhorias em nossa carreira. Para isso, n\u00f3s acreditamos que partimos de propostas hist\u00f3ricas da nossa Federa\u00e7\u00e3o, como o piso de 3 sal\u00e1rios, step de 5% e a isonomia dos benef\u00edcios com o Judici\u00e1rio. Ao mesmo tempo em que mantemos a unidade com o conjunto dos servidores federais e da classe trabalhadora, devemos fazer um amplo debate na categoria sobre esse tema. Nossa carreira est\u00e1 defasada e podemos garantir uma ampla unidade de nossa Federa\u00e7\u00e3o para aumentar o Vencimento Base, o step, implementar a RSC, diminui\u00e7\u00e3o do interst\u00edcio de 18 para 12 meses da progress\u00e3o por capacita\u00e7\u00e3o, o aumento dos percentuais do Incentivo \u00e0 Qualifica\u00e7\u00e3o e o aumento das progress\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A luta da carreira n\u00e3o est\u00e1 desvinculada da luta pelo sal\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Acreditamos que a luta pela carreira n\u00e3o est\u00e1 desvinculada da luta emergencial pela reposi\u00e7\u00e3o das perdas salariais e reajuste de todos os nossos benef\u00edcios. \u00c9 avaliamos fundamental a unidade entre a luta salarial emergencial e a luta espec\u00edfica de nossa carreira, sem contrapor uma \u00e0 outra, somando for\u00e7as e uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nossa Federa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 vivemos greves que terminaram com pautas que n\u00e3o eram exclusivamente de \u00edndice salarial, mas que significaram ganhos econ\u00f4micos e sociais, ampliando a moral de nossa categoria: as greves de 1990, contra Collor, que garantiram a regulamenta\u00e7\u00e3o do RJU; ou a greve de 1996, contra a reforma administrativa de FHC. A longa greve de 2001, quando nossa categoria conseguiu a incorpora\u00e7\u00e3o da GAE, \u00e9 outro exemplo. As greves e lutas de 2004-05 conquistaram o Plano de Carreira. Do nosso ponto de vista, do COMBATE sindical, isso n\u00e3o significou deixar de lutar por nossa remunera\u00e7\u00e3o, reposi\u00e7\u00e3o das perdas salariais, em nossos benef\u00edcios ou mesmo por melhorias em nossa carreira. Por outro lado, acreditamos que as dire\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias, passadas e atuais de nossa federa\u00e7\u00e3o (que sempre foram ligadas a c\u00fapula da CUT e CTB), n\u00e3o responderam corretamente \u2013 com organiza\u00e7\u00e3o e luta &#8211; aos ataques dos sucessivos governos (FHC \u2013 Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro). Por isso chegamos 2023 com muitos problemas em nossa carreira e muita defasagem salarial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a proposta de Gratifica\u00e7\u00e3o de Atividade<\/strong><\/p>\n<p>O grupo &#8220;Taes na Luta&#8221; tem mobilizado centralmente pela proposta da cria\u00e7\u00e3o de uma gratifica\u00e7\u00e3o por atividade, que seria restrita a servidores da ativa. Eles est\u00e3o preocupados em fazer uma proposta \u201cmais barata para o governo\u201d. Nas formula\u00e7\u00f5es iniciais do grupo, eles defendem que a gratifica\u00e7\u00e3o seria mais fact\u00edvel por n\u00e3o trazer tanto impacto or\u00e7ament\u00e1rio nem para a previd\u00eancia. Nesse ponto, temos algumas discord\u00e2ncias com as formula\u00e7\u00f5es do grupo e vamos apresentar nosso ponto de vista:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Primeiro<\/strong>, h\u00e1 uma falsa propaganda sobre o d\u00e9ficit na previd\u00eancia. Ela \u00e9, na verdade, superavit\u00e1ria e esse \u00e9 um tema sobre o qual n\u00e3o podemos baixar a guarda para defender bem o servi\u00e7o p\u00fablico. N\u00e3o podemos perder de vista que \u00e9 necess\u00e1rio reverter as reformas da previd\u00eancia de FHC, Lula, Dilma e Temer\/Bolsonaro. Infelizmente, a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo atual \u00e9 pautada em ajuste fiscal, como tem falado Fernando Haddad e Simone Tebet. Ent\u00e3o, toda e qualquer proposta que gera qualquer impacto financeiro vai sofrer oposi\u00e7\u00e3o do atual governo Lula\/Alckmin. Portanto, a ideia de que uma gratifica\u00e7\u00e3o \u201cseria mais f\u00e1cil\u201d de ser conquistada do que aumento salarial, n\u00e3o \u00e9 correta. Para ganhar qualquer coisa, um aumento salarial, um abono ou uma gratifica\u00e7\u00e3o, ter\u00edamos e teremos que fazer uma fort\u00edssima luta e garantir uma tremenda organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o pois toda a pol\u00edtica econ\u00f4mica atual est\u00e1 perpassada pela austeridade. Por outro lado, a classe trabalhadora n\u00e3o pode justificar ou se adaptar \u00e0s pol\u00edticas econ\u00f4micas dos governos. N\u00f3s exigimos o que \u00e9 nosso, o que nos pertence, o que merecemos por construir o servi\u00e7o p\u00fablico com o nosso esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o, com nossas m\u00e3os e nossas mentes. Devemos lembrar que h\u00e1, sim, recursos dispon\u00edveis (ver parte inicial dessa tese), mas a grande quest\u00e3o \u00e9 que as riquezas do pa\u00eds e as verbas de nosso or\u00e7amento s\u00e3o canalizadas para banqueiros, multinacionais, grandes empresas e o sistema financeiro. N\u00e3o \u00e9 por falta de recursos ou por aus\u00eancia de propostas\u00a0<em>\u201cque causem menos impacto financeiro\u201d<\/em>\u00a0que estamos nesse arrocho. O grande problema \u00e9 a op\u00e7\u00e3o do governo em manter intactos os eixos centrais da pol\u00edtica econ\u00f4mica vigente desde o Plano Real, baseado nos super\u00e1vits prim\u00e1rios e metas de infla\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 beneficiam bilion\u00e1rios e grandes empresas. Todo e qualquer avan\u00e7o que j\u00e1 obtivemos nunca foi fruto de propostas mais ou menos \u201cfact\u00edveis\u201d ou mais ou menos palat\u00e1veis aos governantes: tudo sempre se decidiu na for\u00e7a e organiza\u00e7\u00e3o da luta e na uni\u00e3o da base ao redor do nosso movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Segundo<\/strong>, essa avalia\u00e7\u00e3o do que seria \u201cmais barato para o governo\u201d poderia nos levar a abandonar a luta salarial e da restrutura\u00e7\u00e3o da carreira para focar somente na lutar por uma gratifica\u00e7\u00e3o ou abono, o que seria unilateral e equivocado. Al\u00e9m do mais, como vimos, nenhum tipo de ganho econ\u00f4mico est\u00e1 mais f\u00e1cil do que outro, todo e qualquer avan\u00e7o depende de nossa luta. Os TAES na luta falam de uma gratifica\u00e7\u00e3o de 100% do vencimento base, um montante do or\u00e7amento que n\u00e3o \u00e9 pequeno. Tal proposta somente seria conquistada derrotando a pol\u00edtica de ajuste fiscal do atual governo. De todo modo uma categoria que recebe um abono ou gratifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa deixar de lutar pelo sal\u00e1rio ou abandonar a lutar pela incorpora\u00e7\u00e3o desse abono ou gratifica\u00e7\u00e3o no sal\u00e1rio. Ent\u00e3o como m\u00e9todo de organiza\u00e7\u00e3o, luta e negocia\u00e7\u00e3o devemos ir pra disputa com o governo com a nossa pauta j\u00e1 protocolada (desde o governo de transi\u00e7\u00e3o) e ser parte do processo negocial. Toda e qualquer proposta, de \u00edndice salarial, da carreira, abono ou de gratifica\u00e7\u00e3o que surja, devemos debater nas assembleias de base que avaliam as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Terceiro<\/strong>, at\u00e9 aqui a proposta de gratifica\u00e7\u00e3o do &#8220;Taes na Luta&#8221; n\u00e3o abarca os aposentados e aposentadas. Sendo conscientes disso ou n\u00e3o, essa proposta abre brechas para que seu car\u00e1ter seja produtivista. Acreditamos que essa formula\u00e7\u00e3o \u00e9 equivocada e divide nossa luta. Toda luta deve ser contra a diferencia\u00e7\u00e3o interna de nossa categoria e para manter isonomia entre ativos\/as e aposentados\/as. Somos contr\u00e1rios a gratifica\u00e7\u00e3o ou abono que d\u00edvida nossa categoria ou que tenha um vi\u00e9s produtivista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quarto<\/strong>, a defesa dos servidores e dos servi\u00e7os p\u00fablicos passa pela defesa de nossos sal\u00e1rios e nossas carreiras. Em outros momentos, a FASUBRA, ANDES, SINASEFE e os F\u00f3runs de Servidores tiveram que lutar muito e fazer greves contra determinadas propostas de gratifica\u00e7\u00f5es produtivistas, reajustes diferenciados dentro de uma mesma carreira, ataques a isonomia entre ativos e aposentados ou mesas de negocia\u00e7\u00f5es que tentavam\u00a0<em>\u201cnegociar\u201d\u00a0<\/em>apenas o reajuste dos valores das gratifica\u00e7\u00f5es sem nada para o sal\u00e1rio base. A pr\u00f3pria FASUBRA j\u00e1 realizou greves para fazer valer uma hist\u00f3rica reivindica\u00e7\u00e3o da categoria e dos F\u00f3runs de Servidores, que era a incorpora\u00e7\u00e3o das gratifica\u00e7\u00f5es. Temas assim perpassaram a pr\u00f3pria mesa de negocia\u00e7\u00e3o permanente dos governos Lula e Dilma, pois foram feitas in\u00fameras propostas que dividiam os servidores e segmentavam v\u00e1rios setores dentro de uma mesma carreira, nos fazendo perder uni\u00e3o. Portanto, s\u00e3o temas para estarmos atentos em nossa luta atual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, enquanto redigimos esta tese, os camaradas do grupo informaram que estavam reelaborando sua proposta. Aguardaremos a nova proposta para seguir esse di\u00e1logo com os companheiros e companheiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>COMBATE Sindical<\/p>\n<p>Entre em contato: https:\/\/www.facebook.com\/combatesindical\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por uma Fasubra combativa e independente do governo e das reitorias para organizar a luta da categoria por sal\u00e1rio e direitos. \u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o: Em maio ocorrer\u00e1 o congresso da Fasubra. Nossa categoria est\u00e1 orgulhosa de ter ajudado a derrotar Bolsonaro. 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