

	{"id":10311,"date":"2023-05-13T13:03:06","date_gmt":"2023-05-13T13:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=10311"},"modified":"2023-05-13T13:03:06","modified_gmt":"2023-05-13T13:03:06","slug":"o-13-de-maio-na-visao-dos-socialistas-revolucionarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/05\/13\/o-13-de-maio-na-visao-dos-socialistas-revolucionarios\/","title":{"rendered":"O 13 de maio na vis\u00e3o dos socialistas revolucion\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><em>Gabrielle Silva Carlos &#8211; Juventude Vamos \u00e0 Luta<\/em><\/p>\n<p><em>R\u00f4mulo Louren\u00e7o \u2013 Educa\u00e7\u00e3o em Combate<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>13 de maio \u00e9 amplamente &#8221;celebrado&#8221; na m\u00eddia como o ponto final da escravid\u00e3o brasileira. Essa data foi escolhida para enaltecer a Princesa Isabel, falsamente tida como benevolente. Uma fake news antiga, j\u00e1 essa figura foi uma das herdeiras da Casa dos Bragan\u00e7a, a fam\u00edlia real que dirigiu o imp\u00e9rio colonial Portugu\u00eas e o Imp\u00e9rio escravista do Brasil que massacraram os povos origin\u00e1rios que aqui habitavam e os nossos irm\u00e3os do continente africano. Desse modo, no m\u00ednimo, dois apagamentos s\u00e3o feitos nessa constata\u00e7\u00e3o: o primeiro \u00e9 a luta hist\u00f3rica dos negros e negras pela aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil que durou praticamente 4 s\u00e9culos; e o racismo ainda vigente na sociedade de classes brasileira dos dias atuais.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s Lei \u00c1urea estabelecida e o golpe de estado que instaura a Rep\u00fablica brasileira, as possibilidades para o povo negro se mantiveram dentro da marginalidade social. N\u00e3o houve nenhuma puni\u00e7\u00e3o aos escravistas, nenhuma indeniza\u00e7\u00e3o aos negros escravizados e aos pa\u00edses de onde eles foram arrancados. Desde o Imp\u00e9rio se imp\u00f4s uma Lei de Terras e a importa\u00e7\u00e3o de trabalhadores europeus para ocuparem as melhores fun\u00e7\u00f5es e assim seguir dizimando o povo negro sem acesso a terra ou sequer ao trabalho digno. O racismo \u00e9 a base do capitalismo, dessa forma, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que s\u00e3o os negros e negras que ocupam \u2018\u2019trabalhos\u2019\u2019 informais, est\u00e3o entre as maiores taxas de evas\u00e3o do ensino p\u00fablico e de acordo com Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Penssan), dos 33 milh\u00f5es de brasileiros que passam fome, 70% s\u00e3o negros.<\/p>\n<p>Aqui mesmo, desde muito tempo, o povo negro protagonizou in\u00fameras lutas, como os Quilombos de Palmares, rebeli\u00f5es como a balaiada e dos mal\u00eas, dentre outras. Sobre as lutas pela aboli\u00e7\u00e3o, no s\u00e9culo XIX o medo da &#8221;onda negra&#8221; ocupou o imagin\u00e1rio da branquitude. As insurrei\u00e7\u00f5es dos negros no Haiti eram um assunto a ser comentado na surdina, n\u00e3o podiam falar em voz alta; os negros no Brasil n\u00e3o podiam tomar consci\u00eancia da possibilidade de lutar. Contudo, o mundo era muito mais complexo, muitos escravos fugiam em busca da liberdade, e estavam constantemente em contato com as insurrei\u00e7\u00f5es no Haiti, no Caribe, e em S\u00e3o Domingos. J\u00e1 no s\u00e9culo XX, o papel repressivo da PM se intensifica, ao passo que a prote\u00e7\u00e3o da propriedade se configura cada vez mais como prioridade dessa classe. Em per\u00edodos bonapartistas e na ditadura militar, a influ\u00eancia da branquitude burguesa nos aparelhos estatais ficou ainda mais evidente, assim como diferentes dispositivos a servi\u00e7o do imperialismo, como a CIA, por exemplo, que numa onda de repress\u00e3o dos movimentos sociais (p\u00f3s-segunda guerra mundial), agiu desmontando o armamento de levantes africanos, criando uma ideia de que estes estariam somente se igualando ao fascismo europeu.<\/p>\n<p>Agora vamos nos deter \u00e0 atualidade. A ditadura militar de 64 aprofundou o problema social e o racismo contra o povo negro em nosso pa\u00eds. De tal forma que em 1988, cem anos depois da aboli\u00e7\u00e3o formal da escravatura no Brasil, os negros e negras brasileiros sofriam de todo tipo de problemas, j\u00e1 na vig\u00eancia da \u201cConstitui\u00e7\u00e3o cidad\u00e3\u201d. O governo FHC e o plano real seguiram por essa mesma l\u00f3gica. O Brasil passou desde 2002 por um governo de concilia\u00e7\u00e3o de classe, com a figura do Lula \u00e0 frente. Algumas medidas parciais, reivindicadas pelo movimento negro, foram alcan\u00e7adas, como a lei de cotas raciais. E muito se discute sobre como os pretos desse pa\u00eds tiveram mais acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e que grande parte da popula\u00e7\u00e3o saiu da linha da pobreza. Mas mesmo essas medidas parciais se perderam rapidamente porque o eixo do governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes foi realizar ajustes capitalistas e governar com e para a burguesia e as multinacionais. As universidades tiveram uma expans\u00e3o prec\u00e1ria no caso das p\u00fablicas, muitos jovens n\u00e3o conseguiram pagar as universidades particulares. O sal\u00e1rio jamais alcan\u00e7ou patamares de outros governos burgueses como os valores de antes da ditadura militar. E o ajuste fiscal de Dilma\/Levy fez cair o n\u00edvel de vida das massas. N\u00e3o tivemos a supera\u00e7\u00e3o do racismo e da explora\u00e7\u00e3o capitalista. O Brasil hoje tem a segunda maior popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do mundo, e pasmem, segundo Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional (Depen), em 2016, aponta que a popula\u00e7\u00e3o presa \u00e9 predominantemente composta por pretos e pardos (65%). Outro dado revoltante que ocorreu durante os governos Lula-petistas foi a nova Lei de Drogas 11.343\/2006. Levando em considera\u00e7\u00e3o o que foi colocado at\u00e9 aqui, \u00e9 imposs\u00edvel termos um olhar inocente para essa pol\u00edtica, o que est\u00e1 por tr\u00e1s dela \u00e9 que todo preto pobre vai ser preso. O que n\u00e3o s\u00e3o pol\u00edticas que tratam a depend\u00eancia qu\u00edmica ou combatem as megacorpora\u00e7\u00f5es capitalistas que lucram com a venda de subst\u00e2ncias hoje qualificadas de \u201cilegais\u201d. Ou seja, se manteve uma criminaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do povo negro por meio das chacinas policiais e das pris\u00f5es em massa. A invas\u00e3o do Haiti pelas tropas imperialistas da ONU, chefiadas pelo governo brasileiro, n\u00e3o s\u00f3 massacraram nossos irm\u00e3os haitianos como fortaleceram as opera\u00e7\u00f5es e ocupa\u00e7\u00f5es militares dos morros cariocas, tonificando figuras da c\u00fapula militar neofascista.<\/p>\n<p><strong>\u00a0O governo Bolsonaro foi um dos mais racistas de nossa hist\u00f3ria recente<\/strong><\/p>\n<p>Assim chegamos a um governo de extrema-direita, de Bolsonaro\/Mour\u00e3o. Que durante a pandemia provocou o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o, sendo contra vacinas e atrasando a aplica\u00e7\u00e3o da mesma. E o CEP e a cor de quem mais morreu na pandemia por neglig\u00eancia do governo continuou sendo corpos negros: pretos e pardos representam 57% das mortes e os brancos 41%. O acesso \u00e0 sa\u00fade tamb\u00e9m tem recorte de classe e cor, em alguns lugares com maior enfoque em regi\u00f5es perif\u00e9ricas- o SUS n\u00e3o conseguiu atender de forma plena todos os cidad\u00e3os, haja vista que alguns lugares por serem mais isolados contam somente com postos de sa\u00fade, o que n\u00e3o assegura uma qualidade plena em todo o pa\u00eds, dificultando o tratamento das pessoas pobres e pretas. \u00c9 bastante sintom\u00e1tico, ainda mais se lembrarmos de que a primeira pessoa que morreu de covid-19 no estado do RJ foi uma empregada dom\u00e9stica, ela foi contaminada pelos seus patr\u00f5es no Leblon. Desde o in\u00edcio a burguesia e o governo de Bolsonaro\u2215Mour\u00e3o n\u00e3o deixou a classe trabalhadora ter direito a quarentena. As contrarreformas da previd\u00eancia, trabalhista com avan\u00e7o da terceiriza\u00e7\u00e3o, privatiza\u00e7\u00e3o, so aumentam a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, afetando sobretudo aos negros, em participar as mulheres negras, que sempre ocupam os trabalhos com pior remunera\u00e7\u00e3o ou os mais cansativos. N\u00e3o \u00e9 por acaso que vimos recentemente os absurdos casos de trabalho escravo, pessoas escravizadas por empresas capitalistas em pleno s\u00e9culo XXI, os ataques racistas a entregadores ou o tratamento discriminat\u00f3rio aos negros dentro de lojas e supermercados. Um presidente que n\u00e3o negava nem em seus discursos a discrimina\u00e7\u00e3o racista contra Quilombolas e que tem liga\u00e7\u00f5es diretas com as mil\u00edcias que assassinaram a companheira Marielle<\/p>\n<p><strong>Precisamos ser independentes do governo Lula\/Alckmin para manter a reivindica\u00e7\u00e3o do movimento negro nas ruas<\/strong><\/p>\n<p>E hoje, mais uma vez, o governo de Frente Ampla de Lula\/Alckmin, traz muita expectativa. Compreendemos que a inser\u00e7\u00e3o de ministros como Anielle Franco, Sonia e Silvio de Almeida gera esse sentimento, ainda mais ap\u00f3s o governo do genocidas Bolsonaro. Mas n\u00f3s, negras e negros socialistas da CST n\u00e3o compartilhamos essa vis\u00e3o. O cen\u00e1rio ainda \u00e9 o mesmo: manter o lucro da burguesia em detrimento da vida da popula\u00e7\u00e3o negra. O governo Lula j\u00e1 deixou n\u00edtido que n\u00e3o enfrentar\u00e1 os bilion\u00e1rios e banqueiros durante seu governo, dado que continuar\u00e1 pagando religiosamente a d\u00edvida p\u00fablica e n\u00e3o enfrentar\u00e1 a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa pol\u00edtica representa seguir enriquecendo os patr\u00f5es enquanto o povo negro amarga o desemprego e trabalho informal, sem direitos b\u00e1sicos. Sem contar na posi\u00e7\u00e3o defensiva de n\u00e3o revogar o ensino m\u00e9dio, que afeta diretamente os estudantes negros, visto que o NEM vai aprofundar o filtro racial e social de quem entra nas universidades p\u00fablicas. N\u00e3o puniu nenhum dos militares golpistas, muitos deles tamb\u00e9m respons\u00e1veis por massacres no Haiti e nas favelas. N\u00e3o se disp\u00f5e a revogar as reformas da previd\u00eancia e trabalhista, nem garantir direitos trabalhistas integrais aos trabalhadores de aplicativos. Nesse sentido, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia a organiza\u00e7\u00e3o dos negros e negras e a incorpora\u00e7\u00e3o nas lutas! \u00c9 necess\u00e1rio exigir que a coaliz\u00e3o negra por direitos, entidades como o Movimento Negro Unificado (MNU), UNEGRO e UNEAFRO retomem a luta de rua pelas pautas do povo negro, contra as opera\u00e7\u00f5es policiais e se mantenha inteiramente independente do governo Lula\/Alckmin e aponte a mobiliza\u00e7\u00e3o por nossas pautas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Propostas emergenciais dos negros e negras socialistas da CST<\/strong><\/p>\n<p>Para conquistar sal\u00e1rio, emprego, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, moradia, vamos precisar lutar por mais verbas para as \u00e1reas sociais. Isso contraria os interesses dos patr\u00f5es, muitos deles ainda com a\u00e7\u00f5es escravocratas em suas empresas. Do mesmo modo que para acabar de verdade com racismo temos de enfrentar a fundo a viol\u00eancia policial nas favelas e combater o conjunto do aparelho repressivo. Ent\u00e3o diferente do governo Lula\/Alckmin n\u00e3o podemos conciliar com os patr\u00f5es e com a c\u00fapula das for\u00e7as armadas. E teremos de nos organizar e lutar. Por isso, emergencialmente defendemos pautas oper\u00e1rias e populares para o povo negro. Defendemos que nossas organiza\u00e7\u00f5es devem exigir do governo Lula\/Alckmin as seguintes pautas:<\/p>\n<p>&#8211; Contra o arcabou\u00e7o fiscal, redu\u00e7\u00e3o dos juros, n\u00e3o ao pagamento da d\u00edvida externa e interna e taxa\u00e7\u00e3o dos bilion\u00e1rios para intensificar pol\u00edticas sociais para popula\u00e7\u00e3o negra. Mais verbas para sa\u00fade, emprego e educa\u00e7\u00e3o. Bolsa fam\u00edlia de um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>&#8211; Pela revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista e da previd\u00eancia, pela revoga\u00e7\u00e3o do novo ensino m\u00e9dio, da privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s. Expropriar as empresas com trabalho escravo. Direitos trabalhistas a trabalhadores\/as de aplicativos e puni\u00e7\u00e3o aos agressores desses\/as trabalhadores\/as! Por sal\u00e1rio igual para trabalho igual!<\/p>\n<p>&#8211; Basta de chacinas policiais contra o povo negro! Pelo fim das opera\u00e7\u00f5es policiais nas favelas e bairros populares! Puni\u00e7\u00e3o aos policiais e respons\u00e1veis civis por todos os assassinatos e chacinas! Pelo desmantelamento do aparelho repressivo! Fim da PM e a PRF! Instalar uma comiss\u00e3o formada pela Coaliz\u00e3o Negra por Direitos, UNEGRO, UNEAFRO, Associa\u00e7\u00f5es de moradores, OAB, ABI e Centrais Sindicais para apurar de forma independente esses crimes e evitar a impunidade.<\/p>\n<p>&#8211; Pela legaliza\u00e7\u00e3o das drogas! Para acabar com a viol\u00eancia, \u00e9 necess\u00e1rio acabar com os verdadeiros donos do tr\u00e1fico de armas e de drogas. Pela revoga\u00e7\u00e3o da lei de drogas! Chega de encarceramento em massa para o povo negro!<\/p>\n<p>\u2013 Aux\u00edlio, emprego e todos os direitos ao povo negro dos pa\u00edses africanos, aos haitianos, e demais refugiados e imigrantes!<\/p>\n<p><strong>Fa\u00e7amos Palmares de novo: Por um governo da classe trabalhadora sem patr\u00f5es e um Brasil Socialista<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das propostas emergenciais precisamos de uma liberta\u00e7\u00e3o definitiva, contra o racismo capitalista que nos massacra e a atual escravid\u00e3o assalariada que nos explora e nos deixa cada dia pior. Enquanto formos governados por um governo com patr\u00f5es, empres\u00e1rios, multinacionais e projetos capitalistas seremos massacrados. Os governos que n\u00f3s queremos \u00e9 o nosso pr\u00f3prio governo, tal como era o governo dos Quilombos de Zumbi, Dandara ou de Thereza de Benguela. A senzala n\u00e3o tem nada a ver e nem pode compactuar com a opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o da casa grande. N\u00f3s trabalhadores, jovens e mulheres exploradas n\u00e3o podemos conciliar com os patr\u00f5es e empres\u00e1rios assim como nossos antepassados negros e ind\u00edgenas guerreiros n\u00e3o compactuaram com os senhores escravistas. Defendemos um governo da classe trabalhadora, sem patr\u00f5es, e um Brasil Socialista como uma mudan\u00e7a profunda para conquistar de vez nossas pautas.<\/p>\n<p><strong>Nossa luta \u00e9 a de Palmares, nossos her\u00f3is s\u00e3o Zumbi e Dandara <\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o veio dos c\u00e9us, nem da m\u00e3o de Isabel\u201d<\/em>*<\/p>\n<p>Os debates acerca de representa\u00e7\u00f5es e representatividades v\u00eam tomando maiores espa\u00e7os, seja no tocante \u00e0s minorias sexuais e de g\u00eanero, ou \u00e9tnicas e raciais. Quando tratamos da situa\u00e7\u00e3o das pessoas negras no Brasil, na atualidade ou no passado, \u00e9 comum imagens de pessoas brancas serem elencadas como suposto salvadores. Ao longo do tempo, a Princesa Imperial Isabel do Brasil teve seu nome constru\u00eddo como benevolente e respons\u00e1vel, sozinha, pela aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. Ter recebido a alcunha de \u201credentora\u201d, n\u00e3o \u00e9 ao acaso, \u00e9 parte do processo de afirma\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria oficial de que negras e negros escravizados foram passivos na luta pela liberdade.<\/p>\n<p><em>Por menos que conte a hist\u00f3ria, n\u00e3o te esque\u00e7o meu povo. Se Palmares n\u00e3o vive mais, faremos Palmares de novo.**<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que nomes sejam ditos, que lutas travadas no per\u00edodo da col\u00f4nia e imp\u00e9rio sejam valorizadas e sua import\u00e2ncia para a liberdade, ensinadas. A forma\u00e7\u00e3o dos quilombos, por exemplo, foi uma das formas de resist\u00eancia \u00e0 escravid\u00e3o. Palmares \u00e9 reconhecido como a maior experi\u00eancia quilombola do Brasil, e os nomes Zumbi e Dandara dos Palmares como lideran\u00e7as negras no s\u00e9culo XVI, primeiro s\u00e9culo da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Outro nome ecoado na hist\u00f3ria dos de baixo, \u00e9 o da tamb\u00e9m lideran\u00e7a quilombola, Tereza de Benguela. Ex-escravizada, viveu no s\u00e9culo XVIII e esteve a frente do Quilombo do Quariter\u00ea, comunidade que reunia negros e ind\u00edgenas. Por anos enfrentou o governo escravagista, at\u00e9 sua morte. J\u00e1 no per\u00edodo imperial do pa\u00eds, evidencia-se Francisco Jos\u00e9 do Nascimento, o Drag\u00e3o do Mar. Jangadeiro, foi reconhecido como l\u00edder na greve abolicionista, que se deu na recusa de transportar pessoas escravizadas do Cear\u00e1 para o sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Diversos outros nomes se tornaram c\u00e9lebres gra\u00e7as aos esfor\u00e7os dos explorados em contar suas hist\u00f3rias, apesar da for\u00e7a da chamada hist\u00f3ria oficial ou dos vencedores. H\u00e1 muitos outros guerreiros pela liberdade que tombaram an\u00f4nimos, por eles tamb\u00e9m seguimos!<\/p>\n<p>\u201c<em>Meus her\u00f3is n\u00e3o viraram est\u00e1tua, morreram lutando contra quem virou.\u201d***<\/em><\/p>\n<p>*Hist\u00f3ria para Ninar Gente Grande, samba-enredo da Mangueira 2019.<br \/>\n** Jos\u00e9 Carlos Limeira.<\/p>\n<p>*** Uma Hist\u00f3ria de Amor e F\u00faria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabrielle Silva Carlos &#8211; Juventude Vamos \u00e0 Luta R\u00f4mulo Louren\u00e7o \u2013 Educa\u00e7\u00e3o em Combate \u00a013 de maio \u00e9 amplamente &#8221;celebrado&#8221; na m\u00eddia como o ponto final da escravid\u00e3o brasileira. Essa data foi escolhida para enaltecer a Princesa Isabel, falsamente tida como benevolente. 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