

	{"id":10421,"date":"2023-06-17T21:32:37","date_gmt":"2023-06-17T21:32:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=10421"},"modified":"2023-06-17T21:32:37","modified_gmt":"2023-06-17T21:32:37","slug":"o-legado-da-revolta-popular-de-junho-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/06\/17\/o-legado-da-revolta-popular-de-junho-de-2013\/","title":{"rendered":"O legado da Revolta Popular de Junho de 2013"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Diego Vitello \u2013 Diretor do Sindicato dos Metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo\u00a0e da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da CST<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Manoel Sousa \u2013 Oposi\u00e7\u00e3o Municip\u00e1rios de Campinas-SP<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Esse m\u00eas, completamos 10 anos das Jornadas de Junho de 2013, maior processo de mobiliza\u00e7\u00e3o de massas do s\u00e9culo XXI no Brasil. A disputa\u00a0do significado\u00a0sobre o que foi Junho, \u00e9 parte fundamental da luta pol\u00edtica atual no nosso pa\u00eds. N\u00e3o \u00e0 toa, desde a imprensa burguesa, a classe dominante busca colocar sua narrativa sobre os fatos de uma d\u00e9cada atr\u00e1s. Entre as diversas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda tamb\u00e9m h\u00e1 discuss\u00f5es important\u00edssimas sobre o tema. N\u00f3s da CST, como organiza\u00e7\u00e3o\u00a0socialista\u00a0revolucion\u00e1ria,\u00a0intervimos diretamente desde o in\u00edcio daquele processo e\u00a0temos uma vis\u00e3o positiva dele. Com esse texto queremos debater tanto com os jovens e trabalhadores que participaram das jornadas, assim como com as novas gera\u00e7\u00f5es de militantes e ativistas.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Junho foi parte de um contexto internacional de mobiliza\u00e7\u00f5es de massa<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Retirar as Jornadas do contexto das mobiliza\u00e7\u00f5es em n\u00edvel internacional na \u00e9poca \u00e9 algo inaceit\u00e1vel para qualquer marxista. Com a eclos\u00e3o da crise econ\u00f4mica mundial em 2007-08 e os duros ataques da burguesia contra a classe trabalhadora, houve tamb\u00e9m um salto de qualidade na luta de classes em n\u00edvel internacional. No Brasil, a crise se expressa no corte de R$15 bilh\u00f5es no or\u00e7amento de 2013, onde a ent\u00e3o presidente Dilma (PT), atacava sobretudo os investimentos nas \u00e1reas sociais. Das greves gerais por toda Europa \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es que derrubaram ditadores no Norte da \u00c1frica, passando pela mobiliza\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de jovens e trabalhadores da Turquia ao Brasil, temos que colocar o nosso Junho de 2013 como parte desse contexto global de mobiliza\u00e7\u00f5es progressivas, que se chocaram com a classe dominante e seus agentes instaurados nos governos.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Crise econ\u00f4mica e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho: dois importante elementos do contexto pr\u00e9-junho<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A chegada da crise econ\u00f4mica no Brasil, que Lula em 2009 afirmou que seria uma \u201cmarolinha\u201d, na verdade foi uma gigantesca onda que fez cair o n\u00edvel de vida. O endividamento das fam\u00edlias mostrava a bolha criada com a concess\u00e3o de cr\u00e9dito estimulada pelo governo nos anos anteriores. Impulsionada pelos petistas, a terceiriza\u00e7\u00e3o e por conseguinte a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho explodia. Entre 2003 e 2013, o n\u00famero de trabalhadores e trabalhadoras terceirizados passou de 4 milh\u00f5es para 12,7 milh\u00f5es. Uma juventude proletarizada, que enxergava cada vez mais precariza\u00e7\u00e3o dos seus empregos e condi\u00e7\u00f5es de vida, foi a base social fundamental que impulsionou as manifesta\u00e7\u00f5es de junho.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Al\u00e9m disso, v\u00edamos um aumento das greves. 2011, ano das rebeli\u00f5es oper\u00e1rias nas obras do PAC , tivemos 554 greves. Em 2012, esse n\u00famero salta para 873 e expressa o aumento do descontentamento social. J\u00e1 em 2013, ao calor do momento pr\u00e9 e p\u00f3s Jornadas, esse n\u00famero saltou para 2050 greves (maior n\u00famero desde a d\u00e9cada de 80), mostrando como as manifesta\u00e7\u00f5es de junho impactaram as categorias de trabalhadores a lutarem por seus direitos.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O conte\u00fado progressivo das reivindica\u00e7\u00f5es nas ruas<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Uma \u201cpr\u00e9via\u201d de Junho j\u00e1 havia ocorrido em Porto Alegre em abril. Nessa mobiliza\u00e7\u00e3o, na qual a nossa organiza\u00e7\u00e3o participou ativamente, milhares de estudantes tomaram as ruas da capital ga\u00facha e impuseram pela for\u00e7a das manifesta\u00e7\u00f5es a derrubada do aumento da tarifa. Isso sem d\u00favida inspirou\u00a0e fortaleceram atos posteriores como em Natal e Goi\u00e2nia, bem como ajudaram a criar um clima positivo no congresso da UNE daquele mesmo ano nacionalizando experi\u00eancias dentre as esquerdas do movimento estudantil. O fato de que os aumentos eram sempre combativos nas ruas desde muitos anos, e que em in\u00fameras cidades se chamavam mobiliza\u00e7\u00f5es j\u00e1 colocava um \u201ccheiro de junho\u201d no ar. As mobiliza\u00e7\u00f5es que a partir de S\u00e3o Paulo, convocadas pelo MPL (Movimento Passe Livre) e com ades\u00e3o de diversas organiza\u00e7\u00f5es que faziam oposi\u00e7\u00e3o pela esquerda ao governo petista, se espalharam por todas as principais cidades brasileiras.\u00a0Em algumas cidades onde n\u00e3o havia o MPL surgiram outros f\u00f3runs unit\u00e1rios da juventude combativa para convocar os protestos como no RJ o F\u00f3rum de Lutas contra o Aumento da Passagem. Em outros locais foi a Assembleia Horizontal de BH ou o Bloco de Lutas de Porto Alegre foram os catalizadores das jornadas.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O conte\u00fado progressivo das Jornadas tem diversos aspectos e pautas. Algumas delas s\u00e3o: derrubada do aumento da tarifa enfrentando diretamente a burguesia dos transportes e a pol\u00edtica servi\u00e7al dos governantes. Questionamento aos imensos gastos p\u00fablicos com as grandes obras da Copa do Mundo que estavam afundadas em corrup\u00e7\u00e3o, enquanto os governos cortavam investimentos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e saneamento b\u00e1sico. \u201cQueremos hospitais e escolas Padr\u00e3o Fifa\u201d, \u201cMeu professor vale mais que o Neymar\u201d, eram parte dos cartazes que se viam nas ruas de todo o pa\u00eds. O questionamento ao Congresso Nacional (antro de corruptos que vive de ganhar dinheiro para votar leis contra o povo) e a ampla maioria dos pol\u00edticos, tamb\u00e9m continha um aspecto contra o regime pol\u00edtico burgu\u00eas naquele Junho de 2013. Tr\u00eas ideias fundamentais percorreram as ruas do pa\u00eds naquele momento: redu\u00e7\u00e3o das tarifas, mais investimentos p\u00fablicos e cr\u00edtica \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e vota\u00e7\u00f5es contra o povo feitas por pol\u00edticos; mostram o car\u00e1ter positivo de Junho, em pautas pelas quais seguimos lutando at\u00e9 os dias atuais.\u00a0E isso se mesclava com pautas corretas e progressivas que vinham de antes e adentraram aquele junho como o repudio ao fundamentalista Feliciano na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, frutos das negociatas esp\u00farias da governabilidade conservadora petista.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Estado Burgu\u00eas reage: a dura repress\u00e3o policial contra os manifestantes<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A viol\u00eancia policial foi tamb\u00e9m uma marca de junho de 2013. Contraditoriamente, a repress\u00e3o gerou ainda mais indigna\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Sob comando do atual vice-presidente da rep\u00fablica Geraldo Alckmin, a PM Paulista protagonizou cenas de barb\u00e1rie em S\u00e3o Paulo, prendendo mais de 200 manifestantes, atirando balas de borracha contra o rosto de alguns, ferindo jornalistas, espancando jovens, entre outras atrocidades. No mesmo dia, poucas horas antes, a Folha de S\u00e3o Paulo, exigia do governo Paulista mais repress\u00e3o. Seu editorial no dia 13\/06 \u201cRetomar a Paulista\u201d exigia \u201c\u00c9 hora de por um ponto final nisso. Prefeitura e Pol\u00edcia Militar precisam fazer valer as restri\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes para protestos na Avenida Paulista (\u2026) No que toca ao vandalismo, s\u00f3 h\u00e1 um meio de combat\u00ea-lo: a for\u00e7a da lei\u201d [1].<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tr\u00eas dias antes da brutalidade do dia 13, o prefeito petista Fernando Haddad tamb\u00e9m dava seu aval para a repress\u00e3o policial: \u201cA Pol\u00edcia Militar tem que seguir protocolos e um deles \u00e9 manter as vias expressas desimpedidas\u201d[2].PT e PSDB estavam unidos com a imprensa burguesa para defender o sufocamento dos protestos pela via da repress\u00e3o policial. Por\u00e9m, a crise social era t\u00e3o grande, que a repress\u00e3o foi uma tentativa de \u201capagar inc\u00eandio com gasolina\u201d, como diz o ditado popular. Na semana seguinte, milh\u00f5es de pessoas tomaram as ruas do pa\u00eds.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Como vimos, a repress\u00e3o policial em junho de 2013 foi muito grande. A documenta\u00e7\u00e3o a respeito disso \u00e9 farta. O questionamento que fica \u00e9: como comparar as Jornadas de Junho de 2013 com as manifesta\u00e7\u00f5es pelo impeachment de Dilma em 2015 como fazem amplos setores da esquerda reformista, sobretudo ligados ao PT? Em 2013, as manifesta\u00e7\u00f5es enfrentavam a pol\u00edcia, eram brutalmente reprimidas e havia um \u00f3dio no ativismo contra o aparato de repress\u00e3o. J\u00e1 em 2015, os manifestantes, impulsionados por movimentos direitistas como o MBL e o Vem pra Rua, tiravam fotos e aplaudiam os PMs que recebiam os manifestantes com sorrisos e cordialidade. Al\u00e9m desse fato simb\u00f3lico, veremos mais adiante que a realidade n\u00e3o sustenta essa caluniosa compara\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A direita e a m\u00eddia burguesa disputaram o processo no seu final<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para tentar \u201cacalmar os \u00e2nimos\u201d, os governos por todo pa\u00eds reconhecem sua derrota e cancelam os aumentos das tarifas de transporte. Apesar de toda a repress\u00e3o, a pauta inicial das manifesta\u00e7\u00f5es obtinha uma contundente vit\u00f3ria e obviamente ganhava cada vez mais simpatia popular. Por\u00e9m, as manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o paravam por a\u00ed, e pelas ruas do pa\u00eds abriu-se uma intensa disputa pol\u00edtica pelos seus rumos.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A m\u00eddia burguesa brasileira, ap\u00f3s clamar por repress\u00e3o, mudou de t\u00e1tica e passou a tentar influenciar os protestos. Com pautas difusas, como a defesa de pequenas medidas jur\u00eddicas contra a corrup\u00e7\u00e3o, a imprensa brasileira impulsionou setores da direita a disputar o que se passava nas ruas. Ali era preciso desviar o foco anti-regime das manifesta\u00e7\u00f5es e segurar qualquer reivindica\u00e7\u00e3o que afetasse setores da burguesia. Os apoiadores do governo Dilma, falavam em \u201cReforma Pol\u00edtica\u201d, proposta que nunca saiu do papel e que pouco mudava o cen\u00e1rio pol\u00edtico. N\u00f3s segu\u00edamos nas ruas, exigindo investimentos p\u00fablicos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, sal\u00e1rios dignos, fim do jogo corrupto entre governos e grandes empres\u00e1rios, etc. O MPL,\u00a0cujos calend\u00e1rios unificavam o movimento,\u00a0mostrando a debilidade de sua estrat\u00e9gia\u00a0horizontalista e autonomista, anunciou no dia 21 de junho, um dia ap\u00f3s as maiores manifesta\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo no pa\u00eds, que sairia das ruas, se negando a seguir a disputa das manifesta\u00e7\u00f5es e utilizar a justa autoridade que haviam adquirido por levantarem a pauta que incendiou as ruas nos dias anteriores.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O governo petista, ao inv\u00e9s de abrir os ouvidos para as demandas das ruas, seguiu jogando nas costas da classe trabalhadora e dos setores m\u00e9dios a conta da crise econ\u00f4mica mundial que chegava com for\u00e7a no pa\u00eds.\u00a0N\u00e3o podemos desconsiderar a repress\u00e3o posterior a greves da classe trabalhadora como a brutal a\u00e7\u00e3o da PM contra os educadores do Paran\u00e1 e contra as greves dos Garis com demiss\u00e3o de todas suas lideran\u00e7as em 2015.\u00a0Como em pol\u00edtica n\u00e3o existe vazio, onde abre espa\u00e7o algu\u00e9m o ocupa, a direita impulsionada pela m\u00eddia burguesa conseguiu ganhar uma grande parcela dos setores m\u00e9dios para suas pautas. Da\u00ed come\u00e7aram a germinar movimentos como o MBL e o Vem pra Rua, que ganhariam for\u00e7a no cen\u00e1rio nacional nos anos seguintes.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As manifesta\u00e7\u00f5es de junho abriram as portas para o impeachment de Dilma?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para n\u00f3s, a resposta \u00e9 categ\u00f3rica: n\u00e3o. O impeachment de Dilma se deu por dois fatores essencialmente: a perda de apoio popular e a vis\u00e3o da burguesia que o PT n\u00e3o era mais capaz de aplicar um ajuste fiscal da forma como ela queria. Podemos dizer que Junho foi contra o regime pol\u00edtico burgu\u00eas como um todo, n\u00e3o apenas contra o PT ou Dilma, j\u00e1 o impeachment para preserv\u00e1-lo e buscar estabilizar a profunda crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica que at\u00e9 hoje atravessa o pa\u00eds. Vejamos.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A vota\u00e7\u00e3o do impeachment em 2016 foi uma manobra parlamentar da classe dominante para descartar Dilma e o PT do executivo. Isso ocorreu porque o governo n\u00e3o conseguia mais dar conta de aplicar, com a velocidade e estabilidade esperada pela burguesia (ainda que tenha buscado faz\u00ea-lo at\u00e9 os 45 do segundo tempo) as suas medidas de austeridade contra a classe trabalhadora.\u00a0E a vota\u00e7\u00e3o da \u201clei antiterrorismo\u201d por parte de Dilma \u00e9 um s\u00edmbolo de que a governabilidade e o projeto do PT eram conservador.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nesse sentido, essa manobra parlamentar e as manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3-impeachment nada tem a ver com as jornadas de Junho e suas pautas. Foi Dilma, com seus cortes bilion\u00e1rios \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o e \u00e1reas sociais, suas retiradas de direitos, como a lei das terceiriza\u00e7\u00f5es, MPs que restringiam o seguro-desemprego, aux\u00edlio-doen\u00e7a, suas privatiza\u00e7\u00f5es de hospitais, arrocho salarial e desemprego recorde que levou a perda de parte da sua base social e abriu as portas para o impeachment.\u00a0Um cen\u00e1rio de crise que foi aproveitado pela pr\u00f3pria base parlamentar de direta de Dilma, por seu Vice Michel Temer do MDB, para mudar de lado e passar para a oposi\u00e7\u00e3o. E tudo isso com o apoio do Juiz Sergio Moro que em seguida torna-se ministro de Bolsonaro.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Foi nesse cen\u00e1rio de queda do n\u00edvel de vida que explica o fato do MBL e Vem Pra Rua, que na \u00e9poca de junho n\u00e3o passavam de grupelhos (endinheirados) em forma\u00e7\u00e3o, terem sido capazes de convocar manifesta\u00e7\u00f5es massivas pelo impeachment em 2015 e 2016, canalizando pela direita o descontentamento social dos setores m\u00e9dios e de uma parcela minorit\u00e1ria da classe trabalhadora. N\u00e3o \u00e9 a toa que, mesmo com as maiores centrais sindicais apoiando Dilma, n\u00e3o houve um local de trabalho do pa\u00eds que tenha parado para lutar em defesa da perman\u00eancia da ex-presidente no governo. Em mar\u00e7o de 2016, o Ibope apontava a brutal perda de apoio do governo petista, que era desaprovada por 69% e aprovada por apenas 10% da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 ainda gritante o fato do presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC (ber\u00e7o hist\u00f3rico do PT) ter sido intensamente vaiado no caminh\u00e3o de som pelos oper\u00e1rios quando tentou defender Dilma. A classe trabalhadora n\u00e3o moveu um p\u00e9 para defender um governo que a atacava, cen\u00e1rio muito diferente de junho onde marchamos aos milh\u00f5es contra a pol\u00edtica imposta pelo governo e por nossas pautas.\u00a0\u00c9 uma prova tr\u00e1gica do que falamos: os projetos de concilia\u00e7\u00e3o de classes geram confus\u00f5es, retrocessos, desmobiliza\u00e7\u00e3o e desmoraliza\u00e7\u00e3o de suas bases e organizam derrotas para nossa classe.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Bolsonarismo \u00e9 fruto de Junho de 2013?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Bolsonaro, ainda que h\u00e1 muito tempo na pol\u00edtica, e tendo sido do PP, partido da base do governo Dilma durante 2013, s\u00f3 emplacou como figura de massas no \u00faltimo per\u00edodo. Ele \u00e9 a express\u00e3o brasileira de um novo momento da luta de classes e da crise do capitalismo mundial em que a extrema-direita, na It\u00e1lia, Hungria etc, com Trump \u00e0 frente, busca impor a qualquer custo os planos da burguesia, frente \u00e0 crise ou fal\u00eancia dos partidos tradicionais e figuras hist\u00f3ricas da classe dominante.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para os petistas, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre junho e o ascenso da extrema-direita. Para n\u00f3s, se hoje o bolsonarismo \u00e9 uma for\u00e7a pol\u00edtica que polariza o pa\u00eds com seu projeto de morte e de fechamento das liberdades democr\u00e1ticas, parte importante de suas bases devem ser buscadas na hist\u00f3rica dos pr\u00f3prios governos petistas. Durante os 13 anos em que o PT governou seus dirigentes estabeleceram rela\u00e7\u00f5es esp\u00farias com o empresariado, onde o Estado servia de balc\u00e3o de neg\u00f3cios, e se meteram em diversos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, como o mensal\u00e3o\u00a0e o loteamento das estatais de conjunto, abrindo um flanco real para a seletividade e manobras do Juiz Sergio Moro e a Opera\u00e7\u00e3o Lava jato. Governos que tamb\u00e9m aplicaram medidas de ajuste fiscal. Toda a pauta conservadora teve um solo f\u00e9rtil durante os governos petistas: as igrejas evang\u00e9licas deram um salto porque foram incentivadas pelo governo, sendo que em 2006 e 2010 o ultrarreacion\u00e1rio Edir Macedo apoiou diretamente as campanhas eleitorais do PT. Al\u00e9m disso, em junho de 2013, a dura repress\u00e3o policial foi incentivada pelos governantes petistas e pelos seus atuais aliados, como o direitista Geraldo Alckmin. Al\u00e9m das declara\u00e7\u00f5es j\u00e1 citadas do prefeito de S\u00e3o Paulo Fernando Haddad, relembremos as declara\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro em 2013, onde ap\u00f3s uma noite de repress\u00e3o, terror policial, espancamento, pris\u00e3o e tortura de jovens, o petista ga\u00facho declarou que os PMs \u201chonraram a farda\u201d.[4] O fortalecimento da repress\u00e3o, com mais e mais compras de armamentos para as pol\u00edcias em todo pa\u00eds durante os anos que vieram ap\u00f3s as Jornadas, com certeza prepararam terreno para o fortalecimento do Bolsonarismo. \u00a0No RS jovens socialistas e anarquistas foram detidos e locais foram invadidos pela PM para apreens\u00e3o de livros ditos subversivos!<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Al\u00e9m dos fatores j\u00e1 explicitados, o que explica ter sido poss\u00edvel que o bolsonarismo tenha tomado relev\u00e2ncia nacional \u00e9 a ruptura de massas com o governo Dilma, que se processou como consequ\u00eancia dos seus ataques e do modus operandi de fazer pol\u00edtica\u00a0com os m\u00e9todos burgueses da\u00a0corrup\u00e7\u00e3o\u00a0em meio a uma imensa crise econ\u00f4mica. Atribuimos tamb\u00e9m o fortalecimento do bolsonarismo nos anos seguintes \u00e0 aus\u00eancia de uma alternativa pol\u00edtica pela esquerda que canalizasse o descontentamento popular. Nesse sentido, nosso antigo partido, o PSOL, cumpriu um papel lament\u00e1vel, negando seu hist\u00f3rico de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda aos governos petistas ao se colocar ao lado do governo Dilma e abrir m\u00e3o da luta por uma pol\u00edtica independente do governo petista e da direita naquele per\u00edodo.\u00a0Nos da CST estivemos nas greves e lutas que existiram nesse per\u00edodo apostando na constru\u00e7\u00e3o de um terceiro campo classista, tarefa que n\u00e3o pode ser concretizada devida a ades\u00e3o praticamente geral de quase todos os partidos e organiza\u00e7\u00f5es que se reivindicam de esquerda ao projeto petista.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por que o PT buscou deslegitimar as jornadas de junho?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em um tweet recente, 13 de junho de 2023, o PT fez a seguinte declara\u00e7\u00e3o: &#8220;Dez anos das Jornadas de Junho de 2013, que geraram o fascismo no pa\u00eds. Abria-se o caminho para o impeachment, a Rep\u00fablica de Curitiba, a ascens\u00e3o de extremistas e a pris\u00e3o de Lula&#8221;.\u00a0Essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma cal\u00fania contra a juventude proletarizada que saiu \u00e0s ruas em 2013. Uma mentira\u00a0do PT que\u00a0tem como aliados pol\u00edticos como Geraldo Alckmin e diversos grandes empres\u00e1rios. Essa mentira\u00a0cria uma narrativa<\/span><\/span>\u00a0<span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">de que se opor aos seus ataques e governos necessariamente fortalece a extrema-direita,\u00a0como se Temer n\u00e3o tivesse sido aliado e governado com o PT, se Crivela n\u00e3o tivesse sido Ministro do governo do PT\/PMDB, se o PP n\u00e3o fosse de sua base aliada, se os generais golpistas do Ex\u00e9rcito n\u00e3o tivessem ganho for\u00e7a nos governos Lula\/Dilma atrav\u00e9s da invas\u00e3o do Haiti liderando as tropas imperialistas da ONU. Tentam apagar\u00a0que foi o pr\u00f3prio partido de Lula que sistematicamente encheu os bolsos da burguesia e fortaleceu os setores mais reacion\u00e1rios da sociedade.\u00a0E hoje mesmo o pr\u00f3prio governo da frente ampla nada faz para prender Bolsonaro, Michele, Heleno, ex-ministros, expropriar os donos da HAVAN e empres\u00e1rios golpistas ou punir a fundos os l\u00edderes da intentona bolsonarista de 8J.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na verdade, todo esse discurso se trata de um espantalho pol\u00edtico que tamb\u00e9m busca impedir o surgimento de qualquer alternativa de esquerda independente do PT e da burguesia.O PT deslegitima Junho porque pela primeira vez seu governo foi questionado por milh\u00f5es de pessoas nas ruas. N\u00e3o suportam o questionamento das massas nas ruas porque ele entra em contradi\u00e7\u00e3o com as regras do jogo da governabilidade burguesa. Criam essa narrativa porque n\u00e3o querem que exista nenhum processo independente que v\u00e1 al\u00e9m dos limites estabelecidos pelas suas pol\u00edticas de governo, porque fingem solucionar as contradi\u00e7\u00f5es da realidade em seus gabinetes e acord\u00f5es com o centr\u00e3o de Lira ou mesmo setores do bolsonarismo como Tarc\u00edsio. No mais, trata-se de uma pol\u00edtica preventiva contra o descontentamento popular, j\u00e1 que hoje, com o arcabou\u00e7o fiscal e o marco temporal, por exemplo, s\u00f3 a luta nas ruas contra Lula-Alckmin, pode fazer frente aos ataques.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por que a esquerda deve reivindicar o legado de junho?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00f3s, revolucion\u00e1rios, entendemos que \u00e9 a classe trabalhadora \u00e9 quem deve definir os rumos da hist\u00f3ria, por meio da luta de classes, com seus m\u00e9todos de luta e democracia de base. Nesse sentido, Junho e a derrota do aumento da tarifa s\u00e3o uma grandiosa express\u00e3o do que \u00e9 poss\u00edvel ser feito quando o movimento de massas se coloca para jogo, de forma aut\u00f4noma em rela\u00e7\u00e3o aos governos e patr\u00f5es. Reivindicar o legado de Junho \u00e9 apostar na luta, como vem sendo feito na greve da educa\u00e7\u00e3o do RJ que est\u00e1 em curso, bem como nas demais mobiliza\u00e7\u00f5es e greves que certamente vir\u00e3o no pr\u00f3ximo per\u00edodo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No entanto, para al\u00e9m da reivindica\u00e7\u00e3o desse processo intenso da luta de classes, precisamos tamb\u00e9m um olhar cr\u00edtico para tirar conclus\u00f5es sobre os limites de junho: sem um programa de fundo que imponha a taxa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas, o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica aos banqueiros que hoje leva metade do or\u00e7amento do pa\u00eds, sem um enfrentamento direto que leve \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o da burguesia e a uma ruptura com o capitalismo que passe \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um Brasil socialista, de um governo dos trabalhadores sem os patr\u00f5es, o que for conquistado pode retroceder.\u00a0Sem construir um projeto de independ\u00eancia de classe, socialista revolucion\u00e1rio, a classe trabalhadora e a juventude n\u00e3o ter\u00e3o nenhum caminho positivo para se organizar e n\u00e3o haver\u00e1 alternativa para se contrapor a extrema direita que s\u00e3o oposi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por tudo isso, entendemos que reivindicar o legado de Junho passa tamb\u00e9m por seguirmos a luta contra a extrema direita, exigindo a pris\u00e3o de Bolsonaro e o fim da anistia que at\u00e9 o momento impera\u00a0 em rela\u00e7\u00e3o aos empres\u00e1rios que financiaram a tentativa de golpe no 8 de janeiro\u00a0e a alta c\u00fapula militar das For\u00e7as Armadas, PRF, PMs que a organizou. Exigindo\u00a0a revoga\u00e7\u00e3o das reformas da previd\u00eancia, trabalhista, novo ensino m\u00e9dio e da privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras. Ap\u00f3s 10 anos, as pautas levantadas por Junho, da tarifa, investimentos nos servi\u00e7os p\u00fablicos e contra a corrup\u00e7\u00e3o, se mant\u00e9m atuais e s\u00f3 a luta pode torn\u00e1-las realidade. Do governo Lula-Alckmin o que podemos esperar s\u00e3o pol\u00edticas como o arcabou\u00e7o fiscal, que manter\u00e1 a precariza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos para seguir destinando bilh\u00f5es de reais dos cofres p\u00fablicos para os grandes banqueiros e empres\u00e1rios.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00c9 para romper com esse sistema e dar uma solu\u00e7\u00e3o de fundo para a nossa classe que constru\u00edmos a CST, uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e internacionalista que leva a frente esse combate, e rompemos recentemente com o PSOL, j\u00e1 que nossa antiga legenda \u00e9 parte do governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes Lula-Alckmin. Batalhamos por um novo Junho, por uma nova rebeli\u00e3o da nossa da juventude e dos trabalhadores, pelo desenvolvimento da luta de classes, e chamamos voc\u00ea para se somar nesse projeto pol\u00edtico\u00a0socialista da esquerda revolucion\u00e1ria e independente.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\">\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">[1]\u00a0<a href=\"https:\/\/m.folha.uol.com.br\/opiniao\/2013\/06\/1294185-editorial-retomar-a-paulista.shtml?loggedpaywall\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/m.folha.uol.com.br\/opiniao\/2013\/06\/1294185-editorial-retomar-a-paulista.shtml?loggedpaywall<\/a>.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">[2]\u00a0<a href=\"https:\/\/m.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2013\/06\/1292474-haddad-defende-acao-da-pm-para-retirar-protestos-de-vias-em-sp.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/m.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2013\/06\/1292474-haddad-defende-acao-da-pm-para-retirar-protestos-de-vias-em-sp.shtml<\/a>.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">[3]\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ptbrasil\/status\/1668745057711828992\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/twitter.com\/ptbrasil\/status\/1668745057711828992<\/a>; mat\u00e9ria completa:\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.org.br\/focus-brasil-99-dez-anos-das-jornadas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pt.org.br\/focus-brasil-99-dez-anos-das-jornadas\/<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">[4]\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2013\/06\/tarso-genro-elogia-atuacao-de-pms-em-novo-protesto-em-porto-alegre.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2013\/06\/tarso-genro-elogia-atuacao-de-pms-em-novo-protesto-em-porto-alegre.html<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diego Vitello \u2013 Diretor do Sindicato dos Metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo\u00a0e da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da CST Manoel Sousa \u2013 Oposi\u00e7\u00e3o Municip\u00e1rios de Campinas-SP Esse m\u00eas, completamos 10 anos das Jornadas de Junho de 2013, maior processo de mobiliza\u00e7\u00e3o de massas do s\u00e9culo XXI no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10422,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47,5],"tags":[],"class_list":["post-10421","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-e-formacao-politica","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10421","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10421"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10421\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10422"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}