

	{"id":10549,"date":"2023-07-18T21:23:52","date_gmt":"2023-07-19T00:23:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=10549"},"modified":"2023-10-09T14:58:11","modified_gmt":"2023-10-09T17:58:11","slug":"sobre-o-pts-e-uma-homenagem-a-ernest-mandel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/07\/18\/sobre-o-pts-e-uma-homenagem-a-ernest-mandel\/","title":{"rendered":"Sobre o PTS e uma homenagem a Ernest Mandel"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Por Nicolas Nu\u00f1ez, da Izquierda Socialista Argentina<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Num texto publicado em Ideas de Izquierda, por ocasi\u00e3o dos 100 anos do nascimento de Ernest Mandel, o dirigente Christian Castillo, do PTS (Fracci\u00f3n Trotskista \u2013 CI) analisa criticamente a trajet\u00f3ria do hist\u00f3rico dirigente trotskista europeu. Esse texto d\u00e1 continuidade \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de Castillo num evento de homenagem a Mandel realizado em 30 de mar\u00e7o pelo Poder Popular, Marabunta e Economistas de Esquerda, do qual participaram outros militantes ligados historicamente ao dirigente trotskista belga.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Entretanto, o documento se omite sobre a quest\u00e3o essencial das posi\u00e7\u00f5es adotadas por Mandel e seu legado como dirigente, deixando sem resposta a pergunta: foi sempre correta essa trajet\u00f3ria militante de mais de meio s\u00e9culo? Ela levou a um avan\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios trotskistas ou se tratou de uma sequ\u00eancia de erros e capitula\u00e7\u00f5es ao revisionismo, cuja defini\u00e7\u00e3o clara se faz necess\u00e1ria para levar adiante a reconstru\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Trata-se, para Castillo, de que Mandel n\u00e3o teve respostas pol\u00edticas \u201c\u00e0 altura das circunst\u00e2ncias\u201d durante um per\u00edodo de sua trajet\u00f3ria ou, mais do que isto, de que essa trajet\u00f3ria foi marcada predominantemente por capitula\u00e7\u00f5es e a ruptura com o trotskismo e os pilares do marxismo revolucion\u00e1rio? No seu escrito, o dirigente do PTS n\u00e3o s\u00f3 deixa de tomar posi\u00e7\u00e3o diante destas quest\u00f5es, como tamb\u00e9m afirma que Mandel, dentre os dirigentes trotskistas do p\u00f3s-guerra, foi o que \u201cdesenvolveu a obra te\u00f3rica mais prol\u00edfica\u201d e que ele se sente mais pr\u00f3ximo dos escritos de Mandel do que os militantes do trotskismo oficial. Por outro lado, empurra sistematicamente para debaixo do tapete elementos centrais da trajet\u00f3ria da corrente mandeliana.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Sem nos estendermos demasiado sobre estas quest\u00f5es, queremos assinalar que a capitula\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica \u00e0s dire\u00e7\u00f5es reformistas e traidoras, a ren\u00fancia a construir organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas baseadas no centralismo democr\u00e1tico, a ren\u00fancia a lutar por um governo dos trabalhadores, al\u00e9m do equ\u00edvoco metodol\u00f3gico que foi embelezar o sistema capitalista em sua \u00e9poca de decad\u00eancia, obrigam nossa corrente morenista, representada pela Esquerda Socialista e a Unidade Internacional de Trabalhadores e Trabalhadoras \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI), a encarar o assunto de outra forma. A nosso ver, a reconstru\u00e7\u00e3o do movimento trotskista em n\u00edvel mundial requer uma delimita\u00e7\u00e3o n\u00edtida da obra desse que foi, ao longo de d\u00e9cadas, o principal dirigente do Secretariado Unificado, pois entendemos que, numa vis\u00e3o global, o seu legado \u00e9 respons\u00e1vel, at\u00e9 hoje, da ado\u00e7\u00e3o de linhas equivocadas para a constru\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Antes de passar \u00e0 pol\u00eamica com o texto de Castillo, cabe ressaltar que nossa corrente reconhece o peso intelectual e o compromisso militante de uma personalidade da estatura de Mandel. Trata-se de um dirigente que sofreu a persegui\u00e7\u00e3o nazista, tendo-lhe sido recusada a entrada em v\u00e1rios pa\u00edses, pessoalmente comprometido em diversos processos revolucion\u00e1rios e cuja importante contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica a partir de uma vis\u00e3o marxista teve ampla difus\u00e3o, inclusive fora do movimento trotskista.Os debates entre Nahuel Moreno e Mandel sempre se deram num clima de respeito, podendo-se afirmar que a pol\u00eamica entre o <em>morenismo<\/em> e o <em>mandelismo<\/em> foi aguda e, por momentos, \u00e1spera, mas sempre clara e fraterna, como se ver\u00e1 adiante. N\u00e3o \u00e9 o que ocorre, infelizmente, com as companheiras e os companheiros da dire\u00e7\u00e3o do PTS, que v\u00eam falsificando h\u00e1 trinta anos \u2013 e o fazem inclusive na resenha que ora criticamos \u2013 as posi\u00e7\u00f5es de Moreno, evitando responder \u00e0s quest\u00f5es realmente colocadas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No texto de 1973 intitulado \u201cUm documento escandaloso\u201d, onde polemiza com Mandel e que na milit\u00e2ncia do PSTU ficou conhecido como o Morenazo [1], o dirigente argentino come\u00e7ava por recuperar os ensinamentos de Trotski sobre como dirigir uma discuss\u00e3o pol\u00edtica, e lembra que a classe trabalhadora tem poucas horas para dedicar \u00e0 leitura e ao debate pol\u00edtico, e que portanto se deve passar logo \u201c\u00e0 avalia\u00e7\u00e3o concreta dos fatos e \u00e0s conclus\u00f5es pol\u00edticas\u201d, evitando dar voltas ao assunto[2]. Partindo deste crit\u00e9rio metodol\u00f3gico, nossa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 que, para o PTS, os aspectos principais e decisivos do posicionamento de Mandel s\u00e3o os apontados por Christian Castillo, a saber: a defini\u00e7\u00e3o de classe dos Estados em que a burguesia foi desapropriada no p\u00f3s-guerra; a caracteriza\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio dos anos 50, de um per\u00edodo de \u201cguerra-revolu\u00e7\u00e3o\u201d em que era iminente uma conflagra\u00e7\u00e3o mundial entre os EUA e a URSS; a defini\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-organizativa de um \u201centrismo sui generis\u201d que implicava a dissolu\u00e7\u00e3o no interior dos partidos comunistas e social-democratas; a defini\u00e7\u00e3o de uma nova etapa do capitalismo, caracterizada por uma nova expans\u00e3o das for\u00e7as produtivas. Em menor medida, Castillo tamb\u00e9m ressalta o apoio de Mandel \u00e0s derivas guerrilheiras da segunda metade dos anos 60 na AL e encara com relativa benevol\u00eancia o processo de reformas impulsionado por Gorbatchov nos \u00faltimos tempos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Finalmente, reivindica o sufr\u00e1gio universal e o parlamentarismo como instrumentos necess\u00e1rios de um \u201cEstado p\u00f3s-revolucion\u00e1rio\u201d. Com respeito a este \u00faltimo ponto e \u00e0 quest\u00e3o do entrismo, Castillo n\u00e3o deixar\u00e1 passar a ocasi\u00e3o de amalgamar posi\u00e7\u00f5es com as observa\u00e7\u00f5es de Nahuel Moreno para desfigurar o legado deste \u00faltimo, assunto que comentaremos no final do presente texto.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Uma s\u00e9rie de omiss\u00f5es<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na lista das diverg\u00eancias do PTS com o mandelismo, o que de sa\u00edda chama a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o as omiss\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O ponto central \u00e9 que Castillo n\u00e3o v\u00ea a necessidade de se definir quanto ao fato de Mandel, como principal dirigente da Quarta Internacional desde o p\u00f3s-guerra e, a partir de 1963, do SU da Quarta Internacional, ter encabe\u00e7ado, juntamente com Pablo, o setor do trotskismo que foi assumindo posi\u00e7\u00f5es cada vez mais revisionistas e oportunistas. A partir da\u00ed, foi tra\u00edda a revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria na Bol\u00edvia em 1952 com o apoio ao governo burgu\u00eas do MNR; ao mesmo tempo, a constru\u00e7\u00e3o dos partidos revolucion\u00e1rios foi preterida pelo apoio \u00e0s dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas de Mao e Fidel, levando \u00e0 crise da Quarta e \u00e0 sua divis\u00e3o j\u00e1 nos anos 50, com a consequente dispers\u00e3o do movimento trotskista, ainda n\u00e3o superada nos dias de hoje. O artigo em quest\u00e3o n\u00e3o menciona o papel decisivo de Mandel para a transforma\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional num mero agrupamento de tend\u00eancias sem debate nem coes\u00e3o program\u00e1tica, como resultado da estrat\u00e9gia que deixou de lado a constru\u00e7\u00e3o de partidos leninistas e privilegiou a constru\u00e7\u00e3o de partidos-movimentos \u201canticapitalistas\u201d amplos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Cabe lembrar que foi este te\u00f3rico do SU quem primeiro levantou a tese de que L\u00eanin e Trotski teriam ca\u00eddo no <em>substitucionismo<\/em> da classe trabalhadora, durante os \u201canos obscuros\u201d de sua interven\u00e7\u00e3o em 1920-21, com respeito ao papel central de dire\u00e7\u00e3o do Partido Bolchevique na defesa do processo revolucion\u00e1rio, fazendo eco \u00e0s recorrentes hip\u00f3teses revisionistas que responsabilizam o autor de <em>O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o<\/em> e o l\u00edder do Ex\u00e9rcito Vermelho pela posterior ascens\u00e3o de Stalin. Chama a aten\u00e7\u00e3o, em se tratando de uma corrente que se apresenta como profundamente preocupada pela vincula\u00e7\u00e3o entre o pol\u00edtico e o militar, que n\u00e3o haja nenhuma refer\u00eancia ao fato de que Mandel tenha repudiado as medidas pol\u00edtico-militares de preserva\u00e7\u00e3o do Estado sovi\u00e9tico defendidas por L\u00eanin e Trotski[4].<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Pois bem, queremos ressaltar que, no p\u00f3lo oposto ao revisionismo mandeliano, Trotski nos deixou assinalamentos determinantes, como nesta passagem de <em>Ditadura e revolu\u00e7\u00e3o<\/em>, de 1937:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>A ditadura revolucion\u00e1ria de um partido prolet\u00e1rio n\u00e3o \u00e9, a meu ver, algo que se pode aceitar ou rejeitar livremente: \u00e9 uma necessidade objetiva imposta pela realidade social da luta de classes, a heterogeneidade da classe revolucion\u00e1ria, a necessidade de uma vanguarda revolucion\u00e1ria selecionada com o objetivo de garantir a vit\u00f3ria.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Pode-se dizer que a constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de Mandel, desde o seu texto de 1977 intitulado <em>Democracia Socialista e ditadura do proletariado<\/em>, enterrou em boa parte essas claras defini\u00e7\u00f5es trotskistas ao mesmo tempo em que desestimava o papel do partido, exaltando as liberdades burguesas no marco do eurocomunismo[5], tend\u00eancia dos partidos comunistas que rejeitou n\u00e3o apenas a burocracia estalinista mas tamb\u00e9m, globalmente, a perspectiva revolucion\u00e1ria. Tampouco este aspecto \u00e9 mencionado no texto de Castillo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O trabalho de Nahuel Moreno, <em>A ditadura revolucion\u00e1ria do proletariado<\/em>[6], constituiu a resposta principista de nossa corrente a esse desvio do SU dirigido por Mandel e foi o documento com o qual polemizamos no XI Congresso da Quarta Internacional, em 1979. Mas aqui se interp\u00f5e mais um dos fatos omitidos pelo PTS.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Efetivamente, no texto de Castillo a rela\u00e7\u00e3o do mandelismo com as correntes traidoras reformistas, estalinistas e pequeno-burguesas est\u00e1 caracterizada como mera \u201cgera\u00e7\u00e3o de expectativas\u201d ou \u201cembelezamento\u201d. O fato \u00e9, no entanto, que o mandelismo foi muito mais longe. No caso da Nicar\u00e1gua a que nos referimos, Mandel apoiou o governo burgu\u00eas do sandinismo com a oposi\u00e7\u00e3o anti-somozista de Violeta Chamorro e Alfonso Robelo de julho de 1979. Como assinala o dirigente do PTS em nota ao p\u00e9 do seu texto, Mandel caracterizou esse governo como um \u201cgoverno oper\u00e1rio\u201d e, mais do que isto, apoiou Ortega quando este ordenou o encarceramento e expuls\u00e3o dos militantes, trotskistas ou n\u00e3o, da Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar, mobilizada pelo morenismo, a qual, tendo combatido contra o ex\u00e9rcito de Somoza, havia iniciado um processo exemplar de organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria independente do governo da dire\u00e7\u00e3o sandinista com a burguesia. Diante desta flagrante viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios revolucion\u00e1rios, a corrente morenista retirou-se da Quarta Internacional, enquanto, por seu lado, o mencionado XI Congresso ratificou o apoio ao governo burgu\u00eas de Ortega com os empres\u00e1rios e a expuls\u00e3o da Brigada[7]. Tampouco \u00e9 mencionado pelo PTS que Mandel, o dirigente que criticava Trotski para defender que num processo revolucion\u00e1rio se deveria garantir a plena liberdade pol\u00edtica (inclusive para a burguesia), n\u00e3o viu contradi\u00e7\u00e3o entre essa posi\u00e7\u00e3o e o apoio \u00e0 repress\u00e3o e expuls\u00e3o dos militantes trotskistas que lutaram na Nicar\u00e1gua. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, perguntamos a esta altura, esclarecer as novas gera\u00e7\u00f5es do movimento trotskista que o seu dirigente mais em evid\u00eancia ap\u00f3s a morte de Trotski achou correto um governo burgu\u00eas reprimir e expulsar militantes que impulsionavam a organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora no marco de um processo revolucion\u00e1rio?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A homenagem do PTS a Mandel tamb\u00e9m omite a trai\u00e7\u00e3o contra a Revolu\u00e7\u00e3o Boliviana de 1952, quando Mandel e Michel Pablo se posicionaram politicamente pelo apoio ao governo burgu\u00eas de Paz Estenssoro. Isto se deu no marco de um processo de luta em que o trotskismo, que participava da dire\u00e7\u00e3o da COB, estava bem implantado nas massas e podia influenciar o curso dos acontecimentos, tendo os trabalhadores destru\u00eddo o ex\u00e9rcito burgu\u00eas de armas na m\u00e3o e quando a palavra de ordem era \u201cTodo o poder \u00e0 COB-Central Oper\u00e1ria Boliviana!\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>N\u00e3o \u00e9 o caso de ensinar aos que se aproximam de um trotskismo ainda minorit\u00e1rio que o trotskismo foi uma for\u00e7a importante numa das revolu\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias mais potentes deste continente, mas acabou exercendo um papel lament\u00e1vel sob a responsabilidade de dirigentes como Mandel e Pablo?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em suma, Castilho critica corretamente o apoio de Mandel, nos anos 60\/70, \u00e0 proposta de estender a t\u00e1tica de guerra de guerrilhas a toda a Am\u00e9rica Latina, mas n\u00e3o aponta o v\u00ednculo entre esse e outros desvios de Mandel e dos mandelianos, cuja hist\u00f3ria tem consistido, at\u00e9 os dias atuais, em seguir as preocupa\u00e7\u00f5es de setores de vanguarda e capitular \u00e0s dire\u00e7\u00f5es reformistas ou contrarrevolucion\u00e1rias do momento. Que se trate de Tito, Mao, Fidel Castro ou das dire\u00e7\u00f5es pr\u00f3-guerrilheiras nos anos 60\/70, zapatistas em 1995, lulistas ou chavistas de 2000 em diante, todas elas sempre tiveram, onde quer que fosse, o apoio de alguma organiza\u00e7\u00e3o mandeliana. A pr\u00f3pria mudan\u00e7a de rumo anti-leninista representada por partidos amplos, que inspirou diretamente Mandel no final de sua vida, impregnou e fez parte dessa onda de impressionismo que n\u00e3o cessou de buscar atalhos para chegar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios, contrariamente aos ensinamentos de L\u00eanin e Trotski. Isto dizendo, reconhecemos a necessidade de desenvolver t\u00e1ticas espec\u00edficas de unidade e enfrentamento com essas correntes, como o fez o morenismo ao longo de sua hist\u00f3ria, mas via de regra com o objetivo de desmascar\u00e1-las e n\u00e3o de lhes dar apoio pol\u00edtico. Por isto, chamamos a aten\u00e7\u00e3o para a omiss\u00e3o do PTS ao n\u00e3o mencionar essa s\u00e9rie de capitula\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, ao silenciar sobre a participa\u00e7\u00e3o de uma das se\u00e7\u00f5es da QI mandeliana no primeiro governo de Lula, quando aceitou a pasta do Desenvolvimento Agr\u00e1rio em 2002.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>A import\u00e2ncia dos debate sobre as for\u00e7as produtivas<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em seu artigo, Castillo assinala que Mandel evoluiu progressivamente para a defini\u00e7\u00e3o de uma nova fase de desenvolvimento do capitalismo, caracterizada como <em>neocapitalismo<\/em> ou <em>capitalismo tardio<\/em>. Esta caracteriza\u00e7\u00e3o ultrapassou o marco do movimento trotskista, sendo adotada por influentes te\u00f3ricos do marxismo acad\u00eamico, como Fredric Jameson, que definiu sinteticamente o <em>p\u00f3s-modernismo<\/em> como <em>a l\u00f3gica cultural do capitalismo tardio<\/em>. Para n\u00e3o nos estendermos demasiado nessa pol\u00eamica, abordaremos o debate sobre a nova etapa do capitalismo apenas no que diz respeito ao seu aspecto central: uma concep\u00e7\u00e3o revisionista economicista e tecnicista das for\u00e7as produtivas, que levou Mandel a considerar equivocada a caracteriza\u00e7\u00e3o do Programa de Transi\u00e7\u00e3o segundo a qual haveria uma estagna\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas. Como j\u00e1 assinalado no \u201cMorena\u00e7o\u201d, isto implica uma enorme diferen\u00e7a nas defini\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e nas linhas de a\u00e7\u00e3o voltadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ainda que Castillo sustente que, para a sua corrente, o crescimento das for\u00e7as produtivas identificado por Mandel deve ser relativizado \u2013 h\u00e1 bastante tempo que o PTS prop\u00f5e a no\u00e7\u00e3o de <em>desenvolvimento parcial das for\u00e7as produtivas<\/em> \u2013 concretamente se situa, de fato, mais pr\u00f3ximo de Mandel, afastando-se de Trotski e dos quatro primeiros congressos da Terceira Internacional, pois ao tomar como par\u00e2metro central o crescimento das pot\u00eancias imperialistas(8) expresso no PIB, vem a coincidir essencialmente com uma concep\u00e7\u00e3o economicista das for\u00e7as produtivas. Diversamente, Marx, Trotski e Moreno partem da realidade quando levam em conta as condi\u00e7\u00f5es concretas de exist\u00eancia das pessoas e dos povos, as quais, obviamente, s\u00f3 t\u00eam piorado, tal como vimos mencionando e j\u00e1 era assinalado por Moreno nos anos Sessenta e Setenta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Trata-se de uma quest\u00e3o importante porque, a nosso ver, \u00e9 a que mais claramente representa a concep\u00e7\u00e3o marxista segundo a qual \u00e9 a classe trabalhadora a principal for\u00e7a produtiva. Assim, a evolu\u00e7\u00e3o desta vari\u00e1vel, ou seja, das condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores, n\u00e3o \u00e9 apenas mais um dado para os relat\u00f3rios da ONU e do Banco Mundial, sen\u00e3o que sinaliza estrategicamente se estamos vivendo uma \u00e9poca revolucion\u00e1ria (com a sua correspondente instabilidade e a decad\u00eancia do regime de produ\u00e7\u00e3o vigente, que impossibilita a concess\u00e3o de melhoras estruturais \u00e0s maiorias trabalhadoras) ou reformista, caracterizada por um crescimento gradual e controlado e a cess\u00e3o de alguns benef\u00edcios \u00e0s massas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Resumindo, diremos que a concep\u00e7\u00e3o mandeliana do desenvolvimento das for\u00e7as produtivas dentro do capitalismo deixa sem material o Programa de Transi\u00e7\u00e3o e a alternativa \u201cSocialismo ou Barb\u00e1rie\u201d, e corresponde a uma defini\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que, dando primazia ao aumento do consumo e n\u00e3o \u00e0 carestia de vida, coloca como eixo central o debate ideol\u00f3gico voltado para a vanguarda. A concep\u00e7\u00e3o trotskista e morenista, ao contr\u00e1rio entende que a decanta\u00e7\u00e3o do capitalismo implica um processo de mis\u00e9ria crescente e que, portanto, o eixo central deve ser a constru\u00e7\u00e3o dos partidos revolucion\u00e1rios trotskistas para a a\u00e7\u00e3o, juntamente com o avan\u00e7o da mobiliza\u00e7\u00e3o das massas para vincular a luta por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e0 batalha pelo governo dos trabalhadores, tratando de ganhar a vanguarda para impulsionar essa tarefa com o partido revolucion\u00e1rio. Castillo tamb\u00e9m deixa de tomar posi\u00e7\u00e3o sobre o grau de sua afinidade com os escritos de Mandel no que se refere \u00e0 concep\u00e7\u00e3o mandeliana do trabalho com a classe trabalhadora e o fen\u00f4meno da vanguarda, e o abandono estrat\u00e9gico da constru\u00e7\u00e3o de partidos trotskistas durante mais de meio s\u00e9culo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Mas cabe assinalar, em suma, que as for\u00e7as produtivas t\u00eam um terceiro pilar, que \u00e9 natureza, al\u00e9m do fator humano e da t\u00e9cnica. O pr\u00f3prio Marx apontou para a transforma\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas em \u201c<em>for\u00e7as destrutivas<\/em>\u201d e a destrui\u00e7\u00e3o, por obra do capitalismo, das duas fontes de riqueza que s\u00e3o o trabalhador e a natureza(9). Seria anacr\u00f4nico fazer a cr\u00edtica das defini\u00e7\u00f5es mandelianas do capitalismo do p\u00f3s-guerra lan\u00e7ando m\u00e3o da evid\u00eancia cient\u00edfica atual. Mas o PTS escreve num momento presente que \u2013 \u00e0 parte o negacionismo de neofascistas como Trump \u2013 conta n\u00e3o apenas com a evid\u00eancia emp\u00edrica dos rumos da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e ambiental a que nos leva o capitalismo, mas tamb\u00e9m com as advert\u00eancias provenientes dos meios cient\u00edficos relativas ao momento em que se d\u00e1 o salto qualitativo da destrui\u00e7\u00e3o ambiental(10), ou seja, o <em>boom<\/em> do p\u00f3s-guerra, que Mandel e o PTS caracterizam precisamente como sendo de desenvolvimento parcial ou \u201ccrescimento relativo\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Continuar sustentando uma defini\u00e7\u00e3o de for\u00e7as produtivas com base no aumento do PIB, quando o capitalismo imperialista, com sua l\u00f3gica de acumula\u00e7\u00e3o permanente, bem pode \u201c<em>crescer<\/em>\u201d \u00e0 custa do risco de extin\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria humanidade, significa demolir a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica desta categoria como \u00edndice da \u00e9poca hist\u00f3rica em que se desenvolve a luta de classes. O pouco caso do PTS em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os de mobiliza\u00e7\u00e3o socioambiental talvez se explique por lhe faltar uma compreens\u00e3o marxista da dimens\u00e3o do problema ambiental para o pensamento estrat\u00e9gico revolucion\u00e1rio. Mas cabe dizer a esta altura que Mandel, apesar da sua defini\u00e7\u00e3o economicista das for\u00e7as produtivas, n\u00e3o deixou de iniciar, no Secretariado Unificado, uma elabora\u00e7\u00e3o que serviu de embasamento para a tend\u00eancia <em>ecosocialista<\/em>, cuja apari\u00e7\u00e3o e desenvolvimento se deram, como n\u00e3o podia deixar de ser, com as limita\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas da sua corrente, ou seja, desvinculando as tarefas da luta contra a destrui\u00e7\u00e3o ambiental da batalha por governos de trabalhadores e a constru\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios(11).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Uma vez mais sobre o \u201cobjetivismo\u201d e a \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em seu artigo, Castillo afirma que o \u201cobjetivismo\u201d teria sido um dos problemas metodol\u00f3gicos n\u00e3o s\u00f3 da obra de Mandel, mas tamb\u00e9m de \u201cgrande parte dos dirigentes e correntes do trotskismo do p\u00f3s-guerra\u201d. Trata-se aqui, como se podia esperar do PTS, de uma cr\u00edtica que amalgama coisas diferentes, uma vez que tamb\u00e9m implica as posi\u00e7\u00f5es de Moreno.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Se por tal <em>objetivismo<\/em> se compreende um desenvolvimento te\u00f3rico que toma um elemento objetivo (isto \u00e9, a base econ\u00f4mica, tecnol\u00f3gica ou outro fundamento material) para lhe atribuir o dom de determinar mecanicamente os fen\u00f4menos superestruturais e pol\u00edticos, ou o pr\u00f3prio desenvolvimento hist\u00f3rico, podemos dizer que Ernest Mandel, em mais de uma ocasi\u00e3o, enveredou efetivamente por esse caminho. Partindo das tarefas de desapropria\u00e7\u00e3o da burguesia levadas a cabo em distintos pa\u00edses, o mandelianismo deduziu o car\u00e1ter revolucion\u00e1rio de dirigentes como Tito, Mao e Fidel Castro; paralelamente, revisando todas as posi\u00e7\u00f5es de Trotski, partiu da base social dos estados oper\u00e1rios, isto \u00e9, a propriedade estatal dos meios de produ\u00e7\u00e3o, para negar o car\u00e1ter restauracionista da burocracia sovi\u00e9tica(12) \u2013 algo que tampouco vem a ser assinalado por Castillo. Dos conflitos entre o imperialismo ianque e a URSS deduziu que havia um estado de guerra iminente a justificar o \u201centrismo sui generis\u201d nos partidos comunistas e socialistas, na expectativa de que se poderiam transformar em dire\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias. Da expans\u00e3o econ\u00f4mica e do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico em certas \u00e1reas deduziu a retomada do crescimento das for\u00e7as produtivas sob o capitalismo imperialista. Finalmente, da superioridade num\u00e9rica e do car\u00e1ter historicamente progressista da classe trabalhadora, da <em>verdade<\/em> <em>inerente <\/em>ao programa revolucion\u00e1rio, deduziu que o sufr\u00e1gio universal seria uma ferramenta privilegiada do \u201dEstado p\u00f3s-revolucion\u00e1rio\u201d, elevando a defesa das liberdades burguesas ao n\u00edvel de imperativo categ\u00f3rico-moral, acima das condi\u00e7\u00f5es reais da luta de classes nas situa\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O problema da confus\u00e3o e das falsifica\u00e7\u00f5es do PTS \u00e9 que, em todos esses debates hist\u00f3ricos, a posi\u00e7\u00e3o e o m\u00e9todo do morenismo sempre foram o oposto. Vejamos, a seguir, dois exemplos da confus\u00e3o que faz o PTS no seu artigo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Uma coisa \u00e9 a breve experi\u00eancia morenista de entrismo nas organiza\u00e7\u00f5es sindicais peronistas, que durou entre 2 e 3 anos e se deu no marco de um movimento pol\u00edtico burgu\u00eas proscrito que n\u00e3o tinha nenhuma centraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, de modo que a t\u00e1tica de aproxima\u00e7\u00e3o com a classe oper\u00e1ria peronista p\u00f4de ser aplicada sem que se tivesse de adotar nenhuma defini\u00e7\u00e3o pol\u00edtica imposta pela hierarquia peronista, ou mesmo por Juan Domingo Per\u00f3n, e sem deixar de editar publica\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias ou sustentar de modo independente a constru\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio partido revolucion\u00e1rio. Outra coisa foi, ao contr\u00e1rio, a dissolu\u00e7\u00e3o, ao longo de 18 anos, dos militantes trotskistas europeus nos partidos do estalinismo e da socialdemocracia, na esperan\u00e7a de que se tornariam revolucion\u00e1rios. Est\u00e1 claro, portanto, que o tra\u00e7o de igualdade que pretende colocar o PTS n\u00e3o resiste ao menor debate.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tampouco resiste a qualquer an\u00e1lise s\u00e9ria fazer um am\u00e1lgama entre a capitula\u00e7\u00e3o do mandelianismo ao eurocomunismo e o desenvolvimento do p\u00f3s-marxismo, de um lado, e, do outro, a caracteriza\u00e7\u00e3o do processo das ditaduras latino-americanas elaborada por Moreno. Por mais que o PTS, ao longo de 30 anos, tenha batido na tecla do \u201c<em>programa da revolu\u00e7\u00e3o<\/em> <em>democr\u00e1tica<\/em>\u201d como equivocado \u201cetapismo\u201d de Moreno, isto de fato n\u00e3o existiu e continuamos \u00e0 espera de que apresentem um s\u00f3 caso em que nossa corrente tenha apoiado qualquer governo burgu\u00eas, em algum lugar do mundo, como passo necess\u00e1rio ou \u201cetapa democr\u00e1tica\u201d da revolu\u00e7\u00e3o socialista(13). Embora n\u00e3o seja mencionado no artigo em quest\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio muito esfor\u00e7o para constatar, como mencionamos acima, que na pr\u00e1tica do mandelianismo \u00e9 que se verificou com frequ\u00eancia esse tipo de capitula\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em conclus\u00e3o, a impress\u00e3o resultante \u00e9 que o sectarismo, a virul\u00eancia e a deturpa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica das posi\u00e7\u00f5es de Nahuel Moreno pelo PTS s\u00e3o a outra face do oportunismo dessa organiza\u00e7\u00e3o ao abordar o legado mandeliano.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>1.<em>El Partido y la revoluci\u00f3n. <\/em>Editorial CeHUS. Dispon\u00edvel em http:\/\/www.nahuelmoreno.org\/escritos\/el-partido-y-la-revolucion-1973.pdf<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>2. Leon Trotski, \u201cCarta abierta al camarada Burnham\u201d, 1940. Dispon\u00edvel em http:\/\/marxists.org\/espanol\/trotski\/1940s\/edm4.htm<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>3. Sobre este debate ver Moreno, \u201cDos l\u00edneas frente a las masas bolivianas: la oportunista y la revolucionaria\u201d. Em <a href=\"https:\/\/nahuelmoreno.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Dos-lineas-frente-a-las-masas-bolivianas.pdf.\">https:\/\/nahuelmoreno.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Dos-lineas-frente-a-las-masas-bolivianas.pdf<\/a> . Sobre outras pol\u00eamicas deste per\u00edodo, ver tamb\u00e9m \u201cRuptura con el pablismo\u201d, em <a href=\"http:\/\/www.nahuelmoreno.org\/escritos\/Ruptura_con_el_pablismo-1953.pdf\">http:\/\/www.nahuelmoreno.org\/escritos\/Ruptura_con_el_pablismo-1953.pdf<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>4. Na realidade, surpreende menos vincular o artigo de Castillo com a obra <em>Estrategia socialista<\/em> <em>y arte militar<\/em>, de Emilio Albamonte e Mat\u00edas Maiello, tamb\u00e9m dirigentes do PTS, em cujas 600 p\u00e1ginas nenhuma trata do v\u00ednculo entre interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e militar na \u201c\u00fanica guerra conduzida por uma dire\u00e7\u00e3o socialista revolucion\u00e1ria: a defesa da Revolu\u00e7\u00e3o por parte das massas trabalhadoras e camponesas, o Ex\u00e9rcito Vermelho e o Partido Bolchevique. Nahuel Moreno o fez ao abordar, no texto acima citado, o papel de L\u00eanin e Trotski na guerra civil contra o Ex\u00e9rcito Branco apoiado pelas pot\u00eancias imperialistas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>5. V. \u201cCapitulaci\u00f3n al eurocomunismo\u201d, carta de Nahuel Moreno ao SU, 1977.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>6. \u201cLa ditadura revolucionaria del proletariado\u201d. Em <a href=\"https:\/\/www.nahuelmoreno.org\/escritos\/dictadura-revolucionaria-del-proletariado-1978.pdf\">https:\/\/www.nahuelmoreno.org\/escritos\/dictadura-revolucionaria-del-proletariado-1978.pdf<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>7. Sobre esta experi\u00eancia, v. La <em>Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar<\/em>, Ed. El Socialista, 2009.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>8. Ver Emilio Albamonte, <em>70 anos do Programa de Transi\u00e7\u00e3o<\/em>, onde tamb\u00e9m se percebe a universaliza\u00e7\u00e3o eurocentrista de Mandel sobre a quest\u00e3o da melhora parcial e transit\u00f3ria das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora nos pa\u00edses imperialistas, que, no entanto, n\u00e3o foi a realidade do conjunto dos trabalhadores em n\u00edvel mundial.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>9. \u201cPortanto, a produ\u00e7\u00e3o capitalista s\u00f3 consegue desenvolver a t\u00e9cnica e a combina\u00e7\u00e3o do processo social de produ\u00e7\u00e3o socavando ao mesmo tempo as duas fontes originais de toda a riqueza: a terra e o homem\u201d (Trad. livre da cit. em esp.). Tomo I de <em>O Capital<\/em>, cap\u00edtulo sobre a grande ind\u00fastria e a agricultura.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>10. Roberto Andr\u00e9s aborda o aspecto cient\u00edfico deste debate num artigo dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.eldiarioar.com\/sociedad\/bienvenidos-antropoceno-humanidad-estuvo-cerca-cambiar-geologica%201%208992597.html\">https:\/\/www.eldiarioar.com\/sociedad\/bienvenidos-antropoceno-humanidad-estuvo-cerca-cambiar-geologica 1 8992597.html<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>11. V. a respeito o documento da UIT-CI \u201cLa cat\u00e1strofe que nos amenaza y como combatirla\u201d. Em <a href=\"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2021\/12\/04\/la-catastrofe-que-nos-amenaza\/\">https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2021\/12\/04\/la-catastrofe-que-nos-amenaza\/<\/a> Tamb\u00e9m dispon\u00edvel em portugu\u00eas (Correspond\u00eancia Internacional, nov-dez. 2021).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>12. \u201cO centrismo burocr\u00e1tico se caracteriza pela s\u00edntese permanente de dois fatores contradit\u00f3rios: a preserva\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o-capitalista nos estados oper\u00e1rios e, ao mesmo tempo, a vontade de impedir a revolu\u00e7\u00e3o mundial\u201d (Trad. livre da cit. em esp.). Ernest Mandel, \u201cLa burocracia\u201d, 1969.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a><\/a> 13. V. o art. de Gabriel Schwerdt, \u201cPol\u00e9mica com la izquierda di\u00e1rio\/PTS: Nahuel Moreno fue el dirigente m\u00e1s importante del trotskismo latino-americano\u201d. Em <a href=\"https:\/\/izquierdasocialista.org.ar\/2020\/index.php\/blog\/elsocialista\/item\/16413-debate-con-la-izquierda-diario-pts-nahuel-moreno-fue-el-dirigente-mas-importante-del-trotskismo-latinoamericano\">https:\/\/izquierdasocialista.org.ar\/2020\/index.php\/blog\/elsocialista\/item\/16413-debate-con-la-izquierda-diario-pts-nahuel-moreno-fue-el-dirigente-mas-importante-del-trotskismo-latinoamericano<\/a> V. tamb\u00e9m Miguel Sorans, \u201cEl debate sobre la revoluci\u00f3n permanente y Nahuel Moreno\u201d, em <a href=\"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2022\/08\/16\/el-debate-sobre-la-revolucion-permanente-y-nahuel-moreno\/\">https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2022\/08\/16\/el-debate-sobre-la-revolucion-permanente-y-nahuel-moreno\/<\/a><\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nicolas Nu\u00f1ez, da Izquierda Socialista Argentina Num texto publicado em Ideas de Izquierda, por ocasi\u00e3o dos 100 anos do nascimento de Ernest Mandel, o dirigente Christian Castillo, do PTS (Fracci\u00f3n Trotskista \u2013 CI) analisa criticamente a trajet\u00f3ria do hist\u00f3rico dirigente trotskista europeu. 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