

	{"id":1096,"date":"2016-03-20T23:10:12","date_gmt":"2016-03-20T23:10:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=1096"},"modified":"2016-03-20T23:12:04","modified_gmt":"2016-03-20T23:12:04","slug":"rio-2016-olimpiadas-para-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2016\/03\/20\/rio-2016-olimpiadas-para-quem\/","title":{"rendered":"Rio 2016 | Olimp\u00edadas para quem?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Adolfo Santos (CST\/PSOL-RJ)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faltando menos de cinco meses para o in\u00edcio da Olimp\u00edada Rio 2016, poucos s\u00e3o os sinais na cidade sede de que est\u00e1 perto de come\u00e7ar o maior megaevento que se realiza a n\u00edvel mundial. O golpe de efeito calculado em 2007 e 2009, por Lula, Cabral, Paes e tantos outros pol\u00edticos, quando venderam a alma ao diabo para sediar a Copa 2014 e as Olimp\u00edadas 2016, n\u00e3o lhes serviu de muito. A expectativa destes pol\u00edticos era gerar uma grande simpatia ao redor destes eventos para capitalizar eleitoralmente e aproveitar as grandes obras para, em conluio com as empreiteiras, fazer polpudos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, a profunda crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica, que explode em meio de uma corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica escandalosa, geraram um cen\u00e1rio diferente. Hoje, o centro da aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa pelo ritmo das obras Ol\u00edmpicas, pelo interesse com os atletas que ir\u00e3o participar, nem pela quantidade de medalhas de ouro que poderemos obter. N\u00e3o \u201csomos todos ol\u00edmpicos\u201d como tenta fazer crer a campanha criada pela Globo para, no embalo emocional, ganhar audi\u00eancia para suas transmiss\u00f5es. S\u00e3o outras as preocupa\u00e7\u00f5es que concentram a aten\u00e7\u00e3o: a corrup\u00e7\u00e3o desenfreada, o descaso com a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a greve dos professores, a luta dos secundaristas, o desemprego, a alta da infla\u00e7\u00e3o, a luta contra os despejos, os sistem\u00e1ticos alagamentos por falta de obras p\u00fablicas. Esses problemas cobram dimens\u00e3o e se colocam por cima do suposto orgulho de pertencer \u00e0 \u201cCidade Ol\u00edmpica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o poderia ser diferente. A experi\u00eancia com a Copa 2014 com obras superfaturadas, algumas ainda inacabadas, com est\u00e1dios car\u00edssimos convertidos em verdadeiros elefantes brancos e sem o legado prometido, n\u00e3o deixam lugar para a euforia. A come\u00e7ar pelo or\u00e7amento. As Olimp\u00edadas repetem a hist\u00f3ria mentirosa de que as obras seriam financiadas majoritariamente pela iniciativa privada. O dossi\u00ea que apresentava a candidatura do Rio para sediar os Jogos Ol\u00edmpicos, calculava os custos do evento em R$ 28,8 bilh\u00f5es, hoje essa suma ascende aos R$ 39 bi e se estima que o custo final alcance os R$ 44,4 bilh\u00f5es sendo que, comprovadamente, a maior porcentagem desses gastos sair\u00e1 dos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabendo que a responsabilidade das obras de infraestrutura, est\u00e1dios e legados projetados para este megaevento, como o Porto Maravilha, est\u00e3o em m\u00e3os das empreiteiras investigadas na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, como a Odebrecht, OAS, Queiroz Galv\u00e3o, Andrade Gutierrez, Camargo Corr\u00eaa, Mendes J\u00fanior e Carioca, dever\u00edamos exigir uma imediata auditoria desses contratos para desvendar o verdadeiro custo dessas obras e quanto dinheiro pode ter sido desviado para a corrup\u00e7\u00e3o. Vejamos por exemplo as obras do Centro Ol\u00edmpico de T\u00eanis. Em dezembro de 2015, o prefeito Eduardo Paes inaugurou a obra, cujo custo total era de R$ 191 mi, declarando que apenas faltava 10% para sua conclus\u00e3o. Agora, por atrasos, acaba de romper o contrato com a construtora anterior e, sem licita\u00e7\u00e3o, acordou com a Volume Constru\u00e7\u00f5es a finaliza\u00e7\u00e3o da obra num valor de R$ 63,4 milh\u00f5es, ou seja, mais de 30% do valor total, sendo que em dezembro j\u00e1 estava 90% conclu\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m, como aconteceu no Mundial 2014, as Olimp\u00edadas, por exig\u00eancias do COI &#8211; Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional, gozar\u00e1 de isen\u00e7\u00f5es fiscais bilion\u00e1rias. Em seu blog, o jornalista esportivo Jos\u00e9 Cruz denuncia: \u201cOs Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016 ter\u00e3o isen\u00e7\u00e3o fiscal de cerca de R$ 3 bilh\u00f5es, praticamente 10% do rombo previsto para o Or\u00e7amento da Uni\u00e3o de 2016, na casa de R$ 30 bi. Segundo o portal Contas Abertas, a ren\u00fancia fiscal para a Olimp\u00edada \u00e9 maior do que o valor de isen\u00e7\u00e3o destinado ao programa Minha Casa, Minha Vida, que tem previs\u00e3o de R$ 662 milh\u00f5es para o pr\u00f3ximo ano\u201d. Este \u201cpresente\u201d, concedido ao COI e \u00e0s empresas a ele vinculadas foi estabelecido pela Lei 12.780 de 2013, votado por esse Congresso corrupto e aprovada pelo governo Dilma do PT\/PMDB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A popula\u00e7\u00e3o pobre e trabalhadora que se dane<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tampouco o legado prometido trar\u00e1 benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o pobre e trabalhadora. Orlando dos Santos Junior, professor do IPPUR (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional), da UFRJ, pesquisador do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles e um dos coordenadores de um extenso documento sobre o legado da Olimp\u00edada declarou: \u201cEsse Projeto Ol\u00edmpico est\u00e1, na verdade, a servi\u00e7o de um projeto de cidade excludente, na medida em que obras e interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas sem participa\u00e7\u00e3o popular, com favorecimento a grandes empreiteiras&#8230;\u201d Reiterou que os cariocas \u201c&#8230; est\u00e3o perdendo a oportunidade de promover uma cidade mais justa, mais integrada. Estamos muito distantes de promover uma Olimp\u00edada da integra\u00e7\u00e3o social e estamos efetivamente vendo uma pol\u00edtica de exclus\u00e3o social sendo implementada na cidade do Rio de Janeiro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, apesar da Carta Ol\u00edmpica estabelecer \u201co princ\u00edpio de n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o\u201d e respaldar a ideia de que os Jogos deixem um legado positivo \u00e0s cidades sedes, assim como obrig\u00e1-las, mediante um c\u00f3digo de conduta a respeitar os direitos humanos, esses princ\u00edpios n\u00e3o est\u00e3o sendo aplicados no Rio de Janeiro. Um dos maiores s\u00edmbolos desse desrespeito aos direitos humanos foi a remo\u00e7\u00e3o da Vila Aut\u00f3dromo. Com m\u00e9todos truculentos e covardes, o prefeito Eduardo Paes mandou cortar \u00e1gua e luz, demolir casas, espancar mulheres e crian\u00e7as, expulsar moradores e acabar com a hist\u00f3ria de vida de dezenas de fam\u00edlias que ainda n\u00e3o foram indenizadas nem realocadas de forma a compensar os graves preju\u00edzos sofridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que refere \u00e0 seguran\u00e7a, o pesquisador Orlando dos Santos Junior denuncia \u201c&#8230; o Projeto Ol\u00edmpico est\u00e1 associado \u00e0 ideia de vender o Rio de Janeiro como uma cidade segura, [&#8230;] Mas na verdade, o projeto est\u00e1 associado a um processo de grande viol\u00eancia junto aos territ\u00f3rios populares, sobretudo aos jovens negros, que s\u00e3o as principais v\u00edtimas\u201d. O dossi\u00ea do Comit\u00ea Popular da Copa e Olimp\u00edadas RJ e do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles denuncia que \u201ca pol\u00edtica de seguran\u00e7a para a Olimp\u00edada de 2016 \u00e9 baseada na guerra, em extrema viol\u00eancia, na militariza\u00e7\u00e3o e no racismo. H\u00e1 uma pol\u00edtica de genoc\u00eddio, no sentido que a interven\u00e7\u00e3o nas favelas \u00e9 t\u00e3o violenta que est\u00e1 associada ao sistem\u00e1tico assassinato de jovens negros\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3pria secretaria de sa\u00fade do estado de Rio de Janeiro atesta estas den\u00fancias contra direitos elementares da popula\u00e7\u00e3o como demonstra a reportagem da jornalista Gabriela Saboia da CBN investigando a falta de medicamentos: \u201cA Secretaria de Estado de Sa\u00fade do Rio deixou de fornecer materiais para a Unidade de Pronto Atendimento de S\u00e3o Gon\u00e7alo, na Regi\u00e3o Metropolitana, para economizar para as Olimp\u00edadas de 2016. O bloqueio dos insumos \u00e9 revelado em documentos aos quais a CBN teve acesso com exclusividade. Em maio deste ano, o Instituto dos Lagos Rio, organiza\u00e7\u00e3o social que opera a UPA do bairro Jardim Catarina, solicitou \u00e0 secretaria de Sa\u00fade oito reanimadores ambulatoriais adultos, utilizados em pacientes com problemas respirat\u00f3rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O meio ambiente que se dane. Al\u00e9m de destruir parte de uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, com a constru\u00e7\u00e3o de um campo de golfe, para favorecer projetos imobili\u00e1rios ligados \u00e0s empreiteiras, acaba de ser anunciado que \u201cnenhum dos grandes projetos ambientais ligados \u00e0s Olimp\u00edadas ser\u00e1 conclu\u00eddo antes do in\u00edcio dos Jogos\u201d. A prefeitura do Rio de Janeiro n\u00e3o conseguiu cumprir o principal projeto a n\u00edvel ambiental: a despolui\u00e7\u00e3o da Ba\u00eda de Guanabara. Agora, abandonou o projeto de recupera\u00e7\u00e3o de rios cariocas anunciado como legado da Rio-2016 para a cidade, compromisso assumido no chamado caderno de encargos dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016. Em verdade, a execu\u00e7\u00e3o desses projetos ambientais prometidos ao COI (Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional) parou no final do ano passado, ap\u00f3s sucessivos atrasos. Por conta desses atrasos, a prefeitura do Rio rescindiu o contrato que mantinha com o cons\u00f3rcio formado por duas construtoras, a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia. Ambas est\u00e3o envolvidas em esquemas de corrup\u00e7\u00e3o apurados na Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. (Fonte: Vinicius Konchinski, UOL\/RJ 17\/03\/2016)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica do esporte amador que se dane. No esportivo tampouco vai ficar um legado para a popula\u00e7\u00e3o carioca usufruir a pratica do esporte ao alcance de todos. Ningu\u00e9m acredita que equipamentos esportivos como o Esta\u0301dio de Remo da Lagoa, o Campo de Golfe (Barra da Tijuca), o Parque Oli\u0301mpico (Barra da Tijuca), o Maracana\u0303, o Esta\u0301dio de atletismo Ce\u0301lio de Barros, o Parque Aqua\u0301tico Ju\u0301lio Delamare, e a Marina da Glo\u0301ria (Aterro do Flamengo) poder\u00e3o ser utilizados pela popula\u00e7\u00e3o em geral. Ficar\u00e3o longe do esp\u00edrito amador que deveriam inspirar as Olimp\u00edadas e que poderiam incorporar amplos sectores da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica do esporte. Em primeiro lugar porque a maior parte dessas obras, realizadas com financiamento p\u00fablico, ser\u00e3o privatizadas, como j\u00e1 ocorreu com o Maracan\u00e3, mas al\u00e9m disso, porque muitas dos equipamentos existentes foram demolidos. \u201cAssim, o esporte, ao inve\u0301s de ser um direito fundamental vinculado a\u0300 cultura, a\u0300 educac\u0327a\u0303o, a\u0300 sau\u0301de e ao acesso a\u0300 cidade, se transforma em um nego\u0301cio que beneficia grandes grupos empresariais. E usando a forc\u0327a simbo\u0301lica que o esporte tem, os governantes legitimam um projeto de cidade que gera especulac\u0327a\u0303o imobilia\u0301ria, entrega equipamentos pu\u0301blicos para grupos privados e promove desigualdades s\u00f3cio espaciais\u201d, denuncia o Dossi\u00ea sobre as Viola\u00e7\u00f5es ao Direito ao Esporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o vamos pagar a conta Ol\u00edmpica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa \u201cJogos Ol\u00edmpicos \u2013 percep\u00e7\u00e3o e engajamento\u201d, da Hello Research, divulgada no site HuffPost Brasil, mostra que a Olimp\u00edada do Rio de Janeiro parece n\u00e3o empolgar em nada o brasileiro. Faltando menos de 150 dias para a abertura do maior evento esportivo do planeta, apenas 24% se dizem animados com os Jogos. Al\u00e9m da falta de \u00e2nimo, para 82% dos entrevistados, o dinheiro investido nos Jogos Ol\u00edmpicos deveria ser empregado na solu\u00e7\u00e3o de problemas reais para ajudar a popula\u00e7\u00e3o. E 75% acredita em desvios de verbas p\u00fablicas nas obras. (Fonte: Eco-Debate)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa pesquisa demonstra que os grandes desafios do Brasil e do Rio de Janeiro n\u00e3o estar\u00e3o nas pistas de competi\u00e7\u00f5es Ol\u00edmpicas. Tudo indica que os principais eventos se dar\u00e3o nas ruas, na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, contra o ajuste econ\u00f4mico do governo, contra a epidemia de dengue, zika e chicungunya, por melhores servi\u00e7os p\u00fablicos na sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e transporte. Por\u00e9m, a Olimp\u00edada ir\u00e1 acontecer e temos que nos preparar para que o legado desse megaevento n\u00e3o seja s\u00f3 de d\u00edvidas e maior desigualdade. Temos que aproveitar para organizar a luta e denunciar os respons\u00e1veis desta cat\u00e1strofe: os governos federal, estadual e municipal. \u00c9 inconceb\u00edvel que num estado e num munic\u00edpio onde os professores e servidores p\u00fablicos n\u00e3o recebem seus sal\u00e1rios em dia, onde se cortam gastos com a merenda escolar, onde se param as pesquisas sobre o flagelo da zika por falta de recursos, se continue bancando um megaevento que n\u00e3o deixar\u00e1 benef\u00edcios \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A irresponsabilidade do governo est\u00e1 gerando um endividamento extra para a cidade, como explica a economista Sandra Quintela em entrevista ao site IHU: \u201cNo caso das Olimp\u00edadas, a cidade do Rio de Janeiro quadruplicou seu or\u00e7amento nesse \u00faltimo per\u00edodo, n\u00e3o a partir da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, mas por um processo de endividamento do munic\u00edpio.\u201d Al\u00e9m do desequil\u00edbrio financeiro, a economista cita o processo de privatiza\u00e7\u00e3o das cidades como sendo o resultado mais perverso do modo de conduzir a promo\u00e7\u00e3o desses eventos no pa\u00eds. \u201cA reorganiza\u00e7\u00e3o das metr\u00f3poles a partir desses megaeventos esportivos visa exatamente privilegiar a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a privatiza\u00e7\u00e3o da cidade em todas as dimens\u00f5es, por um processo brutal de exclus\u00e3o e gentrifica\u00e7\u00e3o* em nome da \u2018cidade produto\u2019, da \u2018cidade mercadoria\u2019, que precisa ser vendida como vitrine para esses eventos\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo isto, ser\u00e1 necess\u00e1rio abrir uma ampla investiga\u00e7\u00e3o sobre os contratos e os custos das obras realizadas para as Olimp\u00edadas pelas empreiteiras da Lava Jato junto aos partidos investigados por corrup\u00e7\u00e3o como o PT e o PMDB. Para tanto, ser\u00e1 necess\u00e1ria muita mobiliza\u00e7\u00e3o para pressionar e exigir a realiza\u00e7\u00e3o dessas investiga\u00e7\u00f5es e poder determinar os fatos de corrup\u00e7\u00e3o e os respons\u00e1veis e beneficiados dos mesmos para aplicar as puni\u00e7\u00f5es cab\u00edveis e demandar a devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro aos cofres p\u00fablicos. Desde j\u00e1 devemos exigir que se cortem todos os gastos oficiais para com os Jogos Ol\u00edmpicos e que se destine esse dinheiro para honrar os sal\u00e1rios atrasados dos professores e demais servidores p\u00fablicos do estado e da prefeitura. Que os gastos com as Olimp\u00edadas sejam assumidos pela iniciativa privada, tal como foi prometido. Ao final, n\u00e3o vamos pagar uma conta que n\u00e3o \u00e9 nossa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>*Gentrifica\u00e7\u00e3o:<\/em> o fen\u00f4meno que afeta uma regi\u00e3o ou bairro pela altera\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas da composi\u00e7\u00e3o do local, tal como novos pontos comerciais ou constru\u00e7\u00e3o de novos edif\u00edcios, valorizando a regi\u00e3o e afetando a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda local. Tal valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de um aumento de custos de bens e servi\u00e7os, dificultando a perman\u00eancia de antigos moradores de renda insuficiente para sua manuten\u00e7\u00e3o no local cuja realidade foi alterada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adolfo Santos (CST\/PSOL-RJ) Faltando menos de cinco meses para o in\u00edcio da Olimp\u00edada Rio 2016, poucos s\u00e3o os sinais na cidade sede de que est\u00e1 perto de come\u00e7ar o maior megaevento que se realiza a n\u00edvel mundial. 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