

	{"id":119,"date":"2012-04-04T17:44:00","date_gmt":"2012-04-04T17:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2012\/04\/04\/arquivoid-9154\/"},"modified":"2012-04-04T17:44:00","modified_gmt":"2012-04-04T17:44:00","slug":"arquivoid-9154","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2012\/04\/04\/arquivoid-9154\/","title":{"rendered":"Basta de massacres contra o povo! Abaixo a ditadura de Al Assad! N\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o imperialista!"},"content":{"rendered":"<p>Unidade Internacional dos Trabalhadores &#8211; UIT-QI | Tradu\u00e7\u00e3o: Pedro Henrique Tavares<\/p>\n<p>A ditadura criminosa de Bashar Al Saad segue massacrando o povo s\u00edrio sem complac\u00eancia. Mas n\u00e3o tem logrado \u00eaxito contra a rebeli\u00e3o popular que continua. As for\u00e7as armadas do regime bombardeiam as cidades e os povos que tem se levantado contra o ditador. O povo da cidade de Homs se enche de hero\u00edsmo resistindo durante meses ao cerco criminal e aos bombardeios. O mundo tem comparado o processo a outros massacres como o de Sarajevo, na antiga Iugosl\u00e1via. Foi preciso o combate de casa em casa para que as for\u00e7as do governo retirassem milhares de rebeldes.  Hoje a resist\u00eancia continua em cidades rebeldes como a prov\u00edncia de Ibid. Novos setores est\u00e3o se armando junto aos soldados desertores. Existem hoje combates no sub\u00farbio de Damasco, na capital do pa\u00eds. \u00c9 preciso rodear de solidariedade os rebeldes s\u00edrios para combater seu isolamento. <\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o popular come\u00e7ou em Mar\u00e7o de 2011 \u2013 como parte do processo de revolu\u00e7\u00e3o contra as ditaduras nos pa\u00edses \u00e1rabes, com reivindica\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e contra a desocupa\u00e7\u00e3o e a grave crise econ\u00f4mica que \u00e9 descarregada nas costas do povo.<br \/>\nInicialmente se tratavam de manifesta\u00e7\u00f5es pacificas que foram atacadas \u00e0 bala pela ditadura. Desertaram v\u00e1rios milhares de soldados que se uniram \u00e0 rebeli\u00e3o. Isto permitiu um incipiente armamento e que fez surgir o ESL, Ex\u00e9rcito S\u00edrio Livre. <\/p>\n<p>A S\u00edria \u00e9 um pa\u00eds \u00e1rabe de vinte milh\u00f5es de habitantes. A ditadura, tal qual em outros regimes \u00e1rabes, tem uma origem nacionalista, mas nos marcos do capitalismo e das ditaduras do partido \u00fanico (Baath) que governa desde 1963. Desde 1970 o pai do atual ditador Bashar AL Assad, assumiu o poder e falece no ano 2000. <\/p>\n<p>Em 1973 a S\u00edria foi invadida por Israel, pa\u00eds fronteiri\u00e7o, que mant\u00e9m ocupado at\u00e9 hoje a regi\u00e3o de Golan, parte do territ\u00f3rio s\u00edrio. Em 1982 as for\u00e7as do regime massacraram vinte mil mu\u00e7ulmanos que haviam come\u00e7ado a exigir mudan\u00e7as pol\u00edticas sob influencia da revolu\u00e7\u00e3o iraniana de 1979. Entretanto, Assad mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es estreitas com o regime teocr\u00e1tico isl\u00e2mico do Ir\u00e3. Tamb\u00e9m manteve rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, militares e comerciais com a ex Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, agora com a R\u00fassia capitalista. Apoiou as invas\u00f5es norte-americanas ao Iraque (pa\u00eds com quem mant\u00e9m fronteiras). <\/p>\n<p>O ditador Assad abandonou os princ\u00edpios econ\u00f4micos do nacionalismo \u00e1rabes e iniciou uma abertura econ\u00f4mica neoliberal com a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, atrav\u00e9s da privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais \u2013 bancos, energia el\u00e9trica, cimento, eletricidade e ind\u00fastria farmac\u00eautica, atrav\u00e9s do qual o cl\u00e3 dos Assad roubou grande parte dos bens p\u00fablicos, em parcerias com multinacionais. <\/p>\n<p>A pol\u00edtica do imperialismo \u00e9 similar a que teve com L\u00edbia e Kadaff. Mant\u00e9m boas rela\u00e7\u00f5es com a ditadura, at\u00e9 que as manifesta\u00e7\u00f5es se tornaram incontrol\u00e1veis. Simulam agora defender uma \u201csa\u00edda democr\u00e1tica\u201d para tentar ganhar simpatia e at\u00e9 mesmo uma aceita\u00e7\u00e3o popular para uma poss\u00edvel interven\u00e7\u00e3o militar que garanta o controle da situa\u00e7\u00e3o. A principio pressionaram Assad para fazer um poss\u00edvel acordo com a oposi\u00e7\u00e3o burguesa. Mas, como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um acordo para abater o \u00f3dio popular contra a ditadura, agora reivindicam, junto aos pa\u00edses \u00e1rabes, que Assad deixe o poder, torcendo por uma \u201ctroca de regime\u201d com o Conselho Nacional S\u00edrio \u2013 CNS, com o objetivo de estabelecer um novo governo pr\u00f3-imperialista. O CNS, que se diz representante do povo s\u00edrio, abriga grupos pr\u00f3-imperialistas liberais exilados e a Irmandade Mu\u00e7ulmana, mas n\u00e3o \u00e9 representativo da maior parte da resist\u00eancia de base, que se agrupa em \u201ccomiss\u00f5es de coordena\u00e7\u00f5es locais\u201d. O CNS prop\u00f4s um plano de transi\u00e7\u00e3o acordado com os setores militares do pr\u00f3prio regime. <\/p>\n<p>O conselho de Seguran\u00e7a da ONU recha\u00e7ou, por veto da R\u00fassia e China, uma resolu\u00e7\u00e3o que reclamava a sa\u00edda de Al Assad do poder. Os governos da R\u00fassia e China (do Partido Comunista) s\u00e3o um dos poucos pa\u00edses, juntamente com a Venezuela de Ch\u00e1vez, que vergonhosamente ap\u00f3iam a ditadura. Estados Unidos e seus s\u00f3cios da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia interv\u00eam agora atrav\u00e9s de um grupo de pa\u00edses autodenominados \u201camigos da S\u00edria\u201d, que inclui alguns pa\u00edses \u00e1rabes, embora at\u00e9 o momento descartando uma interven\u00e7\u00e3o militar direta como na L\u00edbia e falam de \u201cajuda humanit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Devemos exigir dos pa\u00edses \u00e1rabes que deixem de apoiar a interven\u00e7\u00e3o imperialista, devendo agora lutar para obter armas e volunt\u00e1rios para lutar ao lado dos insurgentes s\u00edrios. <\/p>\n<p>Denunciamos a pol\u00edtica hip\u00f3crita do imperialismo e tamb\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o do CNS que a incentiva. Mas a rebeli\u00e3o do povo s\u00edrio n\u00e3o foi \u201cinventada pelo imperialismo\u201d, como diria Ch\u00e1vez e algumas organiza\u00e7\u00f5es da esquerda. . O povo s\u00edrio se levantou exigindo trabalho, liberdade e o fim da ditadura, e est\u00e1 se armando para enfrentar a repress\u00e3o assassina de Al Assad e o expulsar do poder.  Queremos dizer fraternalmente ao her\u00f3ico povo da S\u00edria que somente um governo baseado em suas pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es insurgentes de base (como os comit\u00eas de coordena\u00e7\u00e3o local e organiza\u00e7\u00f5es sindicais e populares), o recha\u00e7o a interven\u00e7\u00e3o imperialista e a ruptura e expropria\u00e7\u00e3o do imperialismo e do cl\u00e3 Assad, pode levar a conquistar seus objetivos democr\u00e1ticos e sociais de fundo. <\/p>\n<p>Neste caminho a UIT-CI chama a mais ampla unidade e a\u00e7\u00e3o mundial, a todos os sindicatos, movimentos populares, correntes de esquerda, democr\u00e1ticas e antiimperialistas para parar o massacre e apoiar incondicionalmente a rebeli\u00e3o popular para derrubar a ditadura de Al Assad. Reclamamos aos governos a ruptura de rela\u00e7\u00f5es com a ditadura s\u00edria. Convocamos a repudiar todo o intento de interven\u00e7\u00e3o imperialista. Que os povos e a juventude dos pa\u00edses \u00e1rabes, especialmente do Egito, L\u00edbia e Tun\u00edsia, se movimentem para exigir de seus governos que enviem armas e volunt\u00e1rios ao povo rebelde s\u00edrio. <\/p>\n<p>Viva a rebeli\u00e3o popular s\u00edria!<\/p>\n<p>Abaixo a ditadura de Al Assad!<\/p>\n<p>Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Unidade Internacional dos Trabalhadores &#8211; UIT-QI | Tradu\u00e7\u00e3o: Pedro Henrique Tavares A ditadura criminosa de Bashar Al Saad segue massacrando o povo s\u00edrio sem complac\u00eancia. Mas n\u00e3o tem logrado \u00eaxito contra a rebeli\u00e3o popular que continua. 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