

	{"id":13276,"date":"2023-11-21T19:40:05","date_gmt":"2023-11-21T22:40:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=13276"},"modified":"2023-11-21T19:40:05","modified_gmt":"2023-11-21T22:40:05","slug":"25n-contra-a-violencia-patriarcal-e-a-opressao-imperialista-estamos-com-o-povo-e-as-mulheres-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/11\/21\/25n-contra-a-violencia-patriarcal-e-a-opressao-imperialista-estamos-com-o-povo-e-as-mulheres-da-palestina\/","title":{"rendered":"25N: Contra a viol\u00eancia patriarcal e a opress\u00e3o imperialista! Estamos com o povo e as mulheres da Palestina!"},"content":{"rendered":"<h6>por Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI)<\/h6>\n<p>No dia 25 de novembro de 1960, as irm\u00e3s Minerva, Patria e Mar\u00eda Teresa Mirabal foram brutalmente assassinadas na Rep\u00fablica Dominicana, por serem mulheres e atreverem-se a enfrentar a ditadura de Trujillo. Nesta data, n\u00f3s, mulheres do mundo, relembramos sua luta e nos mobilizamos contra a viol\u00eancia patriarcal e capitalista que nos assedia e mata em todo o mundo.<br \/>\nH\u00e1 um ano, as mulheres do Ir\u00e3 apontaram o caminho com seu grito de \u201cmulher, vida e liberdade\u201d, com uma mobiliza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em resposta ao assassinato da jovem Amini e contra o regime ditatorial. Mais recentemente, as mulheres do M\u00e9xico conseguiram a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto em todo o pa\u00eds, seguindo o caminho da Mar\u00e9 Verde na Argentina. As mulheres do Estado Espanhol se mobilizaram massivamente em defesa da jogadora da sele\u00e7\u00e3o de futebol, Jenni Hermoso, para denunciar a agress\u00e3o e o abuso de poder por parte do presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Futebol, Luis Rubiales. Na Nicar\u00e1gua, as companheiras seguem enfrentando a ditadura de Daniel Ortega, que prendeu e exilou dezenas de lutadores sociais. Semanas atr\u00e1s, as mulheres s\u00edrias protagonizaram jornadas de protestos contra a crise econ\u00f4mica e retomando o grito de liberdade e dignidade. No dia 24 de outubro, o movimento feminista da Isl\u00e2ndia convocou uma greve geral contra a viol\u00eancia machista e a desigualdade de g\u00eanero. Na Turquia, as mulheres e dissid\u00eancias est\u00e3o se organizando contra o plano do governo de mudar a constitui\u00e7\u00e3o e as pol\u00edticas de fortalecimento da fam\u00edlia que ignoram nossos direitos e liberdades. Sem d\u00favidas, e apesar da resposta reacion\u00e1ria e retr\u00f3grada que percorre o mundo, o movimento feminista segue na luta.<br \/>\nNeste 25N, dirigimos nossos olhares para a Palestina, para denunciar a ocupa\u00e7\u00e3o e o genoc\u00eddio que sofre o povo palestino h\u00e1 mais de 75 anos por parte do Estado sionista de Israel. Denunciamos particularmente a cumplicidade e o apoio do imperialismo ianque e europeu, que financiam e apoiam Israel como instrumento de interven\u00e7\u00e3o no Oriente M\u00e9dio. Recha\u00e7amos qualquer tentativa de apresentar Israel como \u201ca \u00fanica democracia do Oriente M\u00e9dio\u201d, pois ele aplica um regime de apartheid contra todo um povo. Desde o dia 7 de outubro, Israel j\u00e1 assassinou mais de 11 mil pessoas, al\u00e9m de ter deixado milhares de feridos e desaparecidos, das quais 70% s\u00e3o mulheres e crian\u00e7as. Como integrantes do movimento feminista, um movimento que luta contra a opress\u00e3o, expressamos nosso apoio \u00e0 luta e resist\u00eancia do povo palestino contra o colonizador. Estamos e estaremos sempre do lado das oprimidas em sua luta por liberta\u00e7\u00e3o. Mais do que nunca, resgatamos o car\u00e1ter internacionalista de nossa luta e damos um grito de solidariedade, em particular com as mulheres e crian\u00e7as, ainda mais vulner\u00e1veis.<br \/>\nNeste 25N tamb\u00e9m nos mobilizamos contra a impunidade e encobrimento dos governos que provocaram o recrudescimento da viol\u00eancia feminicida. Denunciamos que tenham preferido destinar maiores investimentos \u00e0s for\u00e7as armadas e ao pagamento das d\u00edvidas externas, em detrimento da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e programas p\u00fablicos de atendimento das v\u00edtimas de viol\u00eancia de g\u00eanero. N\u00f3s, mulheres e dissid\u00eancias, somos as pessoas mais precarizadas, as primeiras a serem demitidas em contextos de crise e \u00e9 sobre n\u00f3s que recai majoritariamente o ajuste que todos os governos aplicam contra a classe trabalhadora. Somos respons\u00e1veis pelos lares mais humildes e nos vemos na obriga\u00e7\u00e3o de migrar de nossos territ\u00f3rios com nossas filhas e filhos, \u00e0s vezes tendo de nos afastarmos de nossas fam\u00edlias.<br \/>\nMas, tamb\u00e9m, estamos na vanguarda das lutas contra as demiss\u00f5es, o ajuste, o saque dos recursos naturais e a polui\u00e7\u00e3o ambiental. Como ocorre no Panam\u00e1, onde as mulheres s\u00e3o parte ativa das mobiliza\u00e7\u00f5es contra uma mineradora multinacional que pretende saquear os recursos naturais do pa\u00eds, devastando e empobrecendo a popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCom a mobiliza\u00e7\u00e3o nas ruas e a organiza\u00e7\u00e3o independente, \u00e9 preciso fortalecer a luta em todo o mundo por nossos direitos: por aqueles que ainda nos faltam conquistar, mas tamb\u00e9m contra os ataques dos governos e dos setores conservadores aos nossos direitos j\u00e1 adquiridos h\u00e1 d\u00e9cadas. Tal \u00e9 o caso dos Estados Unidos e seu ataque ao direito ao aborto ou frente \u00e0 amea\u00e7a que significa o ultradireitista Milei, na Argentina.<br \/>\nDiante disso, n\u00f3s, da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI), convocamos a organiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es contra todos os governos que legitimam a viol\u00eancia patriarcal do sistema capitalista imperialista que afeta majoritariamente as mulheres e as dissid\u00eancias. Devemos conquistar cada um de nossos direitos, ao mesmo tempo em que seguimos lutando por uma sociedade sem opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, pela liberta\u00e7\u00e3o dos povos do mundo, por uma sociedade em que, como disse Rosa Luxemburgo, sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.<\/p>\n<p>Exigimos or\u00e7amento urgente para combater a viol\u00eancia machista e patriarcal.<\/p>\n<p>Nem um passo atr\u00e1s! Contra a rea\u00e7\u00e3o conservadora, seguimos nas ruas lutando por nossos direitos!<\/p>\n<p>Basta de genoc\u00eddio contra o povo palestino! Os governos do mundo s\u00e3o c\u00famplices e respons\u00e1veis. Ruptura de rela\u00e7\u00f5es com o Estado sionista de Israel. Por uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica em todo o seu territ\u00f3rio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Por um movimento feminista independente dos governos, que lute ao lado da classe trabalhadora, internacionalista e socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI) No dia 25 de novembro de 1960, as irm\u00e3s Minerva, Patria e Mar\u00eda Teresa Mirabal foram brutalmente assassinadas na Rep\u00fablica Dominicana, por serem mulheres e atreverem-se a enfrentar a ditadura de Trujillo. 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