

	{"id":134,"date":"2012-04-14T17:37:00","date_gmt":"2012-04-14T17:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2012\/04\/14\/arquivoid-9169\/"},"modified":"2012-04-14T17:37:00","modified_gmt":"2012-04-14T17:37:00","slug":"arquivoid-9169","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2012\/04\/14\/arquivoid-9169\/","title":{"rendered":"COMBATER A TRIPARTITE DA CONSTRU\u00c7\u00c3O CIVIL:"},"content":{"rendered":"<p>A dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da Csp-Conlutas (PSTU) novamente legitima armadilha do governo e dos patr\u00f5es | unidos pra lutar<\/p>\n<p>O ano de 2012 \u00e9 novamente marcado por greves. Nos canteiros de obra assistimos uma nova rebeli\u00e3o que paralisou milhares de oper\u00e1rios. Jirau, Santo Antonio, Belo Monte, Comperj s\u00e3o os maiores exemplos. S\u00e3o greves por sal\u00e1rio e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, marcadas pela indigna\u00e7\u00e3o das bases contra os burocratas sindicais.<\/p>\n<p>O governo Dilma, os Empres\u00e1rios e os dirigentes sindicais vendidos est\u00e3o desesperados porque n\u00e3o conseguem conter as lutas. Demitiram em Jirau, mandaram a for\u00e7a nacional para Belo Monte, mas nada det\u00e9m a for\u00e7a dos trabalhadores. Querem abafar a luta nos canteiros para garantir o cronograma das empreiteiras (doadoras de campanha) e utilizam as centrais pelegas para esse fim (CUT, CTB, For\u00e7a, CGTB, UGT, etc).<\/p>\n<p>Ano passado, ap\u00f3s a primeira rebeli\u00e3o em Jirau e as greves em in\u00fameras obras do PAC e da Copa, eles convocaram uma comiss\u00e3o tripartite (centrais sindicais, empresas e governo), para passar a id\u00e9ia de que medidas efetivas seriam tomadas. No entanto, o \u00fanico resultado pr\u00e1tico foi a demiss\u00e3o de mais de 4 mil oper\u00e1rios de Jirau. Ficou claro o car\u00e1ter anti-oper\u00e1rio desse f\u00f3rum, cujo respaldo foi dado pelas centrais participantes. Agora, passado um ano de suposta \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d, onde nada melhorou para os trabalhadores, e frente a uma nova onda de greves nas obras, eles apresentam um \u201ccompromisso nacional da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o\u201d com todo um palavreado de \u201cmelhorias\u201d sem nenhuma medida concreta. H\u00e1 uma s\u00e9rie de boas inten\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas no papel, para levar ao inferno efetivo do pacto social: governo, empres\u00e1rios e centrais est\u00e3o interessadas mesmo \u00e9 na \u201credu\u00e7\u00e3o dos conflitos\u201d. Da\u00ed a instala\u00e7\u00e3o de uma \u201cmesa nacional permanente\u201d do setor. Trata-se de repetir o filme que j\u00e1 assistimos nos dois mandatos de Lula, com a \u201cmesa de enrola\u00e7\u00e3o permanente\u201d dos servidores federais, setor que naquela \u00e9poca era a vanguarda de luta contra a pol\u00edtica de ajuste do PT. Assim a tripartite se prop\u00f5e a discutir tudo, para nada resolver sobre o aumento salarial e a pauta das greves.<\/p>\n<p>O que \u00e9 mais absurdo \u00e9 que em nenhum momento se consultou os oper\u00e1rios nos canteiros. Os novos lutadores que est\u00e3o surgindo e estimulam as greves, nunca foram considerados nem consultados!. A democracia oper\u00e1ria passa longe da tripartite e da \u201cmesa permanente\u201d. \u00c9 o pe\u00e3o de base que pega spray de pimenta na cara, que enfrenta a pol\u00edcia e coloca o emprego em risco quem deve falar sobre suas pautas. \u00c9 a comiss\u00e3o de base que deve negociar e tudo deve ser decidido em assembl\u00e9ia. E a tripartite \u00e9 o contr\u00e1rio disso, ela est\u00e1 fundamentada na concep\u00e7\u00e3o da reforma sindical e trabalhista, onde as centrais negociam em nome das categorias e da base.<\/p>\n<p>Desgra\u00e7adamente os companheiros da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da CSP-CONLUTAS (PSTU) decidiram voltar para a tripartite por resolu\u00e7\u00e3o de sua secretaria executiva nacional e v\u00e3o compor a \u201cmesa nacional\u201d da constru\u00e7\u00e3o civil. Os companheiros tinham se retirado da tripartite um m\u00eas depois das demiss\u00f5es do ano passado, mas parece que n\u00e3o tiraram nenhuma conclus\u00e3o daquele fato e do papel anti-oper\u00e1rio que joga esse f\u00f3rum. Trata-se de um erro que legitimar\u00e1 uma pol\u00edtica que n\u00e3o resolver\u00e1 a degradante situa\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, o arrocho salarial e a aus\u00eancia de direitos sociais impostas pelas empreiteiras e pelo governo Dilma.<\/p>\n<p>Os companheiros afirmam que v\u00e3o representar as greves e as lutas dos canteiros, no entanto nenhum oper\u00e1rio de Jirau, Belo Monte ou Comperj autorizou a CSP-CONLUTAS a negociar e participar nessa mesa traidora em nome dos trabalhadores em greve. O pior \u00e9 que esse discurso confunde os trabalhadores, pois passa a id\u00e9ia de que a tripartite \u00e9 um espa\u00e7o para ser \u201cdisputado\u201d. Mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade, \u00e9 um f\u00f3rum de engravatados onde a burocracia se sente bem e onde os grevistas s\u00e3o tratados como um problema a ser eliminado. N\u00e3o h\u00e1 lugar para os grevistas na tripartite, ele \u00e9 o espa\u00e7o da prepara\u00e7\u00e3o da derrota das greves e da coopta\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as. Ali\u00e1s \u00e9 bom que se diga que nenhum f\u00f3rum tripartite serviu aos trabalhadores: as c\u00e2maras setoriais do setor automobilistico nunca resolveram os problemas do metalurgicos da GM, por exemplo. Por isso toda a esquerda sindical sempre foi contra essa pol\u00edtica e nunca participou desses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>O que a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da CSP-CONLUTAS (PSTU) n\u00e3o diz \u00e9 o que mudou na tripartite, durante o \u00faltimo ano, para justificar seu retorno para o mesmo espa\u00e7o com o qual haviam rompido em 2011. Se naquele momento era errado permanecer na tripartite, muito pior \u00e9 agora retornar pra l\u00e1.<\/p>\n<p>A nova postura da CSP-CONLUTAS, participando desse espa\u00e7o, \u00e9 aplaudida pelo governo, ao ponto do Ministro Gilberto Carvalho, em discurso de lan\u00e7amento do \u201ccompromisso nacional\u201d, citar a import\u00e2ncia do retorno da Conlutas para a tripartite. Esse debate ganha mais import\u00e2ncia pelo fato de que alguns sindicatos da constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e3o filiados a CSP-CONLUTAS, o que lhes daria motivo para come\u00e7ar a batalhar para construir um pequeno polo alternativo, disputando a dire\u00e7\u00e3o das greves e combatendo a pol\u00edtica de pacto social do governo, empres\u00e1rios e das centrais pelegas. No entando, a defini\u00e7\u00e3o da Secret\u00e1ria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS impede essa batalha e a acaba sendo funcional a linha dos patr\u00f5es, do governo e da burocracia sindical porque d\u00e1 um verniz \u201cplural\u201d a esse f\u00f3rum. Trata-se de um claro giro \u00e0 direita da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da CONLUTAS (PSTU) em fun\u00e7\u00e3o, inclusive, de legalizar essa central e manter a mesma pol\u00edtica aparatista que gerou a ruptura do CONCLAT. N\u00e3o \u00e9 a toa que a CONLUTAS n\u00e3o lan\u00e7ou nenhuma nota ou campanha contra a corrup\u00e7\u00e3o de Lupi no Minist\u00e9rio do Trabalho. Por isso vendem a ilus\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o com o governo e os patr\u00f5es, feita de costas para os trabalhadores, ao inv\u00e9s de apoiar a negocia\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios grevistas.<\/p>\n<p>Mesmo ap\u00f3s a assinatura do acordo e da instala\u00e7\u00e3o da mesa nacional, as greves seguem ocorrendo. A tarefa imediata \u00e9 apoiar essas greves, esclarecer a todos os ativistas a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o e de um programa. Deve se privilegiar ouvir e\/ou conformar comiss\u00f5es de base de cada greve, em cada canteiro, ao inv\u00e9s de confiar numa formalidade assinada entre os que atacam e os que traem os trabalhadores. A bronca contra os pelegos e o arrocho salarial deve ser canalizada para desmascarar a pol\u00edtica de Dilma e do PT.<\/p>\n<p>A onda de greves nos canteiros j\u00e1 demonstrou que \u00e9 poss\u00edvel obter conquistas priorizando a mobiliza\u00e7\u00e3o, sem confiar nas centrais e sindicatos pelegos. Ou nos casos onde n\u00e3o se avan\u00e7ou economicamente, o conflito serve para forjar, lentamente, uma nova leva de lutadores. A Unidos Pra Lutar estar\u00e1 junto aos piquetes dos trabalhadores, se colocando como um ponto de apoio e de solidariedade aos novos ativistas para que as greves sejam vitoriosas e para ajudar a construir, pela base, uma nova dire\u00e7\u00e3o para o movimento oper\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n<p>Compromisso nacional da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o, dos sindicatos amigos do patr\u00e3o e do governo \u00e9 enrrola\u00e7\u00e3o! Nenhuma confian\u00e7a nas centrais que traem os trabalhadores! Abaixo a tripartite! Que a base decida! Que os grevistas negociem!<\/p>\n<p>COORDENA\u00c7\u00c3O NACIONAL DE UNIDOS PRA LUTAR<\/p>\n<p>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; 13\/04\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da Csp-Conlutas (PSTU) novamente legitima armadilha do governo e dos patr\u00f5es | unidos pra lutar O ano de 2012 \u00e9 novamente marcado por greves. 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