

	{"id":13491,"date":"2023-12-21T11:33:42","date_gmt":"2023-12-21T14:33:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=13491"},"modified":"2023-12-21T11:33:42","modified_gmt":"2023-12-21T14:33:42","slug":"milei-no-governo-ajuste-de-choque-contra-o-povo-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/12\/21\/milei-no-governo-ajuste-de-choque-contra-o-povo-trabalhador\/","title":{"rendered":"Milei no governo: Ajuste de choque contra o povo trabalhador"},"content":{"rendered":"<p>Por Ju\u00e1n Carlos Giordano, Esquerda Socialista\/FIT Unidade<\/p>\n<p>Apenas eleito, o ultradireitista Milei anunciou um brutal ajuste econ\u00f4mico. Confirmado por seu ministro Lu\u00eds Caputo, mentor da d\u00edvida e fiel servidor do FMI no governo Macri, o ajuste trar\u00e1 a combina\u00e7\u00e3o de estagna\u00e7\u00e3o e recess\u00e3o cujo preju\u00edzo, no dizer de Milei, ser\u00e1 pago pelo Estado argentino, o que na verdade significa que a conta recair\u00e1 sobre os trabalhadores, ficando sem efeito o discurso \u201canti casta\u201d empregado enganosamente durante a campanha.<\/p>\n<p>O novo pacto de governo envolve os mesmos pol\u00edticos de sempre, incluindo macristas e peronistas. Ap\u00f3s quarenta anos de governos patronais que se seguiram \u00e0 queda da ditadura e frente ao desastre de todos os governos anteriores, inclusive o \u00faltimo, do peronista Fern\u00e1ndez, quem agora assume \u00e9 a direita patronal, agente direto do FMI e do imperialismo norte-americano, que ter\u00e1 pela frente milh\u00f5es de pessoas empobrecidas, cujo desespero as levou a votar em Milei para p\u00f4r um basta \u00e0 heran\u00e7a desastrosa deixada por Fern\u00e1ndez, Cristina e Massa. Essas expectativas se chocar\u00e3o com a brutalidade do ajuste em curso.<\/p>\n<p>Ao assumir, Milei se apresentou com a mesma imagem de pol\u00edtico \u201cnovo e diferente\u201d que vendeu durante a campanha. Rodeado por Bolsonaro e o Rei da Espanha, em seu discurso voltado \u201cpara o povo\u201d, e n\u00e3o para os deputados, disse que \u00e9 o primeiro presidente liberal libert\u00e1rio da hist\u00f3ria e que foi votado para realizar uma mudan\u00e7a in\u00e9dita. Mas logo passou a vociferar a sua j\u00e1 anunciada receita de ajuste, algo perigoso para quem acaba de assumir sinalizando com decis\u00f5es contradit\u00f3rias e improvisadas, quer se trate da forma\u00e7\u00e3o do seu minist\u00e9rio, quer das suas propostas de governo.<\/p>\n<h6>Milei e Caputo jogam lenha na fogueira da crise social<\/h6>\n<p>Diz-se que ao falar da pior heran\u00e7a da hist\u00f3ria (aconselhado por Macri e Caputo) Milei buscava tranquilizar previamente seu eleitorado e evitar cr\u00edticas, diante do ajuste anunciado como \u201cdoloroso, inevit\u00e1vel, n\u00e3o gradual\u201d e do famoso refr\u00e3o \u201cn\u00e3o h\u00e1 dinheiro\u201d. Mas as suas primeiras medidas j\u00e1 est\u00e3o a balan\u00e7ar o barco. Pessoas que votaram nele revelam t\u00ea-lo feito \u201ccom medo, mas seduzidas pela ilus\u00e3o de uma mudan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A promessa de \u201cacabar com a infla\u00e7\u00e3o numa canetada\u201d mostrou-se falsa, na medida em que a \u201cliberdade dos pre\u00e7os\u201d tem acarretado aumentos dos alimentos de at\u00e9 100 por cento, o que se agravar\u00e1 ainda mais com a desvaloriza\u00e7\u00e3o que elevou a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar a 800 pesos, ou seja 118 por cento sobre o valor anterior.<\/p>\n<p>Os que remarcam os pre\u00e7os s\u00e3o os mesmos de sempre: Arcor, Coca Cola, Fargo, Danone, Johnson e outras empresas capitalistas que atuam com total impunidade nos setores de ponta, em posi\u00e7\u00e3o vantajosa dentro do chamado livre mercado, e que continuam se enriquecendo em cima das necessidades do povo.<\/p>\n<p>Em nome da \u201cliberdade de mercado\u201d o que h\u00e1 \u00e9 mais um cap\u00edtulo de aumento de pre\u00e7os e tarifas, licenciamentos, desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, aumento da d\u00edvida externa, privatiza\u00e7\u00f5es, reforma trabalhista, cortes de sal\u00e1rios e pens\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao declarar que o ajuste ser\u00e1 pago pelo Estado, Milei se volta precisamente contra os que votaram nele achando que n\u00e3o seriam prejudicados. Para Milei, o Estado s\u00e3o os sal\u00e1rios dos trabalhadores da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o, juntamente com as aposentadorias que est\u00e3o na mira de todos os governos capitalistas, para os quais tudo isto \u00e9 apenas \u201cdespesa\u201d. O ajuste prometido levar\u00e1 ao agravamento de uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 por si explosiva, aumentando a mis\u00e9ria e a pobreza extrema. Da\u00ed o sil\u00eancio dos seus ouvintes, quando disse que entre dezembro e fevereiro a infla\u00e7\u00e3o alcan\u00e7aria 40%.<\/p>\n<p>Sua promessa de que o ajuste n\u00e3o ser\u00e1 pago pelos particulares \u2013 e de que ser\u00e1 ainda maior do que exige o Fundo Monet\u00e1rio \u2013 significa claramente que ser\u00e3o beneficiados os grandes empres\u00e1rios, bancos, multinacionais e o pr\u00f3prio FMI. O argumento de que \u201cn\u00e3o h\u00e1 dinheiro\u201d s\u00f3 vale para o povo trabalhador, porque o governo continuar\u00e1 pagando bilh\u00f5es de d\u00f3lares da d\u00edvida usur\u00e1ria e fraudulenta, com vencimentos m\u00e9dios anuais de 15 bilh\u00f5es pelos pr\u00f3ximos dez anos. Essa pol\u00edtica de choque, com o desastre que acarretou, j\u00e1 foi vista nos anos 90 durante o governo peronista de Menen, que Milei considera uma refer\u00eancia. \u201cPassados trinta anos temos que continuar dizendo a mesma coisa\u201d, disse o Ministro do Interior Guillermo Franco. Entretanto, os resultados j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis.<\/p>\n<h6>Quanto tempo vai durar a lua de mel?<\/h6>\n<p>De um total de 257 deputados e 72 senadores, Milei tem somente 38 e 7, respectivamente. N\u00e3o tem nenhum aliado direto nas prefeituras nem nos governos provinciais, e carece de estrutura partid\u00e1ria. O apoio de Macri e de Patricia Bullrich, candidata derrotada no 1\u00ba turno, deu for\u00e7a \u00e0 sua candidatura e o ajudou a ganhar a elei\u00e7\u00e3o. Fala-se muito tamb\u00e9m do acordo que buscar\u00e1 com os blocos patronais no Congresso para fazer passar seu projeto de governo. O foco da expectativa n\u00e3o pode ser o Congresso dos patr\u00f5es, cujos pol\u00edticos sempre se acomodam com o governo de turno para dar encaminhamento \u00e0s reformas. O Parlamento s\u00f3 produz leis que favorecem os de cima, a menos que sejam impedidos pelas lutas do povo trabalhador, como ocorreu na rebeli\u00e3o popular de dezembro de 2017, que barrou o ataque de Macri contra as aposentadorias, e na onda verde do movimento das mulheres que conquistou a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto. A quest\u00e3o chave \u00e9 como reagir\u00e1 o \u201chumor social\u201d diante dessa facada, independentemente de que se trate ou n\u00e3o dos eleitores de Milei. Os coment\u00e1rios na imprensa j\u00e1 anunciam que Milei ter\u00e1 que se haver com uma maioria empobrecida e pouco disposta a suportar mais perdas. A grande patronal o apoia mas teme um \u201ctransbordamento social\u201d que venha de baixo. Ser\u00e1 decisivo o desfecho da poss\u00edvel \u201clua de mel\u201d dos cem primeiros dias do novo governo, diante de um ajuste que vir\u00e1 com repress\u00e3o, numa reedi\u00e7\u00e3o do que ocorreu com Macri e sua ministra-gendarme Patricia Bullrich.<\/p>\n<p>O discurso mano dura de Milei amea\u00e7a com corte de sal\u00e1rios os manifestantes que ocuparem as ruas: \u201cfora da lei, nada\u201d, proclama, referindo-se obviamente n\u00e3o aos delinquentes de colarinho branco mas aos que sa\u00edrem em protesto contra a sua pol\u00edtica. As expectativas populares dos que votaram nele se chocar\u00e3o com as consequ\u00eancias nefastas do ajuste, podendo-se prever um per\u00edodo muito convulsionado.<\/p>\n<h6>O peronismo da \u201cgovernabilidade\u201d e a cumplicidade da CGT<\/h6>\n<p>O desastre representado por Alberto Fern\u00e1ndez, Cristina Kirchner e o candidato derrotado Sergio Massa levou a que a insatisfa\u00e7\u00e3o popular buscasse equivocadamente uma variante da extrema direita. Comenta-se que agora o peronismo passar\u00e1 \u00e0 resist\u00eancia, mas de que resist\u00eancia se trata?<\/p>\n<p>Depois de abandonarem a milit\u00e2ncia, que fez uma campanha a plenos pulm\u00f5es para evitar o triunfo eleitoral de Milei e hoje, golpeada, v\u00ea que seus dirigentes lhe d\u00e3o r\u00e9dea solta, o que agora dizem os dirigentes e parlamentares peronistas \u00e9 o contr\u00e1rio dessa resist\u00eancia. \u201cN\u00e3o vamos criar obst\u00e1culos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do novo governo\u201d, disse o senador peronista Jos\u00e9 Mayans diante da vice de Milei, Victoria Villarruel, not\u00f3ria negacionista dos crimes da ditadura e defensora dos militares genocidas (Clar\u00edn, 1\/12). Por seu lado, Milei retribui dizendo que \u201cn\u00e3o veio para perseguir ningu\u00e9m nem para ajustar velhas contas\u201d, comemorando a concess\u00e3o de titularidade a La Libertad Avanza em ambas as c\u00e2maras do Congresso, por obra de Cristina Kirchner.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos e funcion\u00e1rios peronistas aceitam servir ao governo de Milei e assumem cargos no nova administra\u00e7\u00e3o (Minist\u00e9rio dos Transportes, Anses, Banco de la Naci\u00f3n), como \u00e9 o caso de Schiaretti \u2013 \u201cestamos aqui para ajudar\u201d, declarou. Tamb\u00e9m receberam credenciais Daniel Scioli (embaixador no Brasil); Flavia Roy\u00f3n (Minas); Leonardo Madcur (rela\u00e7\u00f5es com o FMI); Lisandro Catal\u00e1n (Secret\u00e1rio do Interior), corroborando a m\u00e1xima do embaixador norte-americano, que disse a Cristina: \u201c\u00e9 hora de deixar de lado os partidos e trabalhar juntos\u201d. No m\u00e1ximo, o peronismo seguir\u00e1 o que disse o banqueiro Carlos Heller, ex-titular da Comiss\u00e3o de Or\u00e7amento no governo peronista, que preconizou \u201cminimizar os danos das pol\u00edticas adotadas\u201d.<\/p>\n<p>A CGT, por seu lado, depois de dizer que n\u00e3o vai dar \u201cnem um passo atr\u00e1s\u201d, indicou, pela voz de v\u00e1rios de seus representantes, que \u201cningu\u00e9m vai provocar um conflito antes do tempo\u201d, e o dirigente da UPCN, Andr\u00e9s Rodr\u00edguez, instou a \u201cgarantir a governabilidade, n\u00e3o fazer ju\u00edzo pr\u00e9vio e se dispor a dialogar\u201d.<\/p>\n<p>O dirigente Pablo Moyano declarou que \u201ca CGT est\u00e1 comprometida com a defesa dos direitos dos trabalhadores\u201d (P\u00e1gina 12, 4\/12). Se \u00e9 assim, por que n\u00e3o defendeu os trabalhadores frente a um governo que, a servi\u00e7o do FMI, foi respons\u00e1vel por sal\u00e1rios de mis\u00e9ria e um aumento da pobreza em 45 por cento? Temos uma CGT que primou por n\u00e3o tomar nenhuma medida de luta em quatro anos de ajuste do \u00faltimo governo. O mesmo fez a CTA e o conjunto da traidora burocracia sindical, contribuindo para que se preparasse o clima que levou \u00e0 vit\u00f3ria de Milei.<\/p>\n<p>Junto com o sindicalismo combativo e a FIT Unidade, a Esquerda Socialista exige que esses dirigentes deixem de cumplicidade e convoquem assembleias e plen\u00e1rias de delegados para preparar a luta contra o ajuste anti oper\u00e1rio de Milei.<\/p>\n<h6>Para p\u00f4r um fim \u00e0 pobreza e \u00e0 decad\u00eancia \u00e9 necess\u00e1rio lutar, romper com o FMI e fortalecer a Frente de Esquerda<\/h6>\n<p>Independentemente das mudan\u00e7as de situa\u00e7\u00e3o, est\u00e1 claro que h\u00e1 um brutal ataque contra a classe trabalhadora e que o seu enfrentamento se dar\u00e1 com luta. Com um movimento oper\u00e1rio que n\u00e3o est\u00e1 derrotado e continua disposto a brigar, a perspectiva para 2024 \u00e9 de lutas e embates sociais, como se viu durante a rebeli\u00e3o popular em Jujuy contra a reforma constitucional do governador justicialista Gerardo Morales. Diante de uma patronal que j\u00e1 est\u00e1 a despedir pessoal e implantar planos de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria, como na Nissan-Renault e Mercedes Benz, a Plen\u00e1ria do Sindicalismo Combativo (PSC) exige que a crise seja paga pelos capitalistas, e n\u00e3o pelos trabalhadores. Para tanto, convocamos as organiza\u00e7\u00f5es sociais, a juventude e a esquerda \u00e0 marcha deste 20 de dezembro, anivers\u00e1rio do Argentinazo contra o governo de De la R\u00faa e o FMI, como primeira a\u00e7\u00e3o unificada contra o ajuste de Milei e Caputo e em defesa das liberdades democr\u00e1ticas e do direito de manifesta\u00e7\u00e3o. \u00c0s mentiras de Milei, que diz estar come\u00e7ando \u201cum per\u00edodo contra a decad\u00eancia\u201d e fala de uma \u201cluz ao fim do t\u00fanel\u201d apenas para depois do ajuste, respondemos que a decad\u00eancia, a pilhagem e a submiss\u00e3o ao FMI s\u00f3 terminar\u00e3o quando rompermos com essa ag\u00eancia imperialista, deixando de pagar a d\u00edvida externa e implementando um plano econ\u00f4mico oper\u00e1rio e popular, como sustentamos ao longo deste ano eleitoral e nas lutas de que participamos na Frente de Esquerda Unidade. O coroamento dessas lutas ser\u00e1 um governo do povo trabalhador, um governo da esquerda numa Argentina dos trabalhadores e trabalhadoras, socialista e amplamente democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Para esta luta, fazendo eco ao chamado de nosso combativo dirigente Rub\u00e9n \u201cPollo\u201d Sobrero, convocamos os lutadores, em especial a valiosa milit\u00e2ncia peronista \u00e0 qual nos juntamos para impedir a vit\u00f3ria de Milei, a se somarem \u00e0 Esquerda Socialista para fortalecer a Frente de Esquerda Unidade, \u00fanica alternativa pol\u00edtica que tem enfrentado os governos de turno, agora na primeira fila contra o ultradireitista Milei e seu \u201cplano motosserra\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ju\u00e1n Carlos Giordano, Esquerda Socialista\/FIT Unidade Apenas eleito, o ultradireitista Milei anunciou um brutal ajuste econ\u00f4mico. 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