

	{"id":13716,"date":"2024-01-25T22:31:33","date_gmt":"2024-01-26T01:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=13716"},"modified":"2024-01-25T22:31:33","modified_gmt":"2024-01-26T01:31:33","slug":"argentina-greve-geral-deu-uma-contundente-resposta-ao-ajuste-de-milei-e-do-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/01\/25\/argentina-greve-geral-deu-uma-contundente-resposta-ao-ajuste-de-milei-e-do-fmi\/","title":{"rendered":"Argentina: greve geral deu uma contundente resposta ao ajuste de Milei e do FMI"},"content":{"rendered":"<p>por <strong>Izquierda Socialista<\/strong>, se\u00e7\u00e3o da UIT-QI na Argentina<\/p>\n<p><em>Milh\u00f5es de trabalhadoras e trabalhadores pararam o pa\u00eds. Centenas de milhares estiveram mobilizados nas principais cidades de todas as prov\u00edncias. A jornada cumpriu um grande objetivo: foi uma contundente demonstra\u00e7\u00e3o de recha\u00e7o oper\u00e1rio e popular ao plano de ajuste e repress\u00e3o de Milei e do FMI. Fortaleceu a classe trabalhadora e a todas e todos que v\u00eam enfrentando o Protocolo repressivo, o DNU e a Lei \u00d4nibus de Milei. A jornada refletiu a indigna\u00e7\u00e3o acumulada, que foi o que obrigou a CGT (principal central sindical) a convocar a paralisa\u00e7\u00e3o geral. O fato de que se tenha arrancado esse dia de paralisa\u00e7\u00e3o da burocracia sindical e que ele tenha sido um sucesso, demonstra que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para seguir, com as distintas lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es que ocorram, impulsionando assembleias e exigindo que a CGT d\u00ea continuidade, com um plano de luta para derrotar o \u201cPlano Motosserra\u201d.<\/em><\/p>\n<p>No ato central, uma multid\u00e3o ocupou a Pra\u00e7a do Congresso, a Avenida de Maio at\u00e9 a 9 de julho e as ruas pr\u00f3ximas. Houve importantes colunas de sindicatos da CGT e das CTA. Mas tamb\u00e9m se destacou a presen\u00e7a de milhares de autoconvocados, organizados ou n\u00e3o, do \u00e2mbito da cultura, do esporte, dos movimentos de direitos humanos, de defesa do meio ambiente, do movimento de mulheres e dissid\u00eancias, assembleias de bairro da Cidade de Buenos Aires e da regi\u00e3o metropolitana. Apesar de professores, pesquisadores e estudantes se encontrarem em f\u00e9rias, eles tamb\u00e9m se fizeram presentes. E grande parte da pra\u00e7a esteve ocupada por uma coluna independente que reuniu o Plen\u00e1rio do Sindicalismo Combativo (PSC) junto com o Encontro Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a, Unidos pela Cultura, movimentos sociais combativos, a coordena\u00e7\u00e3o ambiental Basta de Falsas Solu\u00e7\u00f5es (BFS) e os partidos que fazem parte da Frente de Esquerda, dentre os quais nos inclu\u00edmos, que foram exigir da CGT a continuidade da paralisa\u00e7\u00e3o, com um plano de luta nacional. Foi importante a coluna do Plen\u00e1rio do Sindicalismo Combativo, com os ferrovi\u00e1rios de Sarmiento, Ademys (professores), Sutna e outros sindicatos e agrupamentos sindicais de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 burocracia sindical. No caso dos ferrovi\u00e1rios da Uni\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Haedo e a corrente antiburocr\u00e1tica Bord\u00f4, com nosso camarada \u201cPollo\u201d Sobrero \u00e0 frente, formaram uma impressionante coluna de v\u00e1rias quadras, composta pelas e pelos trabalhadores de Sarmiento, junto com assembleias de bairro da Zona Oeste da regi\u00e3o metropolitana que, atrav\u00e9s de um \u201ctrenazo\u201d (relativo a trem) que partiu de Moreno, marchou desde a esta\u00e7\u00e3o Onze at\u00e9 o ato no Congresso.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o teve, al\u00e9m disso, uma importante solidariedade internacional de centrais sindicais, partidos de esquerda e comunidades no exterior, que inclusive se mobilizaram em frente \u00e0s embaixadas e consulados argentinos em dezenas de cidades.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o e a mobiliza\u00e7\u00e3o foram uma resposta contundente diante do super ajuste que est\u00e1 sendo aplicado pelo governo ultradireitista de Milei, que est\u00e1 pulverizando sal\u00e1rios, aposentadorias, planos sociais e todo tipo de renda popular, permitindo, atrav\u00e9s da desvaloriza\u00e7\u00e3o e de uma infla\u00e7\u00e3o galopante, que bilh\u00f5es de d\u00f3lares saiam dos bolsos populares em dire\u00e7\u00e3o aos dos ricos, das grandes empresas, dos banqueiros e do FMI<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi um rep\u00fadio ao DNU e \u00e0 Lei \u00d4nibus, que tentam acabar no caneta\u00e7o com mais de um s\u00e9culo de conquistas e direitos sociais, democr\u00e1ticos e da classe trabalhadora, al\u00e9m de aprofundar o saque de nossas riquezas e a privatiza\u00e7\u00e3o de todas as empresas p\u00fablicas do pa\u00eds. Do mesmo modo, as multitudin\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m responderam ao protocolo ultrarrepressivo de Patricia Bullrich. Portanto, a jornada tamb\u00e9m foi uma vit\u00f3ria contra a tentativa do governo de reprimir as manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Como seguir a luta?<\/strong><\/p>\n<p>O governo de Milei, apesar do golpe recebido com a paralisa\u00e7\u00e3o e a mobiliza\u00e7\u00e3o, vai tentar seguir adiante e prepara a sess\u00e3o do Congresso para a pr\u00f3xima semana, com o objetivo de aprovar seus projetos. Para isso, conta com apoio de demais setores de direita (PRO, UCR, etc.) e inclusive de alguns governadores peronistas, como Llaryora (C\u00f3rdoba) e Jaldo (Tucum\u00e1n), que dar\u00e3o os votos de seus deputados.<\/p>\n<p>N\u00f3s, da Izquierda Socialista e da Frente de Esquerda \u2013 Unidade, somos parte da oposi\u00e7\u00e3o mais absoluta aos projetos antioper\u00e1rios e autorit\u00e1rios de Milei, tanto no Congresso como nas ruas, tal como demonstramos na paralisa\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o. Defendemos que essa enorme demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a n\u00e3o pode ficar em um ato isolado, como lamentavelmente temos visto que \u00e9 a postura das burocracias da CGT e das CTA (centrais sindicais). O \u201cplano motosserra\u201d s\u00f3 pode ser derrotado nas ruas. Por isso, precisamos dar continuidade \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o e \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o do dia 24 de janeiro com uma nova paralisa\u00e7\u00e3o nacional e um plano de luta, convocando a mobilizar no dia em que se tente votar a Lei no Congresso, exigindo que ela n\u00e3o seja aprovada.<\/p>\n<p>Mas isso rec\u00e9m come\u00e7a. Por isso, fortalecidos por essa jornada de luta, chamamos a impulsionar assembleias nos locais de trabalho e aprofundar as formas de protesto social que v\u00eam ocorrendo: assembleias de vizinhos, de artistas e intelectuais, do movimento ambiental, das mulheres e dissid\u00eancias, com panela\u00e7os nos bairros e todas as atividades convocadas de forma aut\u00f4noma que surgem cotidianamente.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 derrotar todo o plano de Milei e do FMI. Para isso, necessitamos da mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o. Mas, ao mesmo tempo, devemos assinalar a responsabilidade do peronismo, que j\u00e1 governou e tamb\u00e9m nos trouxe a esse desastre, com seus pr\u00f3prios planos de ajuste, entrega e submiss\u00e3o ao FMI, fazendo com que o rep\u00fadio popular acabasse terminando, lamentavelmente, no governo do ultradireitista Milei.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00f3s, da Izquierda Socialista, dizemos que n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda: a crise deve ser paga pelos que a provocaram, os ricos, os grandes empres\u00e1rios e os banqueiros. Opondo ao programa de super ajuste de Milei um plano alternativo, oper\u00e1rio e popular, partindo de um aumento imediato e de emerg\u00eancia de sal\u00e1rios e aposentadorias diante da infernal infla\u00e7\u00e3o. Defendendo deixar de pagar a d\u00edvida externa e romper com o FMI. Defendendo nossas riquezas, nossas empresas p\u00fablicas, o Banco da Na\u00e7\u00e3o, os trens, que n\u00e3o devem ser vendidos. Ao contr\u00e1rio, devemos reestatizar as empresas privatizadas de servi\u00e7os p\u00fablicos, como g\u00e1s, a eletricidade, o sistema ferrovi\u00e1rio; recuperar 100% a YPF (petr\u00f3leo) e expulsar as multinacionais da explora\u00e7\u00e3o e do saque de todos os nossos recursos naturais. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio impor fortes impostos aos grandes empres\u00e1rios e multinacionais, para, assim, com todos esses recursos, destin\u00e1-los para a resolu\u00e7\u00e3o das mais urgentes necessidades populares, sal\u00e1rios e aposentadorias dignas, trabalho genu\u00edno, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e moradia para todas e todos. Esse programa e a sa\u00edda que defendemos no lugar da falsa \u201cliberdade\u201d do capitalismo explorador defendido por Milei, s\u00f3 poder\u00e1 ser levado adiante por um governo das e dos trabalhadores e da esquerda, no caminho de uma Argentina socialista.<\/p>\n<p><strong>Declara\u00e7\u00e3o da Izquierda Socialista\/FIT Unidade<\/strong><\/p>\n<p><em>25 de janeiro de 2023<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Izquierda Socialista, se\u00e7\u00e3o da UIT-QI na Argentina Milh\u00f5es de trabalhadoras e trabalhadores pararam o pa\u00eds. Centenas de milhares estiveram mobilizados nas principais cidades de todas as prov\u00edncias. 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