

	{"id":14102,"date":"2024-03-02T14:39:44","date_gmt":"2024-03-02T17:39:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=14102"},"modified":"2024-03-02T14:39:44","modified_gmt":"2024-03-02T17:39:44","slug":"repudiamos-o-novo-massacre-do-estado-sionista-de-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/03\/02\/repudiamos-o-novo-massacre-do-estado-sionista-de-israel\/","title":{"rendered":"Repudiamos o novo massacre do Estado sionista de Israel"},"content":{"rendered":"<p>Em Gaza, dispararam contra uma multid\u00e3o reunida para receber ajuda humanit\u00e1ria. Foram mais de cem assassinados e mais de 800 feridos.<\/p>\n<p>O Estado sionista de Israel, de m\u00e3os dadas com o governo de extrema-direita e o ex\u00e9rcito assassino, cometeu um novo massacre. Poder\u00edamos dizer que foi mais uma chacina, no quadro dos massacres sistem\u00e1ticos que t\u00eam sido perpetrados desde a invas\u00e3o da Faixa de Gaza em outubro passado. Mas n\u00e3o devemos nos acostumar com isso. N\u00e3o podemos normalizar mais um ato desse aut\u00eantico genoc\u00eddio. Algo que aconteceu no mesmo dia em que o n\u00famero de mortos (leia-se assassinados) em Gaza ultrapassou as 30 mil pessoas, n\u00famero que pode ser ainda maior.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito sionista disparou contra uma multid\u00e3o de habitantes de Gaza, que simplesmente se aglomerava em desespero em frente a um local de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos na rua Al Rashid, no sudeste da cidade, no contexto da fome provocada deliberadamente por Israel. Um comboio de ajuda humanit\u00e1ria, composto por 32 caminh\u00f5es, havia chegado ao local e a multid\u00e3o faminta se aproximou para tentar receber alguma coisa. As tropas sionistas aproveitaram para disparar contra as pessoas: entre os mortos e feridos, houve, sem d\u00favida, os provocados pela debandada, v\u00e1rios deles esmagados pelos pr\u00f3prios caminh\u00f5es do comboio. Israel aproveitou isso para tentar mascarar o massacre como supostamente provocado numa \u201cdebandada\u201d, mas os dados s\u00e3o conclusivos: milhares de v\u00edtimas no hospital de Shifa estavam com ferimentos de estilha\u00e7os, balas e muni\u00e7\u00f5es. Foram mais de cem assassinados e mais de 800 feridos.<\/p>\n<p>Cinicamente, o governo sionista falou de um \u201cincidente\u201d e argumentou que as mortes tinham ocorrido por conta de \u201cuma avalanche\u201d, embora admitisse contraditoriamente, ao mesmo tempo, que \u201cabriu fogo contra um pequeno grupo percebido como uma amea\u00e7a\u201d. A pr\u00f3pria declara\u00e7\u00e3o israelense acabou por reconhecer duas coisas: primeiro, o estado de fome e desespero do povo palestino em Gaza (2,2 a 2,4 milh\u00f5es de pessoas em tais condi\u00e7\u00f5es, segundo dados da ONU) provocado pela invas\u00e3o. E, em segundo lugar, que o ex\u00e9rcito sionista disparou, de fato, contra uma simples fila de pessoas \u00e0 espera de comida.<\/p>\n<p>Tal massacre soma-se aos que o Estado sionista e o seu governo de ocupa\u00e7\u00e3o t\u00eam levado a cabo di\u00e1ria e sistematicamente. Se restava alguma d\u00favida de que estamos perante um aut\u00eantico regime de apartheid contra o povo palestino, semelhante ao que existiu durante d\u00e9cadas na \u00c1frica do Sul, agora o governo sionista opera dentro de tal regime um \u201cesvaziamento\u201d da Faixa de Gaza e at\u00e9 admite isso abertamente, atrav\u00e9s de declara\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios ministros e do pr\u00f3prio Netanyahu. Concretamente, trata-se de destruir o que at\u00e9 agora foi um verdadeiro gueto ao ar livre. Algo dramaticamente semelhante ao que os nazistas fizeram quando liquidaram o Gueto de Vars\u00f3via em abril de 1943.<\/p>\n<p>Frente a esse aut\u00eantico genoc\u00eddio e \u00e0 limpeza \u00e9tnica, multiplica-se o rep\u00fadio global. Desde os t\u00edmidos protestos dos governos imperialistas europeus, at\u00e9 as condena\u00e7\u00f5es mais enf\u00e1ticas de outros governos como o do Brasil e a condena\u00e7\u00e3o no Tribunal Internacional de Haia, levada a cabo pela \u00c1frica do Sul. No caso desse massacre em particular, o pr\u00f3prio Conselho de Seguran\u00e7a da ONU foi obrigado a discutir o caso, numa reuni\u00e3o convocada por 14 dos seus 15 membros, em que, mais uma vez, um simples texto de condena\u00e7\u00e3o foi vetado pelo governo ianque.<\/p>\n<p>Obviamente, isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. N\u00e3o podemos esperar nada de governos e organiza\u00e7\u00f5es que, com maior ou menor dissimula\u00e7\u00e3o, continuam a apoiar o Estado de Israel na sua hist\u00f3rica pol\u00edtica de apartheid contra o povo palestino. Est\u00e1 crescendo e se multiplicando o rep\u00fadio dos povos do mundo, com manifesta\u00e7\u00f5es massivas nas principais cidades do planeta, nos cinco continentes. Um acontecimento de enorme impacto, h\u00e1 poucos dias, foi a imola\u00e7\u00e3o na porta da embaixada israelense em Washington do soldado norte-americano Aaron Bushnell, gritando \u201cN\u00e3o serei mais c\u00famplice do genoc\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s, da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI), repudiamos esse novo massacre, um exemplo do genoc\u00eddio que o sionismo est\u00e1 levando a cabo. E apelamos para que sejam redobradas as express\u00f5es de apoio e solidariedade para com a resist\u00eancia palestina. Exigimos que todos os governos rompam rela\u00e7\u00f5es com Israel. N\u00e3o apenas as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, mas todas aquelas que envolvam interc\u00e2mbios ou acordos comerciais, de investimento, militares, desportivos, culturais ou quaisquer outros. Continuemos a ser milhares nas ruas do mundo repudiando a ocupa\u00e7\u00e3o e o massacre sionista e apoiando a resist\u00eancia her\u00f3ica do povo palestino!<\/p>\n<p>Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI)<br \/>\n02 de mar\u00e7o de 2024<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Gaza, dispararam contra uma multid\u00e3o reunida para receber ajuda humanit\u00e1ria. Foram mais de cem assassinados e mais de 800 feridos. O Estado sionista de Israel, de m\u00e3os dadas com o governo de extrema-direita e o ex\u00e9rcito assassino, cometeu um novo massacre. 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