

	{"id":14487,"date":"2024-04-13T18:44:10","date_gmt":"2024-04-13T21:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=14487"},"modified":"2024-04-24T21:54:10","modified_gmt":"2024-04-25T00:54:10","slug":"basta-de-genocidio-sionista-em-gaza-viva-a-resistencia-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/04\/13\/basta-de-genocidio-sionista-em-gaza-viva-a-resistencia-palestina\/","title":{"rendered":"Basta de genoc\u00eddio sionista em Gaza! Viva a resist\u00eancia palestina!"},"content":{"rendered":"<p>Seis meses ap\u00f3s o in\u00edcio da agress\u00e3o contra o povo palestino em Gaza e na Cisjord\u00e2nia ocupada, os objetivos da opera\u00e7\u00e3o sionista n\u00e3o foram alcan\u00e7ados. Eles n\u00e3o conseguiram a rendi\u00e7\u00e3o do Hamas, que continua a governar Gaza, nem a submiss\u00e3o do povo palestino. Tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiram controlar a regi\u00e3o. Apesar da situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e da disparidade militar, os combates continuam at\u00e9 mesmo no norte de Gaza, em que Israel disse ter destru\u00eddo o Hamas \u2013 por\u00e9m, sabe-se que soldados sionistas continuam a morrer l\u00e1 por conta da resist\u00eancia palestina.<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguiram capturar ou matar os l\u00edderes da resist\u00eancia que permanecem em Gaza ou aqueles que est\u00e3o no estrangeiro. Nem recuperar nenhum ref\u00e9m detido pela resist\u00eancia. A liberta\u00e7\u00e3o de parte dos ref\u00e9ns s\u00f3 foi poss\u00edvel atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, Israel est\u00e1 avan\u00e7ando na limpeza \u00e9tnica contra o povo palestino, bombardeando e matando de fome a popula\u00e7\u00e3o. Prova disso foi o recente ataque com m\u00edsseis a um comboio que transportava alimentos para o norte de Gaza, enquanto continuam a impedir a chegada de ajuda humanit\u00e1ria, inclusive atrav\u00e9s de colonos, apoiados pelo ex\u00e9rcito, que bloqueiam a entrada dos mantimentos atrav\u00e9s da passagem da fronteira de Rafah.<\/p>\n<p>Est\u00e1 em curso um verdadeiro genoc\u00eddio, que se reflete diariamente nas imagens cru\u00e9is e comoventes que chegam atrav\u00e9s das redes sociais e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social. O saldo \u00e9 de 33.360 assassinados em Gaza, 70% mulheres e crian\u00e7as, e 75.993 feridos. Enquanto isso, na Cisjord\u00e2nia cerca de 457 palestinos foram assassinados por colonos e pelo ex\u00e9rcito sionista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o ter alcan\u00e7ado os objetivos que estabeleceu no in\u00edcio da agress\u00e3o h\u00e1 seis meses, Israel est\u00e1 hoje mais isolado internacionalmente do que em qualquer outro momento desde 1948, quando o imperialismo proporcionou o estabelecimento do enclave reacion\u00e1rio nas terras palestinas.<\/p>\n<h3><strong>A mobiliza\u00e7\u00e3o dos povos do mundo continua<\/strong><\/h3>\n<p>O genoc\u00eddio perpetrado por Israel contra o povo palestino, com o apoio financeiro e militar do imperialismo norte-americano e europeu, despertou uma mobiliza\u00e7\u00e3o massiva dos povos do mundo em apoio \u00e0 Palestina e em rep\u00fadio \u00e0 agress\u00e3o sionista.<\/p>\n<p>Os protestos espalharam-se por todos os continentes, com especial for\u00e7a na Europa, nos Estados Unidos, no Canad\u00e1, no Norte de \u00c1frica e nos pa\u00edses \u00e1rabes do Oriente M\u00e9dio, bem como na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina. No I\u00eamen, milh\u00f5es de pessoas saem \u00e0s ruas quase que semanalmente; Na It\u00e1lia, a cidade tur\u00edstica de Pisa foi palco de grandes protestos estudantis, violentamente reprimidos pela pol\u00edcia. Na Espanha, cidades como Madrid e Barcelona s\u00e3o o epicentro de grandes protestos. Nessa \u00faltima cidade, foi recentemente realizado um encontro para unificar a solidariedade com a Palestina na Europa. Na Jord\u00e2nia, vig\u00edlias massivas ocorreram durante v\u00e1rios dias em frente \u00e0 embaixada israelense. Em Londres e Nova York, pessoas saem \u00e0s ruas apesar do frio e da chuva. Na Alemanha e na Fran\u00e7a, elas desafiam as restri\u00e7\u00f5es impostas pelos governos aos protestos em apoio \u00e0 Palestina. Em Berlim, Paris e outras cidades desses pa\u00edses, milhares de pessoas saem \u00e0s ruas, inclusive enfrentando a repress\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 30 de mar\u00e7o, Dia da Terra Palestina, ocorreram mobiliza\u00e7\u00f5es massivas em todo o mundo em apoio ao povo palestino e ao seu direito de regressar \u00e0s terras de que foi expulso pelos ocupantes sionistas. Cerca de 200 mil pessoas marcharam em Londres e outras 30 mil mobilizaram-se em Nova Iorque. As mobiliza\u00e7\u00f5es de massas lembram o grande movimento mundial contra a guerra imperialista dos Estados Unidos no Vietn\u00e3.<\/p>\n<h3><strong>Em Israel ocorrem mobiliza\u00e7\u00f5es pedindo a ren\u00fancia de Netanyahu<\/strong><\/h3>\n<p>Tal como naqueles anos, os protestos tamb\u00e9m est\u00e3o ocorrendo em n\u00edvel interno. Manifesta\u00e7\u00f5es contra o governo de Netanyahu est\u00e3o acontecendo todos os fins de semana em Israel, exigindo um acordo para conseguir o retorno dos ref\u00e9ns. No dia 1\u00ba de abril, milhares de pessoas marcharam em Tel Aviv, Jerusal\u00e9m e Cesareia, onde fica a resid\u00eancia de Benjamin Netanyahu. No dia 7 de abril, cerca de 100 mil pessoas marcharam em Tel Aviv exigindo \u201celei\u00e7\u00f5es j\u00e1\u201d e a demiss\u00e3o de Netanyahu. As mobiliza\u00e7\u00f5es ocorreram simultaneamente em 50 cidades de Israel.<\/p>\n<h3><strong>Cresce o clamor por um cessar-fogo e contra a venda e envio de armas para Israel<\/strong><\/h3>\n<p>O genoc\u00eddio testemunhado pelo mundo e as mobiliza\u00e7\u00f5es massivas em solidariedade com a Palestina est\u00e3o atingindo as organiza\u00e7\u00f5es imperialistas internacionais e os governos que as comp\u00f5em.<\/p>\n<p>Em 25 de mar\u00e7o, o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o pedindo um cessar-fogo imediato em Gaza, com 14 votos a favor e a absten\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, um acontecimento sem precedentes. Pela primeira vez desde o in\u00edcio da agress\u00e3o sionista, os EUA n\u00e3o fez uso do seu poder de veto. Por\u00e9m, sabemos que se trata de uma vota\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter pol\u00edtico, de uma organiza\u00e7\u00e3o imperialista, que n\u00e3o \u00e9 vinculante e que Israel n\u00e3o reconhece.<\/p>\n<p>Por outro lado, o principal \u00f3rg\u00e3o de direitos humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas aprovou recentemente uma resolu\u00e7\u00e3o pedindo aos pa\u00edses que parem de vender ou enviar armas a Israel. Desde ent\u00e3o, tem crescido no mundo o clamor pelo fim do envio de armas \u00e0 entidade sionista, para parar o genoc\u00eddio do povo palestino.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, cerca de 600 advogados, incluindo quatro ex-ministros do Supremo Tribunal do Reino Unido, publicaram uma carta na qual alertaram o primeiro-ministro de que ele est\u00e1 correndo o risco de ser denunciado como c\u00famplice do crime de genoc\u00eddio em Gaza.<\/p>\n<p>Na carta, eles afirmaram: \u201cS\u00e3o necess\u00e1rias medidas s\u00e9rias para evitar a cumplicidade do Reino Unido em viola\u00e7\u00f5es graves do direito internacional, inclusive potenciais viola\u00e7\u00f5es da Conven\u00e7\u00e3o sobre o Genoc\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p>A press\u00e3o gerada pela resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos da ONU levou a presidente da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do parlamento brit\u00e2nico, Alicia Kearns, a emitir uma declara\u00e7\u00e3o surpreendente dizendo: \u201cn\u00e3o temos outra escolha sen\u00e3o suspender a venda de armas\u201d.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia de armas para Israel j\u00e1 foi suspensa pela B\u00e9lgica, pela Espanha e pela empresa japonesa Itochu Corporation.<\/p>\n<h3><strong>O imperialismo norte-americano est\u00e1 perdendo a paci\u00eancia com Netanyahu<\/strong><\/h3>\n<p>O isolamento de Israel reflete-se no fato de que o pr\u00f3prio Joe Biden e o imperialismo norte-americano tiveram que se distanciar e exigir que Netanyahu pare a sua a\u00e7\u00e3o militar, embora n\u00e3o deixem de apoia-lo. \u00c9 algo que o regime nazi-sionista rejeita sistematicamente.<\/p>\n<p>Num sinal da crescente impaci\u00eancia de Washington com as terr\u00edveis consequ\u00eancias da agress\u00e3o militar israelense em Gaza, Biden telefonou a Netanyahu na quinta-feira, 4 de abril, para avisar que o futuro apoio dos EUA \u00e0 guerra dependeria da implementa\u00e7\u00e3o de medidas para proteger os civis e permitir a entrada de alimentos.<\/p>\n<p>Numa entrevista televisiva em 9 de abril, Biden, quando questionado sobre a pol\u00edtica de Netanyahu em Gaza, afirmou que: \u201cO que ele est\u00e1 fazendo \u00e9 um erro. N\u00e3o concordo com a abordagem dele\u201d, insistindo que Israel deveria aceitar um cessar-fogo imediato e permitir a entrada da ajuda humanit\u00e1ria durante um per\u00edodo de 6 a 8 semanas.<\/p>\n<p>At\u00e9 Trump criticou Israel, observando que \u201cIsrael deve acabar com os combates. N\u00e3o podemos permitir que isso continue. Temos que alcan\u00e7ar a paz (\u2026) Eles t\u00eam que ter muito cuidado, porque est\u00e3o perdendo muito apoio em grande parte do mundo\u201d (Infobae, Argentina, 25\/03\/2024).<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de ambos refletem o contexto das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de novembro nos Estados Unidos. No caso de Biden, sua queda nas pesquisas foi uma consequ\u00eancia do apoio irrestrito que deu a Israel nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<h3><strong>A UIT-QI defende o aprofundamento da solidariedade com o her\u00f3ico povo palestino<\/strong><\/h3>\n<p>Apesar do genoc\u00eddio levado a cabo por Israel em Gaza \u2013 e mesmo que isso possa parecer contradit\u00f3rio \u2013, o terr\u00edvel massacre e a destrui\u00e7\u00e3o em curso poder\u00e3o criar as condi\u00e7\u00f5es para que, num futuro n\u00e3o muito distante, a crise de sionismo se aprofunde e, em \u00faltima an\u00e1lise, o povo palestino e as massas do mundo imponham o fim do apartheid israelense.<\/p>\n<p>Em fevereiro passado, o historiador israelense n\u00e3o-sionista Ilan Papp\u00e9, numa confer\u00eancia em Londres intitulada \u201cEscurece antes do amanhecer, mas o colonialismo israelense chegou ao fim\u201d, pressagiou o fim do apartheid sionista na Palestina. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com a resist\u00eancia do povo palestino e uma mobiliza\u00e7\u00e3o global massiva, at\u00e9 que seja criado um Estado Palestino \u00fanico, laico, democr\u00e1tico e n\u00e3o racista no territ\u00f3rio hist\u00f3rico \u201cdo rio ao mar\u201d, como o grita o movimento de solidariedade.<\/p>\n<p>A luta dos combatentes em Gaza persiste, com o apoio da resist\u00eancia her\u00f3ica de todo o povo palestino. Nesse contexto, a UIT-QI, como parte do movimento de solidariedade global, continua a apoiar a luta do povo e a resist\u00eancia palestina contra Israel em Gaza e na Cisjord\u00e2nia ocupada. Defendemos o fortalecimento da massiva e unit\u00e1ria mobiliza\u00e7\u00e3o global de solidariedade.<\/p>\n<p>Por isso, continuamos a apelar aos povos do mundo para que exijam que os seus governos rompam todos os acordos econ\u00f4micos, comerciais, culturais e militares com Israel. Chega de armas para Israel! Chega de ajuda financeira e militar dos Estados Unidos, da Alemanha e de outros pa\u00edses \u00e0 entidade sionista! Repudiamos a coaliz\u00e3o naval estabelecida pelos Estados Unidos para enfrentar os ataques dos Houthis do I\u00eamen no Mar Vermelho contra navios israelenses ou que transportam mercadorias para a entidade sionista. Que a frota dos EUA se retire das proximidades de Israel e do Oriente M\u00e9dio!<\/p>\n<p>Que os povos exijam, atrav\u00e9s da mobiliza\u00e7\u00e3o, que os seus governos, particularmente os governos \u00e1rabes que t\u00eam feito muito pouco para ajudar os palestinos, rompam rela\u00e7\u00f5es com Israel e apoiem a resist\u00eancia palestina com tudo o que for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI)<br \/>\n10 de abril de 2024<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis meses ap\u00f3s o in\u00edcio da agress\u00e3o contra o povo palestino em Gaza e na Cisjord\u00e2nia ocupada, os objetivos da opera\u00e7\u00e3o sionista n\u00e3o foram alcan\u00e7ados. Eles n\u00e3o conseguiram a rendi\u00e7\u00e3o do Hamas, que continua a governar Gaza, nem a submiss\u00e3o do povo palestino. 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