

	{"id":14496,"date":"2024-04-15T15:35:08","date_gmt":"2024-04-15T18:35:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=14496"},"modified":"2024-04-15T15:35:08","modified_gmt":"2024-04-15T18:35:08","slug":"cresce-a-greve-na-educacao-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/04\/15\/cresce-a-greve-na-educacao-federal\/","title":{"rendered":"Cresce a greve na Educa\u00e7\u00e3o Federal!"},"content":{"rendered":"<p>Por Joice Souza \u2013 Combate Sindical, grevista da UFPA<\/p>\n<p><strong>Intensificar a solidariedade e unificar as lutas do servi\u00e7o p\u00fablico federal por sal\u00e1rio, carreira e investimento na educa\u00e7\u00e3o. Por um comando unificado entre Fasubra, Sinasefe e Andes.<\/strong><\/p>\n<p>A greve dos t\u00e9cnico-administrativos em educa\u00e7\u00e3o (TAEs) da base da Fasubra completa um m\u00eas em abril e atinge 62 universidades e quatro Institutos Federais (IFs). No dia 03\/04 docentes e t\u00e9cnicos de mais de 320 unidades dos IFs aderiram \u00e0 greve convocada pelo Sinasefe e est\u00e1 previsto para 15\/04 o in\u00edcio da greve docente das universidades (base do Andes-SN). Uma nota conjunta das tr\u00eas entidades aponta a constru\u00e7\u00e3o de uma Plen\u00e1ria Nacional Unificada, prevista para 18\/04.<\/p>\n<p>A luta da educa\u00e7\u00e3o federal se fortalece e coloca na ordem do dia o questionamento \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Lula, que, a servi\u00e7o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica aos banqueiros, tenta impor reajuste zero para 2024 e se nega a realizar a reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira reivindicada pela categoria.<\/p>\n<p><strong>Unificar as lutas e intensificar a solidariedade aos grevistas<\/strong><\/p>\n<p>O dia 03\/04 tamb\u00e9m foi marcado como Dia Nacional de Paralisa\u00e7\u00e3o convocado pelo F\u00f3rum Nacional dos Servidores P\u00fablicos Federais (Fonasefe). Foram realizados atos em frente ao Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos (MGI) em Bras\u00edlia e em diversos estados, sendo alguns unificados com o servi\u00e7o p\u00fablico estadual e municipal, como em Bel\u00e9m do Par\u00e1. Os grevistas das universidades e do IFs foram \u00e0s ruas tamb\u00e9m no Rio de Janeiro, Bahia e Cear\u00e1, entre outros.<\/p>\n<p>Infelizmente as dire\u00e7\u00f5es das entidades do Fonasefe n\u00e3o jogaram todo o seu peso para a constru\u00e7\u00e3o da data. Ela poderia ter sido mais forte e nacionalizada, mas houve boicote. Em universidades como a UFMG, a UNIR\/CUT s\u00f3 chamou assembleia, boicotando, na pr\u00e1tica, o 03\/04. Mas a experi\u00eancia dos atos onde ocorreram mostra que a\u00e7\u00f5es como essa fortalecem e d\u00e3o visibilidade para a greve, pressionando o governo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso apostar em atos de rua e a\u00e7\u00f5es unificadas e seguir exigindo das entidades do Fonasefe e, em especial, da Condsef (maior federa\u00e7\u00e3o dos SPFs) que convoquem a greve unificada do Servi\u00e7o P\u00fablico Federal. Entre os dias 16 e 18\/04, ocorrer\u00e1 uma caravana \u00e0 Bras\u00edlia convocada pelo Fonasefe. Acreditamos que \u00e9 preciso construir uma forte mobiliza\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia e atos nos estados.<\/p>\n<p><strong>Para cumprir metas do arcabou\u00e7o fiscal, o governo nos oferece migalhas<\/strong><\/p>\n<p>O governo sinalizou nova reuni\u00e3o para tratar da pauta geral e, em mar\u00e7o, foi finalizado o relat\u00f3rio da GT de Carreira sobre a proposta de Reestrutura\u00e7\u00e3o da Carreira. Em ambas as movimenta\u00e7\u00f5es, o discurso at\u00e9 agora permanece o mesmo, de que n\u00e3o h\u00e1 or\u00e7amento para al\u00e9m do valor j\u00e1 proposto pelo governo de reajustar somente os benef\u00edcios em 2024 e ter 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026 de reajuste salarial.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do GT de Carreira com o MGI s\u00f3 saiu pela press\u00e3o da nossa greve, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para efetiv\u00e1-lo. Tamb\u00e9m s\u00f3 a mudan\u00e7a da tabela n\u00e3o nos interessa. \u00c9 necess\u00e1rio ter reajuste digno e recupera\u00e7\u00e3o das nossas perdas no vencimento-base de todos os n\u00edveis de classifica\u00e7\u00e3o (A-B, C-D e E) e garantia de pagamento do piso da enfermagem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como forma de pressionar a categoria, o governo quer condicionar a corre\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios (aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, aux\u00edlio-sa\u00fade e aux\u00edlio-creche), cujo or\u00e7amento j\u00e1 est\u00e1 reservado, \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o de sua proposta de reajuste zero em 2024. Uma chantagem inadmiss\u00edvel! Defendemos o pagamento imediato da corre\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios enquanto seguem as negocia\u00e7\u00f5es dos demais pontos da campanha salarial.<\/p>\n<p><strong>O que explica a pol\u00edtica do governo de Reajuste Zero?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 muita frustra\u00e7\u00e3o na categoria, que esperava uma pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do governo Lula, mas se deparou com enrola\u00e7\u00e3o e reajuste zero. O que explica uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande entre o discurso e a pr\u00e1tica?<\/p>\n<p>As dire\u00e7\u00f5es do movimento como CUT (PT) e CTB (PCdoB), profundamente atreladas ao governo, justificam que Lula est\u00e1 de m\u00e3os atadas, que quer dar reajuste, mas n\u00e3o pode, que o problema \u00e9 o \u201ccentr\u00e3o\u201d etc. Para eles esse governo \u00e9 \u201cnosso\u201d e \u201cest\u00e1 fazendo tudo o que pode\u201d. Por isso, a dire\u00e7\u00e3o da Condsef\/CUT atua para que n\u00e3o tenha greve unificada e os representantes da Unir\/CUT na Fasubra dizem a todo momento que nossa greve \u201cn\u00e3o \u00e9 contra o governo\u201d. N\u00f3s discordamos desses argumentos.<\/p>\n<p>Lula e seus ministros dizem que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro, que o valor necess\u00e1rio para garantir nosso reajuste e reestrutura\u00e7\u00e3o de carreira \u00e9 muito alto e que uma pequena corre\u00e7\u00e3o nos benef\u00edcios \u00e9 tudo o que pode nos dar em 2024. Ao mesmo tempo, anuncia arrecada\u00e7\u00e3o recorde m\u00eas ap\u00f3s m\u00eas.<\/p>\n<p>Como escrevemos no jornal anterior (n\u00ba: 180), \u201cno or\u00e7amento deste ano s\u00e3o R$ 2,5 trilh\u00f5es para pagamento da D\u00edvida P\u00fablica aos banqueiros (46% do or\u00e7amento). Temos R$ 5 trilh\u00f5es em caixa para tranquilizar os \u201cinvestidores\u201d internacionais. Para o Centr\u00e3o, o governo garantiu R$ 50 bilh\u00f5es em emendas parlamentares. O agroneg\u00f3cio ter\u00e1 R$ 360 bilh\u00f5es via Plano Safra. Para os servidores, o governo diz ter somente R$2,7 bi para reajustar os aux\u00edlios\u201d. Por que Lula faz essa op\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Desde a campanha eleitoral, Lula e o PT articularam um governo de concilia\u00e7\u00e3o com os banqueiros, grandes empres\u00e1rios e setores da direita. Desde ent\u00e3o, desenvolveu uma pol\u00edtica econ\u00f4mica comprometida com o pagamento da D\u00edvida P\u00fablica, com a austeridade fiscal e o enxugamento do servi\u00e7o p\u00fablico. Por isso, quando chegou ao governo, ao inv\u00e9s de revogar a PEC do Teto, apenas a substituiu pelo Arcabou\u00e7o Fiscal, incluindo gatilhos de congelamento salarial e proibi\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos e reestrutura\u00e7\u00e3o de carreira.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m esse projeto de concilia\u00e7\u00e3o e \u201cgovernabilidade\u201d que explica por que mesmo as reivindica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o envolvem or\u00e7amento, como a revoga\u00e7\u00e3o das medidas bolsonaristas e do governo Temer no servi\u00e7o p\u00fablico, foram negadas. Tamb\u00e9m \u00e9 o que explica porque governo e MEC nada fazem para reverter a indica\u00e7\u00e3o de reitores bi\u00f4nicos que permanecem \u00e0 frente de diversas universidades.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p><strong> Venha construir a Combate Sindical!<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia nesta greve demonstra a necessidade de um sindicalismo combativo e independente do governo Lula, que saiba combater a extrema-direita golpista, o \u201ccentr\u00e3o\u201d vendido, mas que n\u00e3o silencie frente a quem trai nossas lutas, sob a justificativa de que s\u00e3o \u201cum mal menor\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o concordamos que o governo Lula \u00e9 um governo \u201cnosso\u201d como dizem a CUT e a CTB, ou que pode ser \u201cpressionado para a esquerda\u201d como sustentam as correntes do PSOL, nem lhe damos \u201capoio cr\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>Acreditamos que o caminho para de fato derrotar a extrema-direita e todos os inimigos do servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 construindo uma alternativa de esquerda nesse pa\u00eds, com independ\u00eancia de classe. E \u00e9 acreditando nessa necessidade que constru\u00edmos a Combate Sindical. Queremos te convidar a ser parte dessa corrente sindical e batalhar conosco por essa alternativa.<\/p>\n<p>Somos uma corrente sindical combativa e de esquerda. Na greve das universidades, de norte a sul do pa\u00eds, temos batalhado por fortalecer e cercar de solidariedade os grevistas, chamando a unifica\u00e7\u00e3o das lutas. Se voc\u00ea tamb\u00e9m acredita nessa necessidade, venha conhecer a Combate Sindical!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Joice Souza \u2013 Combate Sindical, grevista da UFPA Intensificar a solidariedade e unificar as lutas do servi\u00e7o p\u00fablico federal por sal\u00e1rio, carreira e investimento na educa\u00e7\u00e3o. Por um comando unificado entre Fasubra, Sinasefe e Andes. 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