

	{"id":14582,"date":"2024-04-21T20:30:56","date_gmt":"2024-04-21T23:30:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=14582"},"modified":"2024-04-24T21:52:03","modified_gmt":"2024-04-25T00:52:03","slug":"contra-as-demissoes-e-o-plano-motosserra-de-milei-fmi-greve-e-plano-de-luta-da-cgt-cta-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/04\/21\/contra-as-demissoes-e-o-plano-motosserra-de-milei-fmi-greve-e-plano-de-luta-da-cgt-cta-2\/","title":{"rendered":"Contra as demiss\u00f5es e o plano motosserra de Milei-FMI \/ Greve e plano de luta da CGT-CTA"},"content":{"rendered":"<p>Adolfo Santos<\/p>\n<p>Estamos no meio de uma batalha importante. Por um lado, o governo de extrema-direita de Milei e o seu plano motosserra, apoiado pelos grandes grupos econ\u00f4micos e pelo FMI. Por outro lado, os\/as trabalhadores\/as, os\/as aposentados\/as e os setores populares, organizando lutas, greves e mobiliza\u00e7\u00f5es em defesa dos sal\u00e1rios, dos direitos e contra as demiss\u00f5es e os cortes or\u00e7ament\u00e1rios. Exigimos da CGT e da CTA uma nova greve geral e um plano nacional de luta para derrotar o brutal ajuste.<\/p>\n<p>O governo n\u00e3o reduz o ritmo e continua a aplicar o seu plano motosserra a servi\u00e7o do FMI. Liquida sal\u00e1rios e pens\u00f5es, produz demiss\u00f5es em massa e corta verbas para a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a cultura ou aquelas destinadas aos setores sociais mais necessitados. As consequ\u00eancias dessas pol\u00edticas s\u00e3o vis\u00edveis: a pobreza cresce, o desemprego aumenta, devido \u00e0 recess\u00e3o brutal, e epidemias como a da dengue espalham-se sem solu\u00e7\u00e3o, gerando maior sofrimento para o povo trabalhador e os setores populares.<\/p>\n<p>Isso explica porque \u00e9 que em poucos meses o novo governo de extrema-direita foi confrontado por greves, protestos e mobiliza\u00e7\u00f5es de rua. Setores da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, das estatais, dos aerovi\u00e1rios, dos rodovi\u00e1rios e do movimento oper\u00e1rio industrial, como os metal\u00fargicos, t\u00eam realizado greves contra as pol\u00edticas governamentais. Protestos que se espalharam por assembleias setoriais, como as da cultura, ou as organizadas pelas comunidades nos bairros, tentando impedir o avan\u00e7o do plano motosserra. Nesse sentido, a greve nacional de 24 de janeiro revelou-se uma importante ferramenta unificadora, contribuindo para a queda da Lei \u201c\u00f4nibus\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Uma nova greve geral<\/strong><\/h2>\n<p>Ao longo desse tempo, a classe trabalhadora e os setores populares t\u00eam demonstrado que n\u00e3o est\u00e3o dispostos a aceitar o brutal ajuste do governo e do FMI e que querem lutar. A greve nacional convocada pela Ctera no dia 4 de abril, a greve com mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores estatais no dia 5, a marcha dos metal\u00fargicos da Ternium (f\u00e1brica do grupo Techint\/Rocca, localizada em Ramallo) at\u00e9 a Plaza Mitre de San Nicol\u00e1s, a massiva assembleia dos ferrovi\u00e1rios de Sarmiento contra a privatiza\u00e7\u00e3o dos trens e as demiss\u00f5es, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es, colocaram na ordem do dia a convoca\u00e7\u00e3o imediata de uma nova greve geral e de um plano nacional de luta.<\/p>\n<p>Um importante setor sindical, grupos de delegados combativos, movimentos piqueteiros aguerridos, assembleias de bairro; setores da cultura, de defesa do meio-ambiente, de mulheres, de estudantes, dos direitos humanos, de aposentados; e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de esquerda reuniram-se no dia 3 de abril, na sede do Sutna, e adotaram importantes resolu\u00e7\u00f5es. Manifestaram-se por uma nova greve geral e, de forma consequente, propuseram promover uma mobiliza\u00e7\u00e3o contra as demiss\u00f5es para o dia 12 de abril. Deliberaram \u201cconvocar [\u2026] os lutadores de todas as \u00e1reas [\u2026] no dia 1\u00ba de maio, na Plaza de Mayo, para apoiar e impulsionar as lutas, coordenar a\u00e7\u00f5es e tomar iniciativas para derrotar o plano de ajuste [\u2026.] do governo Milei\u201d. E decidiram se mobilizar diante do Congresso durante a discuss\u00e3o da nova Lei \u201c\u00f4nibus\u201d, apresentada pelo governo em negocia\u00e7\u00e3o com a oposi\u00e7\u00e3o patronal, que, entre outros ataques, prop\u00f5e uma reforma trabalhista para retirar direitos.<\/p>\n<p>Os sindicatos de docentes e de funcion\u00e1rios das universidades nacionais, ATE Conicet e FUA, convocaram uma grande marcha para o dia 23 de abril em defesa das universidades estatais, p\u00fablicas, laicas e gratuitas e de verbas para sal\u00e1rios e bolsas estudantis, contra a motosserra de Milei.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tempo a perder. N\u00e3o se pode permitir que as lutas setoriais permane\u00e7am isoladas e sofram desgastes. \u00c9 necess\u00e1ria a unifica\u00e7\u00e3o dos protestos em curso numa nova greve geral, acompanhada de um plano nacional de luta, que d\u00ea continuidade ao movimento com atos, mobiliza\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es regionais, demonstrando ao governo, \u00e0s multinacionais e \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o patronal de todos os tipos que n\u00e3o estamos dispostos a aceitar o plano motosserra, a liquida\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e aposentadorias e o protocolo anti-piquete de Bullrich, que procura impedir o protesto.<\/p>\n<p>Diante de um governo que continua com seu ajuste brutal, a CGT acaba de anunciar uma nova greve geral para o dia 9 de maio. Foi anunciada uma grande Marcha da Educa\u00e7\u00e3o Federal para o dia 23 de abril, com estudantes, professores e funcion\u00e1rios. E est\u00e1 chegando o 1\u00ba de maio.<\/p>\n<p>Vamos, todas e todos n\u00f3s, marchar no dia 1\u00ba de maio e cruzar os bra\u00e7os em massa no dia 9 de maio. A greve tem que fazer parte de um plano nacional de luta. A CGT e a CTA devem convocar imediatamente assembleias nos locais de trabalho e plen\u00e1rias de delegados para construir a luta, preparando o conjunto do movimento oper\u00e1rio para derrotar o ajuste e o protocolo repressivo de Milei e do FMI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adolfo Santos Estamos no meio de uma batalha importante. Por um lado, o governo de extrema-direita de Milei e o seu plano motosserra, apoiado pelos grandes grupos econ\u00f4micos e pelo FMI. 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