

	{"id":14722,"date":"2024-04-25T15:32:38","date_gmt":"2024-04-25T18:32:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=14722"},"modified":"2024-04-25T15:32:38","modified_gmt":"2024-04-25T18:32:38","slug":"memorias-da-revolucao-dos-cravos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/04\/25\/memorias-da-revolucao-dos-cravos\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias da revolu\u00e7\u00e3o dos cravos"},"content":{"rendered":"<p>Por Imprensa UIT-QI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Entrevista com Ant\u00f4nio Grosso, dirigente do MAS, protagonista do 25 de abril de 1974<\/strong><\/p>\n<p><em>Ant\u00f4nio Grosso, atualmente dirigente do MAS, se\u00e7\u00e3o portuguesa da UIT-QI, foi membro do Grupo Marxista Revolucion\u00e1rio (GMR) &#8211; organiza\u00e7\u00e3o que anos mais tarde daria origem ao MAS \u2013, quando tal corrente ainda era clandestina. No 50\u00ba anivers\u00e1rio do 25 de abril de 1974, entrevistamos esse camarada, que viveu com tanto entusiasmo a revolu\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando ainda era clandestino, nosso partido era conhecido como Grupo Marxista Revolucion\u00e1rio. Como voc\u00ea conheceu o partido?<\/strong><\/p>\n<p>Bom, eu tive uma atividade no Clube Cultural de Alg\u00e9s, que era o Primeiro Ato Clube de Teatro. A\u00ed conheci a minha companheira, m\u00e3e das minhas filhas, que era militante do GMR, junto com Jos\u00e9 Sintra, Ant\u00f4nio Lou\u00e7\u00e3 e outros. Ent\u00e3o, comecei a participar de algumas reuni\u00f5es e cursos de forma\u00e7\u00e3o e comecei a ser um militante.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-14723\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-23-at-10.19.48-600x450-1-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-23-at-10.19.48-600x450-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-23-at-10.19.48-600x450-1.jpeg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como o partido se organizava na clandestinidade?<\/strong><\/p>\n<p>Bom, devido ao clima de repress\u00e3o, era uma atividade muito discreta e com muitas regras de seguran\u00e7a. Todos t\u00ednhamos pseud\u00f4nimos e procur\u00e1vamos organizar reuni\u00f5es seguras. Tivemos alguns contatos, sobretudo no bairro de Caselas, onde eu vivia. Particip\u00e1vamos politicamente, com outras correntes da esquerda portuguesa, da chamada CDE (n\u00e3o-reformista). A CDE era a Comiss\u00e3o Democr\u00e1tica Eleitoral, que disputou as elei\u00e7\u00f5es antes do 25 de abril e que era basicamente dirigida pelo PCP (Partido Comunista de Portugal). Por\u00e9m, houve um setor que n\u00e3o concordou com algumas orienta\u00e7\u00f5es e formou a CDE (n\u00e3o reformista). A maior parte desses militantes formou depois o MES [Movimento de Esquerda Socialista]. Particip\u00e1vamos de reuni\u00f5es em resid\u00eancias particulares, todas muito clandestinas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que tipo de a\u00e7\u00f5es realiz\u00e1vamos?<\/strong><\/p>\n<p>A nossa a\u00e7\u00e3o era essencialmente cultural. Divulg\u00e1vamos alguns boletins com poemas de Brecht. Traz\u00edamos alguns grupos de artistas, que tinham alguns temas progressistas nas suas obras e as apresentavam no Caselas Futebol Clube, sempre com alguma refer\u00eancia \u00e0 guerra colonial. E foi essencialmente atrav\u00e9s disso que estabelecemos alguns contatos, que receberam alguma forma\u00e7\u00e3o marxista. Mas havia pessoas no bairro que eram informantes da PIDE [Pol\u00edcia Internacional e de Defesa do Estado] e sabiam de certas atividades. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m particip\u00e1vamos de associa\u00e7\u00f5es de estudantes do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Naquele per\u00edodo, voc\u00ea estava estudando na universidade. Como era o clima universit\u00e1rio naquela \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p>Era um clima muito repressivo. Houve v\u00e1rias assembleias de estudantes contra a guerra colonial, que quase sempre terminavam com a chegada da tropa de choque. Os chamados \u201cgorilas\u201d foram introduzidos nas faculdades na \u00e9poca em que Veiga Sim\u00e3o, que tamb\u00e9m foi ministro de M\u00e1rio Soares, era ministro da educa\u00e7\u00e3o. Esses \u201cgorilas\u201d eram PIDEs \u00e0 paisana (civis), que participavam das reuni\u00f5es e, quando apareciam, espancavam toda a gente, indiscriminadamente.<\/p>\n<p>Tudo era convocado no boca-a-boca e as reuni\u00f5es tinham que ser feitas rapidamente, porque se sabia que a tropa de choque e a PIDE chegariam a qualquer momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Onde voc\u00ea estava no dia 25 de abril?<\/strong><\/p>\n<p>Olha, eu n\u00e3o estava em casa. Na noite anterior estive numa reuni\u00e3o na casa de um camarada. N\u00e3o sa\u00ed naquela noite, porque t\u00ednhamos visto na entrada do edif\u00edcio um sujeito, que suspeit\u00e1vamos ser agente da PIDE. Na manh\u00e3 seguinte sa\u00ed e fui para casa. S\u00f3 quando cheguei em casa \u00e9 que percebi, ao ligar o r\u00e1dio, que havia aquela m\u00fasica do MFA (Movimento das For\u00e7as Armadas) e as declara\u00e7\u00f5es dizendo \u00e0s pessoas para n\u00e3o sa\u00edrem de casa.<\/p>\n<p>Depois, nos dias seguintes, percorri o centro de Lisboa, nas manifesta\u00e7\u00f5es. Uma vez carregamos uma faixa, que dizia \u201cAbaixo a explora\u00e7\u00e3o capitalista\u201d, e todos se reuniram em torno dela. Come\u00e7\u00e1vamos a gritar palavras de ordem, cerca de 1.000 pessoas em Rossio [Pra\u00e7a Dom Pedro IV, em Lisboa], e rapidamente 4 ou 5 mil pessoas aderiam \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos tinham essa vontade euf\u00f3rica de gritar palavras de ordem contra o regime e contra o colonialismo, contra a guerra colonial, contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E como foi o dia 1\u00ba de maio de 1974?<\/strong><\/p>\n<p>Foi algo \u00fanico. Acredito que em Lisboa havia perto de um milh\u00e3o de pessoas na rua, amontoadas, com total liberdade, sem qualquer dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas todas muito bem organizadas. Todas muito solid\u00e1rias, euf\u00f3ricas pela liberdade e por poderem dizer as coisas sem medo da PIDE. Foi uma euforia tremenda, uma explos\u00e3o revolucion\u00e1ria em que as pessoas gritavam de tudo. Aprenderam a dizer palavras que n\u00e3o faziam parte do seu l\u00e9xico e, de repente, puderam falar sobre a explora\u00e7\u00e3o capitalista; puderam falar sobre o colonialismo; puderam falar sobre a guerra colonial; e puderam falar sobre a necessidade de formar comit\u00eas de moradores, comit\u00eas oper\u00e1rios, etc. Portanto, havia todo um l\u00e9xico pol\u00edtico, que n\u00e3o fazia parte das conversas da grande maioria das pessoas antes do 25 de abril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Grupo Marxista Revolucion\u00e1rio, adaptado \u00e0 clandestinidade, poderia agora viver legalmente. Como foi esse processo de constru\u00e7\u00e3o do partido \u00e0 luz da revolu\u00e7\u00e3o em curso?<\/strong><\/p>\n<p>Durante alguns meses, sofremos de \u201cclandestinite\u201d e mantivemos os nossos pseud\u00f4nimos, talvez at\u00e9 outubro de 1974, mais ou menos. At\u00e9 porque, passada a euforia inicial, come\u00e7aram a surgir alguns movimentos militares suspeitos de quererem reverter um pouco o que tinha sido a explos\u00e3o popular nas ruas. Portanto, nada estava garantido ainda. Mas continuamos nossas atividades e batalhamos para transformar o GMR em um partido legalizado. Em agosto de 1974, come\u00e7amos a coletar assinaturas para registrar o Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (PRT), sucessor do GMR.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como conseguimos uma sede?<\/strong><\/p>\n<p>Tal como estava acontecendo no resto do pa\u00eds, todas as casas vazias foram ocupadas para o que fosse considerado necess\u00e1rio. No in\u00edcio da Avenida Rep\u00fablica, perto do Saldanha, encontramos uma casa de dois pisos, com p\u00e1tio e s\u00f3t\u00e3o, ideal para sede do PRT, que j\u00e1 precisava realizar grandes reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em agosto e setembro de 1974, os trabalhadores da TAP (companhia a\u00e9rea) convocaram uma grande greve. Qual foi a posi\u00e7\u00e3o do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 greve?<\/strong><\/p>\n<p>Naquele momento, era o governo provis\u00f3rio, n\u00e3o sei se o 1.\u00ba ou o 2.\u00ba, que inclu\u00eda o PCP, o PS e o MFA. O governo era contra as greves, porque as considerava contr\u00e1rias \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, \u00e0 economia nacional. O PCP dizia que eram greves organizadas por membros da CIA, quando na verdade eram greves espont\u00e2neas, reivindica\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas de aumentos salariais, de anula\u00e7\u00e3o de demiss\u00f5es. Em agosto, fui distribuir um panfleto do PRT na porta da TAP. Eu estava l\u00e1 esperando outro camarada quando um jipe \u200b\u200bda COPCON passou e me perguntou o que eu tinha debaixo do bra\u00e7o. E eu disse, muito ingenuamente, que tinha ali panfletos de apoio \u00e0 greve dos trabalhadores da TAP. Eles me disseram \u201cent\u00e3o vem com a gente\u201d e me colocaram no jipe. Levaram-me ao Governo Civil do Chiado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Durante a revolu\u00e7\u00e3o, come\u00e7aram a desenvolver-se organiza\u00e7\u00f5es de duplo poder. Como foi esse processo?<\/strong><\/p>\n<p>Quase n\u00e3o houve f\u00e1bricas em que n\u00e3o surgissem comit\u00eas oper\u00e1rios, alguns eleitos, outros formados ad hoc. Os comit\u00eas oper\u00e1rios foram encarregados de substituir os patr\u00f5es ultra-reacion\u00e1rios. Houve algumas tentativas de autogest\u00e3o em empresas, f\u00e1bricas e bairros. No bairro de Caselas, onde eu vivia, havia um chafariz que estava fechado e lacrado desde antes da revolu\u00e7\u00e3o de 25 de abril. Uma vez livres, os moradores rapidamente formaram um comit\u00ea de bairro e decidiram reativar o chafariz.<\/p>\n<p>Houve at\u00e9 uma tentativa de organizar um congresso de comit\u00eas oper\u00e1rios em Covilh\u00e3, como se fosse o Congresso dos Sovietes, mas os comit\u00eas dirigidos pelo PCP n\u00e3o participaram. Apenas os comit\u00eas oper\u00e1rios ligados \u00e0 extrema-esquerda participaram.<\/p>\n<p>Depois, em setembro de 1975, os oper\u00e1rios da Lisnave realizaram uma gigantesca manifesta\u00e7\u00e3o, do Cais do Sodr\u00e9 at\u00e9 o minist\u00e9rio do trabalho. Ao chegarem l\u00e1, os militares, com o G3 na m\u00e3o, ouviram os manifestantes gritando \u201csoldados sempre, sempre ao lado do povo\u201d, baixaram as armas, ergueram os punhos em solidariedade e viraram-se contra o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Na noite de 27 de setembro, as pessoas ouviram no r\u00e1dio que o regime de Franco condenaria dois militantes maoistas espanh\u00f3is \u00e0 morte por enforcamento. As pessoas foram ent\u00e3o chamadas a ir \u00e0 embaixada espanhola para protestar. Ao longo da Avenida Liberdade, milhares de pessoas reuniram-se para protestar e decidiram marchar at\u00e9 a embaixada espanhola, na Pra\u00e7a de Espanha. A embaixada espanhola foi ocupada. As grades de ferro foram derrubadas. Mais tarde, chegaram as tropas. Por\u00e9m, os militares vieram apoiar os manifestantes, porque a situa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds vizinho, sob Franco, era muito grave.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Um ano antes, em 28 de setembro de 1974, um setor mais reacion\u00e1rio da burguesia tentou convocar uma manifesta\u00e7\u00e3o da \u201cmaioria silenciosa\u201d. Qual foi a resposta dos trabalhadores?<\/strong><\/p>\n<p>No dia 28 de setembro, foi convocada uma marcha por um setor da extrema direita, liderado pelo general Sp\u00ednola, ent\u00e3o presidente da rep\u00fablica, que queria reverter tudo o que estava em curso: a revolu\u00e7\u00e3o, as conquistas dos trabalhadores, o duplo poder das ruas. Sp\u00ednola queria organizar setores reacion\u00e1rios na capital e em todas as prov\u00edncias para marchar para Lisboa e dominar a cidade. Mas os revolucion\u00e1rios estavam conscientes. O povo estava consciente e organizado para enfrentar isso. No dia 27 de setembro, e no pr\u00f3prio dia 28 de setembro, todas as entradas de Lisboa foram controladas pelos militares e pelo povo, para abrir caminho aos ve\u00edculos. Muitas armas foram confiscadas, assim como muitos porretes, paus e garrotes trazidos pelos ultra-reacion\u00e1rios. A manifesta\u00e7\u00e3o foi um fiasco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No final do ano, em 1975, o partido, ent\u00e3o PRT, come\u00e7ou a ganhar influ\u00eancia entre os jovens e formou a ASJ \u2013 Alian\u00e7a da Juventude Socialista. A ASJ foi a principal frente de interven\u00e7\u00e3o do PRT?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, durante algum tempo foi a principal frente de interven\u00e7\u00e3o do partido, surgindo de embri\u00f5es que existiam antes do 25 de abril em algumas escolas secund\u00e1rias, especialmente no Liceu Dom Jo\u00e3o de Castro e no Liceu Amadora. E foi formada para congregar todos os movimentos e demandas estudantis, principalmente do ensino m\u00e9dio. Era uma organiza\u00e7\u00e3o muito importante, muito grande e foi provavelmente, durante um per\u00edodo, a maior organiza\u00e7\u00e3o juvenil de Lisboa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas o partido tamb\u00e9m tinha atua\u00e7\u00e3o sindical?<\/strong><\/p>\n<p>Fundamos o primeiro sindicato de funcion\u00e1rios p\u00fablicos do pa\u00eds, o Sindicato dos Trabalhadores da Prefeitura de Lisboa. Para a sede do sindicato ocupamos uma casa em Campo Grande. A primeira creche para os filhos dos trabalhadores funcionava no t\u00e9rreo e a organiza\u00e7\u00e3o sindical no primeiro andar.<\/p>\n<p>A prefeitura estava construindo um bairro para a PSP. Ent\u00e3o, fomos ver o prefeito e alegamos que os trabalhadores tamb\u00e9m precisavam de casas. Poucos dias depois, o prefeito nos disse que o sindicato distribuiria 75% das casas entre os trabalhadores municipais.<\/p>\n<p>Em 1978, tivemos uma grande greve dos garis, que durou oito dias e que M\u00e1rio Soares reprimiu com uma requisi\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Onde voc\u00ea estava em 25 de novembro de 1975?<\/strong><\/p>\n<p>Estava na Cal\u00e7ada Ajuda na manh\u00e3 do dia 25 de novembro. L\u00e1 foi montada uma barricada \u00e0 espera que os tanques dos generais Jaime Neves e Ramalho Eanes aparecessem, como previsto, para enfrentar os quart\u00e9is mais rebeldes, ou seja, o regimento de infantaria em que estavam M\u00e1rio Tom\u00e9 e outros.<\/p>\n<p>Esse ponto \u00e9 central, simb\u00f3lico da tomada do poder pela rea\u00e7\u00e3o contra-revolucion\u00e1ria e do in\u00edcio da revers\u00e3o das conquistas do 25 de abril. O PCP n\u00e3o quis oferecer qualquer resist\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea sentiu que a revolu\u00e7\u00e3o havia sido derrotada?<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed mesmo. Quer dizer, naquele exato momento percebi que toda aquela euforia, todo aquele duplo poder, que se impunha constantemente, ruiria. Tudo isso afundaria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Imprensa UIT-QI &nbsp; Entrevista com Ant\u00f4nio Grosso, dirigente do MAS, protagonista do 25 de abril de 1974 Ant\u00f4nio Grosso, atualmente dirigente do MAS, se\u00e7\u00e3o portuguesa da UIT-QI, foi membro do Grupo Marxista Revolucion\u00e1rio (GMR) &#8211; organiza\u00e7\u00e3o que anos mais tarde daria origem ao MAS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14724,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[2051,2050,1002,1612,1611,50],"class_list":["post-14722","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-e-formacao-politica","tag-clandestinidade","tag-cravos","tag-luta","tag-mas","tag-portugal","tag-revolucao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14722\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}