

	{"id":15074,"date":"2024-05-17T13:44:07","date_gmt":"2024-05-17T16:44:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15074"},"modified":"2024-05-17T13:44:07","modified_gmt":"2024-05-17T16:44:07","slug":"anticapitalismo-e-luta-lgbtqia-reflexoes-sobre-o-dia-internacional-de-combate-a-lgbtfobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/05\/17\/anticapitalismo-e-luta-lgbtqia-reflexoes-sobre-o-dia-internacional-de-combate-a-lgbtfobia\/","title":{"rendered":"Anticapitalismo e luta LGBTQIA+: Reflex\u00f5es sobre o Dia Internacional de Combate a LGBTfobia"},"content":{"rendered":"<p>Gabew, da Juventude Vamos \u00e0 Luta de SP<\/p>\n<p> O Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, comemorado em 17 de maio, tem suas ra\u00edzes na luta internacional pelos direitos e pela dignidade das pessoas LGBTQIA+.<br \/>\nNo dia 17 de maio de 1990, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) retirou a homossexualidade da Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade (CID), o que possibilitou um avan\u00e7o significativo na luta pelos direitos civis da comunidade LGBTQIA+.<\/p>\n<p> Essa data foi escolhida para destacar a resist\u00eancia e a luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia direcionadas \u00e0s pessoas LGBTQIA+. No entanto, a LGBTfobia n\u00e3o \u00e9 apenas uma manifesta\u00e7\u00e3o de preconceito isolada; est\u00e1 profundamente enraizada em estruturas como o patriarcado e a monogamia e se desenvolveu na funda\u00e7\u00e3o do capitalismo, a fim de gerar mais lucro.<\/p>\n<p> O capitalismo, com sua l\u00f3gica de lucro e explora\u00e7\u00e3o, promove e lucra com a manuten\u00e7\u00e3o de normas sociais que marginalizam e discriminam grupos minorit\u00e1rios, incluindo a comunidade LGBTQIA+. Ao mesmo tempo, o patriarcado, como sistema de domina\u00e7\u00e3o que privilegia a heteronormatividade e a cisnormatividade, refor\u00e7am essas ideias de superioridade masculina e inferioridade feminina, marginalizando qualquer desvio dessas normas.<\/p>\n<p> Al\u00e9m disso, a monogamia, enquanto institui\u00e7\u00e3o social, muitas vezes exclui e estigmatiza relacionamentos n\u00e3o tradicionais, tendo sua origem para preservar o patriarcado e marginalizar sexualidades e identidades desviantes, a fim de preservar a reprodu\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra e um ex\u00e9rcito de reserva do Capital:<\/p>\n<p><em>\u201cA imposi\u00e7\u00e3o da monogamia\u200a-\u200as\u00f3 para as mulheres\u200a-\u200acriou os meios para que as propriedades de homens ricos pudessem ser herdadas por crian\u00e7as cujo o pai poderia ter certeza que s\u00e3o suas. Casamento monog\u00e2mico, em ess\u00eancia, se desenvolveu como a agencia na qual homens da classe dominante poderiam estabelecer paternidade indisputada.\u201d<\/p>\n<p>WOLF, Sherry\u200a-\u200aSexualidade e Socialismo<\/em><\/p>\n<p>Como analisou Engels em seu trabalho &#8220;A Origem da Fam\u00edlia, Da Propriedade Privada e do Estado,  a monogamia significou um avan\u00e7o hist\u00f3rico significativo, mas ao mesmo tempo iniciou, juntamente com a escravid\u00e3o e as riquezas privadas, um processo no qual cada avan\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m um retrocesso relativo, e o bem-estar e desenvolvimento de alguns ocorrem \u00e0s custas da dor e repress\u00e3o de outros. A monogamia \u00e9 considerada a forma celular da sociedade civilizada e, portanto, n\u00e3o \u00e9 resultado do amor sexual individual, mas sim fundamentada em condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, express\u00e3o do triunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva.<\/p>\n<p><em>\u201cA monogamia surgiu da concentra\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de riqueza em uma s\u00f3 m\u00e3o\u200a-\u200amais precisamente, na de um homem\u200a-\u200ae da necessidade de legar essa riqueza aos filhos desse homem e de nenhum outro. Para isso, era requerida a monogamia da mulher, n\u00e3o do homem, de tal maneira que essa monogamia da mulher n\u00e3o impediu a poligamia aberta ou dissimulada do homem.\u201d<\/p>\n<p>ENGELS, Friedrich\u200a-\u200aA Origem da Fam\u00edlia, da propriedade privada e do Estado<\/em><\/p>\n<p>A monogamia heteronormativa surge como uma forma econ\u00f4mica de organiza\u00e7\u00e3o dentro da estrutura familiar, na qual h\u00e1 controle do corpo da mulher e de seu \u00fatero para garantir que a propriedade seja transmitida com certeza ao filho biol\u00f3gico do homem detentor da propriedade privada, al\u00e9m de assegurar a continuidade da linhagem. Para viabilizar isso, surge o moralismo em torno da sexualidade, uma vez que o sexo \u00e9 entendido como ligado \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o familiar.<\/p>\n<p>A partir dessa base, o capitalismo se desenvolveu, adaptando-se a esse modelo para garantir a transmiss\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o e da propriedade privada. Para reproduzir a classe trabalhadora, o capitalismo tornou-se necessariamente LGBTf\u00f3bico, especialmente no final do s\u00e9culo XIX, quando se iniciou a expans\u00e3o capitalista global atrav\u00e9s do imperialismo. Nesse per\u00edodo, a medicina foi utilizada para criminalizar pr\u00e1ticas LGBT, como as rela\u00e7\u00f5es homoafetivas, sendo rotuladas como dist\u00farbios. Essa abordagem s\u00f3 seria revogada pela OMS em 17 de Maio de 1990, uma conquista significativa para a comunidade LGBTQIA+.<\/p>\n<p>A luta contra a LGBTfobia n\u00e3o \u00e9 apenas uma luta por igualdade legal, mas tamb\u00e9m uma luta por uma transforma\u00e7\u00e3o social profunda, que questione as normas de g\u00eanero e sexualidade impostas pelo sistema capitalista. Nesse sentido, as \u00faltimas ondas do movimento feminista nos ensinam a desafiar e subverter as no\u00e7\u00f5es tradicionais de identidade e sexualidade, reconhecendo a multiplicidade de experi\u00eancias humanas para al\u00e9m das categorias bin\u00e1rias.<\/p>\n<p>N\u00f3s, socialistas e marxistas, entendemos que a opress\u00e3o da comunidade LGBTQIA+ \u00e9 baseada nas rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o capitalistas, que buscam dividir a classe trabalhadora e explorar suas diversas identidades para manter o status quo. A luta contra a LGBTfobia, portanto, \u00e9 parte integrante da luta mais ampla pela emancipa\u00e7\u00e3o de toda a classe trabalhadora e setores populares. \u00c9 fundamental reconhecer que a luta contra a LGBTfobia n\u00e3o pode ser separada da luta contra todas as formas de opress\u00e3o, e que s\u00f3 atrav\u00e9s da unidade de luta de todas as pessoas oprimidas podemos verdadeiramente alcan\u00e7ar a emancipa\u00e7\u00e3o de todos grupos marginalizados.<\/p>\n<p>Essa luta pela emancipa\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQIA+ vai muito al\u00e9m da conquista de direitos civis. Ela envolve desafiar e transformar as estruturas sociais que perpetuam a opress\u00e3o e a marginaliza\u00e7\u00e3o dessa comunidade. Para alcan\u00e7ar verdadeira liberdade e igualdade, \u00e9 essencial combater n\u00e3o apenas a LGBTFobia, mas tamb\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es que as sustentam: o capitalismo, o patriarcado e a monogamia compuls\u00f3ria. \u00c9 necess\u00e1rio combater os governos, parlamentos e leis reacion\u00e1rias contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, contra a classe trabalhadora e setores populares, unificando aos explorados e oprimidos.<\/p>\n<p>O capitalismo, como sistema econ\u00f4mico baseado na explora\u00e7\u00e3o e na busca incessante pelo lucro, alimenta desigualdades sociais que afetam desproporcionalmente as pessoas LGBTQIA+. A busca por lucro muitas vezes leva \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra LGBTQIA+, \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o da identidade LGBTQIA+ para o ganho financeiro. Portanto, a luta contra o capitalismo \u00e9 fundamental para garantir condi\u00e7\u00f5es de vida dignas para todas as pessoas LGBTQIA+, livres da explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e da precariedade laboral. Atuar em toda e qualquer luta e apoiar toda e qualquer pauta LGBTQIA+ \u00e9 fundamental para construir um forme movimento contra LGBTfobia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o patriarcado, sistema de domina\u00e7\u00e3o baseado na supremacia masculina, subjuga n\u00e3o apenas mulheres, mas tamb\u00e9m pessoas LGBTQIA+ que desafiam as normas de g\u00eanero tradicionais. A imposi\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is de g\u00eanero r\u00edgidos limita a express\u00e3o e a autonomia das pessoas LGBTQIA+, refor\u00e7ando estere\u00f3tipos prejudiciais e alimentando a viol\u00eancia de g\u00eanero. Portanto, desmantelar o patriarcado \u00e9 essencial para criar uma nova sociedade e por fim, por fim a monogamia compuls\u00f3ria e o modelo familiar nuclear monog\u00e2mica criado pela sociedade burguesa como estrutura do capitalismo.<\/p>\n<p><strong>Defendemos uma perspectiva classista<\/strong><\/p>\n<p>Somos favor\u00e1veis a uma ampla unidade de a\u00e7\u00e3o contra as pr\u00e1ticas de \u00f3dio, viol\u00eancia, discriminat\u00f3rias e de opress\u00e3o com o conjunto dos movimentos LGBTQIA+ ou por pautas como o casamento igualit\u00e1rio, al\u00e9m de outras pautas. Mas como j\u00e1 explicamos aqui, dentro desse movimento unit\u00e1rio, nos defendemos um perfil de classe, socialista e revolucion\u00e1rio. Somos contra o patriarcado, o sistema capitalista, os governos patronais que superexploram a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Nesse sentido disputamos a dire\u00e7\u00e3o de nossos movimentos e criticamos a coopta\u00e7\u00e3o de ONGs ou entidades que se adaptam aos governos ou entidades burguesas que transforma nossas pautas em neg\u00f3cios \u201crosa\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de estarmos acostumados com a disputa entre extrema-direita conservadora e reacion\u00e1ria com uma centro-esquerda progressista e liberal, na pr\u00e1tica a burguesia, seja sob o espectro conservador da direita ou o progressista da esquerda, nunca se ergueu como aliada genu\u00edna da comunidade LGBTQIA+. Por mais que a ret\u00f3rica pol\u00edtica possa variar, suas a\u00e7\u00f5es e interesses revelam um padr\u00e3o consistente de prioriza\u00e7\u00e3o do lucro sobre a igualdade; da manuten\u00e7\u00e3o do status quo sobre a verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de suas pequenas (quase inexistentes!) concess\u00f5es, historicamente tentam manter as lutas dentro do marco da democracia burguesa liberal e do sistema capitalista. Usando de argumentos como representatividade, meritocracia, empoderamento, e influenciando o consumo como uma estrat\u00e9gia de lucro, esse espectro pol\u00edtica busca cooptar as lutas para uma representatividade vazia com raras concess\u00f5es, mas na verdade administram o sistema que oprime e explora esses setores.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que houve conquistas significativas da comunidade LGBTQIA+ dentro da democracia burguesa-liberal, por\u00e9m nunca de bom grado, todos direitos conquistados ao longo dos anos foram resultados de muita luta e sangue da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Nos somos parte dessas lutas e defendemos uma unidade de a\u00e7\u00e3o com quer lutar por elas, sem sectarismo, mas n\u00e3o iludimos. Precisamos construir ao lado da luta pelas pautas imediatas uma ponte para uma sa\u00edda de fundo. Defendemos uma completa emancipa\u00e7\u00e3o, que ponha um real fim a opress\u00e3o sofrida por n\u00f3s, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com a ruptura com a democracia burguesa-liberal e o sistema capitalista, e com a constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade, socialista e democr\u00e1tica de fato, que garanta a completa emancipa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, como fez L\u00eanin e os Bolcheviques ap\u00f3s tomarem o poder do Estado russo em 1917.<\/p>\n<p><strong>A Experi\u00eancia da Revolu\u00e7\u00e3o Russa<\/strong><\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 trouxe um novo modelo de sociedade e uma das principais vit\u00f3rias dessa revolu\u00e7\u00e3o foi a descriminaliza\u00e7\u00e3o de pessoas LGBTs. Antes da Revolu\u00e7\u00e3o, o Imp\u00e9rio Russo estava imerso em uma sociedade profundamente conservadora, onde a homossexualidade era criminalizada e considerada moralmente inaceit\u00e1vel. No entanto, com a revoga\u00e7\u00e3o de diversas leis do C\u00f3digo Penal do Imp\u00e9rio Russo, foi revogada a lei  que criminalizava pessoas LGBTs, al\u00e9m do direito ao aborto a todas pessoas que gestam, foram realizados estudos sobre quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade, pessoas trans puderam, pela primeira vez, servir ao ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Infelizmente, todos esses direitos conquistados com muita luta de LGBTs comunistas e anarquistas russos, foram se perdendo com a contrarrevolu\u00e7\u00e3o stalinista.<\/p>\n<p><strong>Romper com o capitalismo para conquistar direitos duradouros<\/strong><\/p>\n<p>Diante de tudo que foi colocado, podemos afirmar que participamos de toda e qualquer luta nas ruas pelas nossas pautas e queremos conquistar nossos direitos aqui e agora. Mas que isso integra nossa estrat\u00e9gia de ruptura com o sistema capitalista, pondo fim ao patriarcado e a fam\u00edlia nuclear monog\u00e2mica como \u00fanico modelo, conseguiremos conquistar uma emancipa\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o plenas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conquistar essa liberta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do consumo impulsionado pelas grandes empresas capitalistas que se colocam como nossos aliados, e nem confiando nas institui\u00e7\u00f5es da democracia burguesa-liberal. Somente com a nossa luta, com a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista, com um auto-governo de trabalhadoras e trabalhadores, sem patr\u00f5es, poderemos por fim a todas opress\u00f5es de g\u00eanero, classe e ra\u00e7a. Por isso convidamos voc\u00ea a se somar a nos e ser parte dessa batalha com as LGBTQIA+ da CST.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabew, da Juventude Vamos \u00e0 Luta de SP O Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, comemorado em 17 de maio, tem suas ra\u00edzes na luta internacional pelos direitos e pela dignidade das pessoas LGBTQIA+. 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