

	{"id":15108,"date":"2024-05-21T19:29:47","date_gmt":"2024-05-21T22:29:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15108"},"modified":"2024-05-21T19:29:47","modified_gmt":"2024-05-21T22:29:47","slug":"cinco-meses-de-milei-duas-greves-gerais-e-nenhuma-lei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/05\/21\/cinco-meses-de-milei-duas-greves-gerais-e-nenhuma-lei\/","title":{"rendered":"Cinco meses de Milei: duas greves gerais e nenhuma Lei"},"content":{"rendered":"<p>Escreve Juan Carlos Giordano, deputado nacional eleito pela Izquierda Socialista\/ FIT Unidad<\/p>\n<p>A greve do dia 9 foi contundente. Foi outro rev\u00e9s para o governo de extrema direita de Milei. A bofetada anterior foi dada pela onda humana de mais de um milh\u00e3o de pessoas em defesa da Universidade P\u00fablica. Duas a\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e populares de massa, \u00e0s quais a CGT deve dar continuidade. O governo acusou o golpe. A Lei Bases est\u00e1 em apuros, assim como o pacto entreguista de 25 de maio.<\/p>\n<p>Milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o indignadas com os cortes nos sal\u00e1rios e nas aposentadorias e com os impactos da recess\u00e3o. Qual \u00e9 a sa\u00edda diante de tal desastre nacional? O peronismo e Cristina Kirchner apostam no desgaste de Milei, visando as elei\u00e7\u00f5es de 2025. O sindicalismo combativo e a Frente de Izquierda Unidad defendem outra estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>A Argentina foi not\u00edcia mundial. N\u00e3o por causa de alguma entrevista extravagante de Milei nesta ou naquela tribuna de extrema-direita (Milei que, ali\u00e1s, derrapou diante do jornalista da BBC, quando questionado sobre o ajuste contra os\/as aposentados\/as), mas por conta da segunda greve geral ap\u00f3s cinco meses de governo. Manchetes como \u201cDuas greves e nenhuma lei\u201d apontam o governo de extrema direita em apuros.<\/p>\n<p>A primeira greve geral ocorreu em 24 de janeiro, provocando a queda da Lei \u00d4nibus original. E depois ocorreu o 23 de abril, com a colossal marcha universit\u00e1ria, em que centenas de milhares sa\u00edram \u00e0s ruas, desferindo mais um duro golpe no governo, que quer apresentar \u201cn\u00fameros favor\u00e1veis\u201d \u00e0 custa de cortes no or\u00e7amento, nos sal\u00e1rios, nas aposentadorias, nas obras p\u00fablicas, nas verbas para as prov\u00edncias e de 60% nos trens, levando ao acidente de San Mart\u00edn.<\/p>\n<p>A selvagem campanha do governo de estrangulamento das organiza\u00e7\u00f5es sociais, com o corte de refei\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da escalada na pol\u00edtica de \u00f3dio contra aqueles que t\u00eam menos, refletem o abra\u00e7o do afogado de um homem que tenta encobrir a contund\u00eancia da greve e do mal-estar social, que cresce diante da situa\u00e7\u00e3o desesperadora.<\/p>\n<p><strong>Um cart\u00e3o-postal de f\u00e9rias<\/strong><\/p>\n<p>A greve do dia 9 mostrou que a classe trabalhadora est\u00e1 de p\u00e9. E que ela, quando chamada \u00e0 luta, responde com for\u00e7a. Isso vai na contram\u00e3o do que diz Cristina Kirchner, ao afirmar que \u201cas pessoas baixam a cabe\u00e7a\u201d perante o que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p>Foi uma paralisa\u00e7\u00e3o vitoriosa, apesar da desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 burocracia sindical ligada ao peronismo, da campanha acusando o movimento de ser uma \u201cgreve pol\u00edtica\u201d ou do medo de descontos. Foi uma grande greve, que contou at\u00e9 com o apoio dos eleitores de Milei. Os jovens que votaram no governo participaram da marcha universit\u00e1ria. E, na assembleia ferrovi\u00e1ria de Sarmiento, as pessoas que apoiaram o governo estiveram na primeira linha da defesa dos sal\u00e1rios, dos empregos e da cr\u00edtica \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A greve foi em rep\u00fadio ao ajuste brutal. O plano Milei significa recess\u00e3o mais infla\u00e7\u00e3o. A pequena queda do \u00edndice de pre\u00e7os em abril aconteceu \u00e0 custa da queda exponencial do consumo, da renda popular e da atividade econ\u00f4mica. O setor de constru\u00e7\u00e3o caiu 42% e a ind\u00fastria caiu 21% em mar\u00e7o. Isso se expressou no crescimento das demiss\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 de 12 mil funcion\u00e1rios p\u00fablicos, mas de 100 mil trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o, entre outros. As perspectivas para os pr\u00f3ximos meses s\u00e3o ainda piores. O PIB cair\u00e1 3,5% em 2024. A arrecada\u00e7\u00e3o despencou. O governo aumentou a d\u00edvida externa em d\u00f3lares. O FMI aplaudiu o ajuste, mas n\u00e3o disponibilizou o dinheiro para levantar o prometido Cepo [sistema de controle cambial, com o objetivo de reduzir a infla\u00e7\u00e3o], adiado indefinidamente, enquanto a d\u00edvida fraudulenta continua a ser paga e \u00e9 redobrada a pilhagem extrativista.<\/p>\n<p>Tudo isso gera um grande desconforto n\u00e3o s\u00f3 entre o povo trabalhador e os pequenos comerciantes, mas tamb\u00e9m entre setores patronais m\u00e9dios. As pequenas Pymes [micro, pequena ou m\u00e9dia empresa] op\u00f5em-se \u00e0 reforma trabalhista, porque dizem que o problema \u00e9 que n\u00e3o vendem nada. As perdas salariais e das aposentadorias s\u00e3o astron\u00f4micas. Cada vez mais trabalhadores formais ficam abaixo da linha da pobreza. A linha da mis\u00e9ria subiu para 385 mil pesos e a linha da pobreza para 850 mil pesos. A passagem de trem voltou a aumentar. O bilhete do metr\u00f4 vai para 574 pesos e o custo da conta de luz, por exemplo, \u00e9 o maior em trinta anos.<\/p>\n<p>O governo acusou o golpe. Milei tentou distorcer os fatos, dizendo que \u201ca greve foi um fracasso\u201d. Patricia Bullrich fez um papel rid\u00edculo, ao entrar em um \u00f4nibus vazio. O fluente porta-voz presidencial, Manuel Adorni, tremeu na base quando foi questionado sobre a proposta de uma nova greve de 36 horas defendida por \u201cPollo\u201d Sobrero. Est\u00e3o circulando pelas redes sociais, em que 80% consideram a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds ruim, memes do governo desnorteado.<\/p>\n<p>Longe v\u00e3o as fotos do gabinete governamental, na sacada da Casa Rosada, saudando uma suposta multid\u00e3o na Plaza de Mayo. O filme \u00e9 outro. O plano motosserra empurra cada vez mais setores para a luta. \u00c9 por isso que as greves gerais e as mobiliza\u00e7\u00f5es de massas j\u00e1 t\u00eam n\u00fameros e letras que ficar\u00e3o no calend\u00e1rio hist\u00f3rico do protesto social, como o 24E, o 8M do movimento de mulheres, o massivo 24M, o extraordin\u00e1rio 23A e a greve contundente do 9M. Isso desde 20 de dezembro, quando o sindicalismo combativo e a esquerda venceram o primeiro round contra a motosserra e o protocolo repressivo da autorit\u00e1ria Patricia Bullrich, fazendo o ato para marcar o Argentinazo na Plaza de Mayo.<\/p>\n<p><strong>A Lei Bases em crise e o famoso pacto de 25 de maio <\/strong><\/p>\n<p>Dada a ascens\u00e3o oper\u00e1ria e popular, o governo adiou parte do aumento das tarifas. Teve que colocar um teto nas tarifas dos planos de sa\u00fade e sentou-se para conversar com os reitores. Mas os problemas continuam a piorar.<\/p>\n<p>Com a ajuda da oposi\u00e7\u00e3o patronal de Pichetto, dos radicais e do PRO, o governo conseguiu a aprova\u00e7\u00e3o parcial da Lei Bases na C\u00e2mara dos Deputados. Foi uma \u201ctr\u00e9gua prec\u00e1ria\u201d, com base no desgastado pacto colonial de 25 de maio, que o governo agora questiona ao voltar a enfrentar dificuldades no Senado.<\/p>\n<p>\u201cBartolo, estou terrivelmente decepcionado, pensei que ia ter uma decis\u00e3o\u201d, lamentou dias atr\u00e1s um senador libert\u00e1rio de Formosa ao presidente provis\u00f3rio do Senado. O Secret\u00e1rio de Energia reconheceu, quando foi apresentar o projeto, desconhecer um artigo da Lei Bases (\u201cN\u00e3o li\u201d, disse). O \u201ctratamento expresso\u201d fracassou.<\/p>\n<p>H\u00e1 questionamentos sobre o imposto aos sal\u00e1rios, artigos da reforma trabalhista, algumas privatiza\u00e7\u00f5es (passaram de quarenta e uma para onze); lavagem de dinheiro, com a repatria\u00e7\u00e3o de recursos que poderiam advir do tr\u00e1fico de drogas e de outras fontes il\u00edcitas; e, principalmente, \u00e0s in\u00e9ditas concess\u00f5es fiscais, tribut\u00e1rias e aduaneiras \u00e0s multinacionais e aos grupos de investimento, atrav\u00e9s do Regime de Incentivo aos Grandes Investimentos (RIGI), pol\u00edtica contestada at\u00e9 pela UIA e que prejudica os pequenos empres\u00e1rios, sempre justificada com a mentira de que dessa forma \u201centrar\u00e3o capitais que nos tirar\u00e3o da crise\u201d &#8211; uma luz no fim do t\u00fanel que nunca chegar\u00e1.<\/p>\n<p>A Lei Bases, embora possa ser aprovada, certamente retornar\u00e1 com altera\u00e7\u00f5es e mais reduzida \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, manchando \u201co feriado nacional libert\u00e1rio\u201d de 25 de maio. As negocia\u00e7\u00f5es est\u00e3o fren\u00e9ticas. Entre idas e vindas, pode voltar a explodir o mal-estar social. Isso porque, \u00e0 medida que est\u00e3o se tornando conhecidos os termos nefastos da nova Lei, est\u00e1 crescendo o sentimento de que no dia em que ela for discutida no Senado devemos ir em massa repudi\u00e1-la, com a exig\u00eancia de que a CGT convoca uma marcha.<\/p>\n<p>Milei tem dito que, em caso de novos reveses, espera ter um desempenho melhor nas elei\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo ano, para poder avan\u00e7ar \u201ccom as reformas estruturais\u201d, evidenciando suas dificuldades. Dizem que ele processa tudo isso em longos encontros \u00edntimos, que acontecem aos domingos, \u00e0s 20h, na Quinta de Olivos, ouvindo \u00d3pera e tendo longas conversas com o desmoralizado economista Juan Carlos De Pablo; caminhando com o questionado Ministro Petovello e com sua irm\u00e3, \u201co Chefe\u201d, Karina Milei. E com almo\u00e7os semanais com outras figuras de extrema-direita, como Espert. Um s\u00e9quito cada vez menor. Karina, por exemplo, foi vista presidindo uma reuni\u00e3o de gabinete na semana passada.<\/p>\n<p>Diante do cont\u00ednuo desgaste do governo, tem se falado em uma mudan\u00e7a de gabinete em breve. O FMI continua preocupado com a \u201cgovernabilidade\u201d, tal como os grandes grupos econ\u00f4micos, Pichetto e os radicais. \u00c9 por isso que aconselham o governo a escolher bem as palavras, usando menos as redes sociais. E a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, expressou mais uma vez a sua \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o com os mais vulner\u00e1veis\u201d. Eles est\u00e3o aterrorizados com a possibilidade do governo continuar a jogar mais lenha na fogueira, diante um povo trabalhador que tem travado enormes batalhas.<\/p>\n<p><strong>O papel do peronismo e a sa\u00edda de fundo defendida pela esquerda<\/strong><\/p>\n<p>O que tem feito a lideran\u00e7a peronista? Os meios de comunica\u00e7\u00e3o aliados ao peronismo t\u00eam expressado diariamente o que chamam de \u201ccrise de lideran\u00e7a\u201d do movimento, que foi derrotado nas elei\u00e7\u00f5es e tem sido questionado por seus pr\u00f3prios seguidores. Enquanto o PJ est\u00e1 ac\u00e9falo, ap\u00f3s a ren\u00fancia de Alberto Fern\u00e1ndez como autoridade m\u00e1xima, Cristina Kirchner foi obrigada a vir a p\u00fablico tr\u00eas vezes consecutivas para dizer algo, com discursos que j\u00e1 n\u00e3o cativam. O governador Kicillof tem aparecido em algumas manifesta\u00e7\u00f5es, para tentar fingir que n\u00e3o est\u00e1 aplicando o ajuste em sua prov\u00edncia, e est\u00e1 travando uma dura briga pelo aparato eleitoral com La C\u00e1mpora e M\u00e1ximo Kirchner. Os senadores da Uni\u00f3n por la Patria t\u00eam passado o tempo revisando o tamanho de sua bancada, para n\u00e3o perderem votos, como j\u00e1 aconteceu com o bloco peronista na C\u00e2mara dos Deputados, que n\u00e3o conseguiu segurar v\u00e1rios parlamentares, que acabaram apoiando alguns cap\u00edtulos da Lei Bases.<\/p>\n<p>Cristina Kirchner, embora critique o governo, disse \u201cque Milei est\u00e1 se saindo bem\u201d e que \u201cestamos aqui para ajud\u00e1-lo\u201d, sob o lema de que n\u00e3o devemos \u201ctravar a roda\u201d. Ou seja, o peronismo tem feito cr\u00edticas parciais ao governo, mas sua estrat\u00e9gia \u00e9 deixar Milei desgastar-se, preparando o terreno para tentar vencer as elei\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo ano. Eles t\u00eam dito que devemos reconstruir o peronismo. Por\u00e9m, foi o pr\u00f3prio peronismo que prometeu em 2019 lutar contra a direita e acabou entregando o pa\u00eds ao FMI, preparando o terreno para o triunfo de Milei.<\/p>\n<p>Essa \u201cestrat\u00e9gia\u201d peronista vai na contram\u00e3o das necessidades das lutadoras e dos lutadores, que querem enfrentar agora e de forma consequente o plano nefasto do governo, desenvolvendo a luta nas ruas e no Congresso, como defende o sindicalismo combativo e a esquerda.<\/p>\n<p>N\u00f3s, da Izquierda Socialista \u2013 FIT Unidad, continuamos a defender a unidade oper\u00e1ria e popular para enfrentar o plano motosserra de Milei e, assim, derrot\u00e1-lo. Essa \u00e9 a necessidade n\u00famero um do povo trabalhador e dos setores populares. Denunciamos tamb\u00e9m o vergonhoso alinhamento de Milei com o Estado sionista de Israel contra o povo palestino. Mostramos que \u00e9 poss\u00edvel vencer, que lutar traz resultados. Isso num quadro em que os duros confrontos contra o governo continuar\u00e3o. Em Quimil\u00ed, Santiago del Estero, o povo se rebelou contra a alta tarifa de energia el\u00e9trica. Os docentes est\u00e3o se mobilizado massivamente em Missiones. Existir\u00e3o express\u00f5es de luta de todos os tipos. S\u00e3o lutas que devem continuar a ser travadas em todos os locais de trabalho, bairros e universidades. E, fundamentalmente, com a convocat\u00f3ria de protestos massivos, como temos exigido \u00e0 CGT. A CGT n\u00e3o convocou a mobiliza\u00e7\u00e3o ao Congresso, quando foi aprovada a Lei Bases na C\u00e2mara dos Deputados, dedicando-se \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o de alguns artigos da reforma trabalhista. N\u00e3o h\u00e1 nada para negociar com o governo. A CGT e a CTA t\u00eam de defender a paralisa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no dia em que for discutida, no Senado, a Lei, de modo a possibilitar uma mobiliza\u00e7\u00e3o massiva. E tais entidades t\u00eam que dar continuidade \u00e0 luta contra todo o plano motosserra de Milei, com uma nova greve geral de 36 horas e mobiliza\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, com um verdadeiro plano nacional de luta. Por isso, batalhamos pela coordena\u00e7\u00e3o dos setores em luta.<\/p>\n<p>E, diante do papel do peronismo, defendemos uma sa\u00edda oposta. Um plano econ\u00f4mico que rompa com o FMI e deixe de pagar a d\u00edvida externa, entre outras medidas de fundo, tendo como perspectiva a constru\u00e7\u00e3o de um governo das trabalhadoras e dos trabalhadores e da esquerda. Para isso, convidamos todas e todos a se somarem \u00e0 Izquierda Socialista para fortalecer a Frente de Izquierda Unidad.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escreve Juan Carlos Giordano, deputado nacional eleito pela Izquierda Socialista\/ FIT Unidad A greve do dia 9 foi contundente. Foi outro rev\u00e9s para o governo de extrema direita de Milei. 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