

	{"id":15208,"date":"2024-05-29T21:06:28","date_gmt":"2024-05-30T00:06:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15208"},"modified":"2024-05-29T21:06:28","modified_gmt":"2024-05-30T00:06:28","slug":"os-socialistas-revolucionarios-perante-as-eleicoes-europeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/05\/29\/os-socialistas-revolucionarios-perante-as-eleicoes-europeias\/","title":{"rendered":"Os socialistas revolucion\u00e1rios perante as elei\u00e7\u00f5es europeias"},"content":{"rendered":"<p><em>A UE n\u00e3o pode ser reformada. A nossa alternativa contra a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o \u00e9 regressar \u00e0 soberania dos antigos Estados, mas sim confrontar o projeto da UE com uma Europa dos trabalhadores e dos povos.<\/em><\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es europeias de 6 a 9 de junho ser\u00e3o marcadas pela profunda crise econ\u00f3mica do capitalismo, com a profunda crise econ\u00f3mica do capitalismo, com a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia e o genoc\u00eddio do povo palestiniano. A pol\u00edtica da Uni\u00e3o Europeia e dos governos europeus consiste em descarregar as suas consequ\u00eancias sobre o povo trabalhador. Isto est\u00e1 expresso em todos os governos da Europa, quer sejam governos liberais de direita como Macron em Fran\u00e7a ou Montenegro em Portugal; ou sociais-democratas como os de Pedro Sanchez, em Espanha, ou Olaf Scholz, na Alemanha, ou nos governos de extrema-direita de Meloni, em It\u00e1lia, ou de Orban, na Hungria.<\/p>\n<p>Estes governos s\u00e3o c\u00famplices do massacre e exterm\u00ednio dos palestinianos, armam Israel, mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es privilegiadas com institui\u00e7\u00f5es e empresas israelitas. As declara\u00e7\u00f5es de Ursula von der Leyen sobre o apoio incondicional a Israel tiveram de ser relativizadas ap\u00f3s enormes manifesta\u00e7\u00f5es em toda a Europa. As m\u00e1scaras do imperialismo europeu est\u00e3o a cair. A Alemanha \u00e9 o segundo maior exportador de armas para Israel (30% do total), e o seu governo com sociais-democratas e Verdes defende Israel contra a queixa da \u00c1frica do Sul perante o Tribunal Internacional da ONU, ao mesmo tempo que reprime fortemente o enorme movimento de solidariedade em apoio do povo palestiniano, como fazem tamb\u00e9m em Fran\u00e7a, na Gr\u00e3-Bretanha, na Holanda ou em It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Hoje, os jovens europeus, no mesmo movimento iniciado pelas universidades americanas, ocupam os campus universit\u00e1rios para denunciar a cumplicidade dos governos e das institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias com o Estado genocida de Israel. O espectro do Vietname, onde enormes mobiliza\u00e7\u00f5es de massas foram essenciais para a derrota imperialista, est\u00e1 a ressurgir nas mentes do imperialismo. Os povos v\u00eaem na luta palestiniana o s\u00edmbolo da luta dos povos contra o imperialismo. A repress\u00e3o crescente que \u00e9 aplicada hoje contra a solidariedade com a Palestina ser\u00e1 aplicada amanh\u00e3 contra os protestos sociais. Estamos com a resist\u00eancia palestiniana, pelo fim do Estado sionista e do seu regime de apartheid. Pela ruptura de rela\u00e7\u00f5es a todos os n\u00edveis com Israel. Por uma Palestina livre do rio ao mar.<\/p>\n<p>Se para os interesses imperialistas Israel \u00e9 uma pe\u00e7a estrat\u00e9gica, e a\u00ed reside a sua impunidade, a Ucr\u00e2nia \u00e9 uma moeda de troca nas negocia\u00e7\u00f5es com o imperialismo russo. Foi a resist\u00eancia do povo ucraniano, que impediu a ocupa\u00e7\u00e3o total da Ucr\u00e2nia em tr\u00eas dias, que obrigou o imperialismo norte-americano e da Uni\u00e3o Europeia a tomar uma posi\u00e7\u00e3o. Este apoio militar com o fornecimento de armas n\u00e3o reduz em nada o direito do povo ucraniano a defender-se contra a agress\u00e3o do imperialismo russo. Num confronto entre um imperialismo (maior ou menor) e um Estado semi-colonial como a Ucr\u00e2nia, desde a rejei\u00e7\u00e3o da NATO, estamos do lado do pa\u00eds oprimido, independentemente do seu governo. Pela derrota da invas\u00e3o russa. Com a resist\u00eancia do povo ucraniano. Realizamos 4 comboios de material e continuaremos a apoiar a esquerda anti-autorit\u00e1ria ucraniana e os sindicatos militantes.<\/p>\n<p>A agress\u00e3o russa conseguiu o efeito contr\u00e1rio ao pretendido, permitindo \u00e0 NATO sair do coma ap\u00f3s a derrota no Afeganist\u00e3o; Um renascimento com a ades\u00e3o de novos pa\u00edses \u00e0 Alian\u00e7a e um aumento generalizado das despesas militares. N\u00e3o \u00e9 a entrega de armas \u00e0 Ucr\u00e2nia que justifica este aumento do militarismo. \u00c9 tamb\u00e9m bastante \u00f3bvio que tanto os EUA como a UE limitaram o fornecimento de armas pesadas e muni\u00e7\u00f5es, bem como de avi\u00f5es de combate, mostrando que o seu objetivo \u00e9 procurar uma negocia\u00e7\u00e3o com Putin e n\u00e3o o seu esmagamento. A tend\u00eancia dos imperialismos europeus para perderem peso espec\u00edfico est\u00e1 a aprofundar-se nas m\u00e3os de outros imperialismos, como os EUA, a China ou a R\u00fassia. \u00c9 evidente em termos econ\u00f3micos e tamb\u00e9m pol\u00edticos, como o recente recuo da Fran\u00e7a na \u00c1frica subsaariana. Somos contra o aumento das despesas militares, a favor da dissolu\u00e7\u00e3o da NATO e do fim das bases imperialistas americanas na Europa.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f3mica capitalista internacional, longe de estar resolvida, parece estar a aprofundar-se, com a Alemanha, o motor da Europa, em recess\u00e3o. A Uni\u00e3o Europeia \u00e9 um acordo entre Estados ao servi\u00e7o das multinacionais. Enquanto os grandes patr\u00f5es obt\u00eam lucros elevados, as mobiliza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias do ano passado, exigindo aumentos salariais face \u00e0 infla\u00e7\u00e3o elevada, ou as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es para travar a reforma das pens\u00f5es em Fran\u00e7a, foram a resposta dos trabalhadores \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e das pens\u00f5es. H\u00e1 alguns anos, foram as mobiliza\u00e7\u00f5es dos coletes amarelos, h\u00e1 alguns meses, as mobiliza\u00e7\u00f5es no campo em toda a Europa refletem um empobrecimento crescente tamb\u00e9m da pequena burguesia na cidade e no campo.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia permite \u00e0s multinacionais uma nova divis\u00e3o do trabalho. Os Estados mediterr\u00e2nicos, como Portugal, Espanha e Gr\u00e9cia, desmantelaram a sua capacidade industrial com a desculpa da falta de competitividade, para refor\u00e7ar o peso dos grandes industriais alem\u00e3es. O seu destino na nova reparti\u00e7\u00e3o do trabalho foi tornar-se uma zona agr\u00edcola, de servi\u00e7os e de turismo, um sector que significa emprego prec\u00e1rio, sal\u00e1rios baixos, desregulamenta\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Longe de tenderem a igualar as diferen\u00e7as econ\u00f3micas entre as diferentes regi\u00f5es, as diferen\u00e7as intensificam-se, sobretudo com a crise de 2008. Atrav\u00e9s de governos capitalistas, institui\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ditadas pelo centro e com o instrumento do euro. O euro actuou sobre as economias mais fr\u00e1geis da Europa como uma dolariza\u00e7\u00e3o sob controlo alem\u00e3o: aumentando as diferen\u00e7as e impulsionando a cria\u00e7\u00e3o de uma enorme d\u00edvida externa que, para renegociar as suas parcelas, obriga os Estados e governos do Sul a implementar os planos ditados pelas multinacionais alem\u00e3s e francesas.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia insurge-se contra os migrantes. Enquanto as suas multinacionais, juntamente com as de outros imperialismos &#8211; EUA, China ou R\u00fassia &#8211; saqueiam estes pa\u00edses e mant\u00eam ditadores ao seu servi\u00e7o contra os povos, a UE transforma as suas costas numa fortaleza e \u00e9 respons\u00e1vel por milhares de mortes que se afogam no Mediterr\u00e2neo. Financia Estados terceiros, independentemente do facto de n\u00e3o respeitarem os direitos m\u00ednimos dos migrantes, para dificultar o acesso. Mas a UE sabe que a repress\u00e3o n\u00e3o vai deter milhares de pessoas que fogem da fome, das guerras ou das ditaduras. A morte na estrada e a repress\u00e3o policial s\u00e3o utilizadas pelos empregadores em sectores como a agricultura, os cuidados a idosos e os cuidados domicili\u00e1rios para impor condi\u00e7\u00f5es que um trabalhador com uma conven\u00e7\u00e3o colectiva n\u00e3o aceitaria.<\/p>\n<p>As grandes mobiliza\u00e7\u00f5es que surgiram no calor da resist\u00eancia, na primeira fase da crise de 2008-2009, tiveram express\u00e3o na procura de novos referentes pol\u00edticos: Syriza na Gr\u00e9cia, Podemos em Espanha, Corbyn no trabalhismo brit\u00e2nico, &#8216;La France Insum\u00eds&#8217; (Fran\u00e7a) a ou Bloco de Esquerda em Portugal. Mas todos eles eram express\u00f5es de um neo-reformismo incapaz de responder \u00e0s necessidades da classe trabalhadora e dos sectores populares e, \u00e0 medida que subiam, afundavam-se. Hoje, perante o novo agravamento da crise e as crescentes tens\u00f5es sociais que v\u00e3o surgir, um sector do grande capital financia a extrema-direita que procura aprofundar o ataque contra a classe trabalhadora e as liberdades democr\u00e1ticas. No passado dia 19 de maio, Abascal do Vox (Espanha), com Meloni (Italia), Le Pen (Fran\u00e7a), Morawiecki(Pol\u00f4nia), Orb\u00e1n (Hungria) e Andr\u00e9 Ventura (Portugal), juntamente com Milei da Argentina e Kast do Chile, apareceram em Madrid para lan\u00e7ar a campanha para as elei\u00e7\u00f5es europeias.<\/p>\n<p>Travar a extrema-direita significa levantar uma alternativa, a partir da mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular, uma alternativa de ruptura com o sistema capitalista.<\/p>\n<p>Nem os trabalhadores nem os povos podem esperar nada de bom da Uni\u00e3o Europeia. A Uni\u00e3o Europeia foi criada como um clube de Estados e governos capitalistas e \u00e9 por isso que os povos n\u00e3o podem esperar que ela apoie os povos oprimidos. A UE n\u00e3o pode ser reformada. A nossa alternativa contra a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o \u00e9 regressar \u00e0 soberania dos antigos Estados, mas sim confrontar o projeto da UE com uma Europa dos trabalhadores e dos povos, uma Federa\u00e7\u00e3o de rep\u00fablicas socialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que n\u00f3s, socialistas revolucion\u00e1rios da UIT-CI, apelamos aos trabalhadores e \u00e0 juventude para que continuem a lutar contra os cortes sociais e pelas suas reivindica\u00e7\u00f5es em todos os pa\u00edses e em toda a Europa. E nas elei\u00e7\u00f5es europeias de 6 a 9 de junho, apelamos a n\u00e3o votar nos candidatos de Macron, Pedro Sanchez, Georgia Meloni, Olaf Scholz, nem em nenhum candidato dos partidos capitalistas, sejam eles liberais, sociais-democratas ou de extrema-direita.<\/p>\n<p>Apelamos a que votem &#8216;N\u00e3o ao genoc\u00eddio de Israel em Gaza&#8217;. N\u00e3o aos cortes sociais. Apelamos ao voto pela defesa dos sal\u00e1rios e das pens\u00f5es, contra a precariedade e as disparidades entre homens e mulheres. Em defesa dos servi\u00e7os 100% p\u00fablicos. N\u00e3o \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es. Pela nacionaliza\u00e7\u00e3o dos bancos e empresas estrat\u00e9gicas, sob controle dos trabalhadores. Pela revoga\u00e7\u00e3o das leis sobre os estrangeiros: direitos plenos para os migrantes. Contra a destrui\u00e7\u00e3o capitalista do ambiente. Pela defesa dos direitos democr\u00e1ticos, das mulheres e dos LGBTI. Pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es oprimidas. N\u00e3o ao pagamento da d\u00edvida. O dinheiro das d\u00edvidas e dos aumentos de impostos para o grande capital para criar um plano de emerg\u00eancia dos trabalhadores e dos povos. Solidariedade com os povos que lutam contra o imperialismo. Pelos governos dos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Lucha Internacionalista (LI), del Estado Espa\u00f1ol<br \/>\nMovimiento de Alternativa Socialista (MAS), de Portugal<br \/>\nMovimiento Liga Marxista Revolucionaria (M-LMR), de Italia<br \/>\nPartido de la Democracia Obrera (IDP), de Turqu\u00eda<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A UE n\u00e3o pode ser reformada. A nossa alternativa contra a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o \u00e9 regressar \u00e0 soberania dos antigos Estados, mas sim confrontar o projeto da UE com uma Europa dos trabalhadores e dos povos. 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