

	{"id":15423,"date":"2024-06-20T18:16:15","date_gmt":"2024-06-20T21:16:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15423"},"modified":"2024-06-25T08:49:36","modified_gmt":"2024-06-25T11:49:36","slug":"a-liga-operaria-retorna-clandestinamente-no-brasil-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/06\/20\/a-liga-operaria-retorna-clandestinamente-no-brasil-parte-ii\/","title":{"rendered":"A Liga Oper\u00e1ria retorna clandestinamente ao Brasil (PARTE II)"},"content":{"rendered":"<p><strong>2-A Liga Oper\u00e1ria retorna clandestinamente no Brasil (PARTE II)<\/strong><\/p>\n<p>(est\u00e1 \u00e9 a segunda parte do Especial de comemora\u00e7\u00e3o dos <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/06\/24\/50-anos-da-liga-operaria-o-inicio-do-trotskismo-morenista-no-brasil\/\">Cinquenta anos da Liga Oper\u00e1ria<\/a>)<\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/06\/24\/o-inicio-do-trotskismo-morenista-no-brasil-parte-i\/\">primeira parte deste artigo<\/a> vimos os antecedentes da funda\u00e7\u00e3o da Liga Oper\u00e1ria. Agora vamos tratar de sua chegada e implanta\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a passagem pelo Chile, os grupos Ponto de Partida<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> se dispersaram. Alguns deles se deslocam para um novo ex\u00edlio na Argentina. Longe de abandonar a luta, eles elaboram um plano de retorno ao Brasil para lutar pela derrubada da ditadura. Para isso fundaram a Liga Oper\u00e1ria em fins de 1973, com o aux\u00edlio dos camaradas Argentinos do PST, preparando a volta clandestina para o Brasil. Na bagagem trazem edi\u00e7\u00f5es do jornal Independ\u00eancia Oper\u00e1ria. Come\u00e7am a atuar no movimento estudantil, preparando um giro posterior ao movimento oper\u00e1rio. Vejamos o relato de Waldo Mermelstein<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>, outro fundador da Liga Oper\u00e1ria:<\/p>\n<p><em>&#8220;A Liga Oper\u00e1ria foi fundada em Buenos Aires no final de 1973, por 4 militantes brasileiros que haviam estado no Chile durante o governo da Unidade Popular, com o apoio e solidariedade pol\u00edtica do Partido Socialista dos Trabalhadores da Argentina. Tr\u00eas deles j\u00e1 tinham v\u00ednculos org\u00e2nicos com o trotskismo, em particular com a corrente animada por Nahuel Moreno. Eram Jorge Pinheiro, Maria Jos\u00e9 (ou simplesmente Zez\u00e9), e Valderez Duarte<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>. Os dois primeiros eram mais experientes e foram os principais condutores pol\u00edticos e organizativos do grupo at\u00e9 1979. Eu me juntei a eles em Buenos Aires, tinha pouca experi\u00eancia pol\u00edtica, havia tido a sorte de ir ao Chile estudar e participar do processo da Unidade Popular, militando no Movimento de Esquerda Revolucion\u00e1rio&#8221;<\/em><a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1974 a Liga Oper\u00e1ria elabora um documento profundo denominado \u201c<em>Pela unifica\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios marxistas brasileiros<\/em>\u201d, um projeto de programa para sua atua\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 unir revolucion\u00e1rios e revolucion\u00e1rias. Afirma-se que \u201c<em>A principal tarefa da esquerda revolucion\u00e1ria hoje em dia \u2013 em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil \u2013 \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de um partido oper\u00e1rio revolucion\u00e1rio<\/em>\u201d. Em seguida que \u201c<em>depois das experi\u00eancias tr\u00e1gicas do reformismo em 1964 e das desvia\u00e7\u00f5es ultra-esquerdistas a partir de 1968, principalmente; j\u00e1 \u00e9 hora de transformar as \u2018autocriticas\u2019 e \u2018balan\u00e7os ideol\u00f3gicos\u2019 em um programa concreto, de liga\u00e7\u00e3o com a classe oper\u00e1ria e o movimento de massas<\/em>\u201d. A Liga Oper\u00e1ria reivindica a experi\u00eancia passada no Chile e as rela\u00e7\u00f5es com outros grupos revolucion\u00e1rios brasileiros trotskistas afirmando:<\/p>\n<p><em>&#8220;Neste projeto de programa reivindicamos a experi\u00eancia passada dos grupos Ponto de Partida e Ponto de Partida \u2013 tend\u00eancia socialista, al\u00e9m do aporte de militantes brasileiros que apesar da repress\u00e3o mantiveram durante esses anos seu trabalho junto a classe oper\u00e1ria&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>A batalha pela \u201cunifica\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios\u201d era muito concreta. H\u00e1 tempos Moreno e seus camaradas mantinham contatos com organiza\u00e7\u00f5es brasileiras e tentavam estruturar uma corrente trotskista ortodoxa aqui. A primeira tentativa foi nos anos 1950, na luta contra a ala majorit\u00e1ria da internacional, representada na am\u00e9rica latina por J Posadas. Ocorreu uma aproxima\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o em comum com o PSR<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a> de Herminio Sacchetta <a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a> (dirigente do PCB que adere ao trotskismo). Por\u00e9m Herminio Sacchetta abandona a IV e o PSR se extingue<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>. O \u201ctrotskismo\u201d passa a ser \u201crepresentado\u201d no Brasil pelos seguidores de Posadas que criam o POR (Partido Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio). Este partido posadista aplica a linha majorit\u00e1ria e se dilui no brizolismo e stalinismo, o que causa crises e rupturas. Desde 1971, pelo menos, a corrente morenista contactava grupos trotskistas no Brasil oriundos desses rachas. A revista da Am\u00e9rica, em seu n\u00famero 8\/9 de maio de 1972 publicou uma \u201c<em>reportagem sobre Brasil<\/em>\u201d e informa que o jornal A Verdade da corrente morenista na Argentina:<\/p>\n<p><em>&#8220;Entrevistou no ano passado no Brasil a companheiros trotskistas, pertencentes a Organiza\u00e7\u00e3o Comunista 1\u00b0 de maio e a Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique Trotskista (racha do posadismo) que se colocam a tarefa de construir um Partido Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio. A entrevista foi publicada nos n\u00fameros 292 e 293 do seman\u00e1rio&#8221;<\/em><\/p>\n<p>A mesma edi\u00e7\u00e3o da Revista da Am\u00e9rica publica uma longa carta de Nahuel Moreno aos trotskistas brasileiros. Elas estavam dialogando com organiza\u00e7\u00f5es trotskistas latino-americanas como o POR Boliviano liderados por Lora. Tal carta ficou conhecida como \u201c<em>Lora Renega o trotskismo<\/em>\u201d. A\u00ed, dentre outras coisas, Moreno diz:<\/p>\n<p><em>&#8220;Camarada: Estou certo de que esta \u00e9 uma encruzilhada decisiva para o trotskismo brasileiro. De um lado est\u00e3o Lora e Pol\u00edtica Obrera assegurando que com partidos e personagens burgueses, pequeno-burgueses, reformistas e ultra-esquerdistas \u00e9 poss\u00edvel &#8220;tomar o poder e construir o socialismo&#8221;. Do outro lado estamos n\u00f3s, que pensamos que s\u00f3 com organiza\u00e7\u00f5es trotskistas ortodoxas se pode &#8220;tomar o poder e construir o socialismo&#8221;. Do outro lado est\u00e3o os loristas que pensam que todas as organiza\u00e7\u00f5es da esquerda boliviana se tornaram &#8220;revolucion\u00e1rias&#8221; e &#8220;marxistas&#8221;. Deste lado estamos n\u00f3s, que acreditamos que nenhuma destas organiza\u00e7\u00f5es se tornou marxista ou revolucion\u00e1ria, mantendo a an\u00e1lise trotskista de que s\u00e3o reformistas ou ultra-esquerdistas. Deste lado est\u00e3o os revisionistas que querem casar para sempre com o general Torres, o Partido Comunista Estalinista e Lechin. Deste lado estamos n\u00f3s, defendendo o programa do trotskismo ortodoxo. Na esperan\u00e7a de que saibam estar \u00e0 altura da ocasi\u00e3o, despe\u00e7o-me com sauda\u00e7\u00f5es trotskistas ortodoxas&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>A luta era dura. Mas agora com a presen\u00e7a de um grupo militando diretamente no pa\u00eds, a batalha poderia se dar diretamente no territ\u00f3rio. Segundo Waldo essa batalha n\u00e3o foi em v\u00e3o. Mais \u00e0 frente ocorreu uma \u201c<em>unifica\u00e7\u00e3o com um pequeno grupo de companheiros da Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique Trotskista, que tinham liga\u00e7\u00e3o com a corrente desde 1971 e tinham estado presos, o J\u00falio Tavares e o Arnaldo Schreiner<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de propor a unidade de revolucion\u00e1rios e revolucion\u00e1rias, o documento \u201c<em>Pela unifica\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios marxistas brasileiros<\/em>\u201d tamb\u00e9m analisa o ascenso mundial desde o maio de 1968 na Europa e localiza o car\u00e1ter \u201c<em>desigual e combinado<\/em>\u201d de ascensos e golpes na Am\u00e9rica latina. A liga oper\u00e1ria cita processos de reorganiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria atrav\u00e9s da COB na Bol\u00edvia e da CNT no Uruguai. \u00c9 vis\u00edvel que para esse marco mundial foi central a vincula\u00e7\u00e3o a corrente Morenista e o PST Argentino, com os quais Liga Oper\u00e1ria se formou<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>.<\/p>\n<p>Em uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria um documento como esse \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia pela avalia\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e tarefas. Seguramente ela foi um ponto importante para a arma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e da constru\u00e7\u00e3o da Liga no Brasil. E uma das tarefas era editar um jornal, a Independ\u00eancia Oper\u00e1ria. Sobre esse aspecto voltamos ao relato de Waldo. Ele nos diz que:<\/p>\n<p><em>&#8220;No in\u00edcio 1974, ainda em Buenos Aires, iniciamos a publica\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o para o Brasil do jornal Independ\u00eancia Oper\u00e1ria. O primeiro n\u00famero entrou clandestinamente no pa\u00eds. A conclus\u00e3o pol\u00edtica do grupo era a de que ap\u00f3s os anos de retrocesso, havia sinais de reanima\u00e7\u00e3o no movimento de massas do pa\u00eds. A ditadura sabia que teria que implementar medidas de descompress\u00e3o controlada para evitar uma radicaliza\u00e7\u00e3o social e a euforia do milagre econ\u00f4mico havia terminado, fazendo com que a classe m\u00e9dia come\u00e7asse a passar \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o ao regime. Vimos que havia espa\u00e7os que se abriam e resolvemos voltar ao pa\u00eds&#8230; Tr\u00eas cariocas e um ga\u00facho vieram a S\u00e3o Paulo, por ser o centro do pa\u00eds, para aproveitar o processo de efervesc\u00eancia que come\u00e7ava a ocorrer entre a vanguarda dos estudantes e a reconstru\u00e7\u00e3o de suas organiza\u00e7\u00f5es. A op\u00e7\u00e3o foi ditada por sermos um pequeno n\u00facleo fundador, que n\u00e3o podia dispersar suas for\u00e7as, sob pena de n\u00e3o conseguir se implantar em nenhum lugar&#8221;<\/em> (idem).<\/p>\n<p>Por fim, com o avan\u00e7o e implanta\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o<em>\u00a0\u201cO Independ\u00eancia Oper\u00e1ria garantia a coer\u00eancia pol\u00edtica do grupo, sendo impresso inicialmente em um mimeografo a \u00e1lcool na periferia de S\u00e3o Paulo<\/em>\u201d. Sem d\u00favida o n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o que permite editar um jornal peri\u00f3dico clandestino, como organizador Leninista do partido, por si s\u00f3 j\u00e1 demonstra um avan\u00e7o da organiza\u00e7\u00e3o. A seguir vamos abordar algumas das edi\u00e7\u00f5es do jornal Independ\u00eancia Oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>2.1-\u00a0<strong>O jornal Independ\u00eancia oper\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Em fevereiro de 1974 aparece o primeiro n\u00famero do jornal Independ\u00eancia\u00a0Oper\u00e1ria. S\u00e3o 8 p\u00e1ginas. Tem como lema em sua capa \u201c<em>pela unifica\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios brasileiros<\/em>\u201d. Al\u00e9m disso, a imagem de um oper\u00e1rio com as frases \u201cAbaixo a ditadura\u201d e \u201cCompanheiro, lute por um governo oper\u00e1rio e popular\u201d.<\/p>\n<p>O jornal explica seus objetivos logo na capa:<\/p>\n<p><em>&#8220;Independ\u00eancia Oper\u00e1ria surge como uma tentativa de unificar as for\u00e7as oper\u00e1rias e revolucion\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o do socialismo no Brasil. Nossa primeira tarefa ser\u00e1 a de informar aos companheiros a situa\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio, ao mesmo tempo que procurar\u00e1 participar nesse movimento. A nossa luta \u00e9 a luta de todos os trabalhadores contra a ditadura e pela democracia oper\u00e1ria&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Na p\u00e1gina 2 h\u00e1 um artigo tratando da \u201c<em>Perspectiva do governo Geisel<\/em>\u201d. Se avalia a luta de classes, caracterizando que depois do per\u00edodo de refluxo\u00a0<em>\u201conde a classe\u00a0oper\u00e1ria\u00a0brasileira se mostrou enfraquecida e c\u00e9tica frente ao problema crucial de sua unidade\u201d<\/em>\u00a0come\u00e7a a se transitar para uma nova conjuntura ou situa\u00e7\u00e3o. E afirma-se que \u201c<em>Em 1973 esse estado de \u00e2nimo come\u00e7ava a mudar. As semi-vit\u00f3rias da Volkswagem, da General Motors, da FIAT, e inclusive a derrota dos portu\u00e1rios de Paranagu\u00e1 testemunham que a vanguarda oper\u00e1ria uma vez mais est\u00e1 disposta a luta pelos seus direitos<\/em>\u201d. A\u00a0Liga\u00a0Oper\u00e1ria\u00a0define que o governo Geisel tentaria garantir um equil\u00edbrio entre as v\u00e1rias for\u00e7as burguesa e imperialistas que sustentavam a ditadura. Assim definem que \u00e9 o \u201c<em>momento de unir for\u00e7as no movimento oper\u00e1rio para impulsionar as lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es contra a explora\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d. Prop\u00f5e uma ampla unidade de a\u00e7\u00e3o e \u201c<em>uma frente que impulsione a luta pelas liberdades democr\u00e1ticas, a luta por melhores sal\u00e1rios, a luta dos camponeses pela terra<\/em>\u201d. Definem o car\u00e1ter das tarefas de forma transicional da seguinte forma:<\/p>\n<p><em>&#8220;sabemos que as liberdades democr\u00e1ticas n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para terminar com o desemprego, a fome, a falta de dire\u00e7\u00e3o da sociedade. Para que esses problemas sejam solucionados \u00e9 preciso que os companheiros oper\u00e1rios estejam no poder. E para isso se requer um partido capaz de fazer entender a classe qual o seu posto de combate, \u00c9 preciso que todos os companheiros que tenham claro este ponto, desde agora nos unamos ferreamente e que nos fortale\u00e7amos na luta cotidiana e heroica da classe oper\u00e1ria e outros setores explorados&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>No mesmo sentido \u00e9 a conclus\u00e3o do artigo das p\u00e1ginas centrais do jornal que trata da \u201c<em>a nova ascens\u00e3o do movimento oper\u00e1rio<\/em>\u201d. H\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as guerrilheiras, a den\u00fancia das posi\u00e7\u00f5es reformistas, apontando a estrat\u00e9gia de construir o partido \u201c<em>que levar\u00e1 a classe\u00a0oper\u00e1ria\u00a0e todos os explorados ao poder<\/em>\u201d. Por fim a edi\u00e7\u00e3o trata ainda da hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio brasileiro posto que a ditadura militar de 1964 visava apagar essa mem\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o de lutas da classe trabalhadora. Na contracapa h\u00e1 \u201cposter\u201d com a logo do jornal e o chamado a \u201c<em>ler e distribuir este jornal<\/em>\u201d<\/p>\n<p>A segunda edi\u00e7\u00e3o do jornal Independ\u00eancia\u00a0oper\u00e1ria\u00a0chega no m\u00eas de mar\u00e7o, novamente de 8 p\u00e1ginas. Na capa o chamado central era \u201c<em>abaixo a ditadura, fim do arrocho salarial, recuperemos o direito de greve<\/em>\u201d. E o seguinte chamado\u00a0<em>\u201cindepend\u00eancia\u00a0oper\u00e1ria\u00a0chama aos trabalhadores, estudantes, e todos que est\u00e3o contra a ditadura militar a lutar pela recupera\u00e7\u00e3o das liberdades democr\u00e1ticas. Somente a organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o da classe\u00a0operaria\u00a0derrubar\u00e1 definitivamente o governo militar\u201d.<\/em><\/p>\n<p>No artigo \u201c<em>esse minist\u00e9rio a quem serve<\/em>\u201d, num estilo de editorial, h\u00e1 uma extensa explica\u00e7\u00e3o de porque n\u00e3o se podia ter nenhuma confian\u00e7a no minist\u00e9rio de Geisel e a lutar de forma independente. J\u00e1 as p\u00e1ginas centrais orientam lutar \u201cpelo aumento de sal\u00e1rio\u201d enquanto \u201cos patr\u00f5es se dividem\u201d. H\u00e1 uma delimita\u00e7\u00e3o sobre a unidade de a\u00e7\u00e3o com os representantes da burguesia liberal expressa no MDB. O jornal afirma\u00a0<em>\u201cn\u00f3s n\u00e3o confiamos nos senadores Franco Montoro e Ulisses Guimar\u00e3es\u201d\u00a0<\/em>demarcando os campos da luta pol\u00edtica. Mas ao mesmo tempo diz que se disp\u00f5e a unidade de a\u00e7\u00e3o, pela necessidade da luta imediata contra a ditadura e para se vincular com a base oper\u00e1ria e popular que seguiu as lideran\u00e7as do MDB. Para isso a Liga Oper\u00e1ria exemplificava uma a\u00e7\u00e3o conjunta, sem sectarismo, ao redor da proposta que o MDB fazia sobre a liberdade sindical, colocando que \u201cnisso podemos trabalhar juntos\u201d. Mas depois de confluir nesse ponto \u2013 importante \u2013 a Liga Oper\u00e1ria afirmava que era necess\u00e1rio lutar por:<\/p>\n<p><em>&#8220;aumentos salariais e escala m\u00f3vel de sal\u00e1rios, sen\u00e3o os patr\u00f5es aumentam os pre\u00e7os e o sal\u00e1rio n\u00e3o servir\u00e1 para nada. Vamos lutar pelo direito de greve, a \u00fanica arma que temos para defender nossas conquistas. Se os senadores do MDB quiseram lutar junto conosco por isso muito bem. Sen\u00e3o seguimos separados&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Nota-se a\u00ed um esfor\u00e7o de penetrar no movimento de massas e alcan\u00e7ar audi\u00eancia na classe oper\u00e1ria. No \u00e2mbito da propaganda o Jornal manteve o tema da hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio, dessa vez tratando da greve geral de 1917. J\u00e1 a Contracapa do jornal destacava o movimento estudantil, um dos setores de implanta\u00e7\u00e3o da\u00a0Liga\u00a0Oper\u00e1ria. L\u00e1 se diz que<\/p>\n<p><em>&#8220;O movimento estudantil de S\u00e3o Paulo tem como principal eixo de mobiliza\u00e7\u00e3o o Campus da USP. A tentativa de implanta\u00e7\u00e3o da reforma que introduziria o ensino pago e levava a integra\u00e7\u00e3o da universidade-empresa privada, fez com que os estudantes se reorganizassem e revitalizassem seus organismos para resistir a essa medida\u201d. Organizados por turma e por curso e em n\u00edvel geral num \u201cConselho de Centros Acad\u00eamicos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Esse organismo surgiu em 1971 ocupando o espa\u00e7o deixado pelo antigo DCE, que pela repress\u00e3o da ditadura e pela linha vanguardista das for\u00e7as majorit\u00e1rias, n\u00e3o mais existia. E\u00a0<em>Conselho de Centros Acad\u00eamicos\u00a0<\/em>surge repudiando a repress\u00e3o e denunciando as pris\u00f5es de estudantes. Esse mesmo organismo organizou um \u201c<em>plebiscito contra o ensino pago<\/em>\u201d com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 6 mil alunos. O projeto de ataques \u00e0 educa\u00e7\u00e3o na ditadura militar foi geral e vem desde os acordos do MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o) e a USAID (Ag\u00eancia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento) impondo os padr\u00f5es imperialistas em nossa educa\u00e7\u00e3o, reduzindo carga hor\u00e1ria de disciplinas de humanas, latim, filosofia e implantando aulas de \u201ceduca\u00e7\u00e3o moral e c\u00edvica\u201d, preparando o caminho da privatiza\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fablico. Outra grande a\u00e7\u00e3o realizada pelo\u00a0<em>Conselho de Centros Acad\u00eamicos\u00a0<\/em>foi a\u00a0<em>\u201cmissa do estudante Vanuchi, assassinado pela OBAN em 1973\u201d<\/em>\u00a0com o comparecimento de 5 mil alunos. Alexandre Vannucchi Leme, era aluno da Geologia e integrante da ALN, foi preso dentro do campus da USP e assassinado pelos agentes da OBAN (um conglomerado de empres\u00e1rios, bancos, multinacionais e o regime militar para assassinar opositores). Em assembleia os alunos de geologia decidem realizar uma missa de s\u00e9timo dia, realizada na catedral da S\u00e9 pelo Cardeal de SP,\u00a0Dom Paulo Evaristo Arns, num clima de forte repress\u00e3o.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1974 enfrentando pris\u00f5es de estudantes surge o Comit\u00ea de Defesa dos Presos Pol\u00edticos \u2013 CDPP, a qual a Liga dedica forte aten\u00e7\u00e3o. Partindo dessas experi\u00eancias de recomposi\u00e7\u00e3o do Movimento Estudantil da USP a Liga Oper\u00e1ria pensa em como\u00a0generalizar a organiza\u00e7\u00e3o. Apostam que esses Conselhos de Centros Acad\u00eamicos podem ser \u201c<em>os germens dos futuros DCEs, que s\u00e3o eixos de reorganiza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes<\/em>\u201d. De fato, posteriormente, o DCE Livre da USP se estrutura homenageando Alexandre Vannucchi Leme. E a UNE, anos depois, em 1979, seria reconstru\u00edda pouco antes da CUT. N\u00e3o por acaso uma mat\u00e9ria estava na contracapa &#8211; um espa\u00e7o privilegiado do jornal &#8211; daquela edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das maiores dificuldades na edi\u00e7\u00e3o de um jornal revolucion\u00e1rio, \u00e9 a sua continuidade. Fazer uma edi\u00e7\u00e3o demanda esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o e requer fundos, por\u00e9m o mais dif\u00edcil \u00e9 garantir a sua periodicidade. Uma organiza\u00e7\u00e3o nova, como a Liga Oper\u00e1ria, rec\u00e9m retornado do exilio, seguramente teve in\u00fameras dificuldades para implantar seu mimeografo na periferia de S\u00e3o Paulo e problemas para garantir sua impress\u00e3o e a regularidade. \u00c9 o que se pode notar pelo fato de que o jornal de n\u00famero 4 s\u00f3 apareceu em novembro. N\u00e3o tivemos acesso a terceira edi\u00e7\u00e3o do jornal, mesmo assim \u00e9 f\u00e1cil contabilizar que entre mar\u00e7o e novembro somente foi publicado um \u00fanico jornal, o de n\u00famero 3, ao qual n\u00e3o tivemos acesso.<\/p>\n<p>Vejamos ent\u00e3o o conte\u00fado dessa quarta edi\u00e7\u00e3o. O jornal est\u00e1 com 12 p\u00e1ginas. Na capa, o lema do jornal agora \u00e9 \u201c<em>pela constru\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio brasileiro<\/em>\u201d. E acrescenta:<\/p>\n<p><em>&#8220;uma nova etapa se abre. As elei\u00e7\u00f5es contribu\u00edram para isso, cumprindo papel importante. Agora aperfei\u00e7oemos nossa organiza\u00e7\u00e3o e mobilizemo-nos para garantir a vit\u00f3ria na luta pelas nossas reivindica\u00e7\u00f5es: &#8211; Por um aumento de sal\u00e1rio igual a 100% do aumento do custo de vida! \u2013 Pelo direito de greve e fim da interven\u00e7\u00e3o nos sindicatos! \u2013 Pelo fim do governo militar!&#8221;<\/em><\/p>\n<p>O jornal populariza a defini\u00e7\u00e3o da Liga Oper\u00e1ria sobre o regime militar brasileiro. Na p\u00e1gina 2, numa esp\u00e9cie de editorial, denominado \u201c<em>Brasil: uma nova etapa<\/em>\u201d afirmam que<\/p>\n<p><em>&#8220;Desde dezembro de 1973 diz\u00edamos que o pa\u00eds deixava o semifascismo e entrava numa fase de transi\u00e7\u00e3o que o levaria a uma nova etapa: o bonapartismo cl\u00e1ssico. Quer\u00edamos dizer com isso que o bloco formado pelos grandes setores burgueses \u2013 rurais e agr\u00e1rios &#8211; o imperialismo, a burguesia nacional, setores da classe m\u00e9dia, que durante o per\u00edodo Medici governou com m\u00e9todos de guerra civil, come\u00e7ava a ter fissuras. Diz\u00edamos tamb\u00e9m que essas fissuras tinham origem na situa\u00e7\u00e3o concreta de crise econ\u00f4mica que se avizinhava e que devido a essas dificuldades o milagre econ\u00f4mico da burguesia j\u00e1 n\u00e3o era suficiente para encher os bolsos de todos os patr\u00f5es. Da\u00ed que essas fissuras tendiam a aumentar, principalmente com a entrada em cena das mobiliza\u00e7\u00f5es de massa&#8230; as mobiliza\u00e7\u00f5es surgiram entre estudantes, setores da classe m\u00e9dia e oper\u00e1rios. Como consequ\u00eancia Geisel (ao contr\u00e1rio de M\u00e9dici) passou a ser o grande \u00e1rbitro da burguesia tentando equilibrar o imposs\u00edvel: todos os setores da burguesia numa crise internacional&#8221;<\/em><\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o da ditadura militar brasileira de forma mais profunda pode ser lida no artigo \u201c<a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/06\/23\/brasil-10-anos-depois-rumo-a-um-bonapartismo-classico\/\"><strong>10 anos depois: rumo a um bonapartismo cl\u00e1ssico<\/strong><\/a>\u201d. Texto publicado em nosso site como parte das homenagens desse cinquenten\u00e1rio da Liga Oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Voltando ao jornal Independ\u00eancia oper\u00e1ria. Nesta edi\u00e7\u00e3o se nota um fortalecimento do grupo e mais inser\u00e7\u00e3o social, com uma ampla mat\u00e9ria sobre o movimento estudantil e as elei\u00e7\u00f5es dos Centros Acad\u00eamicos da USP e uma greve oper\u00e1ria na Wolks com 6000 oper\u00e1rios. Sobre o movimento estudantil, na p\u00e1gina 11, se afirma um \u201c<em>giro a esquerda<\/em>\u201d por meio das derrotas dos \u201creformistas\u201d e vit\u00f3rias dos maoistas que foi o \u00fanico grupo que vinha disputando \u201co movimento de massas aos reformistas\u201d. O voto \u00e9 interpretado como positivo, pois expressou nas urnas um voto estudantil que buscou \u201cprogramas pol\u00edticos\u201d, organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e alternativas \u201c<em>concretas para o movimento estudantil<\/em>\u201d e entendendo o \u201c<em>ME como movimento de massas\u201d<\/em>. A Liga Oper\u00e1ria defendia:<\/p>\n<p><em>&#8220;\u00e9 necess\u00e1rio que as lutas estudantis se combinem com as do movimento oper\u00e1rio, oferecendo ao conjunto do ME alternativas concretas de participa\u00e7\u00e3o na luta de classes e se traduza em vit\u00f3rias duradouras: reconstru\u00e7\u00e3o dos DCEs e UNE, autonomia universit\u00e1ria, uma nova reforma, etc&#8230; isso s\u00f3 ser\u00e1 conseguido se os setores socialistas assumirem a dire\u00e7\u00e3o dessas lutas, n\u00e3o permitindo que elas caiam nas m\u00e3os do reformismo, que busca dar ao ME uma perspectiva nacionalista-burguesa, nem as posi\u00e7\u00f5es ultras e pequeno burguesas que ora colocam o ME como vanguarda da luta de classes, capaz de derrubar sozinho a ditadura, ora lhe negam todo papel&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Al\u00e9m disso, a edi\u00e7\u00e3o mostra o v\u00ednculo com a corrente internacional morenista. Trata do ascenso europeu na It\u00e1lia, estado espanhol e da revolu\u00e7\u00e3o dos cravos (p\u00e1ginas 7-9). Al\u00e9m de repudiar e o assassinato de camaradas do PST da Argentina nas m\u00e3os das bandas fascistas.<\/p>\n<p>Esse jornal foi o \u00faltimo de 1974, o ano de in\u00edcio da corrente trotskista morenista em nosso pa\u00eds. Felizmente a partir do ano seguinte, ap\u00f3s fevereiro de 1975 o jornal se estabilizou em forma mensal.<\/p>\n<p>Confira a terceira e \u00faltima parte desse artigo <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/06\/24\/o-exemplo-da-liga-operaria-e-atual-parte-iii\/\"><strong>O exemplo da Liga Oper\u00e1ria \u00e9 atual \u00a0(PARTE III)<\/strong><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Conferir a primeira parte desse artigo e os textos da Liga Operaria disponibilizados em nosso site.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Ver \u201cDos fundadores da Liga Oper\u00e1ria ao in\u00edcio dos anos 80\u201d, Opini\u00e3o Socialista, 2009<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Walderez teve contato direto com o lend\u00e1rio dirigente Hugo Blanco, formado na corrente morenista e l\u00edder de rebeli\u00f5es ind\u00edgenas e camponeses no Peru. Blanco atuava no Cord\u00e3o Industrial Vicunha Mackena, onde Walderez tamb\u00e9m atuou. O Cord\u00e3o Vicunha Mackena \u00e9 citado na Revista da Am\u00e9rica que trata do fim da via pac\u00edfica Chilena.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Waldo relata que foi ganho ao trotskismo no Chile por um Sueco: \u201c<em>foi do Jan Axelsson, companheiro e amigo sueco, com quem dividia o quarto da pens\u00e3o e de quem s\u00f3 recentemente soube o paradeiro, que recebi os primeiros documentos da corrente trotskista a que me uni desde ent\u00e3o<\/em>\u201d. Acrescenta ao relato \u201c<em>Por acaso, encontrei o Jorge Pinheiro e a Valderez Duarte (fundadores comigo da Liga Oper\u00e1ria) na ag\u00eancia Central do Correios e combinamos de nos encontrar no PST argentino. Uma \u00faltima imagem: sa\u00edmos de \u00f4nibus para a Argentina, era um pequeno \u00f4nibus, n\u00e3o conhecia as pessoas. Fomos parados por patrulhas militares no caminho. Sil\u00eancio total, ningu\u00e9m falava nada. Quando<\/em> <em>passamos a fronteira, foi aquela explos\u00e3o de alegria, rec\u00e9m havia me dado conta de que todos est\u00e1vamos escapando da ditadura\u2026<\/em>\u201d. Ver Chile, 1973 Um ano excepcional e uma recorda\u00e7\u00e3o para toda a vida dispon\u00edvel em https:\/\/www.pstu.org.br\/chile-1973-um-ano-excepcional-e-uma-recordacao-para-toda-a-vida\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Ver <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/06\/23\/especial-80-anos-do-partido-socialista-revolucionario\/\">https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/06\/23\/especial-80-anos-do-partido-socialista-revolucionario\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Ver <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/12\/31\/texto-5-o-pcb-apos-1935-a-politica-de-frente-popular-no-brasil-e-a-dissidencia-no-cr-sp\/\">https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2023\/12\/31\/texto-5-o-pcb-apos-1935-a-politica-de-frente-popular-no-brasil-e-a-dissidencia-no-cr-sp\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Ver <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/04\/27\/o-fim-do-psr-capitulo-final-de-uma-geracao-do-trotskismo-brasileiro\/\">https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/04\/27\/o-fim-do-psr-capitulo-final-de-uma-geracao-do-trotskismo-brasileiro\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> Podemos verificar a influ\u00eancia do documento \u201cos governos latino americanos e a luta revolucion\u00e1ria\u201d, documento do V congresso do PRT (A Verdade) de Outubro de 1971. Tal documento foi publicado na revista da Am\u00e9rica 8\/9 onde tamb\u00e9m se publicou o artigo do Grupo Ponto de Partida, \u201ca prop\u00f3sito de um sequestro\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>V<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2-A Liga Oper\u00e1ria retorna clandestinamente no Brasil (PARTE II) (est\u00e1 \u00e9 a segunda parte do Especial de comemora\u00e7\u00e3o dos Cinquenta anos da Liga Oper\u00e1ria) Na primeira parte deste artigo vimos os antecedentes da funda\u00e7\u00e3o da Liga Oper\u00e1ria. Agora vamos tratar de sua chegada e implanta\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15424,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15423\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}