

	{"id":15729,"date":"2024-07-25T13:35:58","date_gmt":"2024-07-25T16:35:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15729"},"modified":"2024-07-25T14:00:23","modified_gmt":"2024-07-25T17:00:23","slug":"no-dia-internacional-das-mulheres-negras-latino-americanas-e-caribenhas-reafirmamos-nossa-luta-contra-os-governos-capitalistas-o-patriarcado-e-o-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/07\/25\/no-dia-internacional-das-mulheres-negras-latino-americanas-e-caribenhas-reafirmamos-nossa-luta-contra-os-governos-capitalistas-o-patriarcado-e-o-racismo\/","title":{"rendered":"No Dia Internacional das Mulheres Negras, Latino-Americanas e Caribenhas reafirmamos nossa luta contra os governos capitalistas, o patriarcado e o racismo"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres da UIT-QI<\/p>\n<p>Todo o dia 25 de julho, n\u00f3s, da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional, nos unimos \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o do Dia Internacional das Mulheres Afrodescendentes, tamb\u00e9m chamado de Dia da Mulher Afro-Latina, Afro-Caribenha e da Di\u00e1spora e, no caso do Brasil, de Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. \u00c9 uma data de todas as descendentes das v\u00edtimas do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de escravizadas da \u00c1frica para o continente americano e para o Caribe, elemento decisivo dos processos de coloniza\u00e7\u00e3o, pilhagem e espolia\u00e7\u00e3o dos povos da Am\u00e9rica e da \u00c1frica pelas pot\u00eancias europeias a partir do s\u00e9culo XV. A viol\u00eancia do colonialismo, com o seu legado de superexplora\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra os povos e mulheres afrodescendentes, foi um pilar fundamental da emerg\u00eancia mundial do capitalismo. E \u00e9 algo que, atrav\u00e9s desse sistema, continua at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Neste quadro, s\u00e3o as mulheres afrodescendentes que mais sofrem com a crise capitalista e com os planos de ajuste implementados pelos governos de todo o mundo, que provocam maior desemprego, mis\u00e9ria, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida das trabalhadoras, desigualdade social, precariedade do trabalho. aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o social, discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia de g\u00eanero. E as mulheres afrodescendentes s\u00e3o as principais v\u00edtimas do tr\u00e1fico para explora\u00e7\u00e3o sexual. Segundo relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), 70% das v\u00edtimas s\u00e3o mulheres, majoritariamente negras e pobres.<\/p>\n<p>Apesar do negacionismo de alguns governos da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, atualmente as mulheres afrodescendentes continuam a sofrer o racismo estrutural, que caracteriza as sociedades capitalistas e imp\u00f5e \u00e0s comunidades a marginaliza\u00e7\u00e3o e a pobreza, bem como a invisibilidade da sua exist\u00eancia, a estigmatiza\u00e7\u00e3o das suas express\u00f5es culturais; a persegui\u00e7\u00e3o, hiper-sexualiza\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o racial dos seus membros e as imigra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas. Nos pa\u00edses imperialistas e naqueles que funcionam como passagem de imigrantes, quando as mulheres afrodescendentes emigram em busca de uma vida melhor para si e para as suas fam\u00edlias, o racismo estrutural combina-se com a xenofobia e o sexismo. As mulheres negras s\u00e3o traficadas, v\u00edtimas de golpes, presas e perseguidas tanto por redes criminosas quanto pelos pr\u00f3prios governos capitalistas.<\/p>\n<p>A extrema-direita concentra a sua viol\u00eancia discursiva e f\u00edsica contra as mulheres afrodescendentes, com teorias conspirat\u00f3rias como a \u201cgrande substitui\u00e7\u00e3o\u201d ou a \u201cinvas\u00e3o do \u00fatero\u201d, para incitar o \u00f3dio mis\u00f3gino e racista, chegando a extremos como o confinamento em campos de concentra\u00e7\u00e3o do sistema ICE nos EUA, a nega\u00e7\u00e3o de nacionalidade \u00e0s mulheres dominicanas de ascend\u00eancia haitiana na Rep\u00fablica Dominicana e a sua deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria junto com mulheres imigrantes haitianas em hospitais, inclusive separando-as dos seus filhos e filhas. No Brasil, apesar da maioria da popula\u00e7\u00e3o ser negra e\/ou parda, os dados sobre racismo e discrimina\u00e7\u00e3o s\u00e3o alarmantes, uma vez que as mulheres negras s\u00e3o as principais v\u00edtimas da viol\u00eancia de g\u00eanero e da precariedade no trabalho, sendo confinadas, em grande medida, ao trabalho dom\u00e9stico. O Estado e os governos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo assassinato da popula\u00e7\u00e3o negra nas comunidades pobres.<\/p>\n<p>Em todo o mundo e especialmente nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, a d\u00edvida externa \u00e9 utilizada para saquear os pa\u00edses pobres e tem como consequ\u00eancia direta o aumento da superexplora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, especialmente das mulheres negras. Portanto, \u00e9 necess\u00e1ria a luta pelo n\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica e pela imposi\u00e7\u00e3o de impostos elevados sobre as grandes fortunas, para que se garanta dinheiro para pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas \u00e0s mulheres negras.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, as mulheres afrodescendentes fazem parte da vanguarda da luta na regi\u00e3o contra a viol\u00eancia sexista e racista, pela igualdade de direitos trabalhistas e pela liberdade sindical; contra os abusos policiais e das autoridades de imigra\u00e7\u00e3o; pelo direito ao aborto; contra as esteriliza\u00e7\u00f5es for\u00e7adas; por melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho; contra o tr\u00e1fico e a mega-minera\u00e7\u00e3o; pelo direito \u00e0 \u00e1gua e \u00e0 terra; contra a discrimina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dissid\u00eancias sexuais; pelo direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. Elas protagonizam as lutas da classe trabalhadora, da qual fazem parte, e reconhecem que para alcan\u00e7ar a unidade oper\u00e1ria \u00e9 necess\u00e1rio combater o racismo e o sexismo nas pr\u00f3prias fileiras do movimento.<\/p>\n<p>Nessa data \u2013 e como parte da luta contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo estrutural e pelo socialismo na regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e do Caribe \u2013, dizemos:<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o ao pagamento das d\u00edvidas externas e pela cobran\u00e7a de impostos sobre as grandes fortunas! Por verbas para pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0s mulheres negras e migrantes!<\/strong><\/p>\n<p>Fora as tropas africanas e da Caricom, a servi\u00e7o do imperialismo, do Haiti!<\/p>\n<p>Contra a opress\u00e3o e a priva\u00e7\u00e3o de nacionalidade da comunidade dominicana de ascend\u00eancia haitiana! Contra as pol\u00edticas xen\u00f3fobas e racistas do governo dominicano em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres haitianas!<\/p>\n<p>Nem uma a menos, queremos permanecer vivas! Contra os feminic\u00eddios, a cultura do estupro e o racismo estrutural!<\/p>\n<p>Desmantelamento das redes de tr\u00e1fico para explora\u00e7\u00e3o sexual! Puni\u00e7\u00e3o aos traficantes, funcion\u00e1rios e empres\u00e1rios c\u00famplices!<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o sexual para decidir, anticoncepcionais para n\u00e3o abortar e aborto legal para n\u00e3o morrer!<\/p>\n<p>Abaixo o pacto europeu para a migra\u00e7\u00e3o! Revoga\u00e7\u00e3o das leis de imigra\u00e7\u00e3o! Pap\u00e9is e direitos para todos os imigrantes!<\/p>\n<p>Fronteiras abertas, ningu\u00e9m \u00e9 ilegal! Pleno respeito aos direitos dos imigrantes!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres da UIT-QI Todo o dia 25 de julho, n\u00f3s, da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional, nos unimos \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o do Dia Internacional das Mulheres Afrodescendentes, tamb\u00e9m chamado de Dia da Mulher Afro-Latina, Afro-Caribenha e da Di\u00e1spora e, no caso do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,103],"tags":[405,2196,2015,1233,2197,2195,57,102,1204,100,1484],"class_list":["post-15729","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulheres","category-negros-e-negras","tag-aborto","tag-caribenhas","tag-colonizacao","tag-direitos","tag-feminicidios","tag-latinoamericanas","tag-mulheres","tag-negras","tag-patriarcado","tag-racismo","tag-violencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15729\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}