

	{"id":15741,"date":"2024-07-25T14:28:33","date_gmt":"2024-07-25T17:28:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15741"},"modified":"2024-07-25T14:28:33","modified_gmt":"2024-07-25T17:28:33","slug":"viva-a-luta-heroica-dos-estudantes-de-bangladesh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/07\/25\/viva-a-luta-heroica-dos-estudantes-de-bangladesh\/","title":{"rendered":"Viva a luta heroica dos estudantes de Bangladesh!"},"content":{"rendered":"<p>Os enormes protestos estudantis contra restri\u00e7\u00f5es para acessar a empregos governamentais em Bangladesh, foram violentamente reprimidos com mais de 150 mortos e milhares de feridos e presos nos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>O governo da primeira-ministra Sheikh Hasina imp\u00f4s o toque de recolher em todo o pa\u00eds, implementou as for\u00e7as armadas, pois a pol\u00edcia estava sobrecarregada e cortou a internet, impedindo as comunica\u00e7\u00f5es entre os jovens em luta e a informa\u00e7\u00e3o de imprensa.<\/p>\n<p><strong>&#8220;As pessoas n\u00e3o retrocedem nem sequer quando disparam nelas&#8221;, afirmou um correspondente de DW em Daca, a capital de Bangladesh.<\/strong><\/p>\n<p>Essa rebeli\u00e3o dos estudantes e jovens, que incluiu universit\u00e1rios e secundaristas de quase todas as cidades do pa\u00eds, foi uma rea\u00e7\u00e3o de indigna\u00e7\u00e3o diante de uma lei do governo que reserva a maior parte de empregos p\u00fablicos supostamente a descendentes de quem lutou em 1971 na guerra de Independ\u00eancia contra Paquist\u00e3o. Na realidade, pessoas que conseguiram algum favoritismo de empregos do Estado, num pa\u00eds onde 40% dos jovens de 15 a 24 anos n\u00e3o t\u00eam trabalho, nem acesso aos estudos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m outros setores se uniram \u00e0 reivindica\u00e7\u00e3o estudantil, como o Sindicato de M\u00e9dicos e a Central Sindical de Trabalhadores da Confec\u00e7\u00e3o de Bangladesh (GWTUC, sua sigla em ingl\u00eas), um setor de trabalhadores t\u00eaxteis.<\/p>\n<p>Diante dessa rebeli\u00e3o, o Tribunal Supremo de Justi\u00e7a declarou inv\u00e1lida a lei que impede a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o de aspirar ter algum emprego do Estado. Ainda que n\u00e3o se saiba se o governo acatar\u00e1 esta resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em que pese esse an\u00fancio do Supremo, o movimento estudantil que lidera os protestos assegurou que continuar\u00e1 com as manifesta\u00e7\u00f5es at\u00e9 que o Parlamento aprove um projeto de lei que reflita as suas demandas, tamb\u00e9m em refer\u00eancia a &#8220;uma investiga\u00e7\u00e3o judicial dos assassinatos de estudantes e outras pessoas, a liberdade dos presos pelos protestos e o fim da repress\u00e3o digital&#8221;, segundo sustentou o porta-voz da agrupa\u00e7\u00e3o, para se referir tamb\u00e9m ao corte das comunica\u00e7\u00f5es de internet e meios do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Rebeli\u00e3o contra mis\u00e9ria, desemprego e explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p>O tema de fundo da rebeli\u00e3o estudantil \u00e9 que, em Bangladesh, como acontece hoje em grande parte do mundo, n\u00e3o h\u00e1 empregos regulares para os jovens, nem sequer para jovens graduados em cursos universit\u00e1rios profissionais. E a maior parte da sua popula\u00e7\u00e3o vive na mis\u00e9ria. E por isso \u00e9 uma grande rebeli\u00e3o juvenil e no final do ano passado houve uma grande greve oper\u00e1ria de v\u00e1rios meses.<\/p>\n<p>Bangladesh, pa\u00eds de 170 milh\u00f5es de habitantes, geograficamente localizado ao leste da \u00cdndia, foi parte da coloniza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica da \u00cdndia at\u00e9 a d\u00e9cada de 1947. Posteriormente, conquistou sua independ\u00eancia como parte do Paquist\u00e3o, e em 1961 se tornou independente do pa\u00eds.<\/p>\n<p>E hoje, como muitos pa\u00edses asi\u00e1ticos, \u00e9 uma semi col\u00f4nia submetida a multinacionais imperialistas que exploram sua m\u00e3o de obra barata.<\/p>\n<p>Enquanto grande parte da popula\u00e7\u00e3o vive da produ\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria de arroz, trigo, milho, legumes, hortali\u00e7as e frutas, carne, peixe, produtos do mar e latic\u00ednios, do que se obt\u00e9m alimentos, a principal exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 de t\u00eaxteis; roupa que se consome principalmente na Europa, por 45.000 milh\u00f5es d\u00f3lares anuais.<\/p>\n<p>Estas empresas que produzem roupa empregam 4 milh\u00f5es de trabalhadoras e trabalhadores (a grande maioria mulheres) que depois de 4 meses de greve no ano passado, conquistaram aumentar seus sal\u00e1rios m\u00ednimos a 90 d\u00f3lares por m\u00eas, embora o ingresso m\u00ednimo para levar uma vida decente en Bangladesh \u00e9 de 250 a 280 d\u00f3lares. As empresas t\u00eaxteis s\u00e3o nacionais, mas associadas a transnacionais -como Zara, Gap, Levi\u2019s, Adidas, H&amp;M, Benetton, Inditex, Wal-Mart ou Marks &amp; Spencer- que levan a roupa \u00e0 Europa e Estados Unidos. Bangladesh \u00e9 o segundo exportador mundial de roupa, depois da China.<\/p>\n<p>Muitas empresas multinacionais se foram da China a outros pa\u00edses asi\u00e1ticos com mao de obra muito mais barata que China, onde seus trabalhadores depois de grandes lutas lograram sal\u00e1rios algo mais altos de 300 d\u00f3lares mensais.<\/p>\n<p>En Bangladesh, como acontece em grande parte dos pa\u00edses do oriente asi\u00e1tico, essa explora\u00e7\u00e3o do povo trabalhador est\u00e1 sustentada por governos semi-ditatoriais, ultrarrepressivos. A primeira ministra de Bangladesh \u00e9 Sheikh Hasina, de la Liga Awami, desde 2009 reeleita quatro vezes em elei\u00e7\u00f5es fraudulentas e seu partido est\u00e1 subordinado ao imperialismo com essa economia semi-colonial.<\/p>\n<p>Esta luta parte da rebeli\u00e3o crescente em muitos pa\u00edses do mundo dos jovens contra o capitalismo que hoje nega o futuro para eles, os condena \u00e0 precariedade e mis\u00e9ria. Como dizem os jovens nas ruas, esta luta n\u00e3o \u00e9 somente por alguns empregos estatais para alguns: \u00e9 por uma mudan\u00e7a de fundo, que se v\u00e3o os atuais governantes e uma transforma\u00e7\u00e3o do sistema pol\u00edtico e econ\u00f4mico, com empregos para todos, que termine com os sal\u00e1rios de fome e o dom\u00ednio explorador dos capitalistas e do imperialismo.<\/p>\n<p>A UIT-CI, consideramos que apenas com a unidade dos jovens, trabalhadores urbanos e rurais, com a grande for\u00e7a que demostraram, se poder\u00e1 terminar com o atual governo autorit\u00e1rio capitalista e conquistar uma verdadeira sa\u00edda com um governo do povo trabalhador.<\/p>\n<p><em><strong>Saudamos esta her\u00f3ica e grande rebeli\u00e3o juvenil como um grande passo adiante e chamamos \u00e0 solidariedade internacional da juventude trabalhadores do mundo.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os enormes protestos estudantis contra restri\u00e7\u00f5es para acessar a empregos governamentais em Bangladesh, foram violentamente reprimidos com mais de 150 mortos e milhares de feridos e presos nos \u00faltimos dias. 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