

	{"id":15846,"date":"2024-07-29T16:16:57","date_gmt":"2024-07-29T19:16:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15846"},"modified":"2024-07-29T16:16:57","modified_gmt":"2024-07-29T19:16:57","slug":"argentina-nao-a-tregua-da-cgt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/07\/29\/argentina-nao-a-tregua-da-cgt\/","title":{"rendered":"Argentina: N\u00e3o \u00e0 tr\u00e9gua da CGT!"},"content":{"rendered":"<p>Milei continua passeando pelo mundo. Agora, foi ao \u201cacampamento de ver\u00e3o\u201d dos bilion\u00e1rios em Idaho, evento t\u00e3o exclusivo que nem deixaram o presidente argentino tirar fotos de sua pr\u00f3pria apresenta\u00e7\u00e3o. Ele ainda estava em territ\u00f3rio ianque quando foi obrigado, junto com o ministro Caputo, a lan\u00e7ar novas medidas para tentar conter a alta do d\u00f3lar. Medidas que, como explicaremos a seguir, significar\u00e3o um novo e maior ajuste contra o povo trabalhador.<\/p>\n<p>O governo de La Libertad Avanza (LLA) [A Liberdade Avan\u00e7a] tem cada vez mais dificuldade de esconder a sua crise. Pareceu fortalecer-se quando conseguiu a aprova\u00e7\u00e3o da Lei Bases e depois com o ato de 9 de julho em Tucum\u00e1n, a famosa assinatura do Pacto de Maio (com dois meses de atraso). Internamente, os conflitos continuam: Victoria Villarruel ficou \u201cdoente\u201d, uma desculpa para n\u00e3o estar em Tucum\u00e1n, mas repentinamente foi \u201ccurada\u201d para participar no dia seguinte do desfile militar e at\u00e9 subir num tanque. O ex-ministro da bioeconomia, Fernando Vilella, viu-se \u201cdemitido\u201d ao retornar de negocia\u00e7\u00f5es comerciais com o governo chin\u00eas. Um grupo de deputados de LLA votou com Kicillof na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, desencadeando um esc\u00e2ndalo. A ministra dos neg\u00f3cios estrangeiros, Diana Mondino, est\u00e1 com a pasta praticamente sob-interven\u00e7\u00e3o da \u201cassessora\u201d \u00darsula Basset, nomeada por Karina Milei, a quem cabe garantir que em todos os f\u00f3runs internacionais a Argentina se pronuncie contra os direitos das mulheres e das dissid\u00eancias e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Na Economia, o governo n\u00e3o est\u00e1 conseguindo impedir que grandes patr\u00f5es, bancos e multinacionais continuem pressionando para que sejam abertas as comportas, de modo que ocorra uma desvaloriza\u00e7\u00e3o e que possam prosseguir com suas transa\u00e7\u00f5es em d\u00f3lares. Um cabo de guerra em que a \u00fanica coisa que o governo tem a prometer aos grandes capitalistas nacionais e estrangeiros e ao FMI \u00e9 cada vez mais ajuste.<\/p>\n<p>O governo Milei diz isso abertamente. Promete enxugar o mercado de pesos. Eles obviamente \u201cdesaparecer\u00e3o\u201d, mas dos bolsos dos\/as trabalhadores\/as e dos\/as aposentados\/as, aprofundando a recess\u00e3o e gerando milhares de novos desempregados, mais pobreza e mis\u00e9ria. O secret\u00e1rio do trabalho, Julio Cordero, homem da Techint, afirmou a inten\u00e7\u00e3o do governo de avan\u00e7ar \u201cagora mesmo\u201d com a flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n<p>Diante de tudo isso, \u00e9 escandalosa a atitude da burocracia da CGT, que brecou qualquer continuidade da mobiliza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a greve nacional de 9 de maio. Uma tr\u00e9gua que ocorreu primeiro na pr\u00e1tica e foi concretizada na semana passada, quando, ap\u00f3s uma reuni\u00e3o da sua executiva, anunciou um pedido de audi\u00eancia com o secret\u00e1rio do trabalho. Tal reuni\u00e3o ocorreu no dia 16 de julho. A iniciativa foi obviamente bem recebida pelo governo, que aplaudiu a \u201cvoca\u00e7\u00e3o para o di\u00e1logo\u201d e ainda ofereceu \u00e0 CGT um lugar no Conselho de Maio, \u00f3rg\u00e3o a ser criado ap\u00f3s a assinatura do Pacto de 9 de Julho, no qual estar\u00e3o presentes, al\u00e9m do partido no poder nacional, os governadores e as diferentes representa\u00e7\u00f5es das associa\u00e7\u00f5es patronais.<\/p>\n<p>Na referida reuni\u00e3o \u2013 com as presen\u00e7as de H\u00e9ctor Daer (sa\u00fade), Carlos Acu\u00f1a (postos de servi\u00e7o), Andr\u00e9s Rodr\u00edguez (UPCN), Gerardo Mart\u00ednez (Uocra) e Jos\u00e9 Luis Lingeri (obras sanit\u00e1rias) \u2013, foi criada uma \u201cmesa t\u00e9cnica\u201d para discutir quest\u00f5es relacionadas com reforma trabalhista, da qual participar\u00e3o, al\u00e9m dos burocratas da CGT, os empres\u00e1rios e o pr\u00f3prio governo. A burocracia da CGT nem sequer prop\u00f4s uma rejei\u00e7\u00e3o clara \u00e0 cobran\u00e7a do imposto de renda sobre os baixos sal\u00e1rios. Na verdade, mal questionou o \u201cpiso\u201d a partir do qual ser\u00e3o inclu\u00eddos os\/as trabalhadores\/as. A resposta do governo foi que, na pr\u00f3xima semana, se reunir\u00e3o com os empres\u00e1rios e depois ser\u00e1 realizada uma reuni\u00e3o \u201ctripartite\u201d para discutir todas essas \u201cpreocupa\u00e7\u00f5es\u201d da burocracia.<\/p>\n<p>A tr\u00e9gua da CGT \u00e9 mais do que evidente. Ela d\u00e1 margem de manobra ao governo. Isso num momento em que ele intensifica o ajuste. Por isso, \u00e9 mais importante do que nunca apoiar todas as lutas que est\u00e3o em curso e tentar coorden\u00e1-las para que tenham sucesso. Ao mesmo tempo, denunciar a tr\u00e9gua e exigir que a CGT e a CTA rompam a passividade, defendendo uma nova greve nacional e um plano de luta.<\/p>\n<p>Da\u00ed a necessidade de uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical combativa e democr\u00e1tica para a classe trabalhadora. \u00c9 por isso que, no dia 17 de agosto, ser\u00e1 lan\u00e7ado \u201cA Luchar \u2013 Corriente pela Unidade do Sindicalismo Combativo e Democr\u00e1tico\u201d, uma iniciativa convocada por v\u00e1rios dos mais importantes dirigentes do sindicalismo combativo, como Rub\u00e9n \u201cPollo\u201d Sobrero e M\u00f4nica Schlotthauer (Uni\u00f3n Ferroviaria seccional Oeste), Mariana Scayola e Jorge Adaro (Ademys), Ang\u00e9lica Lagunas (ATEN Capital) e Pablo Almeida (ATE, Mecon), entre outros. Uma grande alternativa para a participa\u00e7\u00e3o de milhares de lutadores e ativistas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a for\u00e7a de Milei n\u00e3o se deve apenas \u00e0 tr\u00e9gua da burocracia sindical. Ela tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com a postura da oposi\u00e7\u00e3o patronal peronista, que critica no discurso o governo, enquanto negocia milhares de coisas por baixo dos panos (como a indica\u00e7\u00e3o do juiz Ariel Lijo para a Suprema Corte) e baseia toda a sua estrat\u00e9gia em \u201cesperar 2027\u201d, apostando no desgaste eleitoral de Milei. Ao mesmo tempo, ensaia alian\u00e7as futuras, com acenos \u00e0 Uni\u00e3o C\u00edvica Radical de Lousteau e a governadores como Maximiliano Pullaro, de Santa F\u00e9, ou Ignacio Torres, de Chubut.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que afirmamos que \u00e9 mais necess\u00e1rio do que nunca fortalecer uma alternativa pol\u00edtica para o povo trabalhador, algo que estamos construindo a partir da Izquierda Socialista e da Frente de Izquierda Unidad. Uma alternativa com outro programa, oper\u00e1rio e popular, que parta do n\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica e da ruptura com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, priorizando sal\u00e1rios e aposentadorias dignas, trabalho, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e habita\u00e7\u00e3o. Isso defendendo que governem aqueles que nunca governaram e, portanto, n\u00e3o t\u00eam responsabilidades pelo desastre atual: os\/as trabalhadores\/as e a esquerda. Iniciando, assim, o caminho para uma Argentina socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milei continua passeando pelo mundo. Agora, foi ao \u201cacampamento de ver\u00e3o\u201d dos bilion\u00e1rios em Idaho, evento t\u00e3o exclusivo que nem deixaram o presidente argentino tirar fotos de sua pr\u00f3pria apresenta\u00e7\u00e3o. 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