

	{"id":15994,"date":"2024-08-24T23:36:27","date_gmt":"2024-08-25T02:36:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=15994"},"modified":"2024-08-31T12:57:51","modified_gmt":"2024-08-31T15:57:51","slug":"exigimos-que-a-cgt-rompa-a-tregua-e-convoque-uma-greve-e-um-plano-de-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/08\/24\/exigimos-que-a-cgt-rompa-a-tregua-e-convoque-uma-greve-e-um-plano-de-luta\/","title":{"rendered":"Argentina: \u201cExigimos que a CGT rompa a tr\u00e9gua e convoque uma greve e um plano de luta\u201d."},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><em>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Jornal Combate Socialista noticiamos o vitorioso Encontro Nacional da Educa\u00e7\u00e3o em Combate. A parte Internacional do evento contou com a participa\u00e7\u00e3o de\u00a0Mariana Scayola, dirigente da Esquerda Socialista e da ADEMYS. Ap\u00f3s o encontro, entrevistamos a companheira para conhecer um pouco mais da realidade da luta de classe na Argentina e da luta contra a extrema direita. Confira a seguir:<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>COMBATE SOCIALISTA: Como a classe trabalhadora argentina est\u00e1 reagindo aos ataques do governo Milei?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Mariana Scayola:\u00a0<\/strong>Desde o primeiro momento houve uma rea\u00e7\u00e3o popular muito importante, apenas dez dias ap\u00f3s sua posse, setores do sindicalismo combativo, movimentos sociais, direitos humanos e a esquerda organizaram uma mobiliza\u00e7\u00e3o para a Plaza de Mayo, que \u00e9 o centro pol\u00edtico onde est\u00e1 localizada a sede do governo. O dia 20 de dezembro foi o anivers\u00e1rio do Argentinazo de 2001 (aquela rebeli\u00e3o em que em uma semana seis presidentes ca\u00edram) e o governo se preparou para enfrentar a primeira mobiliza\u00e7\u00e3o anunciando um protocolo antiprotesto, proibindo a mobiliza\u00e7\u00e3o nas ruas e anunciando pela m\u00eddia todos os tipos de amea\u00e7as \u00e0queles que quisessem marchar. Naquele dia, a mobiliza\u00e7\u00e3o foi bem-sucedida, foi a primeira derrota do protocolo antiprotesto e o ponto de partida de seis meses de resposta popular ao plano de motosserra de Milei para liquidar sal\u00e1rios, pens\u00f5es e atacar os direitos trabalhistas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Naquela mesma tarde de 20 de dezembro, o governo anunciou um megadecreto de necessidade e urg\u00eancia (DNU) com a entrega de recursos naturais, a liberaliza\u00e7\u00e3o completa da economia, poderes extraordin\u00e1rios para Milei e uma reforma trabalhista que implicava um retrocesso de 100 anos nos direitos trabalhistas. Ao final dos an\u00fancios, houve confrontos espont\u00e2neos de panelas e frigideiras em muitos bairros da Cidade de Buenos Aires e em alguns distritos da Prov\u00edncia de Buenos Aires, que convergiram com uma mobiliza\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea no Congresso Nacional at\u00e9 as primeiras horas da manh\u00e3, com cantos de &#8220;a p\u00e1tria n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda&#8221; e a exig\u00eancia de uma greve geral \u00e0 CGT e &#8220;onde est\u00e1 essa CGT traidora, que n\u00e3o se v\u00ea&#8221;. Naquela noite, o protocolo foi quebrado novamente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Durante os seis meses seguintes, a classe trabalhadora realizou duas greves gerais da CGT (a primeira greve foi anunciada apenas 18 dias ap\u00f3s a posse e ocorreu em 30 de janeiro) e grandes mobiliza\u00e7\u00f5es quase que mensalmente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, houve uma marcha maci\u00e7a e unida. A primeira resposta do movimento de mulheres que conquistou o aborto legal a um governo mis\u00f3gino que ataca constantemente o movimento de mulheres e a diversidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No dia 24 de mar\u00e7o, uma nova mobiliza\u00e7\u00e3o ocorre no anivers\u00e1rio do golpe militar de 1976 e do in\u00edcio da \u00faltima ditadura na Argentina. \u00c9 outra marcha massiva de quase o dia inteiro nas ruas em frente a um governo que defende a \u00faltima ditadura militar e nega os 30.000 desaparecidos. O mesmo governo que recentemente teve de dar explica\u00e7\u00f5es sobre a crise que levou v\u00e1rios deputados de seu bloco pol\u00edtico a visitar criminosos genocidas na pris\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No dia 23 de abril, houve uma impressionante mobiliza\u00e7\u00e3o educacional em resposta aos cortes or\u00e7ament\u00e1rios nas universidades, com mais de um milh\u00e3o de pessoas em todo o pa\u00eds, em uma marcha que ultrapassou os limites da comunidade universit\u00e1ria, tornando-se uma marcha pela Educa\u00e7\u00e3o de uma sociedade com forte tradi\u00e7\u00e3o de defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita, sem cotas ou restri\u00e7\u00f5es de matr\u00edcula.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 1\u00ba de maio, a CGT se mobilizou novamente no Dia Internacional dos Trabalhadores e, em 9 de maio, ocorreu a segunda greve geral com um n\u00edvel muito alto de ades\u00e3o e um pa\u00eds praticamente paralisado pela greve.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em suma, foi uma resposta muito importante nesses primeiros meses do governo de Milei e de seu plano de ajuste Chainsaw.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>CS: O que est\u00e3o fazendo os l\u00edderes sindicais da CGT e da CTA e o Kirchnerismo?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>MS:<\/strong> Nos primeiros meses, a CGT foi for\u00e7ada a responder aos ataques do governo pela press\u00e3o dos trabalhadores, mas depois das grandes mobiliza\u00e7\u00f5es e da greve de 9 de maio, com um governo em crise, a CGT entrou em um per\u00edodo de tr\u00e9gua e negocia\u00e7\u00e3o com o governo, deixou passar a aprova\u00e7\u00e3o da Lei B\u00e1sica para negociar a reforma trabalhista, ajudando assim a garantir a governabilidade em um momento em que o governo estava em uma posi\u00e7\u00e3o muito fraca.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O peronismo e o kirchnerismo est\u00e3o agindo da mesma forma. Um peronismo dividido em crise, que se apresenta como oposi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o quer enfraquecer a governabilidade de Milei. Os diferentes setores continuam a se rearticular diante do governo de Milei, tendo em vista a remontagem eleitoral do pr\u00f3ximo ano, mas, apesar do atrito com as pol\u00edticas de Milei, deixam que as medidas de austeridade sigam em frente e as aplicam nas prov\u00edncias onde governam, al\u00e9m do fato de que houve setores do peronismo que votaram a favor da lei de austeridade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>CS: Qual \u00e9 a proposta do sindicalismo combativo e como est\u00e3o preparando o lan\u00e7amento da corrente sindical A Luchar?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>MS:<\/strong>\u00a0A partir do sindicalismo combativo, propomos que temos de continuar a nos mobilizar e enfrentar o plano de austeridade de Milei, que \u00e9 agora e n\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es de 2027. Chamamos a lutar por sal\u00e1rios e aposentadoria mais altas, contra as demiss\u00f5es, o imposto sobre sal\u00e1rios e as privatiza\u00e7\u00f5es. Exigimos que a CGT rompa a tr\u00e9gua e convoque uma greve e um plano de luta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Insistimos que, para enfrentar Milei e seu ajuste, precisamos de uma nova lideran\u00e7a sindical, democr\u00e1tica e militante, contra a burocracia, que apoie incondicionalmente todas as lutas, que busque coorden\u00e1-las e unific\u00e1-las e que exija uma nova greve geral e um plano de luta. \u00c9 a servi\u00e7o disso que no dia 17 de agosto haver\u00e1 o lan\u00e7amento da corrente sindical A Luchar, uma oportunidade de unir o sindicalismo combativo nessa dire\u00e7\u00e3o, convocada por nossos principais dirigentes sindicais de ferrovi\u00e1rios, professores, funcion\u00e1rios p\u00fablicos, entre outros.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>CS: Como a FIT-U est\u00e1 se posicionando?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>MS:<\/strong>\u00a0A FIT-U tem sido protagonista no enfrentamento com Milei, promove e faz parte das mobiliza\u00e7\u00f5es que t\u00eam ocorrido, tamb\u00e9m tem colocado sua bancada no Congresso a servi\u00e7o das lutas, aproveitando esse espa\u00e7o para denunciar o governo e desmascarar as manobras parlamentares e promover as mobiliza\u00e7\u00f5es, levantando a necessidade de outro programa, oper\u00e1rio e popular, que comece por n\u00e3o pagar a d\u00edvida e romper com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, priorizando sal\u00e1rios e aposentadoria dignos, trabalho, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e moradia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Isso \u00e9 o que tamb\u00e9m estamos propondo em nosso partido Izquierda Socialista, postulando que aqueles que nunca governaram e, portanto, n\u00e3o t\u00eam responsabilidade pelo desastre atual, devem governar: os trabalhadores e a esquerda. Iniciando o caminho para uma Argentina socialista.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>CS: Agradecemos a sua visita ao nosso pa\u00eds, a participa\u00e7\u00e3o em nosso encontro e a entrevista. Pedimos que deixe um recado a nossos leitores e leitoras.<\/strong><\/p>\n<p><strong>MS:<\/strong>\u00a0Camaradas brasileiros, em todo o mundo, todos os governos est\u00e3o apertando o cerco aos trabalhadores e ao povo, a crise mundial capitalista est\u00e1 produzindo cada vez mais pobreza, fome, desemprego, guerra e destrui\u00e7\u00e3o ambiental. Diante disso, devemos nos unir e construir uma alternativa pol\u00edtica em cada lugar para que, de uma vez por todas, sejamos n\u00f3s, os trabalhadores, que governemos, e nossa tarefa imediata \u00e9 continuar nos organizando para enfrentar os planos de austeridade de Milei, na Argentina, e de Lula, no Brasil, com a necessidade tamb\u00e9m de lutar por novas lideran\u00e7as sindicais e pol\u00edticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Jornal Combate Socialista noticiamos o vitorioso Encontro Nacional da Educa\u00e7\u00e3o em Combate. A parte Internacional do evento contou com a participa\u00e7\u00e3o de\u00a0Mariana Scayola, dirigente da Esquerda Socialista e da ADEMYS. 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