

	{"id":16207,"date":"2024-10-03T17:51:55","date_gmt":"2024-10-03T20:51:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=16207"},"modified":"2024-10-03T17:54:32","modified_gmt":"2024-10-03T20:54:32","slug":"programa-da-cst-contra-a-catastrofe-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/10\/03\/programa-da-cst-contra-a-catastrofe-climatica\/","title":{"rendered":"Programa da CST contra a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<h1><strong>Medidas urgentes para enfrentar a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica no Brasil<\/strong><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0A destrui\u00e7\u00e3o de cidades, como Brumadinho, em Minas Gerais, foi um dos reflexos de que a destrui\u00e7\u00e3o ambiental capitalista caminhava a passos largos em nosso pa\u00eds. A recente cat\u00e1strofe do Rio Grande do Sul, cujos efeitos ainda hoje s\u00e3o sentidos, inauguraram um novo e grave patamar da crise clim\u00e1tica e ambiental brasileira.<\/p>\n<p>Neste momento ocorrem queimadas\u00a0em\u00a0todo o territ\u00f3rio nacional,\u00a0em meio a uma forte\u00a0estiagem, ondas de calor, al\u00e9m de seca nos rios da Amaz\u00f4nia. Na mesma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica encontram-se o Pantanal e o Cerrado.<\/p>\n<p>A CST, se\u00e7\u00e3o no Brasil da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI), \u00e9 parte daqueles que enfrentam a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica capitalista e dos que fortalecem os movimentos socioambientais no Brasil, na Am\u00e9rica Latina e no mundo.<strong>\u00a0<\/strong>Apresentamos o Programa Socialista e Revolucion\u00e1rio da CST com medidas urgentes para enfrentar a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e ambiental no Brasil. S\u00e3o nossas propostas nos atos de rua e na campanha eleitoral que realizamos com B\u00e1rbara Sinedino no Rio de Janeiro, Lorena Fernandes em S\u00e3o Paulo, Andressa Rocha em Belo Horizonte e Jeane Carla em Uberl\u00e2ndia, bem como nossa campanha para a esquerda independente em Bel\u00e9m, Niter\u00f3i e Porto Alegre.<\/p>\n<h1><strong>1. O agroneg\u00f3cio e as multinacionais s\u00e3o os respons\u00e1veis pelas queimadas<\/strong><\/h1>\n<p>Nas \u00faltimas semanas o Brasil registrou 180.137 focos de inc\u00eandio, o que representa 50,6% do total de queimadas na Am\u00e9rica do Sul. Este n\u00famero \u00e9 108% maior do que no mesmo per\u00edodo de 2023, quando foram registrados 86.256 focos, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href=\"http:\/\/www.gov.br\/inpe\">www.gov.br\/inpe<\/a>). Os Estados da Amaz\u00f4nia lideram esse ranking, mas o sul e sudeste n\u00e3o ficam atr\u00e1s. O Cerrado e o Pantanal enfrentam fortes queimadas e a calamidade de uma seca hist\u00f3rica. Na Mata Atl\u00e2ntica, ocorreu o maior registro de focos de calor desde 1998. A maior parte dos inc\u00eandios em SP s\u00e3o em terras privadas, do setor de pecu\u00e1ria e combust\u00edveis (cana-de-a\u00e7\u00facar), inclu\u00eddos os locais da empresa Raizen, que possui entre seus donos a Shell. Em 2019, a Raizen foi multada por um mega inc\u00eandio na cidade de Araraquara. A mesma empresa tamb\u00e9m possui processos judiciais por contamina\u00e7\u00e3o ambiental derivada da pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos atrav\u00e9s de avi\u00f5es.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que os inc\u00eandios est\u00e3o diretamente ligados ao avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio. Os focos de inc\u00eandios e destrui\u00e7\u00e3o das florestas se localizam em \u00e1reas de expans\u00e3o dessas empresas, sendo as maiores imensas multinacionais.\u00a0As queimadas criminosas s\u00e3o para destruir florestas e grilar terras para o agroneg\u00f3cio,\u00a0al\u00e9m de fazer o garimpo avan\u00e7ar sobre as terras dos povos ind\u00edgenas (conforme denunciamos no <em>Combate Socialista<\/em> n\u00b0 190). Trata-se da destrui\u00e7\u00e3o das florestas para apropria\u00e7\u00e3o privada no solo. A soja, hoje o principal produto da pauta de exporta\u00e7\u00e3o capitalista nacional, junto com a pecu\u00e1ria s\u00e3o os parceiros centrais dessa desgra\u00e7a capitalista. A destrui\u00e7\u00e3o dos biomas acarreta perdas aos povos da floresta. De acordo com a APIB \u201c<em>as Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3 (PA), Munduruku (PA) e Sarar\u00e9 (MT) tiveram mais inc\u00eandios que outras, com 1.111 focos. O Ibama e a Funai veem ind\u00edcios de a\u00e7\u00e3o de garimpeiros, j\u00e1 que s\u00e3o \u00e1reas fortemente afetadas pelo garimpo ilegal<\/em>\u201d (<a href=\"http:\/\/apiboficial.org\/\">apiboficial.org<\/a>).<\/p>\n<p>A polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, que transformou SP no pior ar do mundo, \u00e9\u00a0um\u00a0reflexo desse processo\u00a0nas\u00a0cidades.\u00a0Outro impacto s\u00e3o as chuvas com fuligem no sul do pa\u00eds, n\u00e3o se descartando que possam afetar o sudeste e partes do centro-oeste.<\/p>\n<p>A onda de queimadas, em meio a seca de rios, estiagem, ondas de calor ou frio intenso, geram muitos problemas de sa\u00fade. Atualmente uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o as s\u00edndromes respirat\u00f3rias graves, que registram uma maior procura nos postos de sa\u00fade do SUS. Al\u00e9m dos efeitos de curto prazo, \u00e9 preocupante os efeitos desse processo a m\u00e9dio e longo prazo para a sa\u00fade do povo trabalhador.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia enfrenta seca severa. O Rio Negro, Solim\u00f5es e Madeira enfrentam m\u00ednimas hist\u00f3ricas. Isso afeta a vida nos rios, o transporte fluvial de pessoas e alimentos. Al\u00e9m da impossibilidade de realiza\u00e7\u00e3o da pesca e outras atividades econ\u00f4micas que s\u00e3o base de comunidades ribeirinhas e ind\u00edgenas, sendo a fome um resultado para essas comunidades. A estiagem\u00a0tamb\u00e9m impacta\u00a0outras bacias hidrogr\u00e1ficas. \u00c9 o caso do S\u00e3o Francisco, que abrange regi\u00f5es do semi\u00e1rido, local onde h\u00e1 processos de desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis s\u00e3o o agroneg\u00f3cio, os pecuaristas, madeireiras e as empresas mineradoras. As empresas de maior faturamento, de acordo com a revista Forbes, s\u00e3o: A\u00a0<strong>JBS<\/strong>, que atua no mercado de prote\u00edna animal em 20 pa\u00edses. A\u00a0<strong>Raizen<\/strong>, com 1,3 milh\u00e3o de hectares de planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar. A Raizen, via a Shell, atua ainda na distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis no Brasil, Argentina e Paraguai. A\u00a0<strong>Nestl\u00e9<\/strong>, que tem no Brasil o seu maior segmento de chocolates. A\u00a0<strong>Marfrig Global Foods<\/strong>, l\u00edder global na produ\u00e7\u00e3o de hamb\u00fargueres. A\u00a0<strong>Cargil<\/strong>, presente em 17 estados brasileiros com unidades industriais e escrit\u00f3rios em quase 150 munic\u00edpios. A\u00a0<strong>AMBEV<\/strong>, gigante das bebidas. A\u00a0<strong>Bunge<\/strong>, l\u00edder global no setor agroindustrial, no mercado de gr\u00e3os, \u00f3leos, fertilizantes e bioenergia. A\u00a0<strong>BRF<\/strong>, maior exportadora de carne de frango do Brasil, presente em 127 pa\u00edses. O\u00a0<strong>Grupo Amaggi<\/strong>, que produz 1,2 milh\u00e3o de toneladas anuais de soja, milho e algod\u00e3o (<a href=\"http:\/\/forbes.com.br\/\">forbes.com.br<\/a>).<\/p>\n<p>De acordo com o jornal Suma\u00fama, existe uma poderosa a\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>lobby<\/em>\u00a0no Congresso Nacional, atuando junto a deputados da bancada do agroneg\u00f3cio, atrav\u00e9s do IPA (Instituto Pensar Agropecu\u00e1ria,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pensaragro.org.br\/\">www.pensaragro.org.br\/<\/a>). Tal Instituto \u00e9 mantido por associa\u00e7\u00f5es empresariais que envolvem grandes empresas como Danone, Kellogg\u2019s, Heineken; bancos como Bradesco, Ita\u00fa, Santander; seguradoras, como Porto Seguro; a operadora de telefonia Vivo; \u201c<em>al\u00e9m de fabricantes de agrot\u00f3xicos Bayer, Basf e Syngenta, as multinacionais estadunidenses de alimentos Bunge e Cargil, as brasileiras BRF e JBS e a su\u00ed\u00e7a Nestl\u00e9, integram n\u00e3o um, mas v\u00e1rios desses sindicatos patronais<\/em>\u201d (<a href=\"https:\/\/sumauma.com\/\">sumauma.com<\/a>). Nesse tal IPA se formulam projetos como o Marco Temporal, aprovado no Congresso Nacional. Essas empresas, entidades patronais, seus empres\u00e1rios e os pol\u00edticos do agroneg\u00f3cio devem pagar pelas queimadas e pela destrui\u00e7\u00e3o de nossos biomas.<\/p>\n<h1><strong>1.1.<\/strong>\u00a0<strong>Exigimos do governo Lula\/Alckmin o fim do Plano Safra e do Arcabou\u00e7o Fiscal!<\/strong><\/h1>\n<p>O governo Lula\/Alckmin faz discursos\u00a0em\u00a0defesa das florestas.\u00a0Na abertura da ONU falou sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u00a0Mas, para al\u00e9m dos discursos, n\u00e3o toma medidas efetivas: por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o a revogar o Marco Temporal e demarcar terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Enquanto o agroneg\u00f3cio segue destruindo florestas, assassinado camponeses e explorando seus neg\u00f3cios atrav\u00e9s de trabalho escravo, o governo de Lula\/Alckmin presenteou esse setor com R$ 400 bilh\u00f5es atrav\u00e9s do Plano Safra. Isso tem que acabar! Nenhum centavo ao agroneg\u00f3cio que destr\u00f3i nossos biomas e financia a extrema direita golpista! N\u00e3o se pode presentear empres\u00e1rios ligados \u00e0s queimadas, trabalho escravo, assassinato de camponeses e dos povos ind\u00edgenas. N\u00e3o podemos esquecer que eles financiaram a\u00e7\u00f5es visando impor uma ditadura militar no dia 8 de janeiro de 2023 e seguem patrocinado o bolsonarismo golpista.\u00a0 \u00c9 necess\u00e1rio destinar as verbas bilion\u00e1rias do Plano Safra e os bens das empresas e empres\u00e1rios criminosos para combater as queimadas e aplicar medidas emergenciais para os povos da floresta afetados pelas secas.<\/p>\n<p>A greve de servidores do Ibama e ICMBio\u00a0foi uma oportunidade para valorizar esse setor e a pol\u00edtica ambiental no pa\u00eds.\u00a0Mas o governo Lula\/Alckmin n\u00e3o deu ouvidos aos trabalhadores, n\u00e3o atendeu suas reivindica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o reestruturou esses \u00f3rg\u00e3os,\u00a0mantendo o desmonte do setor.\u00a0E o pior, criminalizou essas greves. Tudo em nome de manter o \u201cArcabou\u00e7o Fiscal a qualquer custo\u201d. N\u00f3s exigimos do governo Lula\/Alckmin o fim do Arcabou\u00e7o Fiscal, o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida externa e interna e\u00a0a taxa\u00e7\u00e3o dos bilion\u00e1rios e das multinacionais para ter recursos para os \u00f3rg\u00e3os ambientais, atender as pautas dos servidores p\u00fablicos, garantir pol\u00edticas sociais aos atingidos pelo colapso do Rio Grande do Sul, para reforma agr\u00e1ria aos sem-terra, agricultura camponesa e demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<h1><strong>1.2.<\/strong>\u00a0\u00a0<strong>Enfrentar os governadores\u00a0negacionistas<\/strong><\/h1>\n<p>Em cada local essa luta enfrenta os governadores e prefeitos.\u00a0No estado de S\u00e3o Paulo, Minas ou Rio de Janeiro, os governadores Tarc\u00edsio, Zema e Cl\u00e1udio Castro t\u00eam uma postura negacionista. A pol\u00edtica nefasta de privatiza\u00e7\u00e3o da SABESP e da CEDAE\/RJ coloca nas m\u00e3os dos capitalistas a responsabilidade de gerenciar os servi\u00e7os de \u00e1gua e saneamento, t\u00e3o essenciais para a popula\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o ambiental de rios.\u00a0Nas manifesta\u00e7\u00f5es devemos enfrentar esses governos ultrarreacion\u00e1rios e os prefeitos de cada cidade. Dar o troco nas passeatas e nas urnas!<\/p>\n<p>A extrema direita \u00e9 parte central dos inc\u00eandios criminosos, das a\u00e7\u00f5es de destrui\u00e7\u00e3o das florestas, do desmatamento da Amaz\u00f4nia, do avan\u00e7o da soja, minera\u00e7\u00e3o e pecu\u00e1ria sobre nossos biomas. Durante o governo Bolsonaro isso foi visto nos discursos negacionistas, nas a\u00e7\u00f5es do Ministro Sales, nas a\u00e7\u00f5es contra o INPE e \u00f3rg\u00e3os ambientais, no cerco contra os Ianom\u00e2mis. Dois nefastos exemplos disso foram o \u201c<em>dia do fogo<\/em>\u201d, em agosto de 2019, quando pecuaristas localizados na BR-163, no Par\u00e1, atearam fogo criminosamente contra a floresta, e nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips, no Vale do Javari, no Amazonas. Por isso \u00e9 necess\u00e1rio esmag\u00e1-la nas ruas em manifesta\u00e7\u00f5es unificadas!<\/p>\n<h1><strong>1.3.<\/strong>\u00a0<strong>Fortalecer os \u00f3rg\u00e3os ambientais<\/strong><\/h1>\n<p>Alguns meses atr\u00e1s ocorreu a greve do setor ambiental (IBAMA, ICMBio, SFB e MMA). A CST apoiou ativamente essa greve e nossa candidatas socialistas revolucion\u00e1rias foram parte ativa de assembleias e atos. Na edi\u00e7\u00e3o 187 do\u00a0<strong><em>Combate Socialista<\/em><\/strong>\u00a0entrevistamos lideran\u00e7as dessa categoria do RJ e do PA. Eles relataram a import\u00e2ncia de suas atividades na execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica nacional do meio ambiente na fiscaliza\u00e7\u00e3o contra os crimes ambientais (garimpo, desmatamento, tr\u00e1fico de animais, grilagem de terras, invas\u00f5es aos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, pesca ilegal, etc) e no combate aos inc\u00eandios florestais. Bem como na gest\u00e3o de emerg\u00eancias ambientais (como os crimes da minera\u00e7\u00e3o em Mariana, Brumadinho, as enchentes no Rio Grande do Sul e as estiagens no norte), trabalhando no resgate e reabilita\u00e7\u00e3o de animais silvestres para devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es fundamentais.<\/p>\n<p>Os servidores ambientais cumprem uma fun\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica em tempos de cat\u00e1strofe clim\u00e1tica. Mas, apesar de sua import\u00e2ncia estrat\u00e9gica, os grevistas informaram as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, nenhum suporte para enfrentar as amea\u00e7as do agroneg\u00f3cio e dos infratores, bem como a defasagem salarial e em sua carreira.<\/p>\n<p>O governo Lula criminalizou a greve do setor ambiental, na contram\u00e3o do seu discurso \u201c<em>verde<\/em>\u201d e de seu passado de ex-sindicalista, como o fez outras vezes nos governos anteriores do PT (e como o faz agora na heroica greve do INSS). A frente ampla, por sua concilia\u00e7\u00e3o de classes com as multinacionais do campo, as empresas agropecu\u00e1rias, as mineradoras, bem como seu pacto de governabilidade conservador com o agroneg\u00f3cio, abandona os interessas da classe trabalhadora e n\u00e3o defende o meio ambiente.<\/p>\n<p>N\u00f3s defendemos o oposto, fortalecer os nossos \u00f3rg\u00e3os ambientais (IBAMA, ICMBio, SFB e MMA) e seus servidores. Do mesmo modo, precisam de mais investimentos o INCRA e a FUNAI. E o mesmo deve ocorrer nos estados e nossas cidades.<\/p>\n<h1><strong>1.4.<\/strong>\u00a0<strong>Barrar a Ferrogr\u00e3o do<\/strong>\u00a0<strong>Novo PAC<\/strong><\/h1>\n<p>No ano passado, foi anunciado o \u201cnovo PAC\u201d. No jornal <em>Combate Socialista<\/em>, n\u00f3s, da CST, fizemos cr\u00edticas. No lan\u00e7amento, Lula tinha ao seu lado governadores bolsonaristas como Cl\u00e1udio Castro e lideran\u00e7as da extrema direita, como o presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira. Al\u00e9m de Lula, o vice Alckmin e os Ministros do PT deixaram explicito que os projetos ser\u00e3o por meio de concess\u00f5es e parcerias p\u00fablico-privadas (PPPs). Haver\u00e1 recursos para equipar o ex\u00e9rcito, marinha e aeron\u00e1uticas \u2013 for\u00e7as que protagonizaram recentemente a intentona golpista do 8 de janeiro, que, al\u00e9m de n\u00e3o serem punidas, s\u00e3o premiadas.<\/p>\n<p>No discurso, o \u201cnovo PAC\u201d teria uma \u201c<em>preocupa\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d ambiental, mas nunca \u00e9 demais lembrar que a primeira vers\u00e3o do PAC favoreceu empresas de constru\u00e7\u00e3o civil, como Odebrecht, OAS, Camargo Corr\u00eaa e projetos como as hidrel\u00e9tricas de Jirau e Santo Ant\u00f4nio, com superexplora\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios e altos impactos socioambientais. Lula e Dilma realizaram obras fara\u00f4nicas da Copa do Mundo de Futebol Masculino da FIFA e as Olimp\u00edadas, cujo \u201clegado\u201d foram remo\u00e7\u00f5es, crise social e ambiental. No contexto do PAC, realizaram a Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte contra os povos ind\u00edgenas e o Movimento Xingu Vivo Para Sempre. Obras que ocasionaram, dentre outros problemas, impactos negativos na chamada Volta Grande do Xingu, com a degrada\u00e7\u00e3o do rio e morte de peixes, comprometendo a vida dos povos da floresta, al\u00e9m da crise social em Altamira.<\/p>\n<p>Um fato importante \u00e9 que o Novo PAC tem dentre seus projetos a \u201cFerrogr\u00e3o\u201d, uma estrada de ferro que pretende ligar Sinop\/MT\u00a0a Miritituba\/PA, num trajeto de 900 quil\u00f4metros. O objetivo \u00e9 escoar a soja, de um de seus principais polos de produ\u00e7\u00e3o no Mato Grosso, para o mercado externo via o Par\u00e1. A obra pode impactar 16 terras ind\u00edgenas e 102 assentamentos da reforma agr\u00e1ria. A ferrovia ser\u00e1 uma forte press\u00e3o pela devasta\u00e7\u00e3o da floresta ao seu redor para abrir caminho para novos cultivos.<\/p>\n<p>O principal lobby para a Ferrogr\u00e3o vem de multinacionais como Bunge e Cargill, com suas ETCs (\u201cEsta\u00e7\u00e3o de Transbordo de Carga\u201d) em Miritituba, denunciada pelo povo Munduruku. De acordo com a Rede Xingu Mais: \u201c<em>A instala\u00e7\u00e3o das ETCs tem promovido altera\u00e7\u00f5es profundas na din\u00e2mica socioecon\u00f4mica de Miritituba, podendo-se destacar a modifica\u00e7\u00e3o da paisagem e do uso do solo com a descaracteriza\u00e7\u00e3o das atividades de subsist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o local e o \u2018controle territorial do rio\u2019 por parte das empresas de transporte de commodities, afetando a navega\u00e7\u00e3o e pesca artesanal&#8230;<\/em><em>\u00a0<\/em><em>O acirramento dos conflitos fundi\u00e1rios na regi\u00e3o tamb\u00e9m deve ser analisado \u00e0 luz do cen\u00e1rio de alta demanda por terrenos provocado pela instala\u00e7\u00e3o das ETCs no rio Tapaj\u00f3s<\/em>\u201d (<a href=\"http:\/\/xingumais.org.br\/\">xingumais.org.br<\/a>).<\/p>\n<h1><strong>1.5.<\/strong>\u00a0<strong>Construir uma jornada nacional por emerg\u00eancia clim\u00e1tica!<\/strong><\/h1>\n<p>No \u00faltimo final de semana, entre os dias 20 e 22\/09, ocorreram manifesta\u00e7\u00f5es da Coaliz\u00e3o pelo Clima em SP, Rio e BH, e em mais 10 cidades, exigindo justi\u00e7a clim\u00e1tica. A manifesta\u00e7\u00e3o de SP, a maior delas, com cerca de 5 mil pessoas, expressou um forte rep\u00fadio ao agroneg\u00f3cio e ao Plano Safra. Defendemos a continuidade da luta nas ruas exigindo medidas urgentes contra as queimadas, a seca dos rios e verbas para garantir emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Est\u00e3o ocorrendo reuni\u00f5es da Coaliz\u00e3o do Clima em SP. Em nossa nota nacional, a CST prop\u00f5e a continuidade dos atos unit\u00e1rios e sua nacionaliza\u00e7\u00e3o. Devemos nos esfor\u00e7ar para que sejam maiores, n\u00e3o nos isolar, e ganhar mais e mais trabalhadores e jovens para nossa pauta. Por isso, exigimos que CUT, CTB, UNE, UBES e MTST convoquem as manifesta\u00e7\u00f5es unificadas da Coaliz\u00e3o do Clima, fortalecendo esse espa\u00e7o unit\u00e1rio de mobiliza\u00e7\u00e3o. Propomos nos sindicatos a organiza\u00e7\u00e3o de assembleias e reuni\u00f5es setoriais para votar uma pauta clim\u00e1tica e ambiental e a\u00e7\u00f5es em cada local de trabalho. Propomos que o movimento estudantil organize assembleias e convoca\u00e7\u00e3o nos locais de estudo e do mesmo modo o movimento popular (<a href=\"http:\/\/www.cstuit.com\/\">www.cstuit.com<\/a>). \u00c9 necess\u00e1rio coordenar essa luta com o movimento feminista e de solidariedade \u00e0 luta palestina que j\u00e1 est\u00e3o nas ruas.<\/p>\n<p><em>Precisamos realizar manifesta\u00e7\u00f5es e exigir unificadamente medidas emergenciais, como:<\/em><\/p>\n<p><strong>a) <\/strong>Puni\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios respons\u00e1veis pelas queimadas, pelo assassinato de camponeses e dos povos ind\u00edgenas, bem como das empresas que utilizam trabalho escravo.<\/p>\n<p><strong>b) <\/strong>Funcionamento s\u00f3 dos servi\u00e7os essenciais nos dias de maior polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, tempestades ou ondas de calor ou frio. Abono dos dias de trabalho, sem descontos, e cancelamento das aulas. Descontos nas tarifas residenciais de \u00e1gua, luz, g\u00e1s e internet.\u00a0 Gratuidade integral em todos os transportes nesses dias. Instala\u00e7\u00e3o emergencial de bebedouros nas pra\u00e7as para os dias de calor.<\/p>\n<p><strong>c) <\/strong>A\u00e7\u00f5es municipais, estaduais e federais para recuperar os rios, biomas e medidas para melhorar a qualidade do ar. Maior investimento no SUS para o tratamento das sequelas da polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, das ondas de calor e dos eventos extremos. A\u00e7\u00f5es para cuidar da fauna silvestre e animais urbanos perante queimadas, secas, enchentes e outros eventos extremos.<\/p>\n<p><strong>d) <\/strong>Garantia de moradia, \u00e1gua, roupas, alimenta\u00e7\u00e3o, escolas e creche para as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Por um plano de a\u00e7\u00f5es estatais socioambientais que garanta emprego para trabalhadoras e trabalhadores desempregados.<\/p>\n<p><strong>e) <\/strong>Mais verbas para valoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os e servidores ambientais! Por sal\u00e1rio, carreira e mais concursos para os \u00f3rg\u00e3os ambientais.<\/p>\n<h1><strong>1.6. Propostas socialistas e revolucion\u00e1rias da CST<\/strong><\/h1>\n<p>Ao lado de nossa proposta de luta unificada, estamos divulgando um programa oper\u00e1rio e popular com sa\u00eddas profundas para combater a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica. Para a CST, se\u00e7\u00e3o no Brasil da UIT-QI, existe uma sa\u00edda diante da crise ambiental. Em primeiro lugar, \u00e9 preciso dar o primeiro passo e deflagrar emerg\u00eancia clim\u00e1tica, a fim de tomar as medidas urgentes e necess\u00e1rias. Neste sentido, n\u00f3s propomos a mobiliza\u00e7\u00e3o para conquistar:<\/p>\n<ol>\n<li>Fim do Plano Safra e do Arcabou\u00e7o Fiscal!<\/li>\n<li>Expropria\u00e7\u00e3o das fazendas e empresas poluidoras, de minera\u00e7\u00e3o e das grandes empresas e multinacionais do agro, bem como os bens dos bilion\u00e1rios do setor. Expulsar do Brasil todas as multinacionais estrangeiras, como a Cargill, Bunge e Monsanto.<\/li>\n<li>Taxa\u00e7\u00e3o dos lucros das grandes empresas e das multinacionais. N\u00e3o pagamento da d\u00edvida externa e interna aos banqueiros. Estatiza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro.<\/li>\n<li>Reestatiza\u00e7\u00e3o das empresas de saneamento, transporte e energia, como a ENEL, SABESP, CEDAE, Light, Metr\u00f4 do RJ e BH, Corsan e CEEE no RS e das linhas privatizadas em SP.<\/li>\n<li>Demarca\u00e7\u00e3o imediata das terras ind\u00edgenas e revoga\u00e7\u00e3o do Marco Temporal! Contra a PEC 48! Reforma Agr\u00e1ria radical sob controle dos trabalhadores sem-terra. Contra a Ferrogr\u00e3o! Destinar recursos para os camponeses, para produ\u00e7\u00e3o de alimentos baratos para o povo trabalhador.<\/li>\n<\/ol>\n<h1><strong>2.<\/strong>\u00a0<strong>O colapso do Rio Grande do Sul \u00e9 resultado da destrui\u00e7\u00e3o ambiental capitalista<\/strong><\/h1>\n<p>No m\u00eas de maio, o pa\u00eds inteiro foi abalado pelo colapso do Rio Grande do Sul, com enchentes afetando praticamente todas as cidades do Estado. Centenas de pessoas mortas, feridas e desalojadas. Milhares de pessoas em abrigos e milh\u00f5es atingidas pela enchente. Em nossa nota nacional, a CST se solidarizou com o povo trabalhador ga\u00facho e destacou a atua\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios e volunt\u00e1rias. Nossa milit\u00e2ncia foi parte dessa batalha, analisando os fatos e propondo a\u00e7\u00f5es para a luta de classes (ver <em>Combate Socialista<\/em> 183, 184 e 185). A conflu\u00eancia dos eventos extremos oriundos do aquecimento global capitalista e da neglig\u00eancia dos governos patronais explica o tamanho da crise socioambiental brasileira.<\/p>\n<h1><strong>2.1.<\/strong> <strong>O governador Eduardo leite e o prefeito Melo s\u00e3o respons\u00e1veis<\/strong><\/h1>\n<p>A CST, respondendo \u00e0 cat\u00e1strofe que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, responsabilizou o governador ga\u00facho e o prefeito de Porto Alegre (ver CS 183, 184 e 185 e nosso canal Combate Socialista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YBfWjecwo2U\">Plen\u00e1ria Rio Grande do Sul<\/a>). Denunciamos que o governador Eduardo Leite (PSDB) destinou apenas R$117 milh\u00f5es para o combate a desastres naturais (0,2% do or\u00e7amento estadual). Enquanto isso, Leite pagou mais de R$2 bilh\u00f5es da d\u00edvida do RS, dinheiro que em sua maioria vai parar nos cofres dos grandes capitalistas. Em 2019, o governador tucano encabe\u00e7ou a mudan\u00e7a de quase 500 pontos do C\u00f3digo Ambiental do RS. Pontos que impediam o avan\u00e7o do desmatamento em diversas regi\u00f5es foram retirados da legisla\u00e7\u00e3o de forma criminosa por Leite e sua bancada de apoio na ALERS. Cada deputado que votou nessa proposta tem enorme responsabilidade pela cat\u00e1strofe enfrentada pelo povo ga\u00facho. As privatiza\u00e7\u00f5es da CEEE e da Corsan, efetuadas pelo seu governo, contribu\u00edram muito para a falta de investimentos que hoje gera n\u00fameros gigantescos de ga\u00fachos sem acesso a luz e \u00e1gua.<\/p>\n<p>Repudiamos as a\u00e7\u00f5es do prefeito de Porto Alegre, Sebasti\u00e3o Melo, apoiador de Bolsonaro, e o consideramos como um dos grandes respons\u00e1veis pelas enchentes. Em 2023, o prefeito cortou totalmente o or\u00e7amento para a preven\u00e7\u00e3o de cat\u00e1strofes. O desmonte do DMAE e a falta de manuten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribu\u00edram muito para a propor\u00e7\u00e3o da enchente que assolou Porto Alegre.<\/p>\n<p>Posteriormente lutamos contra a transforma\u00e7\u00e3o da cat\u00e1strofe em lucro para os empres\u00e1rios capitalistas. Leite e Melo ignoraram a UFRGS e contrataram uma empresa americana, a Alvarez &amp; Marsal, para coordenar a reconstru\u00e7\u00e3o. Essa empresa atuou na privatiza\u00e7\u00e3o da Corsan, contratou S\u00e9rgio Moro para fazer acordos com empresas que ele pr\u00f3prio condenou e \u00e9 conhecida pela sua atua\u00e7\u00e3o em Nova Orleans ap\u00f3s o Furac\u00e3o Katrina, onde demitiu professores, fechou e privatizou escolas, al\u00e9m de segregar o povo negro.<\/p>\n<p>Nessa batalha ficou expl\u00edcito o papel negativo da frente ampla liderada pelo PT. Conforme nossos camaradas ga\u00fachos explicaram no CS 185: <em>\u201cLeite aprovou, na Assembleia Legislativa, a cria\u00e7\u00e3o de uma privatista \u2018Secretaria de Reconstru\u00e7\u00e3o\u2019, que ser\u00e1 coordenada por Pedro Capeluppi, um bolsonarista ex-assessor de Paulo Guedes. O PT ga\u00facho votou a favor dessa Secretaria. Antes, PT e PCdoB apresentaram para Leite um projeto de um fundo com \u201cparticipa\u00e7\u00e3o social\u201d junto com os empres\u00e1rios. O tucano gostou e a Assembleia Legislativa aprovou. \u2018A nossa bancada se sente orgulhosa de ter ajudado, de estarmos juntos. Para n\u00f3s, agora, n\u00e3o tem governo e n\u00e3o tem oposi\u00e7\u00e3o nesse momento. Temos acertos de contas para fazer, mas vai ser depois. Tem respons\u00e1veis hist\u00f3ricos, pelo que deveria ter sido feito e n\u00e3o fez, pelo que fizeram e n\u00e3o deveriam, tudo isso \u00e9 em outro momento. N\u00e3o agora. N\u00f3s precisamos acertar o futuro e para acertarmos o futuro n\u00f3s primeiro temos que consertar o presente, com o esfor\u00e7o de todos\u2019, disse o deputado petista Luiz Fernando Mainardi (Alergs, 21\/05\/2024)<\/em>\u201d<em>.<\/em><\/p>\n<h1><strong>2.2. Nossa plataforma para o Rio Grande do Sul<\/strong><\/h1>\n<p>Respondendo aos acontecimentos e intervindo na luta de classes, constru\u00edmos a seguinte plataforma (CS 185):<\/p>\n<p><em>Para resolver a crise do ponto de vista da classe trabalhadora e do povo pobre do estado do RS, propomos as seguintes medidas:<\/em><\/p>\n<p><strong>\u2013 Cancelamento imediato de toda a d\u00edvida do RS com a Uni\u00e3o;<\/strong><\/p>\n<p>Um dos principais problemas que tem o RS hoje \u00e9 a d\u00edvida p\u00fablica do estado com a Uni\u00e3o. Al\u00e9m de j\u00e1 ter sido paga v\u00e1rias vezes, essa d\u00edvida ileg\u00edtima hoje serve para o governo federal destinar quase metade do or\u00e7amento do pa\u00eds para pagar juros dos t\u00edtulos da d\u00edvida aos banqueiros e grandes capitalistas. Hoje o seu valor \u00e9 de R$92 bilh\u00f5es. Metade desse valor seria suficiente para construir mais de 500 mil casas para a popula\u00e7\u00e3o atingida pelas enchentes. Junto com isso, o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida externa e interna do governo Lula\/Alckmin para garantir mais recursos federais para o RS e para a emerg\u00eancia clim\u00e1tica e ambiental no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Plano de obras p\u00fablicas para reconstruir moradias, ruas e estradas;<\/strong><\/p>\n<p>Esse plano enfrentaria dois problemas que est\u00e3o no centro da cat\u00e1strofe: o de moradia e do desemprego. Utilizando o conhecimento t\u00e9cnico produzido na UFRGS e demais universidades do interior (como UFSM, UFPel, etc), o estado pode garantir um \u00f3timo planejamento. Um plano de grandes propor\u00e7\u00f5es poderia empregar centenas de milhares de trabalhadores que perderam seus empregos, construindo moradias para todos os atingidos pelas enchentes.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Reestatiza\u00e7\u00e3o da CEEE e da Corsan;<\/strong><\/p>\n<p>Nas m\u00e3os da iniciativa privada, as empresas de fornecimento de luz e \u00e1gua para os ga\u00fachos vinham piorando ano ap\u00f3s ano. Com a cat\u00e1strofe, mostraram sua total inefici\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Fim do Plano Safra que financia o agroneg\u00f3cio devastador do meio ambiente;<\/strong><\/p>\n<p>O governo de Lula destinou, em 2023, R$435,6 bilh\u00f5es para o Plano Safra. Hoje, o agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 concentrado na exporta\u00e7\u00e3o de soja. Altamente rent\u00e1vel para meia d\u00fazia de grandes capitalistas, \u00e9 respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de mais de 70% do CO\u00b2 emitido no pa\u00eds. Precisamos acabar com essa farra dos capitalistas que destr\u00f3i o meio ambiente. Defendemos que os bilh\u00f5es que Lula destina ao agroneg\u00f3cio sejam investidos em agricultura familiar destinada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Defendemos a expropria\u00e7\u00e3o de todas as multinacionais poluidoras do campo envolvidas em desastres e destina\u00e7\u00e3o de seus lucros para a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea ambiental.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Rompimento da \u201cparceria\u201d com a empresa corrupta Alvarez &amp; Marsal;<\/strong><\/p>\n<p>A empresa contratada pelo prefeito de Porto Alegre, Sebati\u00e3o Melo (MDB), para \u201c<em>reconstruir<\/em>\u201d o estado, est\u00e1 envolvida em diversos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o e organizou uma verdadeira rapina dos cofres p\u00fablicos em Nova Orleans, ap\u00f3s o furac\u00e3o Katrina.<\/p>\n<p><strong>\u2013 N\u00e3o \u00e0 \u201cflexibiliza\u00e7\u00e3o\u201d de direitos trabalhistas proposta pela FIERGS;<\/strong><\/p>\n<p>Os multimilion\u00e1rios que comandam a entidade patronal da ind\u00fastria buscam se aproveitar da crise e sofrimento do povo ga\u00facho para colocar mais alguns milh\u00f5es nas suas contas. O plano que apresentaram prejudica os trabalhadores, propondo a retirada de diversos direitos. Ao inv\u00e9s de favorecer magnatas, precisamos garantir aux\u00edlio emergencial de um sal\u00e1rio m\u00ednimo aos desabrigados e desempregados.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Nenhuma demiss\u00e3o! Estabilidade no emprego!<\/strong><\/p>\n<p>Os grandes empres\u00e1rios, covardes como sempre, est\u00e3o demitindo milhares de m\u00e3es e pais de fam\u00edlia. Para n\u00e3o perder nenhum centavo dos seus milh\u00f5es, jogam a conta da crise nas costas da classe trabalhadora. Exigimos uma lei que garanta estabilidade no emprego e pro\u00edba compulsoriamente qualquer demiss\u00e3o. Para as pequenas empresas que perderam tudo com a cat\u00e1strofe, defendemos que o governo garanta o sal\u00e1rio dos seus trabalhadores neste momento e um plano financeiro para reconstru\u00e7\u00e3o de cada estabelecimento.<\/p>\n<h1><strong>3. As empresas de minera\u00e7\u00e3o deixam rastro de destrui\u00e7\u00e3o e morte<\/strong><\/h1>\n<p>O min\u00e9rio de ferro, junto com a soja, s\u00e3o as principais mercadorias de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil. O maior comprador \u00e9 a China. Os estados de Minas Gerais e Par\u00e1 concentram a maior parte dessa extra\u00e7\u00e3o. Dito em outros termos, nosso subsolo e nossas terras s\u00e3o apropriados de forma privada pelas grandes empresas e multinacionais, produzindo destrui\u00e7\u00e3o ambiental e mortes.<\/p>\n<h1><strong>3.1. A destrui\u00e7\u00e3o de Mariana e Brumadinho<\/strong><\/h1>\n<p>Em novembro de 2015, um mar de lama destruiu bairros inteiros do munic\u00edpio de Mariana em MG. O rompimento de duas barragens de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o, de propriedade da Samarco Minera\u00e7\u00e3o S.A (BHP Billiton e Vale), derramou 40 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de areia do tipo s\u00edlica misturada \u00e0 lama rica em ferro. No total, 19 pessoas foram assassinadas pela ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o. Os rejeitos ca\u00edram diretamente no Rio Doce, que vai de Minas Gerais ao Esp\u00edrito Santo, destruindo as \u00e1guas e a vida aqu\u00e1tica, bem como afetando as comunidades que utilizavam essas \u00e1guas. Essa imensa cat\u00e1strofe foi ignorada.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2019 aconteceu o segundo crime da Vale em Minas Gerais. O rompimento da barragem do C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, deixando o n\u00famero de 243 mortos na Cidade de Brumadinho, al\u00e9m de um impacto ambiental no ecossistema da regi\u00e3o. Ap\u00f3s o rompimento da Mina 1 da barragem do C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, 26 munic\u00edpios foram afetados, 132 km de Mata Atl\u00e2ntica, a bacia do rio Paraopeba foi contaminada pelos rejeitos, rio este que abastecia a cidade e diversas pessoas que viviam de atividades rurais, al\u00e9m de contaminar peixes e tudo mais que dependia do rio.<\/p>\n<p>No momento da cat\u00e1strofe de Brumadinho, afirmamos no jornal <em>Combate Socialista<\/em> que as empresas eram respons\u00e1veis juntamente com os governos capitalistas. Os resultados catastr\u00f3ficos s\u00e3o propiciados pelas rela\u00e7\u00f5es entre a minera\u00e7\u00e3o, os governos e parlamentos capitalistas e o sistema judici\u00e1rio burgu\u00eas. Os governos das tr\u00eas esferas criam possibilidades para a implanta\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o dos neg\u00f3cios das mineradoras, com isen\u00e7\u00f5es fiscais, leis, libera\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas sem tantas preocupa\u00e7\u00f5es com licen\u00e7as e pouca ou quase nenhuma fiscaliza\u00e7\u00e3o. Em diversos casos o judici\u00e1rio legisla a favor das empresas e livra a cara de seus executivos.<\/p>\n<p>As mineradoras aproveitam a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e mant\u00eam barragens de baixos custos e altos riscos, para garantir altos lucros e poucos gastos. A pr\u00f3pria Vale negou para o judici\u00e1rio, ap\u00f3s o crime de Mariana, que teria outras barragens de risco.<\/p>\n<p>Os neg\u00f3cios de minera\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina entre os anos 1990 e 1997 aumentaram em 400%, ao mesmo momento em que abr\u00edamos m\u00e3o da Vale atrav\u00e9s da fraudulenta privatiza\u00e7\u00e3o de FHC. A privatiza\u00e7\u00e3o da Vale n\u00e3o garantiu qualidade no servi\u00e7o e responsabilidade social; serviu para garantir o lucro de um punhado de empres\u00e1rios que lucraram com a compra a pre\u00e7o de banana.<\/p>\n<p>A maioria das mineradoras no Brasil, ap\u00f3s retirar o min\u00e9rio, deixa os rejeitos que n\u00e3o interessam ao mercado acumulados em barragens irregulares, em locais de risco, mal constru\u00eddas e com suas capacidades de armazenamento com o limite acima do recomend\u00e1vel. Ao mesmo tempo em que as pessoas correm risco de vida e as empresas arrocham os sal\u00e1rios dos trabalhadores. A Vale \u00e9 a quarta empresa do pa\u00eds entre as piores remunera\u00e7\u00f5es aos seus trabalhadores (anu\u00e1rio estat\u00edstico ILAESE).<\/p>\n<p>Lucro e desperd\u00edcio, milhares de litros de \u00e1gua tratadas s\u00e3o jogadas juntos aos rejeitos e as mesmas empresas recebem isen\u00e7\u00f5es e n\u00e3o s\u00e3o penalizadas em per\u00edodos de seca, em que temos que poupar para que sobre mais para seus neg\u00f3cios bilion\u00e1rios. A Vale ilustra o desastre da privatiza\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se resume apenas em perdas de investimento para o povo brasileiro, mas em destrui\u00e7\u00e3o e morte. As empresas do setor que operam no estado do Par\u00e1 atuam com a mesma l\u00f3gica.<\/p>\n<h1><strong>3.2. Diante dessas cat\u00e1strofes das mineradoras defendemos:<\/strong><\/h1>\n<p><strong>a) <\/strong>Puni\u00e7\u00e3o rigorosa de todas as mineradoras e empres\u00e1rios envolvidos em crimes ambientas.<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong> Indeniza\u00e7\u00e3o a todas as v\u00edtimas das empresas mineradoras, canalizando recursos dessas empresas para os povos ind\u00edgenas e o povo negro historicamente afetados desde o in\u00edcio da minera\u00e7\u00e3o genocida do imp\u00e9rio colonial portugu\u00eas e pelos neg\u00f3cios capitalistas.<\/p>\n<p><strong>c) <\/strong>Reestatizar a Vale e coloc\u00e1-la sob controle da classe trabalhadora, para a defesa do meio ambiente, dos trabalhadores e da soberania nacional.<\/p>\n<p><strong>d)<\/strong> Estatiza\u00e7\u00e3o, sem indeniza\u00e7\u00e3o, de todas as empresas mineradoras, de todo nosso subsolo, e coloc\u00e1-las sob controle da classe trabalhadora. Expulsar as multinacionais estrangeiras!<\/p>\n<h1><strong>4. A IRSA <\/strong><strong>aprofunda a destrui\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong><\/h1>\n<p>No final do ano passado, a Ministra de Planejamento, Simone Tebet, anunciou a retomada da IIRSA (Iniciativa para a Integra\u00e7\u00e3o da Infraestrutura Regional Sul-Americana). \u201c<em>O projeto das cinco rotas de integra\u00e7\u00e3o e desenvolvimento sul-americano, desenhado no Minist\u00e9rio do Planejamento e Or\u00e7amento, tem o papel duplo de incentivar e refor\u00e7ar o com\u00e9rcio do Brasil com os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a \u00c1sia, disse a ministra Simone Tebet nesta ter\u00e7a-feira (12\/12), em conversa com jornalistas na sede do minist\u00e9rio<\/em>\u201d (<a href=\"http:\/\/www.gov.br\/planejamento\">www.gov.br\/planejamento<\/a>). Uma das preocupa\u00e7\u00f5es da Ministra \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o do tempo das mercadorias at\u00e9 a \u00c1sia, onde se localiza a China, um dos principais compradores de soja e min\u00e9rio de ferro do Brasil. H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o total da IRSA com o PAC: \u201c<em>Tebet lembrou que, no dia 30 de maio, o presidente Lula recebeu os 11 chefes de Estado da Am\u00e9rica do Sul e, nessa reuni\u00e3o, conhecida como Consenso de Bras\u00edlia, os l\u00edderes reafirmaram o compromisso com a integra\u00e7\u00e3o regional&#8230; O MPO chamou todos os 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e recebeu deles a lista de obras que cada um considerava priorit\u00e1rias para estimular a integra\u00e7\u00e3o. Essas obras foram cruzadas com as 9,2 mil obras do Novo PAC e indicaram uma lista de 124 empreendimentos com car\u00e1ter direto de integra\u00e7\u00e3o sul-americana, que est\u00e3o sendo chamadas de PAC da Integra\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (idem). De acordo com a Ministra, os\u00a0empreendimentos envolvem infovias, rodovias, pontes, portos, hidrovias, aeroportos, ferrovias e linhas de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Ocorre que esse projeto \u00e9 antigo e significa integra\u00e7\u00e3o para os neg\u00f3cios capitalistas. A infraestrutura proposta pela IIRSA, idealizada por Fernando Henrique Cardoso e estimulada por Lula e Dilma em seus mandatos anteriores, convertem a Am\u00e9rica Latina em uma pe\u00e7a chave no mercado internacional das multinacionais, ao custo da devasta\u00e7\u00e3o de nossos territ\u00f3rios, abrindo as veias da abund\u00e2ncia para alimentar a acumula\u00e7\u00e3o de capital. As rotas da IIRSA colocam o territ\u00f3rio sul-americano \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das necessidades de pilhagem dos recursos estrat\u00e9gicos. Elas passam pelas fontes d\u2019\u00e1gua, minerais, g\u00e1s e petr\u00f3leo, pelos corredores industriais do subcontinente, pelas \u00e1reas de diversidade gen\u00e9tica mais importante do mundo, pelos ref\u00fagios ind\u00edgenas e por tudo aquilo que \u00e9 valioso e apropri\u00e1vel pelo capital. Lula teve um papel de destaque em sua implementa\u00e7\u00e3o \u2013 negociando, pessoalmente, contratos em grandes obras com os governos da Venezuela, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia, Nicar\u00e1gua e Peru \u2013 muitos dos quais em favor de empreiteiras brasileiras (com muito financiamento do BNDES).<\/p>\n<p>Essa integra\u00e7\u00e3o capitalista n\u00e3o seria poss\u00edvel sem a intermedia\u00e7\u00e3o do governo brasileiro junto aos pa\u00edses sul-americanos, visto que o Brasil desempenhou o papel de articulador das economias do subcontinente em fun\u00e7\u00e3o dos interesses das multinacionais e grandes empresas que s\u00e3o respons\u00e1veis pala cat\u00e1strofe ambiental. Por isso, mais do que nunca, temos de lutar contra a IIRSA.<\/p>\n<h1><strong>5. Um governo da classe trabalhadora e um Brasil Socialista<\/strong><\/h1>\n<p>A luta por propostas imediatas \u00e9 central para deter o avan\u00e7o da destrui\u00e7\u00e3o ambiental e da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica. E por isso estamos participando de todas as manifesta\u00e7\u00f5es nas ruas e defendendo essas propostas nos sindicatos e movimentos sociais. Mas sabemos que uma sa\u00edda profunda para a cat\u00e1strofe que se abate sobre n\u00f3s n\u00e3o vir\u00e1 das m\u00e3os dos governos capitalistas, comprometidos com as grandes empresas e as multinacionais e submetidos aos ditames dos imperialistas. Os governos da extrema direita, como Bolsonaro, s\u00e3o negacionistas e genocidas e precisam ser derrotados nas ruas. Os governos da frente ampla t\u00eam um discurso ambiental, criticam o negacionismo bolsonarista, mas praticam um capitalismo com face esverdeada que n\u00e3o soluciona o problema. Al\u00e9m do que, como vimos, t\u00eam projetos negativos, como o Plano Safra, a Ferrogr\u00e3o e a retomada da IIRSA.<\/p>\n<p>Por isso, lutamos por um governo da classe trabalhadora, sem patr\u00f5es, e um Brasil Socialista, que rompa com o capitalismo e a explora\u00e7\u00e3o imperialista, aplique medidas profundas para solucionar a crise socioambiental (como as que defendemos aqui neste programa) e detenha a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e ambiental em que vivemos.<\/p>\n<h1><strong>5.1. Integra\u00e7\u00e3o latino-americana contra a cat\u00e1strofe<\/strong><\/h1>\n<p>Essa tarefa \u00e9 necessariamente internacional. O aquecimento \u00e9 global, relacionado \u00e0s emiss\u00f5es poluidoras das maiores pot\u00eancias capitalistas, que est\u00e3o na raiz da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica, de furac\u00f5es, ciclones e dos chamados eventos extremos. Processos como o El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a t\u00eam impactos em toda Am\u00e9rica do Sul. O aquecimento anormal das \u00e1guas do Pac\u00edfico (El Ni\u00f1o) ocasiona as\u00a0ondas de calor,\u00a0diminui\u00e7\u00e3o de chuvas na maior parte do territ\u00f3rio nacional e, em contraponto, os altos volumes de precipita\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul. Fen\u00f4menos como o La Ni\u00f1a\u00a0(resfriamento das \u00e1guas do Pac\u00edfico) agravam esse quadro, por exemplo, com possibilidades de eventos extremos, como fortes chuvas na Amaz\u00f4nia,\u00a0aumento da seca no Pantanal\u00a0ou estiagem no sul do pa\u00eds,\u00a0ondas de frio intenso e geadas. Em breve entraremos no La Ni\u00f1a.<\/p>\n<p>As secas nos rios e a estiagem na Amaz\u00f4nia\u00a0possuem uma gravidade\u00a0que abala\u00a0toda\u00a0a Am\u00e9rica Latina, que tem na floresta amaz\u00f4nica um regulador clim\u00e1tico que espalha umidade e chuvas\u00a0por toda a regi\u00e3o.\u00a0Al\u00e9m disso, falamos de uma bacia hidrogr\u00e1fica que abrange v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, vimos como as multinacionais e grandes empresas capitalistas atuam em toda a Am\u00e9rica Latina de forma coordenada e que muitos de seus projetos est\u00e3o articulados na IIRSA, comandada pelos governos de carne e osso em cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para enfrentar esse processo, exigimos das principais centrais (como a CUT no Brasil e a COB boliviana) e movimentos sociais (como a CONAIE no Equador e CONFECH no Chile) um f\u00f3rum continental e um plano de luta socioambiental comum. Para unificar cada uma das batalhas que est\u00e3o em curso e que n\u00f3s, da UIT-QI, somos parte em cada pa\u00eds onde atuamos. \u00c9 preciso enfrentar as multinacionais, o pagamento da d\u00edvida externa, as grandes empresas e os governos de carne e osso que s\u00e3o respons\u00e1veis pela cat\u00e1strofe atual.<\/p>\n<h1><strong>5.2. A luta estrat\u00e9gica por uma Federa\u00e7\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas da Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/h1>\n<p>Uma luta socioambiental unificada em nosso continente \u00e9 uma necessidade, tanto pela din\u00e2mica clim\u00e1tica e ambiental que \u00e9 internacional, quando pelo car\u00e1ter das empresas capitalistas. Al\u00e9m de expressar uma efetiva luta contra as a\u00e7\u00f5es dos governos latino-americanos em favor dessas empresas na IIRSA.<\/p>\n<p>Uma luta unificada seria o primeiro passo de unidade das classes trabalhadoras e setores populares latino-americanos contra a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica. Seria um passo em nossa caminhada contra a domina\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias imperialistas, resistindo de forma unificada. Seria um meio de batalhar para romper as fronteiras artificiais que nos foram impostas pelo processo de coloniza\u00e7\u00e3o. Fronteiras capitalistas nacionais que nos amorda\u00e7am e servem para a apropria\u00e7\u00e3o privada de nossas florestas, \u00e1guas, solos, ar e explora\u00e7\u00e3o de nossa for\u00e7a de trabalho. Lutamos em cada pa\u00eds por governos da classe trabalhadora, visando a unidade e verdadeira integra\u00e7\u00e3o latino-americana para enfrentar a cat\u00e1strofe atual. Lutamos estrategicamente por uma Federa\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablicas Socialistas da Am\u00e9rica Latina, por meio da qual podemos realizar uma efetivo plano socioambiental que enfrente os ditames dos pa\u00edses imperialistas, suas multinacionais e as empresas capitalistas.<\/p>\n<p><strong><em>Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), se\u00e7\u00e3o da UIT-QI no Brasil. 03\/10\/2024.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medidas urgentes para enfrentar a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica no Brasil &nbsp; Introdu\u00e7\u00e3o:\u00a0A destrui\u00e7\u00e3o de cidades, como Brumadinho, em Minas Gerais, foi um dos reflexos de que a destrui\u00e7\u00e3o ambiental capitalista caminhava a passos largos em nosso pa\u00eds. A recente cat\u00e1strofe do Rio Grande do Sul, cujos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1711,5],"tags":[],"class_list":["post-16207","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiental","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16207\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}