

	{"id":1634,"date":"2016-11-22T20:01:32","date_gmt":"2016-11-22T20:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=1634"},"modified":"2016-11-22T20:20:05","modified_gmt":"2016-11-22T20:20:05","slug":"2511-dia-internacional-de-luta-contra-violencia-as-mulheres-nenhuma-a-menos-vivas-nos-queremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2016\/11\/22\/2511-dia-internacional-de-luta-contra-violencia-as-mulheres-nenhuma-a-menos-vivas-nos-queremos\/","title":{"rendered":"25\/11 \u2013 Dia Internacional de Luta contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres | Nenhuma a menos! Vivas n\u00f3s queremos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em 25 de novembro de 1960, as irm\u00e3s Minerva, Patria e Mar\u00eda Teresa Mirabal foram brutalmente assassinadas na Rep\u00fablica Dominicana, por serem mulheres e por se atreverem a enfrentar a ditadura de Trujillo. Hoje, h\u00e1 mais de 50 anos desse feminic\u00eddio, n\u00f3s mulheres do mundo saudamos sua luta e sa\u00edmos a lutar contra a viol\u00eancia patriarcal e capitalista que nos assedia e nos mata em todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em escala global, estudos internacionais revelam que pelo menos 50% das mulheres sofreram ou sofrer\u00e3o viol\u00eancia f\u00edsica e\/ou sexual por parte de seus parceiros ao longo da vida. Os dados tamb\u00e9m indicam que 50% dos assassinatos de mulheres no mundo s\u00e3o feito pelos parceiros ou familiares, ou seja, s\u00e3o feminic\u00eddios. E, embora n\u00e3o haja estudos espec\u00edficos do restante dos assassinatos de mulheres, grande parte tamb\u00e9m s\u00e3o feminic\u00eddios cometidos por pessoas sem rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas, como no tr\u00e1fico internacional de mulheres, apedrejamentos, ataques sexuais seguido de morte por desconhecidos, entre outros. Por sua vez, mais de 700 milh\u00f5es de mulheres casaram-se ainda quando crian\u00e7as. 200 milh\u00f5es de crian\u00e7as e mulheres sofreram algum tipo de de mutila\u00e7\u00e3o genital em 30 pa\u00edses da \u00c1frica e do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tr\u00e1fico de mulheres e meninas para explora\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 o terceiro maior neg\u00f3cio ilegal do mundo (depois do tr\u00e1fico de drogas e armas), movimentando cerca de 32 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Desde Am\u00e9rica Latina, \u00c1sia e Leste Europeu, as mulheres s\u00e3o vendidas para Estados Unidos e Europa Ocidental, com total cumplicidade dos governos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O direito ao aborto \u00e9 ilegal na maioria dos pa\u00edses do mundo (em 70%), se trata dos pa\u00edses mais pobres onde tamb\u00e9m representa uma das principais causas de morte de mulheres. E em pa\u00edses como It\u00e1lia, Pol\u00f4nia e Espanha, esse direito se encontra paralisado pela press\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica. Por sua vez, em pa\u00edses como a China, se promove o aborto seletivo de mulheres, por consider\u00e1-las de menor valor social.<br \/>\n70% dos pobres e analfabetos do mundo, s\u00e3o mulheres. Entre as trabalhadoras, al\u00e9m de ser relegada para as tarefas de menor qualifica\u00e7\u00e3o, estima-se que recebam, pelo menos, 30% a menos do que os homens pela mesma tarefa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No atual contexto de crise econ\u00f4mica mundial, os planos de ajuste de todos os governos capitalistas atingem os trabalhadores, mas afetam especialmente as mulheres que est\u00e3o no comando das fam\u00edlias mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes dados e muitos mais, mostram claramente a terr\u00edvel situa\u00e7\u00e3o que as mulheres vivem em todo o mundo. E tamb\u00e9m destacam que a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 um processo global, uma conseq\u00fc\u00eancia do sistema patriarcal que oprime as mulheres, definindo-as como socialmente inferiores; e do sistema capitalista-imperialista que tira proveito dessa condi\u00e7\u00e3o para super-explorar as mulheres trabalhadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Femic\u00eddio, espancamentos, estupros e outras formas de viol\u00eancia de que as mulheres de todos os pa\u00edses vivem, fazem parte de uma pol\u00edtica de disciplina constante para todas as mulheres para garantir a predomin\u00e2ncia do capitalismo patriarcal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, como aconteceu em toda a nossa hist\u00f3ria, n\u00f3s mulheres novamente tomamos as ruas contra a viol\u00eancia. Grandes mobiliza\u00e7\u00f5es por \u201cNi Una Menos! Vivas nos queremos!\u201d na Argentina, M\u00e9xico, Peru, Brasil, Espanha, paralisa\u00e7\u00e3o de mulheres na Pol\u00f4nia, manifesta\u00e7\u00f5es na It\u00e1lia pelo direito ao aborto ou a luta das mulheres indianas contra as viola\u00e7\u00f5es coletivas, 2016 termina com as mulheres de todo o mundo dizendo Chega!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, n\u00f3s da Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional chamamos a seguir nas ruas e a realizar uma grande jornada de luta na semana de 25 de novembro em todo o mundo. Como feministas lutamos contra a opress\u00e3o patriarcal e como socialistas revolucion\u00e1rias lutamos contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista-imperialista que tamb\u00e9m \u00e9 mundial. Por isso, frente a mobiliza\u00e7\u00e3o, chamamos a n\u00e3o confiar em variantes capitalistas que se apresentam como representantes \u201cdas mulheres\u201d, mas que governam para o imperialismo. Nem Michele Obama, Hilary Clinton ou \u00c1ngela Merkel defendem nossos direitos. Tampouco presidentas de pa\u00edses oprimidos como Michelle Bachelete (Chile), Cristina Fern\u00e1ndez (Argentina), Dilma Rousseff (Brasil), Ellen Johnson Sirleaf (Liberia) o Patribha Patil (India) que j\u00e1 governaram e n\u00e3o s\u00e3o nossa alternativa. S\u00f3 podemos conquistar nossa emancipa\u00e7\u00e3o organizando-se independente como mulheres e trabalhadores, para conquistar novas bases sociais lutando por um novo mundo socialista com plenas liberdades para as e os trabalhadores.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Nesse 25 de Novembro, Dia de Luta contra a viol\u00eancia as mulheres, dizemos:<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Patria, Minerva y Mar\u00eda Teresa, presentes!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a1Basta de feminic\u00eddios! \u00a1Ni una menos! \u00a1Vivas nos queremos!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Contra toda forma de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o seguiremos at\u00e9 que todas sejamos livres!<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Unidade Internacional das e dos trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-CI) | 14 de Novembro de 2016<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 25 de novembro de 1960, as irm\u00e3s Minerva, Patria e Mar\u00eda Teresa Mirabal foram brutalmente assassinadas na Rep\u00fablica Dominicana, por serem mulheres e por se atreverem a enfrentar a ditadura de Trujillo. 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