

	{"id":16409,"date":"2024-10-03T14:46:53","date_gmt":"2024-10-03T17:46:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=16409"},"modified":"2024-11-03T14:48:41","modified_gmt":"2024-11-03T17:48:41","slug":"um-plano-para-sair-da-crise-deve-colocar-no-centro-nossa-riqueza-basica-e-os-esforcos-daqueles-que-trabalham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2024\/10\/03\/um-plano-para-sair-da-crise-deve-colocar-no-centro-nossa-riqueza-basica-e-os-esforcos-daqueles-que-trabalham\/","title":{"rendered":"Um plano para sair da crise deve colocar no centro nossa riqueza b\u00e1sica e os esfor\u00e7os daqueles que trabalham."},"content":{"rendered":"<p>N\u00f3s foi imposto um sistema no qual as empresas privadas e outras empresas concession\u00e1rias nos cobram pre\u00e7os artificialmente altos por alimentos, eletricidade, g\u00e1s, \u00e1gua, moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m as empresas que lucram com nossa riqueza coletiva, como as de minera\u00e7\u00e3o, silvicultura e aquicultura. A exist\u00eancia de todas elas \u00e9 a base da extrema desigualdade social que o pa\u00eds est\u00e1 enfrentando. \u00c9 a base para a acumula\u00e7\u00e3o do 1% de exploradores que ficam com 49% da nossa riqueza e, por sua vez, \u00e9 respons\u00e1vel pelo fato de que 70% dos trabalhadores ganham menos de 700.000 pesos chilenos por m\u00eas, com produtos e servi\u00e7os extraordinariamente caros e uma pens\u00e3o que, sem as contribui\u00e7\u00f5es do Estado, varia entre 30.000 e 150.000 por m\u00eas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma d\u00edvida externa p\u00fablica, mas, de longe, a maior \u00e9 a d\u00edvida externa de empresas privadas. Essas empresas endividaram o pa\u00eds para evitar o pagamento de impostos e tirar bilh\u00f5es de d\u00f3lares do pa\u00eds, dinheiro que veio do esfor\u00e7o de todos os trabalhadores. Em 2023, elas tiraram do pa\u00eds US$ 2,344 bilh\u00f5es em remessas de lucros e o Banco Central prev\u00ea que US$ 66,662 bilh\u00f5es deixar\u00e3o o pa\u00eds este ano para o pagamento da d\u00edvida externa de curto prazo, principalmente para os compromissos de pagamento das empresas, n\u00e3o do governo. N\u00e3o h\u00e1 dinheiro, eles nos dizem? Eles est\u00e3o mentindo. O dinheiro \u00e9 acumulado por poucos e retirado do pa\u00eds aos milh\u00f5es como remessas de lucros, especula\u00e7\u00e3o, sonega\u00e7\u00e3o de impostos ou por meio do neg\u00f3cio da d\u00edvida externa.<\/p>\n<p>O pior \u00e9 que essa economia capitalista neoliberal e exploradora est\u00e1 em uma crise estrutural, cujas consequ\u00eancias s\u00e3o pagas pelos trabalhadores e trabalhadoras. Os ricos e seus pol\u00edticos preveem para os pr\u00f3ximos anos um crescimento de no m\u00e1ximo 2% ao ano para o pa\u00eds e quase nenhum aumento nos gastos sociais do Estado. Um desastre para a grande maioria dos chilenos.<\/p>\n<p>A empresa Tottus n\u00e3o tem vergonha de pagar sal\u00e1rios de fome e oferece a seus funcion\u00e1rios aumentos de US$ 1 em acordos de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, como o de Coquimbo. No entanto, essa empresa de exploradores faz parte dos empres\u00e1rios chilenos que, somente nos \u00faltimos anos, retiraram mais de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares para especular em fundos de investimento.<\/p>\n<p>Sabemos que existe uma alternativa, mas eles a escondem com extremo zelo para continuar favorecendo o 1%. \u00c9 uma quest\u00e3o de devolver \u00e0 na\u00e7\u00e3o a riqueza que, por lei, nos pertence, mas que foi concedida em concess\u00e3o e outras que foram diretamente privatizadas. Essas empresas nas m\u00e3os do Estado, administradas por seus trabalhadores e controladas pelos usu\u00e1rios e pela popula\u00e7\u00e3o, redirecionariam o fruto dos esfor\u00e7os de um povo inteiro para cobrir suas necessidades b\u00e1sicas, melhorar seu bem-estar no futuro e evitar o desperd\u00edcio de riqueza e a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<br \/>\nApenas um exemplo. Por lei, o cobre pertence 100% a todos os chilenos, mas desde que foi entregue ao usufruto de poucos, o pa\u00eds deixou de receber bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Os dados a seguir n\u00e3o est\u00e3o atualizados (hoje as perdas para o Estado s\u00e3o ainda maiores), mas os apresentamos aos nossos leitores porque t\u00eam o m\u00e9rito de relacionar o cobre desde cedo a esse flagelo artificial que \u00e9 a d\u00edvida externa.<\/p>\n<p>&#8220;As perdas de renda para o Chile, nas diferentes estimativas, deram cifras entre 8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e 25 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para o per\u00edodo 1996-2000. Escolhemos o valor de 16 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para fazer compara\u00e7\u00f5es com indicadores macroecon\u00f4micos. Essa perda era compar\u00e1vel \u00e0 d\u00edvida externa de m\u00e9dio e longo prazo do pa\u00eds &#8211; em 1995 -, maior do que as reservas internacionais e tamb\u00e9m maior do que os investimentos estrangeiros acumulados de 1974 a 1995. A perda de 16 bilh\u00f5es de d\u00f3lares foi quase o dobro do valor do investimento estrangeiro no setor de minera\u00e7\u00e3o&#8221; (Leiva 2002).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s foi imposto um sistema no qual as empresas privadas e outras empresas concession\u00e1rias nos cobram pre\u00e7os artificialmente altos por alimentos, eletricidade, g\u00e1s, \u00e1gua, moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. 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