

	{"id":16605,"date":"2012-04-16T11:11:29","date_gmt":"2012-04-16T14:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=16605"},"modified":"2024-12-20T11:12:26","modified_gmt":"2024-12-20T14:12:26","slug":"a-onu-e-bashar-contra-a-revolucao-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2012\/04\/16\/a-onu-e-bashar-contra-a-revolucao-siria\/","title":{"rendered":"A ONU e Bashar contra a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria"},"content":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o sobre o encontro de Istambul dos falsos amigos da S\u00edria | Lucha Internacionalista<\/p>\n<p>O segundo encontro dos \u201cAmigos da S\u00edria\u201d se realizou em 1 de Abril em Istambul, na Turquia. Encabe\u00e7ado pelos Estados Unidos, Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, Liga \u00c1rabe e Turquia, os \u201cAmigos da S\u00edria\u201d se constitu\u00edram depois do veto da R\u00fassia e China na Onu \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de condenar a S\u00edria e teve sua primeira reuni\u00e3o no m\u00eas passado em Tunez.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses imperialistas e seus colaboradores na regi\u00e3o, que formam o chamado grupo \u201cAmigos da S\u00edria\u201d, foram surpreendidos pelo estado das revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes. Na primeira fase das revolu\u00e7\u00f5es esses pa\u00edses deram seu apoio aos ditadores, que eram seus fieis aliados. Mas no momento em que se deram conta de que as ditaduras n\u00e3o aguentariam a revolu\u00e7\u00e3o, come\u00e7aram a fingir apoiar as revoltas, mas na verdade tentando traz\u00ea-las para seu dom\u00ednio. O processo revolucion\u00e1rio na S\u00edria tem sido outro exemplo desta estrat\u00e9gia. Depois que come\u00e7aram as revoltas o imperialismo esperava que o regime de Assad controlasse a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O objetivo verdadeiro dos falsos \u201cAmigos da S\u00edria\u201d, sob as bandeiras de parar o massacre e da ajuda humanit\u00e1ria, \u00e9 restabelecer a ordem no pa\u00eds e desarmar a revolu\u00e7\u00e3o do povo s\u00edrio. O medo que o imperialismo sente na revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito bem refletido nas palavras do primeiro-ministro brit\u00e2nico, David Cameron, que dizia que \u201ca melhor via para acabar com a viol\u00eancia seria uma mudan\u00e7a de governo sem Assad, n\u00e3o uma revolu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Esta estrat\u00e9gia do imperialismo de uma \u201cconstru\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica ordenada\u201d na realidade tem por finalidade apagar a revolu\u00e7\u00e3o com pequenas mudan\u00e7as no regime, sem toc\u00e1-lo a fundo. O acordo de seis pontos entre o representante da ONU e o regime assassino de Bashar \u00e9 uma realidade hoje. Este acordo n\u00e3o contempla a sa\u00edda de Bashar nem castigo aos repressores. Este acordo deixa clara a pol\u00edtica do imperialismo, nenhuma outra que n\u00e3o seja acabar com a revolu\u00e7\u00e3o. Este momento do imperialismo n\u00e3o v\u00ea condi\u00e7\u00f5es suficientemente maduras para organizar uma interven\u00e7\u00e3o militar, mas depois de mais de um ano de revolu\u00e7\u00e3o v\u00ea claramente o que pretende: acabar com a revolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO governo turco, organizador do encontro, assumiu uma atitude bastante ativa desde o inicio do processo s\u00edrio. Antes das revoltas s\u00edrias o regime de Assad tinha uma import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para a Turquia e suas inten\u00e7\u00f5es de penetrar os mercados do Oriente M\u00e9dio e incrementar sua hegemonia pol\u00edtica na regi\u00e3o. Por isso a explos\u00e3o do processo revolucion\u00e1rio acendeu um sinal em Ancara, capital turca, e no primeiro momento o governo turco deu seu apoio ao regime de Assad, atuando como um conselheiro para o ditador. Mas quando ficou claro que o regime n\u00e3o poderia controlar a revoltas e que as interven\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas n\u00e3o dariam resultados, junto com uma chamada do imperialismo a que Assad se retirasse, assumiu uma postura ativa para facilitar a derrota do regime para poder ter um papel importante na erra posterior \u00e0 Assad.<\/p>\n<p>O Conselho Nacional da S\u00edria (CNS), uma coaliz\u00e3o pr\u00f3-imperialista composta pela Irmandade Mu\u00e7ulmana e correntes neoliberais, se construiu com base no controle da Turquia e do imperialismo. O governo turco recebeu comandantes do Exercito Livre da S\u00edria (ELS) e ajudou financeiramente e militarmente \u2013 embora n\u00e3o tenha reconhecido oficialmente, apoiando as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contra a S\u00edria e recebendo em seu territ\u00f3rio refugiados s\u00edrios. Toda a interven\u00e7\u00e3o do governo turco se referendou levando a cabo a bandeira da democracia e dos direitos humanos, n\u00e3o poderia calar-se frente \u00e0 repress\u00e3o e a viol\u00eancia do regime s\u00edrio. Entretanto, em que pese \u00e0 sensibiliza\u00e7\u00e3o que este discurso se insere na atual conjuntura \u00e9 preciso lembrar que paralelamente a Turquia reprime o povo Curdo dentro das suas fronteiras, detendo milhares de ativistas Curdos sob a acusa\u00e7\u00e3o de terrorismo. Um governo que n\u00e3o cumpra os princ\u00edpios n\u00e3o pode pretender das aulas de democracia, demonstrando que o m\u00e1ximo que faz \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o com golpes militares e assassinos. \u00c9 este o exemplo que Erdog\u00e1n, primeiro-ministro turco, quer para a S\u00edria.<\/p>\n<p>Enquanto isso a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria, que completou um ano, segue tempos dif\u00edceis. As massas lutam abaixo de uma matan\u00e7a e repress\u00e3o muito violenta do regime, embora falhe a estrat\u00e9gia da ditadura de esmagar a revolu\u00e7\u00e3o \u00e0 ferro e fogo, que n\u00e3o alcan\u00e7ou um ponto de acabar com a insurrei\u00e7\u00e3o. A falta de interven\u00e7\u00e3o ativa da classe trabalhadora na revolu\u00e7\u00e3o e a car\u00eancia de uma dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica revolucionaria cria uma situa\u00e7\u00e3o de \u201cempate\u201d e faz possibilitar uma interven\u00e7\u00e3o imperialista em um terreno ganho na oposi\u00e7\u00e3o. Por isso defendemos que se a oposi\u00e7\u00e3o S\u00edria aceitar o Plano da ONU e do regime assassino de Bashar s\u00f3 poderia ser chamada de traidora.<\/p>\n<p>Nestas condi\u00e7\u00f5es a responsabilidades das organiza\u00e7\u00f5es sindicais e do movimento socialista internacional em solidariedade com a S\u00edria assume uma import\u00e2ncia determinante. A constru\u00e7\u00e3o de comit\u00eas de solidariedade com a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria, a coopera\u00e7\u00e3o destes comit\u00eas de solidariedade com os comit\u00eas regionais de coordena\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o auto-organiza\u00e7\u00f5es de massas que lideram as mobiliza\u00e7\u00f5es, fornecendo armas, muni\u00e7\u00f5es e materiais de saneamento das for\u00e7as armadas dariam um impulso enorme \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria.<\/p>\n<p>Assim, exigimos o fim da interven\u00e7\u00e3o dos falsos amigos da S\u00edria e ao mesmo tempo queremos alavancar a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria. Os verdadeiros amigos do povo s\u00edrio \u00e9 que t\u00eam que ocupar este cen\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o sobre o encontro de Istambul dos falsos amigos da S\u00edria | Lucha Internacionalista O segundo encontro dos \u201cAmigos da S\u00edria\u201d se realizou em 1 de Abril em Istambul, na Turquia. 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