

	{"id":16694,"date":"2025-01-13T20:42:31","date_gmt":"2025-01-13T23:42:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=16694"},"modified":"2025-01-13T20:42:31","modified_gmt":"2025-01-13T23:42:31","slug":"maduro-assume-a-presidencia-para-um-terceiro-mandato-de-seis-anos-em-um-pais-militarizado-e-apos-uma-fraude-escandalosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2025\/01\/13\/maduro-assume-a-presidencia-para-um-terceiro-mandato-de-seis-anos-em-um-pais-militarizado-e-apos-uma-fraude-escandalosa\/","title":{"rendered":"Maduro assume a presid\u00eancia para um terceiro mandato de seis anos em um pa\u00eds militarizado e ap\u00f3s uma fraude escandalosa"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Partido Socialismo y Libertad \u2013 Se\u00e7\u00e3o da UIT-QI na Venezuela<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na sexta-feira, 10 de janeiro, Nicol\u00e1s Maduro assumiu a presid\u00eancia para um terceiro mandato de 6 anos. Isso aconteceu no contexto de um pa\u00eds militarizado. A pol\u00edcia, a Guarda Nacional Bolivariana e as for\u00e7as de contraintelig\u00eancia militar (DGCIM) tomaram a capital e as principais cidades do pa\u00eds, bem como as sedes de todas as institui\u00e7\u00f5es do Estado.<\/p>\n<p>Nos dias que antecederam a posse de Maduro, uma nova opera\u00e7\u00e3o repressiva foi desencadeada, resultando na pris\u00e3o de cerca de 49 pessoas, incluindo dirigentes pol\u00edticos, ativistas de direitos humanos, l\u00edderes sociais e jornalistas.<\/p>\n<p>Maduro tomou posse ap\u00f3s ter executado uma fraude escandalosa nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 28 de julho e reprimido brutalmente as manifesta\u00e7\u00f5es populares que ocorreram entre 29 e 30 de julho, como rea\u00e7\u00e3o ao que a maioria considerou um golpe na vontade popular. A repress\u00e3o indiscriminada continuou nos dias e semanas seguintes, resultando em mais de 2.000 presos, a maioria moradores de bairros pobres.<\/p>\n<p>A fraude, a repress\u00e3o posterior ao dia 28 de julho e a posse presidencial feita na sexta-feira passada n\u00e3o s\u00e3o mais do que novas voltas no parafuso do regime, que caracterizamos como uma ditadura desde 2016, data em que Maduro ignorou a Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, e interveio militarmente na Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, posteriormente reprimindo violentamente os protestos genu\u00ednos que ocorreram entre abril e junho de 2017.<\/p>\n<p>Por sua vez, a direita patronal e pr\u00f3-imperialista, liderada por Mar\u00eda Corina Machado e Edmundo Gonz\u00e1lez Urrutia, passou os \u00faltimos meses gerando falsas expectativas para 10 de janeiro. Como j\u00e1 hav\u00edamos alertado, a suposta transi\u00e7\u00e3o de que falava Mar\u00eda Corina Machado n\u00e3o ocorreu, nem Edmundo Gonz\u00e1lez retornou ao pa\u00eds para tomar posse.<\/p>\n<p>N\u00f3s, do Partido Socialismo y Libertad (PSL), dizemos que as mudan\u00e7as que o povo trabalhador anseia n\u00e3o ser\u00e3o produto da f\u00e9, nem de f\u00f3rmulas m\u00e1gicas. N\u00e3o vir\u00e3o de algum tipo de inger\u00eancia estrangeira, nem das a\u00e7\u00f5es de uma nebulosa \u201ccomunidade internacional\u201d. Para derrotar o governo e seu ajuste capitalista, e recuperar as liberdades democr\u00e1ticas, n\u00e3o podemos confiar nos partidos da oposi\u00e7\u00e3o burguesa, nem em Mar\u00eda Corina Machado e Edmundo Gonz\u00e1lez. Muito menos no empresariado, capaz de se vender a quem der mais em nome de seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Em 10 de janeiro, com a posse de Maduro, foi ratificado um governo ileg\u00edtimo e sem apoio popular, que continuar\u00e1 aplicando um severo ajuste capitalista em conluio com o empresariado, fortalecendo cada vez mais seus la\u00e7os e acordos com a Fedec\u00e1maras e a Conindustria. O regime de Maduro \u00e9 uma express\u00e3o do fracasso do chavismo como projeto pol\u00edtico, que gerou grandes expectativas nos setores populares. Com o chavismo fracassou o duplo discurso reformista de governar com setores patronais e empresas mistas, sem sair dos marcos do capitalismo, com um fraseado pseudo-popular e de \u201cesquerda\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, n\u00f3s, do PSL, dizemos que a realidade da classe trabalhadora e dos setores populares s\u00f3 pode mudar por meio da luta. Somente a mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular pode derrotar a ditadura e recuperar as liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Propomos um programa alternativo ao ajuste capitalista do governo. \u00c9 urgente, portanto, a organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular, tomando as devidas precau\u00e7\u00f5es, nas comunidades, nas f\u00e1bricas, nos escrit\u00f3rios, nos centros de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o e a mobiliza\u00e7\u00e3o pela liberdade dos presos pol\u00edticos, em defesa das liberdades democr\u00e1ticas e pela imposi\u00e7\u00e3o de um plano oper\u00e1rio e popular de emerg\u00eancia, financiado por um Fundo Social e Econ\u00f4mico, com recursos oriundos dos grandes empres\u00e1rios nacionais, banqueiros e das transnacionais; tal programa inclui: petr\u00f3leo 100% estatal, sem transnacionais e empresas mistas, gerido por seus trabalhadores, profissionais e t\u00e9cnicos; imposto sobre grandes capitalistas nacionais e transnacionais; n\u00e3o pagamento da d\u00edvida externa; suspens\u00e3o de gastos com as for\u00e7as policiais e militares; repatria\u00e7\u00e3o de recursos do exterior; confisco de bens dos corruptos.<\/p>\n<p>Com todos esses recursos, ser\u00e1 poss\u00edvel garantir sal\u00e1rios e aposentadorias equivalentes \u00e0 cesta b\u00e1sica, indexados mensalmente \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Dizemos: basta de b\u00f4nus salariais! Por um plano de infraestrutura para recuperar universidades, escolas, hospitais e centros de sa\u00fade, que garanta empregos dignos e produtivos; abrigos e prote\u00e7\u00e3o para todas as mulheres e dissid\u00eancias que ousem denunciar a viol\u00eancia machista. Por um plano de investimento para a ind\u00fastria petrol\u00edfera e as empresas de base, para que haja gasolina, g\u00e1s e eletricidade! Tudo isso tendo como perspectiva a luta por um governo dos\/as trabalhadores\/as e por um verdadeiro socialismo, com democracia oper\u00e1ria e popular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Partido Socialismo y Libertad \u2013 Se\u00e7\u00e3o da UIT-QI na Venezuela &nbsp; Na sexta-feira, 10 de janeiro, Nicol\u00e1s Maduro assumiu a presid\u00eancia para um terceiro mandato de 6 anos. Isso aconteceu no contexto de um pa\u00eds militarizado. 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