

	{"id":17569,"date":"2025-08-07T21:20:45","date_gmt":"2025-08-08T00:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=17569"},"modified":"2025-08-07T21:20:45","modified_gmt":"2025-08-08T00:20:45","slug":"apos-41-anos-em-prisoes-francesas-georges-abdallah-esta-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2025\/08\/07\/apos-41-anos-em-prisoes-francesas-georges-abdallah-esta-livre\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 41 anos em pris\u00f5es francesas\u2026. Georges Abdallah est\u00e1 livre"},"content":{"rendered":"<p><em>Por IDP, se\u00e7\u00e3o da UIT-QI da Turquia<\/em><\/p>\n<p>Na semana passada, o Tribunal de Apela\u00e7\u00f5es de Paris emitiu sua decis\u00e3o de libertar o militante liban\u00eas Georges Abdallah no dia 25 de julho, sob a condi\u00e7\u00e3o de que ele deixasse o territ\u00f3rio franc\u00eas e nunca mais retornasse.<\/p>\n<p>Abdallah, agora com 74 anos, foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua em 1987, por suposta cumplicidade no assassinato de um diplomata estadunidense e outro israelense em Paris, em 1982. Apesar de ter direito \u00e0 liberdade condicional nos \u00faltimos 25 anos, 12 pedidos que ele apresentou foram rejeitados, tornando-o um dos presos pol\u00edticos mais antigos da Europa.<\/p>\n<p>Embora o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Paris tenha anunciado, na \u00faltima segunda-feira, a inten\u00e7\u00e3o de recorrer de sua liberta\u00e7\u00e3o junto ao Tribunal de Cassa\u00e7\u00e3o, o recurso n\u00e3o suspendeu a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e, portanto, n\u00e3o impediu Abdallah de deixar a Fran\u00e7a e retornar ao seu pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>Os ju\u00edzes de apela\u00e7\u00e3o consideraram a deten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua \u201cdesproporcional\u201d em rela\u00e7\u00e3o aos atos dos quais era acusado, especialmente tendo em vista sua idade avan\u00e7ada. E declararam que Abdallah havia se tornado \u201cum s\u00edmbolo do passado para a luta palestina\u201d. A senten\u00e7a observou que as \u201cFac\u00e7\u00f5es Armadas Revolucion\u00e1rias Libanesas\u201d, fundadas por Abdallah e compostas por militantes marxistas, laicos e pr\u00f3-palestina, n\u00e3o realizavam nenhuma atividade armada desde 1984.<\/p>\n<p>Os ju\u00edzes lamentaram que Abdallah n\u00e3o tenha demonstrado \u201cremorso ou compaix\u00e3o pelas v\u00edtimas\u201d, mas observaram que ele havia expressado o desejo de passar \u201co resto de seus dias\u201d em sua aldeia, no norte do L\u00edbano, e de possivelmente participar da pol\u00edtica local, enfatizando que ele n\u00e3o representava mais uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>A vida ininterrupta de um militante<\/strong><\/p>\n<p>Georges Abdallah foi ferido durante a invas\u00e3o israelense do sul do L\u00edbano em 1978 e, posteriormente, juntou-se \u00e0 Frente Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, liderada por George Habash. Mais tarde, fundou as Fac\u00e7\u00f5es Armadas Revolucion\u00e1rias Libanesas com membros de sua fam\u00edlia, um grupo marxista anti-imperialista, que assumiu a responsabilidade por cinco opera\u00e7\u00f5es na Europa entre 1981 e 1982, quatro das quais resultaram em mortes na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 1986, foi condenado a quatro anos de pris\u00e3o em Lyon por conspira\u00e7\u00e3o e porte ilegal de armas. No ano seguinte, foi novamente julgado e condenado por cumplicidade nos assassinatos do diplomata estadunidense Charles Ray e do diplomata israelense Yaakov Barsimentov, bem como na tentativa de assassinato de um terceiro diplomata em 1984.<\/p>\n<p>Embora as autoridades francesas tenham posteriormente identificado os verdadeiros autores dos ataques e estabelecido liga\u00e7\u00f5es deles com o Ir\u00e3, Abdallah permaneceu preso. Ele se recusou a assumir a culpa e apresentou a luta contra as acusa\u00e7\u00f5es como parte da \u201cresist\u00eancia\u201d diante da ocupa\u00e7\u00e3o israelense e da pol\u00edtica estadunidense na regi\u00e3o, particularmente durante a Guerra Civil Libanesa e as subsequentes invas\u00f5es sionistas.<\/p>\n<p><strong>Retorno \u00e0 P\u00e1tria\u2026. e a voz da resist\u00eancia continua<\/strong><\/p>\n<p>Abdallah chegou a Beirute ontem, sendo recebido por camaradas, entes queridos e delega\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias for\u00e7as e partidos libaneses. Sua primeira declara\u00e7\u00e3o se dirigiu a Gaza, instando as massas \u00e1rabes a se mobilizarem para romper o cerco e, especialmente, ao povo eg\u00edpcio, para suspender o bloqueio na passagem de Rafah.<\/p>\n<p>Apesar de passar 41 anos na pris\u00e3o, Georges Abdallah n\u00e3o mudou. Permaneceu firme, inflex\u00edvel, recusando-se a reconhecer Israel ou a ceder em seu compromisso com a causa palestina. N\u00e3o expressou arrependimentos nem fez concess\u00f5es. Permaneceu um s\u00edmbolo de resist\u00eancia e firmeza diante da ocupa\u00e7\u00e3o e do imperialismo.<\/p>\n<p><strong>Em conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Desejamos ao camarada Georges uma vida pac\u00edfica e livre, em meio ao seu povo e aos seus camaradas. Sua liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o fim de uma hist\u00f3ria, mas o in\u00edcio de um novo cap\u00edtulo de luta. Assim como Georges Abdallah foi um s\u00edmbolo atr\u00e1s das grades, ele continua sendo um s\u00edmbolo nas ruas: um testemunho vivo de que a resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um crime, mas um direito.<\/p>\n<p>Georges Abdallah\u2026. Finalmente livre, embora nunca tenha deixado de ser livre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por IDP, se\u00e7\u00e3o da UIT-QI da Turquia Na semana passada, o Tribunal de Apela\u00e7\u00f5es de Paris emitiu sua decis\u00e3o de libertar o militante liban\u00eas Georges Abdallah no dia 25 de julho, sob a condi\u00e7\u00e3o de que ele deixasse o territ\u00f3rio franc\u00eas e nunca mais retornasse.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17570,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17569","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17569","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17569"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17569\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17570"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}