

	{"id":17608,"date":"2025-08-11T20:09:40","date_gmt":"2025-08-11T23:09:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=17608"},"modified":"2025-08-15T17:53:40","modified_gmt":"2025-08-15T20:53:40","slug":"o-imperialismo-chines-na-america-latina-texto-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2025\/08\/11\/o-imperialismo-chines-na-america-latina-texto-3\/","title":{"rendered":"O imperialismo Chin\u00eas na Am\u00e9rica Latina (texto 3)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Michel Oliveira, Coordena\u00e7\u00e3o da CST<\/strong><\/p>\n<p>Os BRICS s\u00e3o \u201c<em>um agrupamento formado por onze pa\u00edses membros: Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul, Ar\u00e1bia Saudita, Egito, Emirados \u00c1rabes Unidos, Eti\u00f3pia, Indon\u00e9sia e Ir\u00e3. Serve como foro de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-diplom\u00e1tica de pa\u00edses do Sul Global e de coopera\u00e7\u00e3o nas mais diversas \u00e1reas<\/em>\u201d (<a href=\"https:\/\/brics.br\/pt-br\">https:\/\/brics.br\/pt-br<\/a>). O grupo foi criado em 2006 por China, R\u00fassia, \u00cdndia e Brasil, com a \u00c1frica do Sul entrando em 2011. Em 2023\/24, seis novos membros foram incorporados nas C\u00fapulas de Joanesburgo e Kazan. Os objetivos dos BRICS incluem fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o entre seus membros e \u201c<em>melhorar a legitimidade, a equidade na participa\u00e7\u00e3o e a efici\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es globais<\/em>\u201d como ONU, FMI, OMC, al\u00e9m de promover \u201c<em>desenvolvimento sustent\u00e1vel e inclus\u00e3o social<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A ex-presidente Dilma comanda o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que visa financiar projetos de infraestrutura e \u201csustentabilidade\u201d em \u201cpa\u00edses em desenvolvimento\u201d. Segundo dados oficiais, \u201c<em>o capital autorizado do NDB \u00e9 de US$ 100 bilh\u00f5es<\/em>\u201d. O NDB tem sede em Xangai e escrit\u00f3rios em S\u00e3o Paulo e Gujarat (\u00cdndia). No Brasil, h\u00e1 cerca de US$ 5 bilh\u00f5es em projetos ligados ao banco, que se apresenta para financiar projetos de mobilidade, \u201cadapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica\u201d, saneamento b\u00e1sico e energia.<\/p>\n<p>O discurso \u00e9 bonito, mas a realidade \u00e9 que estamos diante de um bloco de pot\u00eancias capitalistas, liderado pela China e R\u00fassia, que exploram outros pa\u00edses de forma imperialista e tentam se legitimar por meio de frases com um vi\u00e9s democr\u00e1tico e ar progressista.<\/p>\n<p><strong>2- N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel humanizar ou democratizar o capitalismo imperialista<\/strong><\/p>\n<p>O projeto de reformular o covil de bandidos da ONU, institui\u00e7\u00f5es nefastas como FMI e OMC nada trem de progressivo. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel humanizar ou democratizar o capitalismo imperialista.\u00a0 O fato de Donald Trump querer impor uma ordem diferente da atual (causando desordem) n\u00e3o pode nos fazer perder de vista que as atuais institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o entidades imperialistas. A ONU, FMI e OMC sustentaram e sustentam a pilhagem, invas\u00f5es, golpes e a explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. S\u00e3o organismos das grandes potencias capitalistas, contra as quais lutamos. N\u00e3o podemos esquecer que foi a ONU, numa se\u00e7\u00e3o presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, que imp\u00f4s a Nakba ao povo palestino, roubando suas terras, quando da implanta\u00e7\u00e3o do enclave colonial e imperialista de Israel no oriente m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com a Am\u00e9rica Latina pauta-se na exporta\u00e7\u00e3o de capitais e no benef\u00edcio dos monop\u00f3lios desses pa\u00edses, principalmente da China que tem nosso continente como um de seus objetivos expansionistas. As rela\u00e7\u00f5es comerciais desiguais e o controle econ\u00f4mico de setores econ\u00f4micos estrat\u00e9gicos s\u00e3o a ponta de lan\u00e7a dessa domina\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0 A exporta\u00e7\u00e3o de capitais via o banco dos BRICS, embora camuflada como rela\u00e7\u00e3o \u201c<em>sul-sul<\/em>\u201d, \u00e9 um mecanismo cl\u00e1ssico imperialista de endividamento das na\u00e7\u00f5es. Vejamos isso na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>3- A expans\u00e3o do dom\u00ednio Chin\u00eas na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a CEPAL, no relat\u00f3rio \u201c<strong>Perspectivas do Com\u00e9rcio Internacional da Am\u00e9rica Latina e Caribe<\/strong>\u201d, a China se tornou um polo central do com\u00e9rcio mundial capitalista, com forte penetra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. De presen\u00e7a modesta nos anos 2000, a China virou o maior parceiro comercial de v\u00e1rios pa\u00edses sul-americanos e um dos principais investidores em infraestrutura capitalista na regi\u00e3o. Entre 2000 e 2023, o com\u00e9rcio China-Am\u00e9rica Latina cresceu de US$ 12 bilh\u00f5es para cerca de US$ 500 bilh\u00f5es, um aumento de 35 vezes. Na Am\u00e9rica do Sul, a China \u00e9 l\u00edder comercial para Brasil, Chile, Peru e Uruguai, al\u00e9m de estar entre os principais parceiros da Argentina e Bol\u00edvia. N\u00e3o por acaso h\u00e1 tantas disputas e a \u201cguerra comercial\u201d por parte dos EUA, visto o forte crescimento da China em nosso continente.<\/p>\n<p><strong>3.1- As trocas s\u00e3o desiguais<\/strong><\/p>\n<p>O padr\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o favorece os capitais imperialistas chineses. Segundo a CEPAL, \u201c<em>nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, houve uma reprimariza\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o exportador regional, com as mat\u00e9rias-primas b\u00e1sicas passando de 31% do total entre 2000-2002 para 80% entre 2020-2022<\/em>\u201d. O Brasil \u00e9 o maior parceiro comercial desde 2009, com foco na exporta\u00e7\u00e3o de soja, min\u00e9rio de ferro e carne. \u00c9 o maior destino dos investimentos chineses na regi\u00e3o, com aproximadamente US$ 66 bilh\u00f5es, especialmente em energia, infraestrutura e telecomunica\u00e7\u00f5es. A Argentina, Chile e Peru tamb\u00e9m atraem volumes comerciais altos, principalmente nas \u00e1reas de energia, minera\u00e7\u00e3o e agroneg\u00f3cio. Argentina \u00e9 a segunda maior parceira, exportando soja e carne. Recebe investimentos em energia. O Chile exporta principalmente cobre, vinhos e frutas; mant\u00e9m acordo de livre com\u00e9rcio. O Peru tem forte liga\u00e7\u00e3o no setor de minera\u00e7\u00e3o (cobre, ouro). Tamb\u00e9m possui acordo comercial com a China. Uruguai tem menor volume, mas vem atraindo projetos em carne, celulose e energia limpa. A China \u00e9 o seu maior comprador de carne bovina e celulose. Venezuela, Equador e Bol\u00edvia receberam investimentos menores, mas em setores estrat\u00e9gicos (como petr\u00f3leo, g\u00e1s e l\u00edtio).<\/p>\n<p>A regi\u00e3o registra super\u00e1vit com a China em apenas quatro setores: minera\u00e7\u00e3o e petr\u00f3leo; agricultura, silvicultura, ca\u00e7a e pesca; alimentos, bebidas e tabaco; e madeira e papel.\u00a0 A China importa grandes volumes de commodities da regi\u00e3o (soja, carne, cobre, min\u00e9rio de ferro e l\u00edtio) e exporta bens industriais e produtos de alta tecnologia. Em 2022, 95% das exporta\u00e7\u00f5es latino-americanas eram mat\u00e9rias-primas e produtos manufaturados baseados em recursos naturais. Enquanto 88% das exporta\u00e7\u00f5es chinesas para a regi\u00e3o eram produtos manufaturados de baixa, m\u00e9dia e alta tecnologia. Uma balan\u00e7a comercial que favorece a expans\u00e3o do imperialismo Chines e aprofunda a depend\u00eancia e subordina\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica latina.<\/p>\n<p><strong>3.2- A crescente presen\u00e7a da China no \u201cTri\u00e2ngulo do L\u00edtio\u201d da Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/p>\n<p>A China tornou-se o principal destino dos produtos agropecu\u00e1rios e minerais da Am\u00e9rica do Sul, fortalecendo seu controle sobre cadeias estrat\u00e9gicas como a do l\u00edtio. Esse metal \u00e9 vital para baterias usadas em ve\u00edculos el\u00e9tricos e dispositivos eletr\u00f4nicos port\u00e1teis (Smartphones, laptops, tablets). Controlar o l\u00edtio garante \u00e0s empresas acesso a um recurso estrat\u00e9gico, competitividade tecnol\u00f3gica, o que explica os grandes investimentos Imperialistas na explora\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>Dados da CEPAL mostram que, em 2022, o Chile exportou para a China 120.435 toneladas de carbonato de l\u00edtio, equivalente a US$ 5,778 bilh\u00f5es (74% de suas exporta\u00e7\u00f5es do produto). A chinesa Tianqi Lithium det\u00e9m 24% da SQM, maior produtora mundial do metal no Chile. A BYD investe US$ 290 milh\u00f5es numa planta de c\u00e1todo de l\u00edtio no pa\u00eds, prevista para 2025. Na Argentina, o grupo chin\u00eas Ganfeng Lithium lidera a Minera Exar S.A., com US$ 979 milh\u00f5es para produzir 40 mil toneladas anuais de carbonato. A Zijin Mining negocia a constru\u00e7\u00e3o de planta cat\u00f3dica na prov\u00edncia de Catamarca. Na Bol\u00edvia, a estatal YLB firmou acordos com empresas russas e chinesas para construir complexos industriais com investimentos de US$ 1,4 bilh\u00e3o, enquanto a chinesa CATL investe igual valor para extrair l\u00edtio das salinas de Uyuni e Coipasa<\/p>\n<p><strong>3.2- Infraestrutura, Financiamentos e tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2005, empresas e estatais chinesas investiram mais de US$ 140 bilh\u00f5es na regi\u00e3o, atuando nos setores de minera\u00e7\u00e3o, energia (hidrel\u00e9tricas, solar), transporte (ferrovias, portos, rodovias) e log\u00edstica. Empresas como MMG, Zijin Mining, State Grid e China Three Gorges protagonizam projetos estrat\u00e9gicos em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Bancos como o China Development Bank e o Banco de Exporta\u00e7\u00e3o e Importa\u00e7\u00e3o da China forneceram empr\u00e9stimos bilion\u00e1rios para pa\u00edses como Venezuela, Equador, Bol\u00edvia e Argentina. Paralelamente, a China firmou acordos de livre com\u00e9rcio com Chile, Peru e, mais recentemente, o Equador.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a chinesa tamb\u00e9m avan\u00e7a no campo tecnol\u00f3gico. A Huawei lidera a implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura 5G em diversos pa\u00edses da regi\u00e3o. Empresas como BYD e Geely investem na produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos e baterias, com destaque para f\u00e1bricas no Brasil e no Uruguai.<\/p>\n<p>O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) financia projetos no Brasil, com uma carteira ativa de cerca de US$ 5 bilh\u00f5es. Esses recursos s\u00e3o direcionados a \u00e1reas ligadas a energia, mobilidade urbana, \u00e1gua e saneamento, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e infraestrutura social. Entre os projetos financiados est\u00e3o: US$ 1,2 bilh\u00e3o repassados ao BNDES para subprojetos em energia, mobilidade, saneamento, TIC e infraestrutura social; Fundo BNDES Clima, com linha de cr\u00e9dito reestruturada de US$ 500 milh\u00f5es desde 2019, para mobilidade urbana, tratamento de res\u00edduos e efici\u00eancia energ\u00e9tica; Empr\u00e9stimos municipais: Sorocaba (US$ 40 milh\u00f5es para mobilidade urbana), Serra-ES (US$ 57,6 milh\u00f5es para transporte urbano), Para\u00edba (US$ 60,95 milh\u00f5es para saneamento), Aparecida de Goi\u00e2nia (US$ 120 milh\u00f5es para mobilidade urbana e infraestrutura social); Financiamento de US$ 300 milh\u00f5es para projeto de \u00e1gua e saneamento em S\u00e3o Paulo (2022), via Sabesp.<\/p>\n<p><strong>Lutar contra toda explora\u00e7\u00e3o imperialista<\/strong><\/p>\n<p>A crescente presen\u00e7a do capital imperialista Chines em setores estrat\u00e9gicos, aumenta a depend\u00eancia e subordina\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China. Empresas chinesas atuam em \u00e1reas de redes de energia el\u00e9trica, portos, tecnologia, o que afeta a soberania nacional dos pa\u00edses. Investimentos em minera\u00e7\u00e3o, agricultura em larga escala e infraestrutura, significam aumento do desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o ambiental e impactos para povos ind\u00edgenas. Alguns contratos e investimentos chineses s\u00e3o criticados pela falta de transpar\u00eancia, com cl\u00e1usulas que favorecem excessivamente as empresas chinesas, incluindo repatria\u00e7\u00e3o de lucros e condi\u00e7\u00f5es que dificultam a fiscaliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica. H\u00e1 quest\u00f5es relacionadas a desrespeito dos direitos trabalhistas e condi\u00e7\u00f5es de trabalho degradantes em projetos chineses no Brasil.<\/p>\n<p>A luta contra a domina\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o vem de muito longe e devemos concluir que nenhuma domina\u00e7\u00e3o estrangeira nos serve. As grandes invas\u00f5es b\u00e1rbaras dos imp\u00e9rios coloniais europeus destru\u00edram os Povos Origin\u00e1rios que habitam o continente de Abya Yala e dizimaram os Povos Ancestrais de Pindorama. Perdemos nossa liberdade e nosso modo de vida e passamos a ser escravizados e explorados pelos imp\u00e9rios coloniais europeus, com o consequente genoc\u00eddio e escraviza\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica. At\u00e9 o nome do continente denominado de \u201cAm\u00e9rica\u201d ou do nosso territ\u00f3rio que passou a ser chamado de \u201cBrasil\u201d, reflete a for\u00e7a da domina\u00e7\u00e3o: a homenagem ao pirata Am\u00e9rico Vesp\u00facio e o reflexo da explora\u00e7\u00e3o do Pau-brasil, a madeira que nos foi roubada no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muito depois fomos explorados e dominados pelo capitalismo Ingl\u00eas, que praticou todo tipo de rapina contra n\u00f3s. Um exemplo foi a origem da d\u00edvida externa de nossos pa\u00eds. O Brasil de Dom Pedro I pagou ao do imperialismo Ingl\u00eas cerca de 2 milh\u00f5es de libras na transa\u00e7\u00e3o comercial que deu origem a falsa independ\u00eancia de Portugal. E posteriormente seguiu pedindo empr\u00e9stimos dos \u201clordes\u201d brit\u00e2nicos, inaugurando nosso endividamento externo perante o capitalismo mundial.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a segunda guerra passamos a ser explorados pelos EUA, que na \u00e9poca afirma sua \u201cnova domina\u00e7\u00e3o\u201d no mundo. E que ainda persiste nos dias de hoje, apesar de seu decl\u00ednio. O Imp\u00e9rio estadunidense n\u00e3o titubeou em impor ditaduras militares na am\u00e9rica latina para manter os lucros de suas multinacionais. Ditaduras fascistas como a de Pinochet e Videla mostram os preju\u00edzos genocidas dessa domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assistimos agora o ingresso de um imperialismo novo,\u00a0 mas isso n\u00e3o tem nada de progressivo. Ser explorado, n\u00e3o importa por qual pot\u00eancia, \u00e9 ruim. O capitalismo imperialista chin\u00eas aprofunda o car\u00e1ter exportador de produtos prim\u00e1rios e nossa depend\u00eancia tecnol\u00f3gica. Estimula trocas desiguais em preju\u00edzo da am\u00e9rica latina.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que os imperialismos sempre prejudicam a classe trabalhadora, setores populares e o meio ambiente. Os imperialismos s\u00e3o um fator de rapina. Os BRICS, liderados pela China, s\u00e3o um novo projeto imperialista.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata, portanto, de ter mais e mais imperialismos no mundo como se isso fosse \u201cequilibrar\u201d o poder mundial dos EUA numa ilus\u00f3ria \u201cmultipolaridade\u201d capitalista. A verdade \u00e9 que temos de lutar contra todos os imperialismos pois suas pol\u00edticas expansionistas, a necessidade de explorar novos mercados e dominar pa\u00edses sempre prejudicam a classe trabalhadora, aos setores populares e o meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michel Oliveira, Coordena\u00e7\u00e3o da CST Os BRICS s\u00e3o \u201cum agrupamento formado por onze pa\u00edses membros: Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul, Ar\u00e1bia Saudita, Egito, Emirados \u00c1rabes Unidos, Eti\u00f3pia, Indon\u00e9sia e Ir\u00e3. Serve como foro de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-diplom\u00e1tica de pa\u00edses do Sul Global e de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17608","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17608\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}