

	{"id":17616,"date":"2025-08-11T20:06:38","date_gmt":"2025-08-11T23:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=17616"},"modified":"2025-08-15T18:01:14","modified_gmt":"2025-08-15T21:01:14","slug":"brasil-semi-colonia-e-sub-imperialismo-capitalista-texto-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2025\/08\/11\/brasil-semi-colonia-e-sub-imperialismo-capitalista-texto-6\/","title":{"rendered":"Brasil: Semi-col\u00f4nia e Sub-imperialismo capitalista (texto 6)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Michel Oliveira e Claudia Gonzalez, Coordena\u00e7\u00e3o da CST<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O governo Lula\/Alckmin \u00e9 um governo capitalista a servi\u00e7o das multinacionais e de distintos imperialismos. As falas de Lula em eventos internacionais, os atritos com Donald Trump no contexto do tarifa\u00e7o, o discurso de Lula se alinhando a Trump e Putin na guerra da Ucr\u00e2nia, produzem debates acerca do papel internacional do governo da frente ampla. Por outro lado, h\u00e1 uma maior participa\u00e7\u00e3o internacional do Brasil nas organiza\u00e7\u00f5es imperialistas: na ONU, na COP 30 ou na presid\u00eancia do Banco dos BRICS, temas que causam confus\u00e3o.<\/p>\n<p>Em assembleias e f\u00f3runs do movimento, os lulistas falam de um suposto car\u00e1ter \u201cmultilateral democr\u00e1tico\u201d ou at\u00e9 \u201canti-imperialista\u201d do governo Lula\/Alckmin. Trata-se de outro engano divulgado pelos governistas e seus agentes. Vejamos. Desde sua posse, a linha de Lula foi buscar apoio dos EUA (ent\u00e3o governados por Biden), da Fran\u00e7a e da China.<\/p>\n<p>O governo brasileiro, portanto, longe de ser \u201cindependente\u201d ou \u201canti-imperialista\u201d, \u00e9 um governo burgu\u00eas que pacta com distintos imperialismos. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o possam ocorrer nuances ou diverg\u00eancias entre o governo brasileiro e os seus chefes imperiais.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do imperialismo norte-americano \u00e9 de \u201cdesordem mundial\u201d, crise de domina\u00e7\u00e3o dos EUA, em meio \u00e0 sua derrota no Afeganist\u00e3o e \u00e0 agudiza\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mica capitalista. Existem atritos e choques interburgueses e inter-imperialistas, em meio \u00e0s lutas internacionais. Ent\u00e3o, podem ocorrer diferentes pontos de vista entre o governo brasileiro e os EUA, no marco das referidas crises e disputas inter-imperialistas e burguesas. Mas isso n\u00e3o significa um projeto nacional de ruptura com o imperialismo, e sim tentativas da burguesia brasileira de negociar melhor o seu espa\u00e7o subordinado no \u00e2mbito da domina\u00e7\u00e3o, procurando margens de manobra no interior da explora\u00e7\u00e3o imperialista. Agora mesmo, os atritos e o tarifa\u00e7o de Trump s\u00e3o respondidos por Lula com a linha de \u201cnegociar\u201d e de buscar um novo alinhamento com os falc\u00f5es da Casa Branca.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 por acaso. Lembremos que Lula e o PT foram os governos mais \u00e0 direita do ciclo frentepopulista dos anos 2000, com \u00f3timas rela\u00e7\u00f5es com Bush, aus\u00eancia de atritos com os EUA e at\u00e9 mesmo liderando os sanguin\u00e1rios capacetes azuis da ONU na invas\u00e3o imperialista do Haiti.<\/p>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00f5es do governo Lula\/Alckmin nada anti-imperialistas<\/strong><\/p>\n<p>No plano internacional, o governo brasileiro apoiou a resolu\u00e7\u00e3o norte-americana sobre a invas\u00e3o imperialista ucraniana, depois recebeu o chanceler russo em territ\u00f3rio nacional e, em seu discurso na China, prop\u00f4s a \u201cpaz dos cemit\u00e9rios\u201d, com a entrega da Crimeia aos russos. Embrulhou tudo em um gen\u00e9rico pedido para que os EUA estimulem \u201ca paz\u201d. Por fim, respaldou a proposta nefasta de Trump a Putin de dividir o pa\u00eds em benef\u00edcio dos EUA e da R\u00fassia. Lula, no Vietn\u00e3, declarou que \u201c<em>na medida em que o Trump toma a decis\u00e3o de discutir a paz entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, que o Biden deveria ter tomado, eu sou obrigado a dizer que, neste aspecto, o Trump est\u00e1 no caminho certo<\/em>\u201d (<a href=\"http:\/\/www.uol.com\">www.uol.com<\/a>). Um elogio direto a Trump, o maior l\u00edder da extrema direita mundial e inimigo da classe trabalhadora e dos setores populares, bem como ao governo bonapartista e de extrema direita de Putin na R\u00fassia.<\/p>\n<p>Outro exemplo foi a visita de Lula e sua comitiva aos Emirados \u00c1rabes, que significou ratificar a privatiza\u00e7\u00e3o bolsonarista da Refinaria de Mataripe (Bahia), por meio de um memorando entre o governo da Bahia, liderado pelo PT, e o fundo financeiro Abu Dhabi Mubadala. O que perpetua a internacionaliza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>No tema palestino, Lula, ap\u00f3s fazer discursos corretos comparando o que ocorre na Palestina com o Holocausto nazista, nada fez contra Israel. Nenhuma medida efetiva de ruptura de rela\u00e7\u00f5es ocorreu. Tamb\u00e9m nada fez contra os atentados nazi-sionistas contra o L\u00edbano, as a\u00e7\u00f5es militares imperialistas contra o I\u00eamen ou os bombardeios dos EUA contra o Ir\u00e3. A recente medida contra a exporta\u00e7\u00e3o de armas \u00e9 correta, por\u00e9m insuficiente, e foge de temas centrais: impedir o com\u00e9rcio de petr\u00f3leo brasileiro para os nazistas de Israel e realizar embargo militar para que nenhuma arma ou tecnologia militar do enclave colonial seja utilizada no Brasil.<\/p>\n<p>N\u00f3s temos de manter de p\u00e9 o combate anti-imperialista: combater o tarifa\u00e7o de Trump e repudiar as novas taxas contra o Brasil. \u00c9 necess\u00e1rio exigir do governo Lula\/Alckmin a taxa\u00e7\u00e3o das multinacionais estadunidenses e dos bilion\u00e1rios brasileiros s\u00f3cios dos gringos, a proibi\u00e7\u00e3o de remessas de lucros para as sedes nos EUA, o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida e a expuls\u00e3o do embaixador dos EUA. Dentre outras medidas. No plano internacional tamb\u00e9m defendemos o povo ucraniano do pacto de rapina de Trump e Putin. Mantemos a solidariedade \u00e0 resist\u00eancia do povo palestino e lutamos pelo seu triunfo contra qualquer a\u00e7\u00e3o militar sionista e imperialista no Oriente M\u00e9dio, al\u00e9m de seguir exigindo a ruptura de rela\u00e7\u00f5es com Israel. Ou seja, a\u00e7\u00f5es concretas anti-imperialistas.<\/p>\n<p><strong>O papel de sub-metr\u00f3pole ou sub-imperialista do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Devemos enquadrar as posi\u00e7\u00f5es do governo Lula\/Alckmin lembrando da defini\u00e7\u00e3o do Brasil como uma sub-metr\u00f3pole ou sub-imperialismo. Ou seja, um pa\u00eds dominado e explorado pelos imperialismos centrais, mas que cumpre um papel local ou regional de explora\u00e7\u00e3o sobre burguesias menores. Na Am\u00e9rica Latina, isso se expressa na explora\u00e7\u00e3o que a burguesia brasileira exerce sobre Paraguai, Argentina e Uruguai. Por isso, com Lula, o Brasil retoma a linha dos BRICS, CELAC e Mercosul. Mas isso em nada altera o fato de que o governo Lula\/Alckmin \u00e9 pr\u00f3-imperialista, negociando e pactuando com as multinacionais e os principais imperialismos e que somos explorados e dominados por eles.<\/p>\n<p>A retomada do Mercosul, CELAC e BRICS gera debates e confus\u00f5es. S\u00e3o projetos antigos, alguns anteriores aos governos do PT, como o pr\u00f3prio Mercosul. Por\u00e9m, nos governos passados do PT j\u00e1 ficou claro que nada t\u00eam de progressivo ou anti-imperialista: primeiro, porque n\u00e3o enfrentam a explora\u00e7\u00e3o imperialista; segundo, porque se baseiam na intensifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e dos pa\u00edses vizinhos. \u00c9 um projeto que expressa os interesses de fra\u00e7\u00f5es da burguesia brasileira, s\u00f3cia-menor dos imperialismos, de melhorar sua posi\u00e7\u00e3o explorando burguesias menores, como mostram as tratativas do acordo Brasil\u2013Paraguai na Usina Hidrel\u00e9trica de Itaipu, com preju\u00edzos aos trabalhadores paraguaios. Tudo isso sem deixar de utilizar as disputas interimperialistas para barganhar espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Os lulistas escondem que o Mercosul, a CELAC e os BRICS s\u00e3o acordos e blocos de com\u00e9rcio capitalista. No caso dos BRICS, com a presen\u00e7a direta dos imperialismos chin\u00eas e russo. Portanto, nada de bom para o povo trabalhador vir\u00e1 da\u00ed. A proposta de retomada das rela\u00e7\u00f5es regionais via CELAC ou Mercosul visa favorecer a burguesia brasileira, com total acordo e subservi\u00eancia \u00e0s multinacionais instaladas nesses pa\u00edses, \u00e0s custas da explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora latino-americana e da intensifica\u00e7\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o ambiental capitalista. \u00c9 o que se v\u00ea nas tratativas do gasoduto de \u201cVaca Muerta\u201d, recentemente firmado na c\u00fapula do Mercosul de 2025. A ideia \u00e9 conectar os campos de g\u00e1s ao Centro-Oeste brasileiro, utilizando o Paraguai como corredor log\u00edstico e energ\u00e9tico (ou outras rotas em avalia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, trata-se de uma pol\u00edtica t\u00e3o pragm\u00e1tica e conservadora que levou Lula a reconhecer o governo assassino de Dina Boluarte no Peru, sustentado pelas for\u00e7as fujimoristas e respons\u00e1vel pelo assassinato de manifestantes, o que fala por si s\u00f3.<\/p>\n<p><strong>Repudiamos a espionagem do governo soberano do Paraguai<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente, foi revelado pela <em>UOL<\/em> que o governo brasileiro, via ABIN, durante a gest\u00e3o Bolsonaro, espionou o governo do Paraguai para obter vantagens nas negocia\u00e7\u00f5es em torno do tratado da Usina Hidrel\u00e9trica de Itaipu. O governo Lula, por meio do Itamaraty, confirmou a informa\u00e7\u00e3o e afirmou ter cancelado a espionagem em mar\u00e7o de 2023. Ou seja, a ABIN, j\u00e1 sob a gest\u00e3o da frente ampla de Lula, continuou espionando uma pa\u00eds soberano, latino-americano, por tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Essa arapongagem tem como objetivo manter a rapina contra o Paraguai, prejudicando sua classe trabalhadora. Pelos acordos assinados entre a ditadura brasileira e a ditadura paraguaia nos anos 1970, o Paraguai \u00e9 obrigado a ceder sua parte da energia gerada em Itaipu para o Brasil por um valor abaixo do pre\u00e7o de mercado. Al\u00e9m disso, o Paraguai n\u00e3o pode utilizar essa energia como bem entender, nem a vender a outros pa\u00edses a pre\u00e7os de mercado capitalista. Trata-se de uma subjuga\u00e7\u00e3o subimperialista da burguesia brasileira contra o Paraguai, que n\u00f3s combatemos.<\/p>\n<p>Repudiamos a espionagem e exigimos a puni\u00e7\u00e3o dos arapongas e de todas as autoridades envolvidas, bem como o fim da ABIN. Estamos com a classe trabalhadora paraguaia e em defesa de sua soberania nacional, pelo cancelamento do tratado de Itaipu e pela derrota do subimperialismo brasileiro. Exigimos do governo Lula um novo tratado justo, sem explora\u00e7\u00e3o contra nossos irm\u00e3os da classe trabalhadora paraguaia.<\/p>\n<p>Da mesma forma, somos contra a retomada dos acordos da IIRSA, promovida pelo governo Lula atrav\u00e9s da ministra Simone Tebet.<\/p>\n<p><strong>A IIRSA: integra\u00e7\u00e3o para neg\u00f3cios capitalistas<\/strong><\/p>\n<p>No final de 2023, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou a retomada da IIRSA (Iniciativa para a Integra\u00e7\u00e3o da Infraestrutura Regional Sul-Americana). \u201c<em>O projeto das cinco rotas de integra\u00e7\u00e3o e desenvolvimento sul-americano, desenhado no Minist\u00e9rio do Planejamento e Or\u00e7amento, tem o papel duplo de incentivar e refor\u00e7ar o com\u00e9rcio do Brasil com os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a \u00c1sia<\/em>\u201d, disse a ministra Simone Tebet em 12\/12, em conversa com jornalistas na sede do minist\u00e9rio (<em><a href=\"http:\/\/www.gov.br\/planejamento\">www.gov.br\/planejamento<\/a><\/em>). Uma das preocupa\u00e7\u00f5es da ministra \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o do tempo de transporte das mercadorias at\u00e9 a \u00c1sia, onde se localiza a China, um dos principais compradores de soja e min\u00e9rio de ferro do Brasil.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o direta da IIRSA com o PAC: \u201c<em>Tebet lembrou que, no dia 30 de maio, o presidente Lula recebeu os 11 chefes de Estado da Am\u00e9rica do Sul e, nessa reuni\u00e3o, conhecida como Consenso de Bras\u00edlia, os l\u00edderes reafirmaram o compromisso com a integra\u00e7\u00e3o regional\u2026 O MPO chamou todos os 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e recebeu deles a lista de obras que cada um considerava priorit\u00e1rias para estimular a integra\u00e7\u00e3o. Essas obras foram cruzadas com as 9,2 mil obras do Novo PAC e indicaram uma lista de 124 empreendimentos com car\u00e1ter direto de integra\u00e7\u00e3o sul-americana, que est\u00e3o sendo chamadas de PAC da Integra\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (idem). De acordo com a ministra, os empreendimentos envolvem infovias, rodovias, pontes, portos, hidrovias, aeroportos, ferrovias e linhas de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Ocorre que esse projeto \u00e9 antigo e significa integra\u00e7\u00e3o para os neg\u00f3cios capitalistas. A infraestrutura proposta pela IIRSA, idealizada por Fernando Henrique Cardoso e impulsionada por Lula e Dilma em seus mandatos anteriores, converte a Am\u00e9rica Latina em pe\u00e7a-chave no mercado internacional das multinacionais, ao custo da devasta\u00e7\u00e3o de nossos territ\u00f3rios, abrindo as veias da abund\u00e2ncia para alimentar a acumula\u00e7\u00e3o de capital. Algo muito favor\u00e1vel para a burguesia brasileira.<\/p>\n<p>As rotas da IIRSA colocam o territ\u00f3rio sul-americano \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das necessidades de pilhagem dos recursos estrat\u00e9gicos. Elas atravessam fontes de \u00e1gua, reservas minerais, g\u00e1s e petr\u00f3leo; cortam corredores industriais do subcontinente; passam por \u00e1reas de alt\u00edssima diversidade gen\u00e9tica, ref\u00fagios ind\u00edgenas e todos os bens valiosos que podem ser apropriados pelo capital.<\/p>\n<p>Lula teve papel de destaque nas negocia\u00e7\u00f5es de contratos de grandes obras com os governos da Venezuela, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia, Nicar\u00e1gua e Peru, muitos em favor de empreiteiras brasileiras, com volumoso financiamento do BNDES.<\/p>\n<p>Esse projeto de integra\u00e7\u00e3o capitalista n\u00e3o seria poss\u00edvel sem a intermedia\u00e7\u00e3o do governo brasileiro junto aos pa\u00edses sul-americanos, j\u00e1 que o Brasil atuou como articulador das economias do subcontinente em fun\u00e7\u00e3o dos interesses das multinacionais e das grandes empresas respons\u00e1veis pela cat\u00e1strofe ambiental. Por isso, mais do que nunca, temos de lutar contra a IIRSA.<\/p>\n<p><strong>Em defesa de um verdadeiro combate anti-imperialista e contra a burguesia brasileira na am\u00e9rica latina<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso lutar contra todos os imperialismos, pois todos atacam nossa classe e os setores populares. Devemos buscar unificar as lutas dos explorados e oprimidos contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista-imperialista e contra os patr\u00f5es nacionais, seus s\u00f3cios. O fato de sermos contra a pol\u00edtica imperialista estadunidense n\u00e3o pode nos levar \u00e0 ilus\u00f3ria defesa de \u201cum mundo multipolar\u201d e muito menos \u00e0 vala comum da ditadura imperialista chinesa ou dos imperialistas ultrarreacion\u00e1rios russos. Tampouco devemos acreditar no velho discurso lulista de que Alemanha e Fran\u00e7a seriam \u201cmenos piores\u201d e \u201cmais pacifistas\u201d que os EUA.<\/p>\n<p>N\u00f3s defendemos que nossos aliados s\u00e3o a classe trabalhadora e os setores populares, n\u00e3o os patr\u00f5es nem os imperialistas. Toda derrota dos planos imperialistas \u00e9 uma vit\u00f3ria nossa e um passo \u00e0 frente na batalha para sua derrota definitiva. E o fazemos com os m\u00e9todos da classe trabalhadora e dos setores populares: passeatas, mobiliza\u00e7\u00f5es, greves e ocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A parceria com governos imperialistas \u00e9 imposs\u00edvel, pois s\u00e3o eles que nos imp\u00f5em o pagamento ilegal e ileg\u00edtimo das d\u00edvidas externas e internas, submetem nosso pa\u00eds a tratados econ\u00f4micos, diplom\u00e1ticos, tecnol\u00f3gicos e militares, exploram nossos min\u00e9rios, \u00e1guas e florestas a pre\u00e7o de banana, entre outras formas de domina\u00e7\u00e3o e rapina. No passado, foram essas mesmas rela\u00e7\u00f5es que levaram o pr\u00f3prio governo Lula a liderar a ocupa\u00e7\u00e3o militar do Haiti, por meio das tropas da ONU, violando a soberania daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, combatemos toda e qualquer pol\u00edtica da burguesia e do governo brasileiro contra os povos latino-americanos, reivindicando o fim das rela\u00e7\u00f5es com o governo assassino de Dina Boluarte no Peru e o fim da explora\u00e7\u00e3o do povo paraguaio em Itaipu.<\/p>\n<p>A batalha por uma verdadeira pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o latino-americana significa enfrentar juntos a domina\u00e7\u00e3o imperialista, a come\u00e7ar pelo saque representado pelo pagamento da d\u00edvida externa e interna, com a proposta de uma frente de pa\u00edses contra o pagamento dessa d\u00edvida, que destr\u00f3i a vida da classe trabalhadora e imp\u00f5e o aumento da explora\u00e7\u00e3o patronal. Defendemos o fim dos acordos e tratados que exploram nossas florestas, nossa biodiversidade, nossa classe trabalhadora e nossos povos origin\u00e1rios. Explicamos a necessidade estrat\u00e9gica de um Brasil e uma Am\u00e9rica Latina socialistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michel Oliveira e Claudia Gonzalez, Coordena\u00e7\u00e3o da CST \u00a0O governo Lula\/Alckmin \u00e9 um governo capitalista a servi\u00e7o das multinacionais e de distintos imperialismos. 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