

	{"id":17644,"date":"2025-08-15T15:17:18","date_gmt":"2025-08-15T18:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=17644"},"modified":"2025-08-15T15:17:18","modified_gmt":"2025-08-15T18:17:18","slug":"a-cst-e-etapista-parte-i-e-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2025\/08\/15\/a-cst-e-etapista-parte-i-e-ii\/","title":{"rendered":"A CST \u00e9 etapista? (Parte I e II)"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Por Claudia Gonzales e Michel Oliveira, coordena\u00e7\u00e3o da CST<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Di\u00e1logo com o MRT sobre Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da CSP-Conlutas, de 12 a 14\/07\/24, os camaradas do MRT afirmaram que a defesa da CST por uma \u201c<em>Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista<\/em>\u201d seria uma \u201c<em>reedi\u00e7\u00e3o do etapismo<\/em>\u201d. Trata-se de uma defini\u00e7\u00e3o equivocada contra a CST.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os camaradas do MRT afirmam que \u201cSe<em>\u00a0expressou, no entanto, nosso debate com outras correntes no programa, onde se limitam a defender uma Palestina \u201claica, democr\u00e1tica e n\u00e3o-racista<\/em>\u201d e \u201c<em>Consideramos que a posi\u00e7\u00e3o de defender uma palestina \u201cdemocr\u00e1tica\u201d, opondo-se \u00e0 defesa de uma Palestina oper\u00e1ria e socialista, \u00e9 uma reedi\u00e7\u00e3o de um etapismo fortemente combatido pelo marxismo revolucion\u00e1rio no s\u00e9culo passado\u201d<\/em>\u00a0(<a href=\"http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.esquerdadiario.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1755367623061000&amp;usg=AOvVaw2TZl6s-MyLBkNQOzH5I5hK\">www.esquerdadiario.com.br<\/a>). Vejamos isso mais de perto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>A defini\u00e7\u00e3o do MRT \u00e9 equivocada<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O etapismo \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o reformista que retalha e atrasa as lutas das massas, dividindo-as em momentos estanques por meio de \u201cetapas\u201d nacionalistas ou antifascistas. Essa orienta\u00e7\u00e3o oportunista dos partidos comunistas e social-democratas justifica o apoio a lideran\u00e7as ou governos burgueses ditos anti-imperialistas ou democr\u00e1ticos. No discurso, esses partidos deixam para um momento indefinido o socialismo. Trata-se de uma teoria e programa que desviam lutas, congelam e derrotam revolu\u00e7\u00f5es, cujo grande patrono foi St\u00e1lin e a burocracia sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A CST sempre lutou contra o etapismo. Essa luta est\u00e1 no DNA da corrente trotskista morenista \u00e0 qual nos integramos. Defendemos a revolu\u00e7\u00e3o permanente e internacional.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>As diferen\u00e7as da CST e do MRT s\u00e3o outras<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em primeiro lugar, devemos manter a unidade de a\u00e7\u00e3o em defesa do povo palestino, enquanto debatemos. Em segundo lugar, temos muitos pontos de acordo com o MRT: a luta contra o colonialismo de Israel, contra a proposta imperialista de dois Estados, a luta contra as burguesias \u00e1rabes, o direito do povo palestino de se defender, cr\u00edticas ao programa burgu\u00eas e teocr\u00e1tico do Hamas, dentre outros temas. Saudamos a a\u00e7\u00e3o dos camaradas do MRT de integrar a delega\u00e7\u00e3o que esteve na marcha por Gaza.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nossa diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 sobre etapismo. \u00c9 outra: os camaradas do MRT nutrem expectativas de que a luta na Palestina pode contar com apoio da classe trabalhadora de Israel. Isso \u00e9 equivocado, pois ela \u00e9 formada habitantes de um enclave colonial nazi-sionistas e imperialista. Essa linha leva o MRT a n\u00e3o hierarquizar a destrui\u00e7\u00e3o de Israel, nem o apoio \u00e0 resist\u00eancia militar palestina e ao seu triunfo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Isso ajuda a compreender sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 consigna de uma Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista, que significa a destrui\u00e7\u00e3o de Israel, ponto fundamental do processo revolucion\u00e1rio na Palestina.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>O que diz o MRT e sua Internacional?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na declara\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o internacional do MRT, a Fra\u00e7\u00e3o Trotskista (FT), logo ap\u00f3s o 7 de outubro, podemos ler o seguinte: \u201c<em>Frente ao fracasso da pol\u00edtica de \u2018dois Estados\u2019 e frente \u00e0 nova ofensiva da ultradireita, \u00e9 necess\u00e1ria uma luta massiva de todo o povo palestino, junto \u00e0 classe trabalhadora \u00e1rabe e judia em Israel, que rompa com o sionismo<\/em>\u201d (10\/10\/23). Em rela\u00e7\u00e3o ao enclave nazi-sionista de Israel, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma hierarquia sobre sua destrui\u00e7\u00e3o. De passagem, afirmam vagamente que \u201c<em>para acabar com o regime de apartheid, \u00e9 necess\u00e1rio desmontar o Estado Sionista de Israel<\/em>\u201d. O documento conclui com consignas contra o bombardeio, contra a ajuda militar a Israel e pela liberdade dos presos palestinos, por\u00e9m sem nenhuma que apoie ativamente a resist\u00eancia militar palestina. No mesmo sentido, est\u00e3o a declara\u00e7\u00e3o da FT de 14\/05\/24,\u00a0<em>\u201cPelo fim do genoc\u00eddio em Gaza e da repress\u00e3o aos jovens que se solidarizam&#8230;\u201d<\/em>, e a mais recente,\u00a0<em>\u201cOs capitalistas est\u00e3o levando o mundo \u00e0 barb\u00e1rie&#8230;\u201d<\/em>\u00a0(5\/07\/2025).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>MRT n\u00e3o hierarquiza a destrui\u00e7\u00e3o de Israel<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para manter a linha ilus\u00f3ria de unidade das \u201cclasses trabalhadoras \u00e1rabes e de Israel\u201d, predomina uma pol\u00edtica pelo fim da guerra, visando parar a m\u00e1quina militar, mas sem ter como eixo central a destrui\u00e7\u00e3o do enclave nazi-sionista de Israel. Por isso, n\u00e3o tratam como central o apoio \u00e0 resist\u00eancia armada liderada pelo Hamas, cuja frente militar \u00e9 composta por dezenas de organiza\u00e7\u00f5es, como a FPLP. Por outro lado, a proposta de considerar os habitantes de Israel como aliados retira a hierarquia do povo palestino como motor do processo revolucion\u00e1rio, sobretudo sua ala mais avan\u00e7ada de Gaza.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A sa\u00edda \u201coper\u00e1ria\u201d apresentada pelo MRT est\u00e1 conectada \u00e0 sua defini\u00e7\u00e3o equivocada de alian\u00e7a com \u201ctrabalhadores israelenses\u201d, considerando os habitantes do enclave imperialista como supostos aliados\u00a0da luta revolucion\u00e1ria palestina. \u00c9 nesse contexto que o MRT inclui sua cr\u00edtica \u00e0 consigna de uma Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Os habitantes do enclave n\u00e3o v\u00e3o\u00a0apoiar os palestinos<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os camaradas do MRT acrescentam que a unidade com a \u201cclasse trabalhadora de Israel\u201d ser\u00e1 realizada com os \u201cque rompam com o sionismo\u201d. Isso \u00e9 algo equivocado. A exist\u00eancia material dos habitantes do enclave imperialista, incluindo suas moradias, est\u00e1 conectada ao projeto de coloniza\u00e7\u00e3o nazisionista de 1947, de 1967, e \u00e0 linha de expans\u00e3o racista contra o povo palestino.\u00a0N\u00e3o ser\u00e3o aliados da luta revolucion\u00e1ria pela liberta\u00e7\u00e3o da palestina.\u00a0Ap\u00f3s quase dois anos da nova nakba, com todas as informa\u00e7\u00f5es sobre o holocausto dispon\u00edveis, nada que indique\u00a0uma\u00a0ruptura com o sionismo aconteceu na classe trabalhadora de Israel.\u00a0Pelo menos que se possa qualificar de apoio a luta palestina. De acordo com pesquisa publicada no jornal\u00a0<em>Haaretz,<\/em>\u00a0em 28\/05\/25, h\u00e1 uma alt\u00edssima aceita\u00e7\u00e3o (82%) da ideia de expulsar pela for\u00e7a os palestinos, tanto de Gaza como das fronteiras do enclave. Cerca de 56% apoiam, al\u00e9m disso, a expuls\u00e3o for\u00e7ada dos \u00e1rabes que vivem em Israel. Uma minoria significativa apoia a matan\u00e7a massiva de civis capturados pelas for\u00e7as armadas israelenses. Dados que refletem o car\u00e1ter sionista e racista da ampla maioria de Israel. Por isso, os protestos massivos s\u00e3o fundamentalmente pela liberdade dos sionistas que est\u00e3o sob guarda do Hamas e das for\u00e7as da resist\u00eancia palestina, e contra Netanyahu, nenhum pelo triunfo do povo palestino. Logicamente, qualquer crise no interior do enclave nazista de Israel gera brechas que podem ser aproveitadas pelo povo palestino,\u00a0como agora os atuais protestos em Israel contra a nova ofensiva militar de Netanyahu e que pedem cessar fogo para a liberta\u00e7\u00e3o dos sionistas que est\u00e3o sob a guarda da resist\u00eancia palestina.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Outra coisa \u00e9 que, fora de Israel, se fortalece o movimento dos judeus antissionistas, que s\u00e3o aliados importantes das mobiliza\u00e7\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Onde est\u00e1 o etapismo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os camaradas do MRT nos criticam como se a consigna\u00a0<em>Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista<\/em>\u00a0fosse \u201cetapista\u201d e a deles \u201coper\u00e1ria e socialista\u201d. Ou seja, falam como se a CST fosse contra uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e socialista na Palestina e no Oriente M\u00e9dio. Isso \u00e9 completamente falso.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A import\u00e2ncia de colocar no centro do chamado a mobiliza\u00e7\u00e3o com a consigna democr\u00e1tica por uma Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista est\u00e1 dada pelo car\u00e1ter da luta. Trata-se de uma luta anticolonial e democr\u00e1tica, j\u00e1 que uma popula\u00e7\u00e3o foi expulsa e oprimida por uma invas\u00e3o militar financiada pelo imperialismo. Desde 1948, os socialistas revolucion\u00e1rios apoiamos incondicionalmente o povo palestino e sua heroica resist\u00eancia militar, batalhando pelo seu triunfo. \u00c9 uma luta pelo direito ao retorno de milh\u00f5es que foram expulsos de suas terras.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Apoiamos a autodetermina\u00e7\u00e3o nacional do povo palestino, o que significa apoiar sua luta democr\u00e1tica para destruir o Estado nazi-sionista de Israel, recuperar seu territ\u00f3rio expropriado e conquistar seu pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 outro caminho, j\u00e1 que o nazismo n\u00e3o se debate, deve ser destru\u00eddo com a mobiliza\u00e7\u00e3o do povo palestino e mundiais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O capitalismo em decad\u00eancia produziu o enclave nazista de Israel como parte da pol\u00edtica contrarrevolucion\u00e1ria do imperialismo para conter a revolu\u00e7\u00e3o no mundo \u00e1rabe e espoliar aquela regi\u00e3o. Assim, as tarefas nacionais, democr\u00e1ticas e anti-imperialistas do povo palestino est\u00e3o diretamente conectadas \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do enclave nazista de Israel, porta-avi\u00f5es do imperialismo capitalista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A luta contra o enclave colonial sionista \u00e9 ponto fundamental da luta revolucion\u00e1ria do povo palestino, sobretudo de sua vanguarda mais combativa: o povo de Gaza, aprisionado no gueto de Vars\u00f3via do s\u00e9culo XXI. Em Gaza, atualmente, os camponeses n\u00e3o podem cultivar a terra para se alimentar e os trabalhadores n\u00e3o podem produzir artigos m\u00ednimos de primeira necessidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>As tarefas nacionais e democr\u00e1ticas se combinam com a luta socialista<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para a CST, a luta pelas tarefas mais elementares da independ\u00eancia nacional e da democracia burguesa da Palestina se combinam com a luta socialista e contra o imperialismo mundial. O triunfo do povo palestino, destruindo Israel, significaria uma vit\u00f3ria contra o projeto de poder imperialista e colocaria a luta de classes em um patamar mais avan\u00e7ado em n\u00edvel global. Seria um abalo profundo no projeto de poder imperialista, com repercuss\u00f5es na luta de classes de todo o Oriente M\u00e9dio e na luta contra as burguesias \u00e1rabes. Afetaria profundamente o centro imperialista estadunidense e os europeus, sobretudo sua classe trabalhadora imigrante altamente explorada. Impactaria tamb\u00e9m novos imperialismos, como o chin\u00eas e o russo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, poderia abrir uma din\u00e2mica que colocaria em quest\u00e3o a posse da terra usurpada pelos nazi-sionistas desde 1947 e 1967, bem como as propriedades situadas nos territ\u00f3rios ocupados. Algo que poderia atingir a propriedade privada capitalista e imperialista. Por isso, n\u00e3o podemos secundarizar as tarefas nacionais, democr\u00e1ticas e anti-imperialistas. A consigna\u00a0<em>Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista<\/em>, criada pelo movimento palestino, est\u00e1 adequada \u00e0 realidade e fortalece o ponto chave: a mobiliza\u00e7\u00e3o pela destrui\u00e7\u00e3o do enclave nazista de Israel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As novas gera\u00e7\u00f5es da luta palestina massificaram o chamado por uma \u201cPalestina livre, do rio ao mar\u201d. Palavra de ordem democr\u00e1tica e nacional revolucion\u00e1ria que significa a retomada da Palestina nas fronteiras anteriores \u00e0 Nakba de 1947, ou seja, antes da imposi\u00e7\u00e3o do enclave nazista de Israel. Algo que tornou-se massivo em todas as mobiliza\u00e7\u00f5es de apoio ao povo palestino no mundo. Dentro desse chamado, a consigna\u00a0<em>Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista<\/em>\u00a0se encaixa perfeitamente. Ela mobiliza de forma consequente pela destrui\u00e7\u00e3o do enclave de Israel e pela retomada das fronteiras hist\u00f3ricas do povo palestino, do rio Jord\u00e3o ao Mar Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para Nahuel Moreno, fundador de nossa corrente internacional, a consigna\u00a0<em>Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista<\/em>\u00a0integra um sistema de reivindica\u00e7\u00f5es transit\u00f3rio, sendo uma ponte capaz de abrir o caminho para uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e socialista na Palestina e para a batalha por uma Federa\u00e7\u00e3o Socialista de Rep\u00fablicas \u00c1rabes no Oriente M\u00e9dio. \u00c9 com base nessa linha que nossa corrente trotskista morenista batalha para construir um partido marxista revolucion\u00e1rio na Palestina.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Os camaradas do MRT precisam refletir e mudar de atitude<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A CST sempre conectou a mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria palestina com a luta mundial de solidariedade. Sempre batalhou pela revolu\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio hist\u00f3rico palestino, por sua expans\u00e3o em todo o Oriente M\u00e9dio e em n\u00edvel mundial. Jamais fomos etapistas. Lamentamos que os camaradas do MRT atuem dessa forma, com defini\u00e7\u00f5es infundadas, o que n\u00e3o ajuda na necess\u00e1ria unidade da esquerda independente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Trata-se de um debate importante com o MRT, um setor relevante da esquerda classista e combativa. Apelamos para que reflitam e mudem de atitude, j\u00e1 que sua defini\u00e7\u00e3o sobre um suposto etapismo da CST \u00e9 incorreta. Do contr\u00e1rio, os camaradas estariam refletindo uma postura auto-proclamat\u00f3ria e sect\u00e1ria, que n\u00e3o contribui para avan\u00e7ar em a\u00e7\u00f5es comuns. N\u00f3s, da CST, reivindicamos a atua\u00e7\u00e3o comum com o MRT e outras organiza\u00e7\u00f5es, como o PSTU e o SOB, no Polo Socialista Revolucion\u00e1rio. Defendemos a unidade da esquerda independente, que n\u00e3o integra nem apoia o governo burgu\u00eas de Lula\/Alckmin. Propomos a\u00e7\u00f5es em comum com o MRT e outras organiza\u00e7\u00f5es, lideran\u00e7as e partidos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A CST, organiza\u00e7\u00e3o trotskista morenista, se\u00e7\u00e3o no Brasil da UIT-QI, defende como estrat\u00e9gia a batalha pela unidade de revolucion\u00e1rios e revolucion\u00e1rias no Brasil e no mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Claudia Gonzales e Michel Oliveira, coordena\u00e7\u00e3o da CST &nbsp; Di\u00e1logo com o MRT sobre Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista Na Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da CSP-Conlutas, de 12 a 14\/07\/24, os camaradas do MRT afirmaram que a defesa da CST por uma \u201cPalestina laica, democr\u00e1tica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17645,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-17644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-debates-socialistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17644\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}