

	{"id":1770,"date":"2017-01-14T21:41:18","date_gmt":"2017-01-14T21:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=1770"},"modified":"2017-02-06T00:32:44","modified_gmt":"2017-02-06T00:32:44","slug":"sobre-fernando-holiday-e-o-debate-da-representatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2017\/01\/14\/sobre-fernando-holiday-e-o-debate-da-representatividade\/","title":{"rendered":"Sobre Fernando Holiday e o debate da representatividade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diego Vitello<\/strong> \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o Nacional CST-PSOL<br \/>\n<strong>Priscila Guedes<\/strong> \u2013 Diretora DCE da USP e militante da CST-PSOL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos um importante ascenso da luta dos oprimidos em n\u00edvel nacional e internacional. O movimento negro se organiza em defesa das cotas nas universidades e contra a viol\u00eancia policial. Ganhou grande repercuss\u00e3o o movimento Black Lives Matter (Vidas negras importam), que tomou os EUA com passeatas gigantescas do povo negro nos \u00faltimos anos. As mulheres, por sua vez, realizaram grandes atos em defesa da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, repudiando a cultura do estupro e o machismo. Foram tamb\u00e9m a ponta de lan\u00e7a do \u201cFora Cunha\u201d. Coletivos feministas surgem em escolas e universidades. Na Pol\u00f4nia, fizeram uma greve geral de mulheres contra uma lei que proibia o direito ao aborto. E venceram, derrubando a lei. Na Argentina, a campanha #niunaamenos re\u00fane milhares contra os feminic\u00eddios. A luta LGBT tamb\u00e9m ganha visibilidade, com coletivos surgindo em escolas e universidades, combinado com a luta contra a lgbtfobia e os crimes de \u00f3dio contra os Lgbts, e pelo direito ao uso do nome social por pessoas trans.<br \/>\nIsso tudo sem d\u00favidas \u00e9 muito positivo, pois estamos falando aqui dos setores mais precarizados da classe trabalhadora, sem os quais \u00e9 completamente imposs\u00edvel pensar uma estrat\u00e9gia de mudan\u00e7a radical da sociedade, portanto, sua luta fortalece globalmente a luta da nossa classe. Em meio a esse ascenso, a direita que se organiza no MBL busca desarticular e enfraquecer a luta dos setores oprimidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi eleito nas elei\u00e7\u00f5es passadas, Fernando Holiday, um vereador jovem, negro, lgbt, que veio da periferia. Por\u00e9m, ao ser um mandato de direita, obviamente j\u00e1 \u00e9 um inimigo frontal das conquistas dos negros, dos lgbt\u2019s e da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica. Por exemplo, uma de suas propostas \u00e9 o fim das cotas para negros nos concursos p\u00fablicos municipais. Outra, o fim do feriado do dia da Consci\u00eancia Negra. Ou seja, o fato dele ser negro e gay n\u00e3o significa para nada que far\u00e1 um mandato em defesa dos setores oprimidos. No seu caso, se trata exatamente do contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse texto queremos, a partir desse exemplo de Holiday, colocar algumas de nossas posi\u00e7\u00f5es no debate sobre a \u201crepresentatividade\u201d existente hoje no seio da esquerda e que tem muito peso nas universidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Uma raiz desse debate: P\u00f3s-modernismo x Marxismo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate da representatividade de colocar as opress\u00f5es espec\u00edficas acima e por fora do crit\u00e9rio de classe, tem sua raiz no pensamento p\u00f3s-moderno. Uma das premissas b\u00e1sicas do p\u00f3s-modernismo \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da totalidade. A sociedade contempor\u00e2nea estaria cada vez mais dividida, parcializada, e para entender qualquer fen\u00f4meno \u00e9 preciso estuda-lo \u00e0 parte, no \u201cmicro\u201d e n\u00e3o no \u201cmacro\u201d. A complexifica\u00e7\u00e3o da sociedade atual s\u00f3 pode ser explicada dessa forma pelos p\u00f3s-modernos. A totalidade j\u00e1 n\u00e3o teria mais capacidade de explicar nada. As lutas sociais tamb\u00e9m estariam nesse contexto. Sendo assim, os negros devem lutar apenas pelos negros, as LGBT\u2019s pelas LGBT\u2019s, as mulheres pelas mulheres e assim por diante. Cada setor espec\u00edfico com uma pauta espec\u00edfica e nada mais. A perspectiva de uma mudan\u00e7a na totalidade, de sistema, foi jogada fora completamente pelos p\u00f3s-modernos. Assim sendo, negam que a luta entre as classes sociais siga sendo o motor da hist\u00f3ria e inclusive a possibilidade de supera\u00e7\u00e3o da sociedade capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, o p\u00f3s-modernismo \u00e9 uma das teorias que se contrap\u00f5e ao marxismo. Para o marxismo, a busca da explica\u00e7\u00e3o de determinado fen\u00f4meno \u00e9 vinculada imprescindivelmente \u00e0 totalidade na qual ele est\u00e1 inserido. Para explicar as opress\u00f5es hoje \u00e9 preciso inseri-las no modo como est\u00e1 organizada a produ\u00e7\u00e3o na nossa sociedade atual, capitalista. O capitalismo se utiliza das opress\u00f5es para superexplorar os trabalhadores. \u00c9 isso que explica a diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres e entre brancos e negros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As opress\u00f5es da forma como conhecemos hoje, s\u00e3o produzidas e reproduzidas na sociedade capitalista. Portanto, para os marxistas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel superar as opress\u00f5es sem lutar para derrotar esse sistema. Podemos conquistar avan\u00e7os nas nossas pautas, mas enquanto existir capitalismo vai seguir existindo machismo, racismo, lgbtfobia, etc. Dessa forma, a luta dos negros, LGBT\u2019s, mulheres, e todos os setores oprimidos, deve assumir uma perspectiva anti-capitalista, ou seja, estar vinculada a luta da classe trabalhadora pela sua emancipa\u00e7\u00e3o. Ou lutamos contra as opress\u00f5es as inserindo na luta contra o capitalismo ou estamos fadados ao fracasso na busca da emancipa\u00e7\u00e3o dos oprimidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas vis\u00f5es, p\u00f3s-moderna e marxista, s\u00e3o antag\u00f4nicas, e n\u00e3o complementares. N\u00f3s marxistas, lutamos pol\u00edtica e ideologicamente contra a vis\u00e3o p\u00f3s-moderna que desvincula a luta dos oprimidos de uma perspectiva de classe. Unidade na a\u00e7\u00e3o e disputa do programa. Obviamente que as disputas e diverg\u00eancias existentes em torno do programa para a luta dos oprimidos n\u00e3o significam deixar de lado as possibilidades de unidade na a\u00e7\u00e3o com setores pol\u00edticos que n\u00e3o tem um programa anti-capitalista. Por exemplo, a possibilidade de marchas em comum em defesa da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, ou pelo Fora Cunha!. Diversos tipos de pautas democr\u00e1ticas poder\u00edamos citar. Direitos humanos para os LGBT\u2019s, fim da pol\u00edtica de exterm\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o negra pelos governos e a pol\u00edcia. Nesse sentido, a CST se orgulha de impulsionar e participar em todas estas lutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o de fundo \u00e9 que ao lado unidade na a\u00e7\u00e3o, que sem d\u00favidas fortalece as lutas que temos, deve ser levada uma disputa program\u00e1tica. Devemos combater politicamente aqueles que hoje colocam o tema da representatividade acima da quest\u00e3o de classe, colocando sempre a necess\u00e1ria vincula\u00e7\u00e3o da luta dos oprimidos \u00e0 luta da classe trabalhadora contra o capitalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Representatividade sem um programa de esquerda \u00e9 uma armadilha<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amplos setores de esquerda difundem a tese da representatividade alijada do programa, em maior ou menor grau, ou seja, que basta ser negro para falar em defesa dos negros, que basta ser mulher para defender as mulheres, e assim por diante. Ou ent\u00e3o que somente os negros podem defender a emancipa\u00e7\u00e3o dos negros, as mulheres a emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres e assim por diante. Alguns chamam isso de \u201clugar de fala\u201d. Ou seja, cada setor fala por si. Ningu\u00e9m \u201cde fora\u201d pode opinar. De acordo com essa l\u00f3gica, que n\u00e3o temos acordo, n\u00e3o existe mais possibilidade da classe trabalhadora falar enquanto tal e vincular a sua luta a dos setores oprimidos. Em nossa opini\u00e3o, esse \u00e9 o suprassumo da l\u00f3gica p\u00f3s-moderna que divide a luta dos oprimidos e a aparta da luta de classes. Dito isso, n\u00e3o tiramos a import\u00e2ncia do protagonismo de cada setor oprimido de \u201csua\u201d luta, por\u00e9m o que negamos \u00e9 que a sa\u00edda seja o isolamento de cada setor e sobretudo sua desvincula\u00e7\u00e3o com a luta da classe trabalhadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Holiday \u00e9 um grande exemplo de que n\u00e3o basta ser negro para estar ao lado dos negros. Al\u00e9m disso, dizemos claramente que qualquer trabalhadora e trabalhador, jovem, seja de qual cor for, n\u00e3o somente pode o criticar, como \u00e9 seu dever faz\u00ea-lo. Os que defendemos as lutas dos trabalhadores e dos setores oprimidos somos oposi\u00e7\u00e3o frontal ao seu mandato e a sua pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De nossa parte queremos ser categ\u00f3ricos, a representatividade que n\u00e3o est\u00e1 vinculada a um programa emancipat\u00f3rio \u00e9 uma armadilha para a luta dos oprimidos e da classe trabalhadora. Por essa raz\u00e3o, devemos combater o seu discurso. Ele n\u00e3o nos serve. Serve a pol\u00edticos como Fernando Holiday e ao pr\u00f3prio MBL e n\u00e3o \u00e0 esquerda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo que temos disso \u00e9 a l\u00f3gica de que \u00e9 preciso mais representatividade dos setores oprimidos nos parlamentos brasileiros. Sem d\u00favidas, acreditamos que isso \u00e9 importante, mas quando vinculado a um programa de esquerda. N\u00e3o ca\u00edmos na armadilha de que para defender a luta dos negros basta ser negro. N\u00e3o basta. \u00c9 preciso um programa de esquerda. Sen\u00e3o, por essa l\u00f3gica infelizmente muito difundida hoje em dia, o mandato de Holiday seria um avan\u00e7o para a luta do povo negro. Na nossa opini\u00e3o, o seu mandato \u00e9 um retrocesso para essa luta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O nosso crit\u00e9rio de classe \u00e0 luz de alguns exemplos<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nossa opini\u00e3o, o crit\u00e9rio de classe \u00e9 imprescind\u00edvel na pol\u00edtica\u00a0marxista, de esquerda. Por isso n\u00f3s, marxistas revolucion\u00e1rios, estamos contra Holiday. Mas n\u00e3o somente ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos outro exemplo recente no Brasil onde opinamos que, ao perder esse crit\u00e9rio, a ampla maioria da esquerda cometeu uma capitula\u00e7\u00e3o grosseira. Nos referimos \u00e0 defesa do mandato de Dilma Rousseff no governo. Dilma vinha atacando frontalmente as mulheres e homens trabalhadores com seu ajuste fiscal. Fez acordos com a bancada Evang\u00e9lica para n\u00e3o legalizar o aborto e vetar o kit anti-homofobia nas escolas. Ordenou o ex\u00e9rcito para ocupar favelas no Rio de Janeiro aprofundando a repress\u00e3o policial contra o povo negro. Fica evidente que a marca de seu governo foi de ataque aos setores oprimidos e ao conjunto da classe trabalhadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, os que perderam sua b\u00fassola de classe e deixaram o marxismo como uma \u201cboa teoria\u201d que servia mais no passado que no presente, apresentaram como um de seus \u201cgrandes\u201d argumentos era que se tratava de uma mulher, ent\u00e3o era preciso defend\u00ea-la! Que se tratava de um \u201cgolpe mis\u00f3gino\u201d. Nosso crit\u00e9rio era outro. Marxista, de classe. Defend\u00edamos as mulheres trabalhadoras e todo o conjunto a nossa classe e n\u00e3o Dilma. Ela n\u00e3o sofreu o impeachment porque \u00e9 mulher, mas porque um setor da burguesia entendeu que ela e o PT n\u00e3o conseguiam mais aplicar o ajuste, devido ao enorme recha\u00e7o popular ao seu governo. Obviamente que de nossa parte isso significava tamb\u00e9m uma oposi\u00e7\u00e3o frontal a subida de Temer ao governo, primeiro porque era parte da gest\u00e3o desastrosa de Dilma, mas tamb\u00e9m porque seu prop\u00f3sito era e \u00e9 aprofundar o ajuste fiscal contra a classe trabalhadora que foi iniciado na \u00e9poca do PT. Em nossa opini\u00e3o um processo similar ao de Dilma, aconteceu com Collor, que tamb\u00e9m sofreu um impeachment, apesar de ser homem e nunca na vida ter sido de esquerda, por\u00e9m, n\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de seguir com os planos econ\u00f4micos da burguesia, que nos momentos finais de seu governo apoiou ativamente a sua queda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse crit\u00e9rio de tergiversar as diferen\u00e7as pol\u00edticas para transformar tudo em um debate de opress\u00f5es onde os interesses de classe s\u00e3o apagados, n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio dos ex-governistas e dos que cederam \u00e0s suas pol\u00edticas de defesa de Dilma. O mesmo crit\u00e9rio foi copiado por Kim Kataguiri, dirigente do MBL. Em sua coluna na Folha, em um artigo defendendo Holiday, foi claro se referindo \u00e0 esquerda: \u201cSe voc\u00ea discorda da ideologia deles, ent\u00e3o voc\u00ea pode ser alvo de racismo, machismo e homofobia\u201d. (\u00d3dio a Holiday evidencia farsa do discurso em defesa das &#8216;minorias\u2019, Kim Kataguiri na Folha de S\u00e3o Paulo em 11\/10\/16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro exemplo que temos \u00e9 o de Obama, primeiro presidente negro nos EUA. Obama foi eleito pelo Partido Democrata em 2008, com um discurso de mudan\u00e7a. Com a crise econ\u00f4mica, sua pol\u00edtica foi de colocar trilh\u00f5es de d\u00f3lares nos cofres das grandes empresas e bancos. Enquanto isso, milh\u00f5es de estadunidenses perdiam suas casas e empregos. Obviamente que os negros foram os mais prejudicados. Em 2014, segundo dados publicados pelo site El Pais, a taxa de pobreza entre os negros era de 28,1%, enquanto entre os brancos, 12%. A taxa de desemprego \u00e9 de 11,4% para os negros e de 5,3% para os brancos. Ou seja, mesmo com Obama no governo, a situa\u00e7\u00e3o de desigualdade entre negros e brancos nos EUA n\u00e3o se alterou. Esses dados sem d\u00favidas fortaleceram a viol\u00eancia policial contra os negros estadunidenses, que gerou uma importante e massiva resposta materializada no movimento Black Lives Matter. Obama fez um governo centralmente para as multinacionais estadunidenses, que se chocava com os interesses da classe trabalhadora em seu conjunto. Pela l\u00f3gica da representatividade sem crit\u00e9rio de classe, dever\u00edamos defender o governo imperialista de Obama, ou ent\u00e3o considerar o seu governo uma grande vit\u00f3ria do movimento negro. Para n\u00f3s, que n\u00e3o perdemos nossa b\u00fassola de classe no meio das lutas pol\u00edticas, se trata justamente do contr\u00e1rio. Obama fez mais um governo a servi\u00e7o dos capitalistas da principal pot\u00eancia imperialista do mundo. A den\u00fancia implac\u00e1vel do legado de seu governo segue sendo o papel dos marxistas revolucion\u00e1rios em nossa opini\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coerentes com o nosso crit\u00e9rio, o aplicaremos tamb\u00e9m sobre nossa pol\u00edtica frente ao mandato de Fernando Holiday. De nada serve ele ser negro, LGBT e ter sua origem na periferia se sua pol\u00edtica vai na contram\u00e3o dos interesses da classe trabalhadora e dos setores oprimidos. Seu mandato, assim como o MBL, s\u00e3o inimigos de classe nossos. Representam os interesses da burguesia. Portanto, n\u00e3o temos d\u00favidas de que a luta da classe trabalhadora, do movimento negro, das mulheres e dos LGBT\u2019s \u00e9 contra o seu mandato e sua pol\u00edtica. N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o nisso. H\u00e1 apenas o desmoronamento das fr\u00e1geis teorias que colocam representatividade acima da pol\u00edtica que determinada pessoa defende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluindo, opinamos que Holiday, assim como Dilma e Obama, est\u00e1 do outro lado da trincheira. Isso se d\u00e1 porque o crit\u00e9rio fundamental em uma pol\u00edtica de esquerda revolucion\u00e1ria \u00e9 de classe. N\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil entender nosso crit\u00e9rio: se defende os interesses de nossa classe, est\u00e1 ao lado da luta dos oprimidos, est\u00e1 ao nosso lado. Se n\u00e3o defende, n\u00e3o est\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diego Vitello \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o Nacional CST-PSOL Priscila Guedes \u2013 Diretora DCE da USP e militante da CST-PSOL Vivemos um importante ascenso da luta dos oprimidos em n\u00edvel nacional e internacional. 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