

	{"id":18070,"date":"2025-10-24T15:24:32","date_gmt":"2025-10-24T18:24:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=18070"},"modified":"2025-10-24T15:24:32","modified_gmt":"2025-10-24T18:24:32","slug":"mobilizacao-conquista-isencao-do-ir-ate-r-5-mil-mas-ricos-seguem-pagando-menos-imposto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2025\/10\/24\/mobilizacao-conquista-isencao-do-ir-ate-r-5-mil-mas-ricos-seguem-pagando-menos-imposto\/","title":{"rendered":"Mobiliza\u00e7\u00e3o conquista isen\u00e7\u00e3o do IR at\u00e9 R$ 5 mil, mas ricos seguem pagando menos imposto"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Denis Melo e Adriano Dias, coordena\u00e7\u00e3o da CST<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A press\u00e3o das ruas garantiu uma importante vit\u00f3ria na desigual distribui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria no Brasil. Por unanimidade, a C\u00e2mara dos Deputados aprovou o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) os sal\u00e1rios de at\u00e9 R$\u202f5 mil mensais. Essa medida beneficiar\u00e1 10 milh\u00f5es de trabalhadores, que deixar\u00e3o de pagar IR a partir de 2026, caso a medida seja aprovada no senado. \u00c9 um al\u00edvio imediato no bolso de milh\u00f5es e uma conquista arrancada pelas lutas da classe trabalhadora.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No entanto, a batalha por um sistema tribut\u00e1rio justo est\u00e1 longe do fim. Mesmo com a nova isen\u00e7\u00e3o, a estrutura tribut\u00e1ria brasileira segue privilegiando os mais ricos em detrimento da maioria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Ricos pagam menos imposto que trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, o famoso Le\u00e3o do Imposto de Renda \u00e9 apenas para os mais pobres. Os ricos, nunca tiveram que enfrentar uma mordida pesada em suas rendas. Os dados comprovam essa injusti\u00e7a: segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, os super-ricos pagam hoje uma al\u00edquota efetiva m\u00e9dia de apenas 2,5% de IR, enquanto os trabalhadores assalariados pagam em m\u00e9dia 9% a 11% de seus rendimentos. Ou seja, proporcionalmente a classe m\u00e9dia e os pobres arcam com parcela maior de sua renda em tributos do que os milion\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Essa distor\u00e7\u00e3o existe porque, por d\u00e9cadas, grandes empresas e investidores ficaram isentos de IR sobre lucros e dividendos, algo quase inexistente em outros pa\u00edses. Al\u00e9m disso, boa parte da carga tribut\u00e1ria recai sobre o consumo, em impostos indiretos que pesam mais para quem tem baixa renda. Segundo o DIEESE, os 10% mais pobres comprometem 23,4% da renda bruta com tributos indiretos, enquanto os 10% mais ricos gastam apenas 8,6%. O resultado \u00e9 vis\u00edvel: um sal\u00e1rio de R$\u202f5 mil paga cerca de R$\u202f500 por m\u00eas de IR, enquanto muitos milion\u00e1rios pagam zero.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u00c9 necess\u00e1rio seguir a luta para corrigir a tabela do IR<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A vit\u00f3ria atual n\u00e3o elimina as desigualdades. Um risco imediato \u00e9 a defasagem da tabela do IR, caso o governo n\u00e3o mantenha atualizados os valores de isen\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos anos, a tabela ficou praticamente congelada, acumulando uma defasagem de quase 150%. Em 1996, rendas de at\u00e9 9 sal\u00e1rios m\u00ednimos eram isentas; em 2023, esse teto caiu para 1,5 sal\u00e1rio. Milh\u00f5es de trabalhadores de baixa renda passaram a pagar imposto devido a essa corros\u00e3o. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o corrigir a tabela equivale a aumentar impostos sobre os mais pobres conforme a infla\u00e7\u00e3o avan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com a nova lei, a faixa isenta mais que dobrar\u00e1 em 2026, mas sem reajuste peri\u00f3dico a conquista se perde em poucos anos. Nenhuma regra de corre\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica foi aprovada \u2013 apenas a obriga\u00e7\u00e3o de o governo propor, em at\u00e9 um ano, uma pol\u00edtica de atualiza\u00e7\u00e3o da tabela. \u00c9 fundamental seguir mobilizados para exigir a atualiza\u00e7\u00e3o permanente do IR, de forma a preservar o direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o conquistada e impedir que a mordida do le\u00e3o volte aos sal\u00e1rios dos mais pobres.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A isen\u00e7\u00e3o at\u00e9 R$\u202f5 mil \u00e9 uma conquista das lutas da classe trabalhadora e um passo para a justi\u00e7a tribut\u00e1ria. Mas para que essa vit\u00f3ria n\u00e3o se dissipe, \u00e9 preciso avan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 preciso enfrentar a raiz dos privil\u00e9gios, taxas as granes fortuna, aumentar al\u00edquota sob grandes heran\u00e7as e suspender o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, que permite uma sangria de trilh\u00f5es dos cofres p\u00fablicos para remunerar banqueiros e rica\u00e7os pelo mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por isso \u00e9 necess\u00e1rio seguir as mobiliza\u00e7\u00f5es e se apoiar nessas vit\u00f3rias para mostrar que \u00e9 poss\u00edvel fazer com que os ricos paguem a conta dessa crise para aliviar o peso tribut\u00e1rio sobre a classe trabalhadora. Defendemos tamb\u00e9m o fim da escala 6&#215;1 e a taxa\u00e7\u00e3o dos bilion\u00e1rios e das multinacionais. S\u00f3 a mobiliza\u00e7\u00e3o garantir\u00e1 as mudan\u00e7as estruturais necess\u00e1rias para um pa\u00eds mais justo para quem vive do seu trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>Os EUA impuseram um tarifa\u00e7o de 50% sobre produtos brasileiros, refor\u00e7ando a pol\u00edtica imperialista que saqueia o Brasil por meio da d\u00edvida e das multinacionais.<br \/>\nO governo Lula\/Alckmin, apesar do discurso cr\u00edtico, limita-se a negocia\u00e7\u00f5es ineficazes e n\u00e3o rompe com o imperialismo. Al\u00e9m disso, aplica pol\u00edticas capitalistas, como o Arcabou\u00e7o Fiscal e o Plano Safra, favorecendo bancos, multinacionais e o agroneg\u00f3cio. A frente ampla (PT, PCdoB, PSOL) n\u00e3o representa alternativa.<\/p>\n<p>Para enfrentar o imperialismo, a extrema-direita e a Faria Lima, \u00e9 preciso mobiliza\u00e7\u00e3o e unidade de a\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<br \/>\nA CST defende a reorganiza\u00e7\u00e3o da esquerda socialista independente, propondo unidade com organiza\u00e7\u00f5es como UP, PCB-R, PSTU, MRT e SoB. Esse ser\u00e1 o debate que vamos realizar no dia 22\/10. Contaremos com a presen\u00e7a de B\u00e1rbara Sinedino, da coordena\u00e7\u00e3o nacional da CST e Pl\u00ednio de Arruda Sampaio Jr, do Contrapoder. Participe!<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Denis Melo e Adriano Dias, coordena\u00e7\u00e3o da CST &nbsp; A press\u00e3o das ruas garantiu uma importante vit\u00f3ria na desigual distribui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria no Brasil. 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