

	{"id":18427,"date":"2026-03-06T15:16:04","date_gmt":"2026-03-06T18:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=18427"},"modified":"2026-03-06T15:16:04","modified_gmt":"2026-03-06T18:16:04","slug":"8m-dia-internacional-das-mulheres-trabalhadoras-contra-os-ajustes-dos-governos-e-as-agressoes-do-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2026\/03\/06\/8m-dia-internacional-das-mulheres-trabalhadoras-contra-os-ajustes-dos-governos-e-as-agressoes-do-imperialismo\/","title":{"rendered":"8M: Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras. Contra os ajustes dos governos e as agress\u00f5es do imperialismo."},"content":{"rendered":"<p>No \u00e2mbito da greve internacional feminista, mulheres e LGBTS de todo o mundo ir\u00e3o \u00e0s ruas para repudiar as pol\u00edticas de ajuste de todos os governos que afetam mais as mulheres e dissidentes da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>N\u00f3s nos mobilizamos contra a viol\u00eancia de g\u00eanero e os crimes de \u00f3dio que, de acordo com o \u00faltimo relat\u00f3rio da ONU (2025), somam 83.300 em apenas um ano. N\u00f3s nos organizamos contra as pol\u00edticas racistas e anti-imigra\u00e7\u00e3o do ICE nos Estados Unidos. Levantamos a voz contra o genoc\u00eddio na Palestina e o plano imperialista colonizador de Trump em Gaza (Board of Peace). Denunciamos as redes de pedofilia de Jeffrey Epstein, nas quais est\u00e3o envolvidos o presidente Donald Trump, o pr\u00edncipe Andrew e tantos outros. Um punhado de super-ricos que busca impunidade para sustentar um sistema capitalista e patriarcal perverso.<\/p>\n<p>Condenamos veementemente a agress\u00e3o imperialista dos Estados Unidos e de Israel contra o Ir\u00e3. Repudiamos essa agress\u00e3o a partir de nossa independ\u00eancia pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao regime ditatorial e teocr\u00e1tico dos aiatol\u00e1s, que oprime as mulheres que lutam por seus direitos. Rejeitamos o cerco imposto por Donald Trump ao povo cubano, que est\u00e1 literalmente sendo submetido \u00e0 fome e \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da ilha.<br \/>\nComo todos os dias 8 de mar\u00e7o, reivindicamos as lutas das trabalhadoras que, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, se mobilizaram pela jornada de oito horas e pelo sufr\u00e1gio universal. Em homenagem a elas e a todas as lutas que continuamos travando contra a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o, sairemos \u00e0s ruas, mais de um s\u00e9culo depois, para lutar por nossos direitos.<\/p>\n<p>Como feministas anti-imperialistas, denunciamos a OTAN e a campanha de rearmamento imperialista da Uni\u00e3o Europeia, que utiliza a propaganda do medo e a falsa narrativa da \u201cinseguran\u00e7a\u201d como pretexto para disparar os gastos militares e a repress\u00e3o. Essa estrat\u00e9gia implica uma inje\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de dinheiro p\u00fablico para salvar a ind\u00fastria armamentista e metal\u00fargica, tal como foi feito com o setor banc\u00e1rio h\u00e1 vinte anos, enquanto se cortam servi\u00e7os essenciais como a sa\u00fade, as pens\u00f5es ou as pol\u00edticas feministas. Denunciamos a instrumentaliza\u00e7\u00e3o c\u00ednica do povo ucraniano, cuja resist\u00eancia contra a invas\u00e3o russa \u00e9 usada como pretexto para um rearmamento que s\u00f3 lhes beneficia. Face a este belicismo que apenas visa o lucro empresarial, reivindicamos o direito leg\u00edtimo dos povos a defenderem-se contra as agress\u00f5es imperialistas. Nem um euro para a escalada militar imperialista!<\/p>\n<p>Neste dia 8 de mar\u00e7o, na Turquia, a principal agenda das mulheres \u00e9 enfrentar o crescente empobrecimento e a viol\u00eancia machista. O governo de Erdo\u011fan, com as pol\u00edticas da \u201cD\u00e9cada da Fam\u00edlia\u201d, ataca os direitos conquistados pelas mulheres: transforma nossos corpos e nossas vidas em objeto de pol\u00edticas demogr\u00e1ficas. O acesso a direitos legais como o aborto est\u00e1 sendo bloqueado. Enquanto os feminic\u00eddios n\u00e3o param, as pol\u00edticas de impunidade recompensam os perpetradores da viol\u00eancia machista. O aparato judicial se mobiliza n\u00e3o para nos proteger, mas para nos tirar nossos direitos. As pessoas LGBTI+ s\u00e3o demonizadas e suas exist\u00eancias negadas. As pol\u00edticas econ\u00f4micas aprofundam a pobreza, desvalorizando e precarizando ainda mais o trabalho das mulheres. A aus\u00eancia de servi\u00e7os p\u00fablicos n\u00e3o garante as tarefas de cuidado que recaem inteiramente sobre n\u00f3s. As mulheres continuamos fortalecendo a luta por nossos direitos, nossos trabalhos e nossos corpos.<\/p>\n<p>Em Portugal, a viol\u00eancia machista continua a ceifar vidas todos os anos e a viol\u00eancia dom\u00e9stica continua a ser um dos crimes mais denunciados. Em 2025, pelo menos 24 mulheres foram assassinadas e dezenas de tentativas de feminic\u00eddio mostram que n\u00e3o se trata de fatos isolados. Ao mesmo tempo, a crise do sistema p\u00fablico de sa\u00fade provocou o fechamento e a instabilidade das emerg\u00eancias obst\u00e9tricas, aumentando os partos em ambul\u00e2ncias e fora do hospital, uma forma de viol\u00eancia obst\u00e9trica que afeta especialmente as mulheres trabalhadoras. Tamb\u00e9m enfrentamos a tentativa de reforma trabalhista do governo, que avan\u00e7a na flexibiliza\u00e7\u00e3o das demiss\u00f5es, na amplia\u00e7\u00e3o da precariedade e no ataque aos direitos parentais, como a licen\u00e7a para amamenta\u00e7\u00e3o. Por isso, neste 8 de mar\u00e7o, sa\u00edmos \u00e0s ruas para exigir o fim da viol\u00eancia machista, o refor\u00e7o do sistema p\u00fablico de sa\u00fade e a defesa de nossos direitos trabalhistas.<\/p>\n<p>Na Argentina, enfrentamos a reforma trabalhista escravista de Milei, que restringe direitos conquistados h\u00e1 mais de cem anos, como o direito \u00e0 greve, f\u00e9rias remuneradas e jornada de oito horas de trabalho. Uma reforma que nos afeta mais, mulheres e dissidentes, que temos os empregos mais mal remunerados, os trabalhos informais e sobre nossas m\u00e3os recaem as tarefas de cuidados n\u00e3o remuneradas que aprofundam as desigualdades de g\u00eanero.<\/p>\n<p>No Brasil, em dezembro de 2025, milhares de mulheres ocuparam as ruas em todo o pa\u00eds com um \u00fanico grito: Mulheres Vivas! contra uma onda de feminic\u00eddios brutais. Com estat\u00edsticas de quatro feminic\u00eddios declarados por dia, 2025 foi o ano recorde de assassinatos de mulheres. O Brasil tamb\u00e9m \u00e9 o pa\u00eds que mais mata pessoas trans no mundo. A a\u00e7\u00e3o da extrema direita, de ideologias conservadoras e machistas como as red pills, est\u00e1 aprofundando todos os tipos de viol\u00eancia. O atual governo da Frente Ampla de Lula utilizou apenas 15% do valor destinado ao Plano de A\u00e7\u00e3o do Pacto Nacional de Preven\u00e7\u00e3o aos Feminic\u00eddios (PNPF). Por isso, neste 8 de mar\u00e7o, as mulheres no Brasil v\u00e3o \u00e0s ruas para exigir: Chega de viol\u00eancia de g\u00eanero, criminaliza\u00e7\u00e3o da misoginia, pris\u00e3o para feminicidas, estupradores e abusadores, criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos red pill, seus discursos mis\u00f3ginos e pris\u00e3o para seus l\u00edderes, or\u00e7amento para prote\u00e7\u00e3o de mulheres e dissid\u00eancias, a d\u00edvida \u00e9 com as mulheres e os LGBTS.<\/p>\n<p>Na Venezuela, ap\u00f3s o ataque militar do governo imperialista dos Estados Unidos ocorrido em 3 de janeiro, agravou-se o atraso na agenda de reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres. Essa pol\u00edtica agressiva do imperialismo norte-americano constitui um ato de barb\u00e1rie, covarde, desproporcional, um verdadeiro massacre contra todo o povo venezuelano e uma amea\u00e7a certa para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, que busca apenas intensificar a pilhagem dos recursos naturais, aumentar ainda mais a explora\u00e7\u00e3o extrema dos povos e frear os movimentos de massas que, com suas lutas, colocam limites ao sistema capitalista e imperialista que atravessa sua crise mais profunda. A gravidade deste ataque intensificou-se com o pacto entre o governo de Trump e o governo encarregado da Venezuela, com o consentimento de setores empresariais nacionais e estrangeiros, tudo \u00e0s custas das verdadeiras necessidades da classe trabalhadora e dos setores populares. Perante esta situa\u00e7\u00e3o, como mulheres que lutamos pela autonomia dos nossos corpos, defendemos que o povo trabalhador venezuelano no seu conjunto decida o seu pr\u00f3prio destino. Lutamos pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos, nos reconhecemos anti-imperialistas e defendemos nosso direito de exercer nossa soberania. Neste 8 de mar\u00e7o, como Mulheres e Dissid\u00eancias em Luta, tamb\u00e9m levantamos a bandeira pela liberdade dos presos pol\u00edticos, com \u00eanfase especial nas trabalhadoras presas por denunciar a corrup\u00e7\u00e3o e exigir reivindica\u00e7\u00f5es salariais, e pelas presas por abortar.<\/p>\n<p>Em Panam\u00e1, rejeitamos e lutamos contra a viol\u00eancia institucionalizada que se expressa na judicializa\u00e7\u00e3o dos protestos, na viol\u00eancia contra manifestantes e, particularmente, contra as mulheres, e na pol\u00edtica anti-trabalhista de Mulino de reter as contribui\u00e7\u00f5es sindicais, promovendo sindicatos amarelos e reprimindo os trabalhadores e trabalhadoras dentro de seus locais de trabalho. Lutamos contra a situa\u00e7\u00e3o indignante e inaceit\u00e1vel que vivem as crian\u00e7as e adolescentes nos abrigos sob a responsabilidade da SENIAF, que se tornaram centros de horror. Lutamos contra o aumento dos feminic\u00eddios e desaparecimentos for\u00e7ados. Enfrentamos a recusa do governo de Mulino em executar o acordo 190 da OIT e contra a demiss\u00e3o e dispensa de professores (a maioria mulheres) por exercerem o direito \u00e0 greve. Organizamo-nos contra a tentativa de eliminar o Minist\u00e9rio da Mulher, contra o racismo por parte do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o ao exigir \u201ccertifica\u00e7\u00e3o afro\u201d nas escolas e contra a viola\u00e7\u00e3o da nossa soberania. Denunciamos o uso do nosso territ\u00f3rio pelo imperialismo ianque e a rendi\u00e7\u00e3o de Mulino para agredir os povos do mundo.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, apesar de ter pela primeira vez uma mulher no governo, Claudia Sheinbaum, a grande maioria das trabalhadoras, das jovens, das dissidentes de g\u00eanero e das ind\u00edgenas continuam enfrentando desigualdade e viol\u00eancia. O governo tem sido indolente com a crise humanit\u00e1ria que se imp\u00f4s com o desaparecimento de mais de 131 mil pessoas, sendo que as mulheres e meninas desaparecidas s\u00e3o v\u00edtimas de tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o sexual ou de feminic\u00eddios. Diante disso, os coletivos de m\u00e3es que buscam seus filhos e filhas desaparecidos t\u00eam realizado a\u00e7\u00f5es para encontr\u00e1-los, j\u00e1 que o governo tem sido omisso e c\u00famplice desses crimes, muitos deles cometidos pelo crime organizado. No primeiro ano do governo de Sheinbaum, 14 m\u00e3es que procuravam seus filhos foram assassinadas ou desapareceram, e seus casos permaneceram impunes. Por isso, neste 8 de mar\u00e7o, o movimento de mulheres reivindicar\u00e1 a mobiliza\u00e7\u00e3o independente, retomando o lema da Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o: \u201cgoverne quem governar, os direitos s\u00e3o defendidos\u201d.<\/p>\n<p>Desde a Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-CI), fazemos parte das lutas antipatriarcais impulsionadas por mulheres e dissidentes em todo o planeta. Essas lutas important\u00edssimas devem se unir \u00e0 luta anticapitalista porque, neste momento de profunda crise, nenhuma conquista poder\u00e1 ser garantida a longo prazo se n\u00e3o acabarmos com este sistema de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. Por isso somos feministas socialistas e lutamos em todo o mundo por governos da classe trabalhadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00e2mbito da greve internacional feminista, mulheres e LGBTS de todo o mundo ir\u00e3o \u00e0s ruas para repudiar as pol\u00edticas de ajuste de todos os governos que afetam mais as mulheres e dissidentes da classe trabalhadora. 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