

	{"id":18602,"date":"2026-05-25T13:51:06","date_gmt":"2026-05-25T16:51:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=18602"},"modified":"2026-05-25T13:51:06","modified_gmt":"2026-05-25T16:51:06","slug":"fim-da-6x1-ja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2026\/05\/25\/fim-da-6x1-ja\/","title":{"rendered":"Fim da 6&#215;1 j\u00e1!\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>O debate sobre o fim da escala 6&#215;1 tomou propor\u00e7\u00f5es gigantescas. Essa pauta foi apresentada pelo VAT e desde ent\u00e3o atualizou uma antiga reivindica\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora: a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho. Agora o debate est\u00e1 na boca do povo: nos locais de trabalho, nas conversas de bar, no mercado, na sa\u00edda da igreja, nas escolas. H\u00e1 uma como\u00e7\u00e3o da imensa maioria da classe trabalhadora. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma d\u00favida que devemos acabar com essa escala desumana, que condena milh\u00f5es \u00e0 impossibilidade de ter mais tempo com a fam\u00edlia, ou ter lazer ou mesmo tempo livre com seus afetos. E os trabalhadores e trabalhadoras sabem disso, por isso mais de 73% da popula\u00e7\u00e3o apoia o fim dessa escala maldita.<\/p>\n<p>Trata-se de uma reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e sua for\u00e7a mostra que a classe trabalhadora pode entrar em cena por suas reivindica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas mais essenciais. Se \u00e9 verdade que estamos em meio h\u00e1 in\u00fameros ataques e retirada de direitos, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que podemos reagir: a discuss\u00e3o sobre a redu\u00e7\u00e3o da jornada, s\u00f3 tinha acontecido com essa for\u00e7a h\u00e1 quase 40 anos, durante a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a jornada di\u00e1ria de 8h, quando os movimentos sindicais e populares se mobilizaram bastante.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso olhar para as lutas hist\u00f3ricas que conquistaram amplia\u00e7\u00e3o de direitos para tra\u00e7ar um caminho de luta, a\u00e7\u00e3o direta nas ruas, a\u00e7\u00f5es nos locais de trabalho para combater a pol\u00edtica do centr\u00e3o, da extrema direita dos empres\u00e1rios e dos analistas da burguesia que se dedicam a escrever centenas de p\u00e1ginas mentirosas para dizer que o fim da escala 6&#215;1 pode comprometer os empregos, quebrar pequenas empresas e um monte de fake news com o objetivo de ganhar a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>NOSSA CONFIAN\u00c7A \u00c9 NA FOR\u00c7A DAS RUAS E N\u00c3O NAS ARTICULA\u00c7\u00d5ES NO PARLAMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Estamos h\u00e1 poucos dias de uma das vota\u00e7\u00f5es no congresso de enorme repercuss\u00e3o. Todos n\u00f3s sabemos que em qualquer categoria, para conquistar o m\u00ednimo, como reajuste digno ou mais direitos, \u00e9 preciso uma enorme organiza\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o, paralisa\u00e7\u00f5es e greves para arrancar um direito. Mas contraditoriamente, a dire\u00e7\u00e3o das grandes centrais sindicais como a CUT, CTB, For\u00e7a Sindical e UGT, atuam como se a classe trabalhadora devesse apenas aguardar o desfecho no congresso nacional e n\u00e3o fazer uma luta massificada. Seriamos espectadores, como se estiv\u00e9ssemos vendo uma novela ou s\u00e9rie na TV. E isso \u00e9 errado. Devemos fazer com nossas m\u00e3os tudo que a n\u00f3s nos diz respeito.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 necess\u00e1rio romper a ilus\u00e3o de que tudo ser\u00e1 conquistado com \u201cboa articula\u00e7\u00e3o\u201d no congresso e mensagens pelas redes sociais. Ter iniciativas no parlamento ou muito engajamento nas redes sociais, \u00e9 parte da batalha, mas n\u00e3o o fim. Cada pequeno passo dado pela nossa classe, \u00e9 conquistado. S\u00f3 temos for\u00e7a perante qualquer vota\u00e7\u00e3o do parlamento ou mesa de negocia\u00e7\u00e3o se estivermos e mobilizados.<\/p>\n<p>Estar\u00edamos em outro est\u00e1gio de mobiliza\u00e7\u00e3o, se as centenas de sindicatos dirigidos pelas maiores centrais, tivessem dado centralidade a essa pauta nas campanhas salariais desde o ano passado. Cada categoria que consegue uma vit\u00f3ria nesta pauta, fortalece uma luta pelo fim da escala 6&#215;1. Exigimos da CUT, CTB, For\u00e7a Sindical, UGT, federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es jornadas de lutas j\u00e1 conjuntamente com o VAT.<\/p>\n<p><strong>Contra a \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d que mant\u00e9m a 6&#215;1<\/strong><\/p>\n<p>O congresso inimigo do povo est\u00e1 manobrando com essa pauta. Por um lado, para n\u00e3o perder votos muitos partidos dizem que apoiam essa luta, mas na pr\u00e1tica s\u00e3o patronais e defendem uma \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d, que em algumas propostas seriam de at\u00e9 10 anos. O verdadeiro nome disso \u00e9 enrola\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u201cmanuten\u00e7\u00e3o\u201d da 6&#215;1. Quando a isso n\u00e3o h\u00e1 negocia\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Queremos o que \u00e9 nosso: redu\u00e7\u00e3o da jornada \u00e9 um direito e n\u00e3o abrimos m\u00e3o. E queremos agora!<\/p>\n<p>O governo Lula tem responsabilidade nisso. Por um lado, faz discursos corretos criticando a 6&#215;1 e diz que defende o fim dessa escala, mas, ao mesmo tempo, entra em negocia\u00e7\u00f5es do parlamento com os inimigos do povo que desejam manter essa escala pela via da \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d. E Lula e a Frente ampla s\u00e3o uma alian\u00e7a com setores patronais as quais o PT n\u00e3o deseja romper. E isso prejudica os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras. As maiores centrais e sindicatos, dirigidos pelos Lulistas n\u00e3o lutam a fundo para n\u00e3o afastar os empres\u00e1rios da frente ampla e nossa reivindica\u00e7\u00e3o fica prejudicada. Nessa sa\u00edda \u201cnegociada\u201d mais uma vez os patr\u00f5es v\u00e3o sair ganhando. \u00c9 por isso que n\u00f3s da CST n\u00e3o compomos a frente ampla de Lula. A teoria do \u201cganha, ganha\u201d de que \u00e9 poss\u00edvel empres\u00e1rios e trabalhadores ganharem ao mesmo tempo \u00e9 t\u00e3o falsa quanto uma nota de R$ 3. Assim os trabalhadores n\u00e3o podem avan\u00e7ar, com as m\u00e3os atadas pelos patr\u00f5es e tendo que rebaixar suas reivindica\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso organiza\u00e7\u00e3o e luta e exigir do governo Lula que ele garanta o fim da 6&#215;1 sem transi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Unidade nas ruas contra a extrema direita<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 propostas nefastas dos golpistas da extrema direita como a do corrupto Fl\u00e1vio Bolsonaro. Ele critica a 6&#215;1 para propor algo pior: uma tal \u201cliberdade\u201d para que \u201ccada trabalhador escolha sua jornada\u201d. Esse discurso n\u00e3o pode nos confundir. Isso \u00e9 igual a \u201cliberdade\u201d de Milei na Argentina que tenta acabar com todos os direitos sociais. \u00c9 o discurso de \u201cliberdade\u201d de Trump enquanto invade e bombardeia pa\u00edses e mant\u00e9m o holocausto em Gaza. N\u00e3o podemos esquecer do Bolsonaro e suas medidas contra os direitos trabalhistas em seu governo genocida. O fato \u00e9 que n\u00e3o seremos livres enquanto estivermos no sistema capitalista e sua escravid\u00e3o assalariada. A nossa liberdade s\u00f3 ser\u00e1 conquistada destruindo o atual sistema e acabando com a explora\u00e7\u00e3o patronal, rumo a um governo da classe trabalhadora e um Brasil socialista. Como parte dessa luta, mantemos a batalha pelas reivindica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da classe trabalhadora para nos defender dos ataques dos empres\u00e1rios. Por isso precisamos garantir acordos coletivos nacionais, leis trabalhistas unificadas, porque n\u00e3o temos for\u00e7a e nem \u201cliberdade\u201d como indiv\u00edduos. Cada um \u201cfazer a sua jornada\u201d foi a ilus\u00e3o do empreendedorismo dos Apps: anos depois uma das lutas dessa categoria e por regras e valores unificados, tratando de negociar coletivamente. Nossa for\u00e7a est\u00e1 em nossa uni\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva e em direitos sociais amplos nacionalmente.<\/p>\n<p><strong>O que fazer?<\/strong><\/p>\n<p>Ocupar as ruas pelo fim da escala 6&#215;1! Defender as 36 horas semanais e escala 4&#215;3 proposto pelo VAT e a deputada Erika H\u00edlton (PSOL-SP) atrav\u00e9s de Emenda Constitucional. Essa proposta, via emenda constitucional, \u00e9 apoiada por milhares de pessoas atrav\u00e9s de um abaixo assinado eletr\u00f4nico e gerou fortes mobiliza\u00e7\u00f5es nacionais nas ruas. E devemos manter essa proposta. A jornada 4&#215;3, prevista na proposta original do VAT e Erika Hilton, previa quatro dias por semana de trabalho para tr\u00eas dias de folga. Tudo sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio. Exigimos que o Rick Azevedo, Erika H\u00edlton e a dire\u00e7\u00e3o do VAT mobilizem por suas propostas originais.<\/p>\n<p>Os funcion\u00e1rios e representantes pol\u00edticos da burguesia entraram em cena para confundir e tentar impedir uma vit\u00f3ria pelo fim da escala 6&#215;1. Agora, mais do que nunca, \u00e9 necess\u00e1rio entrar em cena o peso da nossa classe. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio estar atento \u00e0s manobras que pretendem derrotar essa luta. A emenda apresentada por partidos do centr\u00e3o e da extrema direita como diminui\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o do FGTS ou mesmo do INSS patronal \u00e9 absurda e deve ser denunciada.<\/p>\n<p>Defendemos uma jornada de 36h, com o fim da escala 6&#215;1, e que o dia de trabalho n\u00e3o possa ultrapassar 8h.<\/p>\n<p>O vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) e a dire\u00e7\u00e3o do VAT corretamente propuseram \u00e0s centrais sindicais uma \u201cgreve geral\u201d pelo fim da 6&#215;1. \u00c9 uma proposta correta que n\u00f3s da CST apoiamos. \u00c9 preciso construir e organizar essa luta desde j\u00e1 apoiando as greves de TAES das federais, das estaduais paulistas e mobiliza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas na volta grande do Xingu. Para isso sugerimos:<\/p>\n<p>a)Realizar emergencialmente uma assembleia da classe trabalhadora, como as Centrais fizeram tempos atr\u00e1s, do conjunto do movimento sindical, em especial das categorias nacionais em greve como TAES nas federais ou estaduais como a UERJ e estaduais paulistas.<\/p>\n<p>b)Convocar com urg\u00eancia uma nova Plen\u00e1ria de Organiza\u00e7\u00e3o das lutas populares com todos os movimentos sociais, em especial o movimento feminista e ind\u00edgena que protagonizou fortes lutas.<\/p>\n<p>c) Pautar o tema no pr\u00f3ximo CONEG da UNE e nos f\u00f3runs dos DCEs da USP, Unicamp e UNESP.<\/p>\n<p>d) Construir um plano de luta, come\u00e7ando com um dia nacional de mobiliza\u00e7\u00f5es, panfletagens, atrasos de turno, paralisa\u00e7\u00f5es parciais, e greves nas categorias junto com passeatas unificadas no final do dia nas capitais: com categoriais que est\u00e3o em greve como os TAEs, os trabalhadores da UERJ e os estudantes das estaduais paulistas.<\/p>\n<p>e)Dar continuidade a esse movimento rumo \u00e0 greve geral proposta pelo VAT, ainda neste primeiro semestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate sobre o fim da escala 6&#215;1 tomou propor\u00e7\u00f5es gigantescas. 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