

	{"id":18683,"date":"2026-06-15T23:32:04","date_gmt":"2026-06-16T02:32:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=18683"},"modified":"2026-06-15T23:32:04","modified_gmt":"2026-06-16T02:32:04","slug":"por-comites-unitarios-da-fit-u-em-apoio-a-myriam-bregman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2026\/06\/15\/por-comites-unitarios-da-fit-u-em-apoio-a-myriam-bregman\/","title":{"rendered":"Por comit\u00eas unit\u00e1rios da FIT-U em apoio a Myriam Bregman"},"content":{"rendered":"<p>Na quarta-feira, 27 de maio, finalmente ocorreu a reuni\u00e3o da mesa nacional da Frente de Esquerda-Unidade, algo que n\u00e3o havia sido poss\u00edvel realizar durante longas semanas. Nosso partido, Izquierda Socialista (IS), solicitou-a por escrito, propondo \u201cdiscutir dois pontos: 1) a proposta dos companheiros e companheiras da dire\u00e7\u00e3o do PTS que est\u00e1 sendo divulgada publicamente sobre a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cMovimento por um Partido da Nova Classe Trabalhadora\u201d e que at\u00e9 agora n\u00e3o foi trazida pelo PTS a esta mesa e 2) a rebeli\u00e3o oper\u00e1ria e popular na Bol\u00edvia e quais medidas de solidariedade podemos organizar\u201d (ver izquierda-socialista.org)<\/p>\n<p>A proposta visava realizar uma troca esclarecedora das propostas dos quatro partidos integrantes da FIT-U, buscando o consenso unit\u00e1rio para sair e intervir na nova situa\u00e7\u00e3o que se abriu com o impacto extraordin\u00e1rio que a camarada Myriam Bregman est\u00e1 causando no movimento de massas. Trata-se de uma simpatia incipiente de milh\u00f5es de pessoas pela figura de Myriam Bregman como representante da esquerda aglutinada no FIT-U, que vem travando lutas pol\u00edticas e nas ruas h\u00e1 15 anos. Um fato altamente positivo.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o IS participou da reuni\u00e3o da mesa nacional levando propostas de unidade para conquistar aqueles que manifestam simpatia por Bregman e pelo conjunto do FIT-U. Concretamente, impulsionar comit\u00eas do FIT-U em apoio \u00e0 sua figura, \u00e0 Frente de Esquerda e por um governo da esquerda e dos trabalhadores e trabalhadoras. Comit\u00eas para serem formados de maneira unificada entre os quatro partidos e aqueles que simpatizam, sejam organiza\u00e7\u00f5es ou lutadores e lutadoras independentes. Esses comit\u00eas unit\u00e1rios do FIT-U, liderados pelo apoio a Myriam Bregman, atuariam impulsionando as lutas nacionais e poderiam levar ao movimento de massas o apoio a lutas internacionais, como as da Bol\u00edvia ou da Palestina. Ao mesmo tempo, propusemos estar abertos a planejar o debate nesses comit\u00eas unit\u00e1rios sobre todas as iniciativas program\u00e1ticas ou de a\u00e7\u00e3o que pudessem surgir.<\/p>\n<p>Infelizmente, a reuni\u00e3o terminou sem que se chegasse a um acordo para impulsionar esses comit\u00eas unit\u00e1rios. Isso se deveu ao fato de a dire\u00e7\u00e3o do PTS ter colocado como condi\u00e7\u00e3o para integrar os comit\u00eas que cada partido (IS, PO e MST) tivesse que aderir explicitamente \u00e0 sua proposta de \u201cconstru\u00e7\u00e3o de um Movimento por um Partido da nova classe trabalhadora\u201d.<\/p>\n<p>Solicitou-se ao PTS que esclarecesse em que consistia esse projeto de partido, qual seria o papel dos atuais partidos do FIT-U, se eles deveriam se dissolver no futuro em um partido \u00fanico ou se, por causa disso, o FIT-U deixaria de existir. Em nossa opini\u00e3o, n\u00e3o houve qualquer esclarecimento, nem oral nem por escrito. Por enquanto, permanece a impress\u00e3o de que se trata de um projeto partid\u00e1rio para angariar for\u00e7as para o PTS, em oposi\u00e7\u00e3o ao FIT-U.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, \u00e9 isso mesmo, pois a dire\u00e7\u00e3o do PTS imp\u00f5e como condi\u00e7\u00e3o imediata para integrar os comit\u00eas de apoio a Myriam Bregman a ades\u00e3o \u00e0 sua pol\u00edtica de \u201cconstruir um partido de trabalhadores\u201d. Mas Bregman n\u00e3o \u00e9 apenas uma dirigente do PTS, \u00e9 uma figura que o IS e todos os demais partidos e grupos que aderem \u00e0 FIT-U respeitamos e apoiamos. A posi\u00e7\u00e3o de Bregman fortalece toda a esquerda revolucion\u00e1ria. Seu prest\u00edgio, muito bem conquistado, faz parte das vit\u00f3rias e dos avan\u00e7os da luta pol\u00edtica e das lutas que temos travado a partir da FIT-U ao longo de seus longos anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Consideramos que opor um poss\u00edvel futuro partido dos trabalhadores ao atual FIT-U \u00e9 uma abordagem equivocada e divis\u00f3ria. A partir da IS, n\u00e3o concordamos, por enquanto, com a ideia de nos lan\u00e7armos na constru\u00e7\u00e3o de um partido amplo e indefinido dos trabalhadores. Porque ainda n\u00e3o vemos condi\u00e7\u00f5es para isso. N\u00f3s, socialistas revolucion\u00e1rios, sempre consideramos a implementa\u00e7\u00e3o da t\u00e1tica de um PT, ou seja, um partido amplo de independ\u00eancia de classe, quando se d\u00e3o duas condi\u00e7\u00f5es: a combina\u00e7\u00e3o do surgimento de correntes oper\u00e1rias ou sindicatos combativos independentes da burguesia, mais ou menos massivos; no nosso caso, seriam correntes fortes que rompessem com o peronismo. A segunda condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que exista uma forte fraqueza ou quase inexist\u00eancia de partidos revolucion\u00e1rios. Com base nisso, por exemplo, Leon Trotsky lan\u00e7ou essa proposta nos anos 30 nos EUA, que n\u00e3o chegou a se concretizar. Mais recente e conhecida foi a funda\u00e7\u00e3o do PT do Brasil, nos anos 80, baseada na ascens\u00e3o de novos e massivos sindicatos combativos, como o dos metal\u00fargicos do ABC de S\u00e3o Paulo, do qual a maior parte das correntes do trotskismo fez parte.<\/p>\n<p>Por enquanto, no pa\u00eds n\u00e3o existem essas duas condi\u00e7\u00f5es; n\u00e3o h\u00e1 correntes oper\u00e1rias independentes que rompam com o peronismo, nem a esquerda trotskista \u00e9 marginal. Pelo contr\u00e1rio, existe uma esquerda trotskista muito forte que se agrupa na FIT-U e que come\u00e7a a impactar milh\u00f5es de pessoas com a figura de Myriam Bregman. \u00c9 uma simpatia que ainda n\u00e3o garante que se traduza em votos nem em uma ades\u00e3o consciente ao programa revolucion\u00e1rio do FIT-U (ver FRENTE DE ESQUERDA E DOS TRABALHADORES \u201cUNIDADE\u201d \u2013 ACORDO PROGRAM\u00c1TICO), mas todos n\u00f3s a valorizamos como o in\u00edcio de uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por essas raz\u00f5es, n\u00e3o vemos, por enquanto, a necessidade de impulsionar um novo e ainda incerto partido dos trabalhadores. O que sim consideramos \u00e9 que \u00e9 preciso utilizar e valorizar mais a grande conquista que \u00e9 o FIT-U, reconhecido pela vanguarda lutadora \u2014 independentemente de nossos partidos fazerem parte dele ou n\u00e3o \u2014 como um imenso feito da unidade da esquerda, algo que nunca foi f\u00e1cil de alcan\u00e7ar e que conseguimos. Infelizmente, ouvimos na reuni\u00e3o que o PTS come\u00e7ou a desvalorizar essa conquista, dizendo que o \u201cFIT-U ficou para tr\u00e1s\u201d diante do novo, que seria a simpatia das massas por Bregman, que \u201c\u00e9 apenas uma frente eleitoral\u201d e que \u201c\u00e9 preciso outra coisa\u201d. Primeiro, n\u00e3o \u00e9 apenas uma frente eleitoral, \u00e9 uma alian\u00e7a pol\u00edtica de partidos revolucion\u00e1rios, in\u00e9dita no mundo, que tem um programa oper\u00e1rio e socialista. Segundo, o avan\u00e7o do FIT-U em suas campanhas eleitorais n\u00e3o \u00e9 algo insignificante. Pelo contr\u00e1rio, nas elei\u00e7\u00f5es, o FIT-U concorreu travando uma enorme luta pol\u00edtica contra os partidos patronais e seus sucessivos governos desde 2011, alcan\u00e7ando mais amplamente milh\u00f5es de pessoas com nosso programa rumo a um governo dos e das trabalhadoras e trabalhadores. E, em terceiro lugar, e fundamentalmente, o FIT-U, seus deputados e deputadas, partidos, grupos, dirigentes sindicais, piqueteros e jovens s\u00e3o aqueles que lutam nas greves, nas marchas universit\u00e1rias, na \u00e1rea da sa\u00fade, ao lado dos aposentados e aposentadas e enfrentando a burocracia sindical.<\/p>\n<p>Entre os exemplos est\u00e3o a Multicolor La Matanza, liderada pelo FIT-U, que recuperou a se\u00e7\u00e3o; h\u00e1 anos dirigimos a Aten Capital em Neuqu\u00e9n; a Ademys na Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires; a UEPC-Capital de C\u00f3rdoba, entre outras; a combativa se\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Haedo, liderada por Pollo Sobrero; o SUTNA e a luta pela FATE; e s\u00e3o membros do FIT-U aqueles que v\u00eam liderando a heroica e triunfante luta do Hospital Garrahan. \u00c9 claro que o IS sempre exige que o FIT-Unidade atue de forma mais unida nas lutas sindicais, estudantis e populares. Mas essas diferen\u00e7as de crit\u00e9rio n\u00e3o invalidam nem colocam em quest\u00e3o o FIT-U. Em todo caso, trata-se de melhor\u00e1-lo em conjunto. Se esse terceiro aspecto custa muito e h\u00e1 longos per\u00edodos de sil\u00eancio e paralisia, foi justamente por causa de certas divis\u00f5es que se provocam no interior da frente que sempre combatemos. Especialmente por parte da dire\u00e7\u00e3o do PTS, algo muito sentido pelos e pelas lutadoras e lutadores, que, com seu divisionismo e autoproclama\u00e7\u00e3o, ignora, por exemplo, a coordena\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio Nacional do Sindical Combativo, atribui-lhe de forma ins\u00f3lita e falsa \u201cn\u00e3o ter passado no teste com a reforma trabalhista\u201d, quando a trai\u00e7\u00e3o foi da burocracia sindical da CGT, e trata injustamente os novos dirigentes sindicais combativos, aos quais imp\u00f5e \u201cpr\u00e1ticas burocr\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, e n\u00e3o menos importante, o FIT-U tem atuado de forma unida em eventos e a\u00e7\u00f5es internacionais, por exemplo, no apoio \u00e0 Flotilha Global Sumud e na den\u00fancia do sionismo e do Estado genocida de Israel. E nas agress\u00f5es imperialistas de Trump, como ocorreu recentemente com a agress\u00e3o \u00e0 Venezuela e ao Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Como \u00e9 sabido, tamb\u00e9m temos diverg\u00eancias internas no FIT-U, que s\u00e3o debatidas abertamente, como \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o entre a esquerda trotskista, sem que isso impe\u00e7a o cumprimento dos acordos no \u00e2mbito do programa comum que nos une.<\/p>\n<p>Mas voltemos \u00e0 quest\u00e3o em debate e de urg\u00eancia: como aproveitamos o novo, refletido na excelente coloca\u00e7\u00e3o de Bregman, para fazer crescer a alternativa pol\u00edtica revolucion\u00e1ria e de independ\u00eancia de classe que \u00e9 a FIT Unidade, frente ao governo de extrema direita de Milei e frente \u00e0s alternativas burguesas dos dirigentes do peronismo. N\u00f3s discordamos, juntamente com outros companheiros e companheiras do FIT-U, que o eixo seja sair para criar um movimento pelo PT, embora respeitemos que o PTS fa\u00e7a sua experi\u00eancia e tenha esse projeto de constru\u00e7\u00e3o. \u00c9 um direito deles. Somos quatro partidos distintos, cada um com suas respectivas t\u00e1ticas e estrat\u00e9gias. Mas o erro \u00e9 opor isso ao FIT-U, recusando-se a impulsionar e integrar comit\u00eas unit\u00e1rios de apoio a Myriam Bregman se a proposta do PTS n\u00e3o for adotada. Essas atitudes divisionistas s\u00e3o preocupantes e t\u00eam origem no fato de terem dividido a Frente no com\u00edcio de 1\u00ba de maio. Essas divis\u00f5es nos enfraquecem diante do governo, da burguesia e da burocracia sindical. Enfraquecem tamb\u00e9m a pr\u00f3pria Myriam Bregman, que deveria ser um fator de unidade e n\u00e3o de divis\u00e3o entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Reiteramos a proposta que levamos \u00e0 reuni\u00e3o da mesa nacional: lan\u00e7ar, como FIT-Unidade, comit\u00eas de apoio a Myriam Bregman e por um governo de esquerda e dos trabalhadores e das trabalhadoras. Vamos nos unir \u2013 PTS, PO, IS e MST \u2013 nessa tarefa. Impulsionando esses comit\u00eas em todo o pa\u00eds para reafirmar que a esquerda quer e pode governar. Milhares de comit\u00eas abertos a todas e todos aqueles que queiram se juntar, em cada cidade, bairro, sindicato, local de trabalho ou de estudo, seriam uma imensa for\u00e7a de luta e pol\u00edtica. Isso fortaleceria a camarada Bregman, o FIT-U, cada um de seus partidos e todas e todos os seus dirigentes e militantes. Seria poss\u00edvel organizar milhares e milhares de pessoas para debater propostas e tamb\u00e9m para nos dedicarmos de forma unida \u00e0s lutas oper\u00e1rias, juvenis, de bairro e populares.<\/p>\n<p>Enquanto o debate continua, a Izquierda Socialista impulsionar\u00e1 esses comit\u00eas de apoio a Myrian Bregman, ao FIT-U e por um governo da esquerda e dos trabalhadores e trabalhadoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Comit\u00ea Executivo da Izquierda Socialista (IS)<\/p>\n<p>30 de maio de 2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na quarta-feira, 27 de maio, finalmente ocorreu a reuni\u00e3o da mesa nacional da Frente de Esquerda-Unidade, algo que n\u00e3o havia sido poss\u00edvel realizar durante longas semanas. 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